Director interino do FMI aconselha BCE a subir gradualmente as taxas de juro

O Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que a zona euro está a recuperar e que o BCE deve por isso começar a subir os juros gradualmente.  “Devido à trajectória esperada da recuperação, a normalização das taxas de juro deve prosseguir gradualmente”, diz o FMI num relatório divulgado hoje. O objectivo, de acordo com a instituição agora liderada por John Lipsky, é manter a inflação controlada na zona euro, que já está acima de 2% há cinco meses consecutivos. Recorde-se que, ontem, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, voltou a dizer que o banco central está determinado em assegurar a estabilidade de preços na zona euro.

No mesmo relatório, o FMI nota que a crise de dívida da zona euro é uma ameaça à recuperação económica da região e que os países do euro devem cooperar mais para conter a crise e consolidar as contas públicas para restaurar a confiança dos mercados. “Prossegue uma recuperação alargada, mas a crise de dívida nos periféricos ameaça afectar estas perspectivas favoráveis, e ainda falta muito fazer”, escreve o FMI no relatório.

John Lipsky é um produto da banca de Wall Street e do próprio FMI, de acordo com a sua biografia oficial. Foi o quadro superior do fundo residente no Chile, então sob a ditadura de Augusto Pinochet, entre 1978 e 1980, após o que regressou à sede da instituição em Washington, D.C. encarregado de desenvolver procedimentos relacionados com os mercados internacionais de capitais. Entre 1984-1998 foi quadro superior do banco Solomon Brothers, em Nova Iorque e Londres. A partir de 1994 foi o economista-chefe do SB, em Nova Iorque. Em 1998 foi contratado pelo JP Morgan para ocupar a mesma posição acumulando-a com o cargo de Administrador Executivo. Quando saiu, em 2006, Para ocupar a actual posição no fundo, era vice-presidente do banco de investimento de Wall Street.

No dia 12 de de Maio de 2011, anunciou formalmente a sua recusa em renovar o contrato de nº 2 do FMI, informando que abandonaria a organização a partir do próximo dia 31 de Agosto. O escândalo sexual que envolveu, três dias depois, e que posteriormente levou à inevitável demissão do seu superior hierárquico – o francês Dominique Strauss-Kahn – catapultou Lipsky para a primeira linha da finança internacional.

Actualmente com 64 anos, o economista norte-americano Lipsky, descendente de emigrantes judeus russos, é membro do Council on Foreign Relations (CFR), a organização elitista que. juntamente com o grupo Bilderberg e Comissão Trilateral, desde 1921, fez eleger vários presidentes e vice-presidentes dos Estados Unidos e forneceu centenas de altos membros das administrações americanas, das multinacionais, das organizações multilaterais e das chefias superiores das Forças Armadas norte-americanas.

MRA Alliance/DE

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