“Erro grosseiro” de Bruxelas prejudicou economia portuguesa, acusa presidente da AICEP

Basílio Horta — Presidente da AICEPA Comissão Europeia devia “ter alguma prudência e alguma discrição quando analisa o futuro”, afirmou ontem Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), tecendo fortes críticas à revisão das previsões económicas do Executivo comunitário para 2010. Nos últimos dias, Bruxelas e Lisboa têm estado sob “fogo cruzado”, com os dirigentes europeus a pedirem mais reformas a Portugal e José Sócrates a responder que “não precisamos de sugestões de ninguém”.

Em declarações aos jornalistas em Mangualde, no final da assinatura de protocolos de investimento da “Diplomacia Económica Local”, Basílio Horta lembrou que, para este ano, a Comissão tinha previsto um crescimento do PIB de 0,3% e das exportações de 3%. No entanto, na segunda-feira, “a Comissão vem dizer que afinal se enganou, que não é 0,3%, é 1,3%. Que afinal não são 3% das exportações, são 9,4%”, criticou.

Na opinião deste responsável, “teria havido uma grande diferença na análise da economia portuguesa se a Comissão não se tivesse enganado”. E relembrou que é com base nestes números que “as agências de rating dão uma imagem de Portugal como um país que tem dificuldades em pagar a sua dívida, logo, as taxas de juro sobem e as dificuldades de financiamento crescem”.

Em declarações ao DN, o presidente da AICEP salientou que estas diferenças são “um erro grosseiro” e causam “prejuízos a Portugal”. E espera que quando esta entidade fizer de novo previsões “tenha muito cuidado e não caia no mesmo erro”.

MRA Alliance/DN

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