O Brasil será capaz de reagir bem às pressões recessionistas globais?

Os mercados temem que o Brasil e outros mercados emergentes, afinal, tenham capacidade e resiliência suficientes para resistir e aguentar os futuros impactos negativos nas suas economias.

Em particular, se a crise financeira global se prolongar mais do que inicialmente anunciado pela generalidade dos bancos centrais, governos e conglomerados mediáticos globais. Esta opinião tem vindo a ser crescentemente emitida, em vários suportes técnicos confidenciais, e em artigos publicados na imprensa por analistas de bancos americanos e europeus, desde meados de Novembro.

Consensualmente, a maioria dos especialistas que, desde o início da crise hipotecária de alto risco estadunidense, conhecida por «subprime», em Agosto, previram que o tumor maligno não era de carácter individual – «subprime» – mas sim sistémica. Por essa razão, consideraram-na susceptível de contaminar os mercados financeiros globais arrastando consigo a economia real, a nível planetário, para a recessão.

As maiores economias emergentes, o grupo BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – ainda foram, apesar da volatididade dos mercados e da severa contração do crédito e da liquidez bancárias, temporariamente apresentados como possíveis “ilhas de relativa estabilidade” num ameaçador cenário global.

Face aos fundamentais das respectivas economias – sólidos superávits comerciais, robustas reservas em moeda estrangeira, forte desempenho do sector exportador, dívidas públicas sob controlo e políticas orçamentais disciplinadas, reflectiam-se na positiva reacção das respectivas moedas e dos domésticos mercados de capitais, à turbulência global.

Bastaram três meses, agora, para que o grupo dos “optimistas com experiência”, leia-se pessimistas, tenha engrossado de forma rápida e sustentável. No final do ano, já se admite como possível, que a “brigada dos emergentes”, sob o comando BRIC, começa a dar sinais de não ser capaz de resistir prolongadamente ao clima recessivo que se adensa sobre os mercados globais. Quem terá razão?

Consultar: Alerta/Brasil

MRA Data Mining

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