Dívida: Europa vai aliviar condições financeiras do resgate aos periféricos

A cimeira extraordinária  dos líderes da zona euro, em Bruxelas, sobre o novo resgate à Grécia, aprovou condições e modalidades financeiras menos pesadas e mais amplas, que poderão igualmente favorecer Portugal e a Irlanda, de acordo com o esboço do documento final da reunião.

Portugal deverá assim beneficiar de uma redução das taxas de juro que poderá aplicar-se às tranches dos empréstimos futuros, ou mesmo às taxas dos empréstimos já contratados. No entanto,  a actual versão do documento ainda é inconclusiva sobre a matéria.

As condições hoje acordadas para os empréstimos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) prevêem o alargamento do prazo do novo empréstimo concedido à Grécia – entre os 7,5 e os 15 anos -, tal como a redução da taxa de juro de 4,5 para 3,5 por cento.

Por outro lado, os 17 países membros da zona euro, deverão dar luz verde à utilização do FEEF para a compra de dívida no mercado secundário, uma alternativa até agora firmemente rejeitada pela Alemanha.  No entanto, segundo um diplomata europeu, citado pelo Público, esta possibilidade só deverá ser admitida para a Grécia, que poderá reduzir por esta via uma parte do volume da dívida.

A questão mais difícil das negociações, o envolvimento dos credores privados no novo pacote de ajuda à Grécia, deverá ser resolvida no quadro de um acordo que está a ser concebido com os principais banqueiros europeus que também participam na cimeira. 

Admite-se a possibilidade de os bancos aceitarem a reestruturação da dívida grega, nos próximos cinco anos, com uma perda de 20% em juros e capital, para um valor a rondar os 150 mil milhões de euros.

MRA Alliance/Agências

Leave a Reply