FMI revê em alta previsões económicas mundiais

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em alta de 0,6 pontos, para 2,5 por cento, a sua previsão de crescimento para a economia mundial em 2010, numa actualização das suas perspectivas económicas.

No documento, o FMI prevê para o próximo ano uma retoma económica global mais forte do que a instituição tinha estimado em Abril, na base de uma estabilização do sistema financeiro e de um abrandamento do ritmo da contracção dos Estados Unidos ao Japão.

“Após um primeiro trimestre decepcionante”, os indicadores “deixam antever o regresso de uma crescimento moderado a nível global”, acrescenta o FMI, advertindo no entanto que “a recessão não está terminada”.

Para este ano, o FMI prevê agora uma contracção do Produto Interno Bruto mundial de 1,4 por cento, pior do que os 1,3 previstos em Abril.

O volume do comércio mundial deverá em 2009 cair 12,2 por cento (1,2 pontos mais do que previsto na Primavera), antes de regressar em 2010 a um crescimento de um por cento (+0,4 pontos percentuais face a Abril), prevê a organização multilateral.

A melhoria das perspectivas para o próximo ano reflecte estados diferentes de recuperação através o mundo com as economias emergentes, incluindo a China, a ajudar o mundo a sair da pior recessão em seis décadas, enquanto a Europa fica atrás dos Estados Unidos e do Japão.

 “A estabilização é desigual” e a retoma será “provavelmente tímida”, adverte o relatório do FMI, que volta a sublinhar o carácter prioritário da estabilização do sistema bancário internacional.

“A economia global continua em recessão mas estamos a encaminhar-nos para uma recuperação”, disse o economista chefe do FMI, Olivier Blanchard num comunicado.

“Temos de prosseguir com as políticas fiscal, monetária e financeira que implementámos”, acrescentou.

No mesmo tempo, o FMI pede aos governos que comecem a desenhar planos para sair do quadro das medidas de apoio às respectivas economias, para evitar pressões inflacionistas e retomar a via do equilíbrio das finanças públicas.

MRA Alliance/DN 

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