EUA estudaram um ataque nuclear contra a China em 1958

A Força Aérea americana estudou a possibilidade de lançar um ataque nuclear contra a China durante um confronto com Taiwan, em 1958, mas a iniciativa foi cancelada, revelam documentos desarquivados pela CIA e divulgados hoje, em Washington. Quando teve conhecimento do projecto, o então presidente Dwight Eisenhower exigiu à Força Aérea que utilizasse bombas convencionais contra o Exército Vermelho caso a crise com a Formosa (Taiwan) piorasse, segundo os documentos mantidos em segredo até agora. O relatório sobre os bastidores da crise elaborado, à época, pelo historiador da Força Aérea americana, inclui detalhes sobre o projectado ataque nuclear: o lançamento de uma bomba atómica semelhante à de Hiroshima – entre 10 e 15 quilotoneladas – sobre o aeródromo de Amoy (hoje Xiamen) caso Pequim bloqueasse o acesso a um arquipélago próximo da China que circunda a ilha rebelde.Os documentos foram abertos para consulta pública à luz da lei sobre a liberdade de informação vigente nos EUA que o obriga o governo a boas práticas em termos de abertura e transparência no seu relacionamento com a opinião pública. Para Pequim, a Formosa é parte integrante do seu território sendo politicamente reconhecida por um grupo de pequenos estados. Após a separação política, executada unilateralmente no final dos anos 40 pelo general anticomunista Chiang Kai-Shek, o governo chinês exige a reunificação. O recurso à força tem sido repetidamente defendido por Pequim caso Taipé insista, com o apoio dos EUA, em declarar formalmente a independência. MRA Dep. Data Mining

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