Chinalco e Alcoa deram o primeiro passo para a compra da poderosa Rio Tinto

Rio Tinto - Minério de Ferro - AustráliaAs acções da empresa mineira global Rio Tinto subiram ontem 12,8%, com o anúncio de que a gigante chinesa de alumínio Chinalco e a norte-americana Alcoa formaram uma parceria para a compra de uma participação (12%) no conglomerado anglo-australiano, por um valor de USD 14,5 mil milhões/bilhões (mm/bi). Segundo o comunicado conjunto, as duas empresas informaram que “não pretendem actualmente fazer uma oferta” para adquirir a totalidade da Rio Tinto. No entanto, ambas podem mudar de estratégia caso a administração da Rio Tinto aprove o negócio ou se a BHP Billiton apresentar uma nova oferta com “termos melhorados”, relativamente à apresentada no ano passado. Recorde-se que há dois meses, a BHP fizera uma oferta de cerca de USD 130 mm/bi para adquirir 100% da Rio Tinto. A proposta foi rejeitada por o valor ter sido considerado demasiado baixo. O Painel de Aquisições do Reino Unido estabeleceu o próximo dia 6 para que a BHP faça uma oferta formal de aquisição ou desista do negócio.

Pequim considera esta fusão estratégicamente perigosa para a defesa dos interesses chineses no segmento das indústrias extractivas, temendo que a concentração BHPBilliton/Rio Tinto, as duas líderes globais do sector dos recursos minerais, possa encarecer ainda mais os preços das matérias-primas. O seu peso no segmento do minério de ferro, pode afectar o crescimento industrial chinês face à sua dependência deste recurso natural.

A Chinalco classificou a compra de 12% da Rio Tinto como o seu maior investimento estrangeiro até agora. Os chineses admitem a possibilidade de poderem fazer uma oferta para a compra total da companhia anglo-australiana caso algum concorrente tente o controlo accionista do conglomerado mineiro cotado em Londres e Melbourne. A Alcoa investiu apenas USD 1,2 mm/bi no negócio. (pvc/agências)

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