FMI admite controlos à circulação de capitais

Dominique Strauss-KahnO Fundo Monetário Internacional (FMI) admite restrições à circulação de capitais em casos concretos de paises que já tenham esgotado as restantes alternativas. Foi essa a posição adotada na reunião de hoje do Comité Monetário e Financeiro Internacional, o orgão de aconselhamento e definição de politicas do FMI.

Em conferência de imprensa, o recém-eleito presidente do comité, Tharan Shanmugaratnan, e o diretor do FMI, Strauss-Khan, defenderam uma posição pragmática face as necessidades específicas de cada país. Ou seja, ao contrário do que era a sua posição tradicional, o Fundo admite agora a utilização de restrições à circulação de capitais quando os outros mecanismos, como as taxas de câmbio ou as reservas cambiais, estão esgotados.

E a verdade é que em muitos países as politicas tradicionais não estão a dar o resultado pretendido e o recurso a formas diretas ou indiretas de limitar os fluxos de capitais tem sido solução para tentar evitar casos de excessiva volatidade e sobreaquecimento.

Durante anos, o Fundo Monetário Internacional opôs-se ferozmente a este tipo de práticas, por serem contrárias ao livre funcionamento dos mercados e poderem criar distorções. Strauss-Kahn já tinha lembrado na quinta-feira que “durante décadas esta instituição disse que o controlo dos capitais era o mal”. Só que a pressao da realidade obrigou a instituição a rever a sua posição, até porque o pior da crise já está ultrapassado a nivel mundial mas existem ainda diversos riscos pela frente.

MRA Alliance/Expresso

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