O número dos especialistas e burocratas que prevê um clima de instabilidade social, revoltas e violência induzido pela degradação do clima económico, nos Estados Unidos e no resto do mundo, não pára de aumentar.
Depois do líder da Organização Mundial de Comércio, Pascal Lamy, do director-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, do senador democrata Christopher Dodd, dos economistas Nouriel Roubini e John Williams e do especialista em prospectiva Gerald Celente, novas vozes engrossaram recentemente ao coro dos cépticos.
Zbigniew Brzezinski, antigo Conselheiro Nacional de Segurança na administração Carter, advertiu: “Vai haver um aumento dos conflitos entre classes sociais e se as pessoas estão desempregadas e realmente em apuros poderão mesmo verificar-se tumultos sociais.” (MSNBC, Morning Joe, 17-02-2009
O almirante Michael Mullen, presidente da superestrutura da chefia militar conjunta dos EUA – Joint Chiefs of Staff – disse que a presente crise financeira é a maior ameaça à segurança nacional do país e alertou para o perigo de “maior instabilidade”. Em Novembro passado, a Academia Militar dos Estados Unidos, publicara um documento no mesmo sentido. Nele as chefias militares advertiam para a necessidade de as tropas estarem preparadas para “perturbações violentas dentro dos EUA”, possivelmente provocadas por um “imprevisto colapso económico”, com a manifestações de “resistência popular” incluindo a desestabilização da “ordem política e jurídica”.
O director e coordenador da comunidade dos serviços secretos, Dennis C. Blair considerou que as “crises económicas aumentam os riscos de instabilidade para o regime caso se prolonguem por um período de um a dois anos.”
“A instabilidade pode afectar os precários ambientes da lei e da ordem nos países em desenvolvimento, podendo transbordar de forma perigosa para a comunidade internacional”, frisou Blair.
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