Criação da Confederação Empresarial de Portugal volta a dividir patrões

A Confederação do Turismo Português (CTP) distanciou-se, hoje, da nova Confederação Empresarial de Portugal (CEP) por se tratar de um modelo associativo diferente. A CEP, que resulta da fusão entre a Associação Empresarial de Portugal (AEP) e a Associação Industrial Portuguesa (AIP), prepara-se para convidar as confederações com assento na Comissão Permanente de Concertação Social a integrarem a nova entidade. A CEP foi formalmente criada ontem pela AEP e a AIP, mas só terá representação na Comissão Permanente de Concertação Social se contar com a adesão das confederações da indústria, do comércio e serviços, da agricultura ou do turismo. 

Apesar de mostrarem a abertura para estudar “novo modelos de organização com outras entidades para servir e representar melhor as empresas do sector”, os patrões do turismo lembram que há diferenças entre as associações.

“Quer a AIP quer a AEP, são associações cuja prestação de serviços às suas associadas assume particular relevância, fazendo a remuneração desses mesmos serviços parte integrante das suas receitas. A CPT desenvolve outro tipo de modelo associativo, baseado na exclusiva representatividade das associações de turismo”, lê-se num comunicado.

A intenção da CEP é relançar um projecto que começou em Abril de 2004, mas que acabou por não sair do papel. O objectivo é criar uma “estrutura associativa empresarial de cúpula em Portugal” que responda por todos os sectores, de todas as regiões.

A Confederação da Indústria Portuguesa vai esperar até Janeiro para decidir se integra, ou não, a nova confederação.

A Confederação Portuguesa do Comércio e Serviços (CPCS) admitiu estar “disponível, se para tal for abordada, para encontrar uma plataforma de representação coesa e coordenada dos interesses comuns das empresas nacionais”.

A Confederação dos Agricultores Portugueses diz desconhecer o programa da nova estrutura.

MRA Alliance/Agências

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