Fitch cortou rating de Portugal de A+ para A-, e ameaçou novos cortes

pt_crise_ecofin11.jpgA agência de notação financeira Fitch diz que não acredita que Portugal consiga continuar a aceder aos mercados a taxas de juro “comportáveis”. A ajuda externa deverá ter de ser pedida “em breve”.

No comunicado em que informa os investidores de que cortou em dois níveis o “rating” de Portugal, de A+ para A-, ameaçando novas reduções, a agência escreve que o facto de o Parlamento português ter inviabilizado as novas medidas de austeridade, levando à demissão do Governo, aumenta “significativamente as hipóteses de Portugal pedir assistência multilateral num prazo próximo”.

“A incapacidade do Parlamento aprovar as medidas (PEC IV), e a incerteza política decorrente, enfraqueceu a credibilidade do programa português de reformas orçamentais e estruturais”. “Dada a falta de melhoria nas condições de financiamento, a Ficht não assume mais que Portugal consiga neste ano aceder aos mercados a taxas comportáveis”, avisa a agência de notação.

A agência Fitch alerta ainda que sem um pacote de apoio financeiro credível do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia, Portugal sofrerá novo corte de ‘rating’, possivelmente em vários níveis, nos próximos meses. “O RTW (Rating Watch Negative — revisão para possível corte) indica uma forte probabilidade de uma revisão em baixa nos próximos três a seis meses.

Na ausência de um programa de apoio financeiro oportuno e credível do FMI e da UE, o ‘rating’ soberano de Portugal será provavelmente alvo de novo corte, possivelmente em mais de um nível”, afirma a agência. Ainda há dois dias, a agência afirmava que a disputa política entre PS e PSD não colocava em risco o “rating” de Portugal, porque não constituía uma ameaça imediata ao cumprimento da meta do défice para 2011, 4,6% do PIB.

MRA Alliance/JdN

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