FMI: Em queda livre, Portugal empobrece e vai ser ultrapassado pelas Seychelles

A nova previsão do FMI para Portugal, numa altura em que os juros da dívida estão sob forte pressão, diz que o futuro será dominado por mais desemprego e por uma economia anémica. Cristalizada num modelo económico assente no endividamento, a economia portuguesa registará, até 2015, umas das retomas mais apáticas do mundo, a seguir à Grécia, e será ultrapassada este ano pela Eslováquia e no próximo pelas ilhas Seychelles nos níveis de riqueza por habitante.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está mais pessimista sobre a evolução da economia portuguesa do que estava há apenas três meses. Nas novas previsões, ontem divulgadas, considera que Portugal não crescerá além dos 0,3% em 2010 (menos 0,1 pontos percentuais) e de 0,7% no próximo ano – valores bastante mais modestos do que os estimados pelo Governo.

No desemprego, as previsões são igualmente más, apontando para um agravamento. A actualização das previsões coincidiu no tempo com uma forte pressão do mercado sobre a dívida pública, com os juros a registarem ontem a quarta subida seguida.

Os “fortes desequilíbrios orçamentais” são o motivo apontado para esta recuperação anémica da economia, pelo que fica o aviso do FMI de que a prioridade passa por “assumir compromissos credíveis relativamente à sustentabilidade da dívida” e pela necessidade de “inverter rapidamente” o “elevado défice”. Esta advertência dirige-se não só a Portugal, mas também à Grécia, Espanha e Irlanda, e a sua concretização poderá eventualmente acalmar os mercados financeiros.

MRA Alliance/Agências

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