China: Crise mundial afecta competitividade mas nova revolução industrial já está em marcha

Containers-ChinaDezenas de milhares de industriais, há 20 anos, deram outro “Salto em Frente” e transferiram as suas fábricas em Taiwan, Hong Kong e Macau para a região de Cantão, no sul da China continental. A região prosperou, registando crescimentos anuais de dois dígitos.

Na nova China, as províncias do sul, transformaram-se numa “fábrica planetária”. Electrónica de consumo, produtos eléctricos e de iluminação, têxteis e confecções, sapatos, mobiliário, louça, etc. inundaram os mercados mundiais e ajudaram a manter a inflação ocidental em níveis historicamente baixos.

A combinação da mão de obra barata, ausência ou deficiente regulação e uma moeda (yuan) barata era um cocktail demasiado agradável para não ser consumido até à exaustão por esse mundo fora. Três décadas de crescimento exponencial parecem, agora, ter os dias contados.

A menos que o mercado interno consiga absorver as mega toneladas de produtos amontoados nos portos chineses, para os mercados ocidentais, vorazes e ricos, mas onde os consumidores, perante a crise global do crédito, deixaram de poder comprar.

Chegou a altura de pagar as dívidas (empréstimos, hipotecas, cartões de crédito) e o preço do dinheiro está num ciclo de subida, apesar dos esforços dos bancos centrais para taparem o sol com a peneira. Mesmo assim, a China parece ter a lição bem estudada para resolver as turbulências deste século. Mais

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