G20: Sarkozy quer regular preços dos alimentos e impor imposto sobre transacções financeiras

Nicolas SarkozyA necessidade de controlo dos mercados de divisas e de matérias-primas alimentares é uma das ideias que o presidente francês Nicolas Sarkozy quer impor aos seus pares do G20, o maior fórum financeiro e industrial do mundo, onde agora detém a presidência rotativa. 

“Como é que podemos explicar que queremos regular os mercados financeiros sem o fazer no mercado de produtos básicos?” Foi assim que Nicolas Sarkozy afirmou que é preciso evitar a especulação sobre os produtos alimentares, defendendo a necessidade de desenvolver instrumentos para acalmar a subida de preços nas matérias-primas, segundo refere o “El País”.

O presidente francês apresentava as prioridades para a sua presidência no G-20, referindo que os preços actuais dos alimentos estão a níveis de há dois anos. O índice da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação para 55 matérias-primas alimentares alcançou, em Dezembro, o valor mais alto desde Junho de 2008, altura em que a crise alimentar esteve no seu auge.

A possibilidade de uma nova crise estar a regressar foi avançada há algum tempo pelas Nações Unidas, devido ao ritmo “alarmante” dos aumentos dos preços. “No dia em que haja revoltas, que país do G-20 é que vai dizer que não se preocupa com isso? Acho que nenhum”, referiu Sarkozy em relação ao tema.

Além da sua preocupação alimentar, Sarkozy salientou que “dizer que há um sistema monetário, é um grande erro”, já que defende existir um “não-sistema monetário internacional”, escreve o “Le Fígaro”.

“A emergência de novas economias poderosas conduzirá ao aparecimento de novas moedas internacionais”, disse o agora presidente do G-20. Argumenta, por isso, a necessidade de ampliação das funções do Fundo Monetário Internacional no mercado de divisas para regular as reservas dos diferentes Estados. 

Sobre a taxa sobre as transacções financeiras, Sarkozy caracterizou a medida como “moral face à crise financeira” que se está a atravessar, “útil para dissuadir a especulação” e ainda “eficaz para encontrar os novos recursos para o desenvolvimento”.

MRA Alliance/JdN

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