Crédito malparado atinge níveis históricos

As famílias continuam a revelar dificuldades em cumprir com os pagamentos dos seus créditos, em especial nos empréstimos ao consumo, que, em Março atingiram o valor mais elevado desde que há registo histórico. Em Março, o peso do malparado entre os particulares aumentou para 2,80% em relação ao total dos empréstimos concedidos. Esta evolução é justificada pelos segmentos de consumo e outros fins, já que no crédito à habitação o malparado diminuiu.

De acordo com o Boletim Estatístico de Março, divulgado hoje pelo Banco de Portugal, o peso do crédito malparado face ao total dos financiamentos da banca às famílias ascendeu a 2,80%, o que compara com os 2,78% registado no mês anterior. Face ao mesmo período do ano passado, o peso do incumprimento também aumentou, já que em Março de 2009 os incobráveis correspondiam a 2,48% do total dos empréstimos aos particulares.

No total, as famílias portuguesas devem 3,89 mil milhões à banca em incobráveis. Por segmentos, no crédito à habitação o malparado desceu para 1,72% do crédito concedido, um valor que apesar de representar uma descida em cadeia, corresponde a um aumento face ao mesmo mês de 2009, altura em que este indicador atingiu 1,61%.

No crédito ao consumo e para outros fins a evolução foi oposta. O peso do malparado nos financiamentos ao consumo atingiu, em Março, 6,96% do total dos empréstimos, um valor que não tem precedente nos dados do Banco de Portugal, que vão até Dezembro de 1997. Já no crédito para outros fins, o peso aumentou para 7,11%, o valor mais alto desde Julho de 1999.

MRA Alliance/JdN

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