EUA: Obamania vira culto da personalidade, acusa oposição

A Casa Branca tentou tranquilizar os pais dos alunos americanos que temem ver o presidente Barack Obama influenciar politicamente os seus filhos através do discurso que hoje marca o regresso às aulas, ao divulgar o texto via Internet.

“Precisamos que cada um de vós desenvolva o seu talento, as suas competências, a sua inteligência para que possam ajudar a resolver os nossos problemas mais difíceis”, diz o texto do discurso divulgado pela Casa Branca. “Se não fizerem isto, se deixarem a escola, vocês não estão apenas a prejudicarem-se a vós próprios mas também estarão a prejudicar o país”, refere o texto.

Antes da divulgação do discurso, os conservadores criticaram a iniciativa do presidente, que classificaram como “uma lavagem cerebral” e os pais queixaram-se nas escolas.

A polémica começou quando a Secretaria da Educação enviou às escolas uma “cartilha de actividades das turmas”, na qual é sugerido que os alunos escrevam sobre o tema “Como ajudar o Presidente”.

“Isto não tem nada a ver com educação, mas com venerar Barack Obama”, declarou à AFP Michael Leahy, porta-voz do grupo conservador Nationwide Tea Party Coalition. “Isto é doutrinação pura e simples sobre o culto de Barack Obama, e somos contra isso”, disse.

Para acalmar os ânimos, o ministério da Educação retirou a sugestão de ajuda ao presidente.

Jim Greer, presidente do partido republicano da Flórida, afirmou que o presidente estava indo às salas de aula americanas para pregar uma ideologia socialista, um termo pejorativo nos EUA. “A ideia de que os alunos em todo o país vão ser obrigados a olhar o presidente vender sua reforma para um seguro saúde, bancos e fabricantes de automóveis nacionalizados, não só é irritante, como contraria o pensamento da maioria dos americanos”, disse Greer, pai de quatro crianças.

Devido à polémica, algumas escolas decidiram não divulgar o discurso. Outras indicaram que deixariam a decisão para os professores e directores dos estabelecimentos. Outras admitiram que se os pais são contra, e preferem que os filhos não oiçam o discurso,  podem faltar às aulas.

O discurso, que será pronunciado num colégio de Arlington, Virgínia, no leste do país, será retransmitido em todos os estabelecimentos escolares dos EUA.

MRA Alliance/Agências

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