Escutas destruídas de Sócrates deixam rasto

Ao fim de vários meses de polémica, as escutas telefónicas do processo Face Oculta que envolvem José Sócrates deverão ser destruídas ainda esta semana. A garantia foi dada, ontem, por Paulo Brandão, juiz presidente da comarca do Baixo-Vouga, onde corre a investigação.

Depois deste passo, o que o primeiro-ministro disse ao telefone com Armando Vara – que levou o procurador de Aveiro a propor uma investigação pelo crime de Atentado contra o Estado de Direito – ficará apenas na memória de quem ouviu e leu as transcrições das conversas: os inspectores da Policia Judiciária de Aveiro, o procurador João Marques Vidal, o juiz António Costa Gomes, o Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento.

Paulo Brandão disse que o juiz de instrução do processo Face Oculta recebeu na passada sexta feira todas as escutas que se encontravam na Procuradoria Geral da República e vai agora fazer uma “análise minuciosa” dos documentos. “São cinco volumes e o senhor juiz vai ter de ver folha a folha para separar o que terá de ser destruído e o que será guardado”, esclareceu Paulo Brandão.

MRA Alliance/DN 

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