Fundador do Wikileaks deverá ser extraditado para a Suécia

Julian Assange, fundador do WikileaksJulian Assange, fundador do Wikileaks, deverá ser extraditado para a Suécia, de acordo com a decisão de um juiz britânico. Em causa está uma investigação no país escandinavo por alegados delitos sexuais. De acordo com o juiz Howard Riddle, citado pela Associated Press, «pura e simplesmente não há qualquer razão para crer que tenha havido um erro» relativamente ao mandato de detenção, como havia sido sugerido pelos advogados de Assange.Howard Riddle, que respondeu à defesa ponto a ponto, decidiu ainda que os comentários de procuradores e políticos suecos acerca do fundador do Wikileaks não influenciarão o rumo dos processos em causa.

Assange tem agora sete dias para recorrer da decisão (como o seu advogado já disse que faria) revelada no Tribunal de Belmarsh, no Sul de Londres, depois de uma audição realizada há dois meses que se seguiu à sua detenção a 7 de Dezembro.

De acordo com a BBC, o juiz decretou ainda que não há provas de que Assange venha posteriormente a ser extraditado para os Estados Unidos e eventualmente torturado por traição.

O australiano nega as três acusações de agressão sexual e uma violação supostamente ocorridas no Verão do ano passado em Estocolmo. Os seus advogados acreditam que a habitual prática dos tribunais suecos ouvirem os acusados de crimes sexuais à porta fechada poderá levar a um julgamento injusto.

Julian Assange alega que essas acusações têm motivações políticas, sendo retaliações contra o que tem vindo a revelar sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque, bem como relativamente a diversas revelações sobre a diplomacia mundial.

MRA Alliance/Agências

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