Goldman Sachs defende apoios financeiros a Portugal e Espanha

O banco de investimento Goldman Sachs dá como certo que os problemas de financiamento de Portugal se alastrem a Espanha. A melhor solução, diz a instituição norte-americana, passa por um pacote de apoio a Lisboa e por uma linha de crédito a Madrid.

Os custos de financiamento dos países periféricos da zona euro continuam “elevados”, nota a Goldman em comunicado emitido hoje, pelo que, neste quadro, o Estado português “ver-se-á obrigado a recorrer ao fundo estabilidade financeira do euro (EFSF) mais cedo ou mais tarde”. Mas a verdadeira incógnita é saber se “as tensões nos mercados de financiamento obrigarão a Espanha a pedir ajuda externa”. Embora acompanhe a crítica feita aos líderes europeus por não terem sabido responder à crise atempadamente, este é um cenário que a Goldman afasta, dizendo que Espanha não representa risco de insolvência, tanto que os políticos europeus, acredita, “continuarão a intervir de maneira decisiva para evitar qualquer restrição de liquidez”. Se Espanha caísse, avalia a Goldman, “colocaria em risco o conjunto do sistema do euro pela dimensão da sua economia”.

Em entrevista à televisão da agência financeira Bloomberg, citada pela Lusa, o economista chefe da instituição para a Europa, Erik Nielsen, declarou que, no pior cenário, “a dívida pública [espanhola] em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) atingiria um valor a rondar os 90 por cento. É um número grande, isso não representa um problema de solvência”.
Os Dezassete têm discutido um aumento da capacidade de financiamento do EFSF, posição da qual Erik Nielsen discorda. Actualmente, o fundo está dotado de 440 mil milhões de euros atribuídos a título indicativo pelos estados membros da zona euro, dos quais apenas 250 mil milhões são direccionados a empréstimos.

MRA Alliance/Público

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