“Falam, falam, mas não dizem nada”, diz Belmiro sobre elites portuguesas

Belmiro de Azevedo inaugurou o Parque de Negócios da Sonae na Maia, um investimento de 86 milhões de euros que emprega 1800 pessoas – 326 mil m2 com áreas para serviços empresariais e logística de retalho.

Na cerimónia, o empresário comentou a ausência do Governo. “Nós convidámos (vários membros do Governo, incluindo o primeiro-ministro e o ministro da Economia). Os convites foram assinados pelo Paulo (Azevedo, presidente da Sonae) e só tivemos aqui autoridades locais, não vi nenhum elemento do Governo”, disse Belmiro de Azevedo.

De acordo com o empresário, a Sonae só recebeu “repostas negativas” dos elementos do Governo convidados. “Não deram explicações nem têm que dar”, acrescentou.

“Eu interpreto isso da maneira que entendo e estou muito seguro de que estou a interpretar bem”, afirmou, acrescentado que “não tenho más relações (com o Governo) porque só comunico com autoridades, isto é, o primeiro-ministro”.

Em Portugal “devia haver muito mais empresários e os cidadãos em geral a interessarem-se por criar emprego e riqueza”, disse Belmiro de Azevedo. “É o problema da formiga e da cigarra: há muita gente a falar mas não acrescentam valor nenhum. Falam, falam, falam, mas não dizem nada. Esse é que é o problema”.

MRA Alliance/Agências�

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