EUA: Natalidade hispânica já supera emigração, diz estudo

Pela primeira vez na história, os nascimentos superaram a emigração como principal fator por trás do expressivo crescimento da população hispânica nos Estados Unidos, segundo um estudo divulgado na quinta-feira pelo Centro Hispânico Pew, em Phoenix, Arizona.

A nova tendência – de acordo com as conclusões – é especialmente evidente entre os norte-americanos de origem mexicana, que representam quase dois terços da população latina nos EUA. Os mexicano-americanos totalizam 63 por cento do total de hispânicos. Os hispânicos são a maior minoria dos EUA – 50,5 milhões de pessoas em 2010, segundo o Departamento do Censo – e também a que mais cresce.

O estudo, com base em dados do Censo e de outras fontes governamentais, indica que a população mexicano-americana cresceu em 7,2 milhões de indivíduos devido aos nascimentos ocorridos entre 2000 e 2010. No mesmo período o número de emigrantes oriundo do México ascendeu a 4,2 milhões de pessoas.

Mark Lopez, diretor-associado do Centro Hispânico Pew e coautor do estudo, disse que na década de 1980 o crescimento era impulsionado pela emigração (3,1 milhões) contra 2,7 milhões de nascidos nos EUA, Nos anos 90 verificou-se uma paridade (4,7 milhões) entre emigrantes e nascidos nos EUA.

Para Bruce Merrill, professor emérito de ciências políticas na Universidade Estadual do Arizona, os hispânicos nascidos nos EUA tendem a ser mais conservadores defendendo uma fiscalização mais rigorosa na fronteira com o México.

O estudo indica que a população hispânica nos EUA continuará a crescer apesar dos esforços das autoridades contra a emigração ilegal. Os analistas admitem que a tendência também deverá resultar numa diversificação cultural e política da população latina.

Uma projeção anterior do Departamento do Censo norte-americano estimou que até 2050 as minorias étnicas e raciais se tornarão maioritárias nos EUA, e que um em cada três residentes do país será de origem latina.

MRA Alliance/Reuters

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