Corrida à liderança do FMI começa hoje

Sucessão de Strauss-Kahn arranca hoje. A ministra francesa Cristine Lagarde é a favorita na Europa. O período de nomeações para o cargo de director-geral do FMI encerra a 10 de Junho.

Durante o processo, o FMI será dirigido pelo ‘número dois’ John Lipskey, norte-americano, seguindo o protocolo de funcionamento do organismo depois da renuncia de Strauss-Kahn que está agora em prisão domiciliária nos Estados Unidos e acusado de tentativa de violação de uma empregada de hotel de Nova Iorque.

Depois de recebidas as nomeações, que devem ser apresentadas por um governador do FMI ou por um director executivo, o comité tornará pública uma lista com três candidatos.

Se o número de candidatos propostos for superior a três pessoas, o FMI manterá “em segredo” os nomes dos pré-seleccionados até que sejam escolhidos os três finalistas “de acordo com o sistema de quotas de voto do Fundo” e num período máximo de sete dias. O processo continua com uma entrevista e uma reunião do órgão máximo do FMI para escolher quem ficará a dirigir a instituição.

A sucessão de Dominique Strauss-Kahn no FMI está a levar a um forte movimento diplomático com os países emergentes como a China a salientarem ter chegado a altura de escolher um dirigente não europeu, reflectindo no FMI a realidade económica do mundo, ao mesmo tempo que várias nações europeias não querem perder o controlo da instituição.

Por tradição, o director-geral do FMI é um europeu enquanto que o Banco Mundial é presidido por um americano, mas a nova realidade mundial permite hoje a várias nações emergentes reclamarem para si algumas decisões estratégicas e a ocupação de postos chave internacionais.

Na Europa, Cristine Lagarde é o nome favorito, tendo recebido já o apoio público de Itália, da Alemanha e do Reino Unido, além de Durão Barroso e Jean-Claude Juncker, presidentes da Comissão Europeia e do Eurogrupo, respectivamente.

MRA Alliance/DE

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