EUA: FBI investiga 530 casos de fraudes relacionadas com crise financeira

Mais de meio milhar de fraudes relacionadas com a crise financeira estão a ser investigadas pelo FBI, revelou hoje John Pistole, director-adjunto do FBI, perante uma comissão do Senado dos Estados Unidos. O responsável da polícia judiciária norte-americana precisou que 38 das 530 investigações em curso envolvem “grandes fraudes” e outros delitos directamente relacionadas com a implosão do mercado imobiliário e com a crise bancária.

Entre eles, Pistole destacou mais de 1800 delitos relacionados com contratos hipotecários, o dobro dos casos investigados em 2007, alguns deles perpetrados por profissionais do sector, no montante de centenas de milhões de dólares. “Trata-se de questões relacionadas com advogados, brokers e agentes imobiliários que, sistematicamente, tentam subverter o sistema.”

O FBI suspeita do envolvimento de estruturas do crime organizado nas fraudes hipotecárias. O presidente da Comissão Judiciária do Senado, o democrata Patrick Leahy, apelou ao Departamento de Justiça para que coloque os culpados atrás das grades. “Quero ver gente acusada. (…) Sinceramente, quero vê-los na prisão”, disse Leahy, citado pela agência Associated Press. 

A sessão parlamentar, subordinada ao tema “A necessidade de combater o aumento das fraudes no âmbito da crise económica”, realizou-se no dia seguinte à aprovação das propostas da administração Obama para reformar o programa financeiro de emergência, no montante de USD 700 mil milhões/bilhões (mm/bi), aprovado em Outubro. 

Dotado com uma combinação de fundos privados e públicos no valor de 2 mil biliões/trilhões (mibi/tri), o Plano Obama terá agora de provar que conseguirá aplicar melhor o dinheiro, evitar desperdícios e combater práticas criminosas.  

Pistole admitiu que a aplicação da primeira metade do plano inicial – USD 350 mm/bi – escapou ao controlo público mas prometeu que, a partir de agora, o combate às fraudes será mais eficiente.  

“Coordenação, coordenação, coordenação. (…) Isso é que fará toda a diferença”, disse Rita Glavin, adjunta do Procurador Geral.

MRA/Associated Press�

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