Crise hipotecária alemã vai agravar os problemas sistémicos globais

O futuro da holding Hypo Real Estate, a 2.ª maior instituição hipotecária privada da Alemanha, entrou numa fase crítica e decisiva. O consórcio de bancos que recentemente garantira, em sintonia com o governo federal, um empréstimo de EUR 35 mil milhões/bilhões (mm/bi) rompeu o acordo anunciado no passado dia 29. O jornal alemão Welt Online noticiara ontem que o banco subavaliou “claramente” as necessidades de liquidez de curto prazo. Avaliações realizadas pelos bancos integrantes do consórcio concluíram que as necessidades de capital “até ao final da próxima semana” atingem os EUR 20 mm/bi, devendo subir para EUR 50 mm/bi até ao final do ano. “No pior dos casos, até ao final de 2009, poderão mesmo atingir os EUR 70 a 100 mm/bi”, acrescentou o Welt. Perante esta situação, o montante acordado era manifestamente insuficiente. A suspensão do acordo, amanhã, deverá ser interpretada pelos mercados como um sinal da verdadeira dimensão dos problemas que afectam as instituições mais expostas aos instrumentos derivativos de protecção de riscos financeiros. Em situação crítica estão os sistemas financeiros das maiores economias europeias – Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália e Benelux. Por tabela, todas as economias serão afectadas. MRA Dep. Data Mining

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