Dinheiro desviado da UNI serviu para pagar favores a partidos, deputados e a um ex-bastonário da OA, denuncia accionista

Amadeu Lima de Carvalho revelou, ontem, que o desvio de dinheiro da Universidade Independente (UNI) financiou uma campanha do PSD, a eleição do ex-bastonário da Ordem os Advogados e pagou viagens a deputados. Os principais visados já desmentiram as acusações do accionista maioritário da SIDES (empresa detentora da extinta Universidade Independente).

As declarações de Lima de Carvalho, acusado de 46 crimes, incluindo branqueamento de capitais, burla qualificada, corrupção e fraude fiscal, surpreenderam os presentes no Tribunal Central de Instrução Criminal, onde foi ouvido em sede de instrução, num processo cuja investigação levou à acusação de 23 particulares e de três empresas.

O responsável da UNI revelou-se “lesado” com todo o processo, depois de ter “entrado enquanto testemunha e saído enquanto arguido”. “Fui eu que apresentei queixa contra os directores da SIDES. Eu salvei a universidade em várias ocasiões e fui roubado”, disse, a propósito do alegado desvio de dinheiro da Universidade Independente.

Lima de Carvalho afirmou denunciar que parte do dinheiro desviado, designadamente, 90 mil euros, serviu para financiar a campanha do ex-bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, uma campanha da Associação Sindical dos Juízes e para pagar viagens a deputados da Assembleia da República, que se deslocaram a Inglaterra “para aprender inglês”.

Das verbas, alegadamente desviadas, Lima de Carvalho revelou que 150 mil euros foram utilizados para financiar a campanha eleitoral do PSD, em Santarém, por intermédio do então vice-reitor, Rui Verde.

Por fim, disse esperar que “o Estado português admita o erro de ter mandado encerrar a UNI”, em sua opinião por ordem do primeiro-ministro José Sócrates, e que “compense aqueles que foram prejudicados e penalize os que foram beneficiados”.

MRA Alliance/Agências�

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