Crise sistémica: Portugal acorda tarde e UE quer propôr soluções

O Diário Económico noticiou que o Banco de Portugal contactou os vários bancos do mercado antes do Verão para agendar reuniões individuais. As “conversas” tiveram como objectivo obter garantias de que os vários bancos nacionais estão a ultrapassar a crise sem grandes sobressaltos. Parte das reuniões serão em Outubro. Alguns bancos nacionais registam dificuldades na obtenção de financiamento e “todos eles” enfrentam o “aumento do custo a que se financiam no mercado“, prossegue o jornal. Várias instituições portuguesas têm recorrido às injecções de liquidez que o Banco Central Europeu (BCE) faz no mercado. Por outro lado, o jornal refere ainda serem “várias as instituições que têm carteiras de investimento com exposições consideráveis aos mercados accionistas” e que foram forçadas a contabilizar “menos-valias potenciais. Perdas que já levaram vários dos principais bancos nacionais a realizar aumentos de capital.” Ontem, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, convocou alguns dos maiores banqueiros europeus para uma reunião de trabalho em Bruxelas face à acentuada deterioração da credibilidade do sistema financeiro. “Barroso vai também ventilar, em privado, junto dos banqueiros algumas das propostas que circulam para salvar a banca”, afirma o Diário Económico. Constatando a “pouca eficácia das injecções de capital por parte do Banco Central Europeu nos últimos meses”, o diário diz que Durão Barroso defende a necessidade “de injectar credibilidade nos mercados”. O plano passa por reforçar as estruturas de supervisão financeira a nível europeu, redefinir as regras de avaliação dos activos estruturados, revendo as regras de contabilidade – mark to market – dar maior coerência aos esquemas de garantias de depósitos e aumentar a transparência na remuneração dos directores. “Apenas a Holanda alterou o seu sistema desde a recomendação de Bruxelas em 2004. O resto é mais do mesmo: Agenda de Lisboa, Pacto de estabilidade e regras de concorrência, sempre com ‘flexibilidade e bom senso'”, conclui o Diário Económico. MRA Dep. Data Mining

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