G8: Acordo contra a fome, desacordo contra aquecimento global

G8 - Itália, L’Aquila 2009Os membros do G8 e os países emergentes convidados para a Cimeira de L’Aquila comprometeram-se a mobilizar 20 mil milhões de dólares em três anos para garantir a segurança alimentar no mundo mas não chegaram a um acordo satisfatório sobre as questões climáticas.

O valor anunciado representa mais cinco mil milhões que o inicialmente previsto e foi anunciado pelo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, em conferência de imprensa.

“Congratulamo-nos com os compromissos assumidos pelos países representados em L’Aquila” para “assegurar o desenvolvimento sustentável da agricultura, mantendo a determinação de prestar uma ajuda alimentar de emergência”, lê-se na declaração comum da Cimeira.

No texto, intitulado “Iniciativa de L’Aquila sobre segurança alimentar”, os líderes manifestam a sua “profunda preocupação com a segurança alimentar mundial, o impacto da crise financeira mundial e a subida dos preços dos alimentos”, sublinhando que os mais atingidos são os países menos preparados para fazer face a um agravamento da fome e da pobreza.

Questões climáticas aquém das expectativas

Com as alterações climáticas no centro da discussão, os oito países mais industrializados do Mundo conseguiram acordar um limite de aquecimento global, mas os objectivos de redução de emissões não foram alcançados.

Numa discussão que transcende os interesses dos membros do G8, os interesses da China e da Índia surgem como o principal entrave às reduções de emissões poluentes pretendidas para 2050, atendendo aos acelerados processos de desenvolvimento que protagonizam. O único consenso dos líderes reunidos em L’Aquila, Itália, prende-se com a decisão de limitar a dois graus Celsius a subida de temperaturas, relativamente a valores de referência de 1900, ou seja, no limiar do aquecimento que, segundo as Nações Unidas, tornará o sistema climático da Terra perigosamente instável.

O G8, constituído pelos oito países mais industrializados do mundo – Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Japão, Itália, França, Reino Unido e Rússia -, convidou para a Cimeira de L’Aquila as cinco potências emergentes – África do Sul, Brasil, China, Índia e México – e os líderes de seis países africanos – África do Sul, Angola, Argélia, Egipto, Nigéria e Senegal.

MRA Alliance/Agências 

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