Crise financeira no sul da Europa afunda bolsas e trava retoma portuguesa

Aumento dos receios em torno das economias grega e espanhola penalizou as principais praças mundiais no fecho da sessão de ontem. Os alarmes soaram nos mercados mundiais perante os receios em relação à saúde financeira dos países do sul da Europa. Grécia, Espanha e Portugal estão em destaque, depois de terem sido alvo de revisões em baixa por parte das principais agências de notação internacionais.

A bolsa de Lisboa liderou as quedas na Europa. As notícias negativas vindas do exterior penalizaram as acções dos principais bancos portugueses, que desvaloriram mais de 3%. O PSI 20 caiu 2,09% e fechou nos 8.059,54 pontos, um mínimo de Setembro, com dezanove dos vinte títulos que o compõem a perderem valor. Foi neste contexto que os vários indicadores do mercado de dívida mostraram um aumento da percepção de risco por parte dos investidores.

A degradação das opiniões das agências internacionais sobre as contas públicas dos três países levou também ontem os investidores a exigirem remunerações mais altas antes de comprarem dívida emitida pelo Estado português. As consequências chegarão mais cedo ou mais tarde aos bolsos das famílias e das empresas nacionais que terão de pagar mais pelo crédito e verão adiada a incipente retoma da economia.

Em Atenas, o principal índice grego chegou a tombar 4,76% durante a sessão de ontem, depois da Fitch ter descido o ‘rating’ da Grécia e a Standard & Poor’s (S&P) ter colocado a dívida do país sob vigilância negativa.

As duas agências internacionais justificaram os ‘downgrades’ com o receio de que a Grécia possa entrar em incumprimento, numa altura em que apresenta o défice mais elevado da UE, de 12,7%, tendo também já ultrapassado a Itália como a nação mais endividada da região, com uma dívida avaliada em 113% do PIB até final do ano.

MRA Alliance/Diário Económico

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