EUA: Obama promete novos estímulos multimilionários e perde estado de graça

“Sim, não somos capazes” - Capa da revista humorística MAD ironizando com as promessas eleitorais de ObamaA maioria dos eleitores norte-americanos opõe-se aos planos do presidente Barack Obama para a concessão de novos apoios financeiros federais aos Estados em situação de pré-falência. Segundo a última sondagem telefónica da Rasmussen publicada esta semana, “apenas” 22% dos americanos concordam com a medida enquanto 58% se lhe opõe.

As razões da desaprovação prendem-se com o facto de a dívida federal já ter atingido os 12 mil biliões de dólares, de a moeda norte-americana estar a valer cada vez menos e de a taxa de desemprego U6 (que inclui os trabalhadores em part-time que não conseguem emprego a tempo inteiro), já ter ultrapassado os 17%. 

Apesar deste sentimento, Obama anunciou ontem que vai utilizar 135 mil milhões de euros para acelerar a criação de emprego nos Estados Unidos. Num discurso, o presidente explicou que a verba sobrou do programa de resgate financeiro TARP e irá servir para pagar investimentos em infra-estruturas e isenções fiscais.

Em resposta aos críticos, disse que é possível conciliar a redução do défice com a criação de emprego e  crescimento económico. Para Obama, a solução passa por ajudar as pequenas e médias empresas e investir em infra-estruturas públicas.

Além disso, entre as medidas anunciadas, está uma isenção de impostos sobre os investimentos em capitais nas pequenas empresas e uma baixa nos impostos destinados a incentivar as contratações. Com estas medidas, Obama espera acelerar o crescimento do mercado de trabalho.

MRA Alliance/Agências

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