Cavaco dissolve Parlamento e abre caminho ao resgate financeiro UE/FMI

Cavaco Silva anuncia dissolução da ARo Presidente da República convocou hoje eleições antecipadas para 5 de Junho após aceitar o pedido de demissão apresentado pelo primeiro-ministro José Sócrates. Cavaco Silva justificou a dissolução do Parlamento afirmando que o Governo «não tinha condições políticas para se manter em funções».O chefe de Estado, num discurso televisionado, afirmou que «só através da realização de eleições e da clarificação da situação política poderão ser criadas condições favoráveis» à governação.  Os partidos e os membros do conselho de Estado defenderam por unanimidade a decisão posteriormente anunciada por Cavaco.  Cavaco apontou ainda para a «ausência de confiança recíproca entre as forças políticas» precisando que «não era possível» gerar outra solução de Governo antes da ida às urnas.

Até às legislativas, no entanto, o Executivo de gestão «não está impedido» de conduzir todos os actos necessários à salvaguarda do interesse nacional, «tanto no plano interno como no plano externo».

«O actual Governo contará com todo o meu apoio para que não deixem de ser adoptadas as medidas indispensáveis para salvaguardar o interesse nacional e assegurar os meios de financiamento necessários para o funcionamento da economia», acrescentou. Cavaco, que afirmou que «ninguém poderá deixar de fazer tudo aquilo que tem de ser feito para assegurar o futuro», abriu desta forma a porta para um pedido de entrada do FMI em Portugal, contra a opinião do PS, PCP e BE.

MRA Alliance/Agências

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