Archive for the ‘Zona Euro’ Category

Resgate: Portugal recebe 80 mil milhões nos próximos três anos

sexta-feira, abril 8th, 2011

O presidente do Eurogrupo anunciou que o processo de assistência financeira a Portugal foi hoje oficialmente lançado pelos ministros das Finanças da zona euro e da UE.  Jean-Claude Juncker disse que os preparativos irão começar de imediato, com o início das negociações entre a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e as autoridades portuguesas.

O responsável adiantou que pediu ao executivo português em funções um «ambicioso» programa de austeridade e reformas estruturais, que deverá estar concluído em meados de Maio, antes das eleições de 5 de Junho, e que será implementado pelo novo governo.

Já o comissário europeu dos Assuntos Económicos revelou que o programa de ajuda externa a Portugal terá a duração de três anos e que o montante será de cerca de 80 mil milhões de euros. Olli Rehn disse que o dinheiro começará a chegar em Maio e que o plano «inclui um grande programa de privatizações», que será fechado e aprovado a 16 de Maio.

MRA Alliance/Agências 

Espanha ainda corre risco de contágio financeiro português

sexta-feira, abril 8th, 2011

Apesar do pedido de ajuda externa de Portugal acalmar os mercados e reduzir as incertezas, Espanha ainda corre riscos de contágio. O economista Nouriel Roubini não foi o único a defender ontem a ideia: vários analistas avisaram que o perigo ainda não passou.

“A grande questão não é Portugal, que é um País demasiado pequeno, mas sim o possível contágio à economia espanhola”, defendeu ontem Roubini, um dos primeiros economistas a prever a crise financeira.

O especialista sublinhou que o governo espanhol ainda terá de toma “medidas muito difíceis” para evitar “a doença que já deixou a Grécia e a Irlanda de quarentena e Portugal nos cuidados intensivos”.

MRA Alliance/DE

Mira Amaral prevê juros de 4 ou 5% e resgate da banca

sexta-feira, abril 8th, 2011

Mira Amaral - Presidente do banco BIC PortugalPortugal poderá vir a pagar juros de quatro ou cinco por cento do empréstimo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, de acordo com o antigo ministro Mira Amaral, citado pela Lusa.

 “Devíamos ter taxas de juros compatíveis com as nossas taxas de crescimento, pelo que juros de dois ou três por cento era o adequado”, disse Mira Amaral, que no entanto reconheceu que esse cenário não é “realista”. Assim, para o antigo ministro da Indústria de Cavaco Silva, Portugal deverá conseguir taxas ligeiramente abaixo das praticadas na Grécia e na Irlanda.

Mira Amaral, citado pelo JN, considerou ainda  que, além do Estado, a banca também vai precisar da ajuda do fundo europeu e do FMI devido à falta liquidez causada pela crise das finanças públicas.

“Parece que [a ajuda] não é só para as finanças públicas, o sistema bancário também vai precisar da ajuda do fundo europeu”, disse o actual presidente do banco BIC Portugal, à margem de um jantar da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, em Lisboa.

Para o antigo governante o que aconteceu foi uma contaminação da débil situação do Estado ao sistema financeiro, o que o deixou fragilizado. “Ao contrário da Irlanda, em Portugal, o estado das finanças públicas é que criou problemas ao sistema financeiro. A crise de liquidez dos bancos é consequência da falta de confiança dos credores externos sobre as finanças públicas portuguesas. Quando há riscos das finanças públicas isso contamina a economia e os credores cortam financiamento externo que era feito pelos bancos”, considerou.

Segundo o antigo ministro da Indústria de Cavaco Silva, o fundo europeu devia mesmo ser “flexibilizado” para poder “acorrer à banca”, até porque se em Portugal houvesse um grave problema com os bancos o Estado não tinha “recursos” para os ajudar, considerou.

MRA Alliance

Portugal: Primeira tranche do resgate financeiro UE/FMI chega em Maio

quinta-feira, abril 7th, 2011

Os contactos bilaterais entre a Comissão e Portugal nos últimos dias versaram sobre ‘timings’, instrumentos e procedimentos à disposição no quadro da UE. Se os prazos forem todos esmagados, a primeira tranche de uma ajuda financeira internacional a Portugal – nos moldes do que foi oferecido à Irlanda – deverá chegar logo no início de Maio com verbas angariadas pela Comissão Europeia (CE). Só mais tarde, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estarão em condições de se juntar ao auxílio.

Durão Barroso, presidente da CE, anunciou ontem que o pedido será “tratado da forma mais expedita possível, de acordo com as regras pertinentes”. A CE recebeu à tarde o pedido do primeiro-ministro português no seguimento de alguns contactos exploratórios a nível técnico nos últimos dias, conforme noticiou ontem o Diário Económico. Barroso mostrou-se confiante que Portugal irá superar as actuais dificuldades.

Neste momento, a única soma de referência para o montante necessário para assistir Portugal é aquela que foi confirmada há duas semanas pelo presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, ou seja, 75 mil milhões de euros. Mas o Diário Económico sabe que esta ajuda poderá chegar a 90 mil milhões de euros. Confrontado pelo Diário Económico, Juncker remeteu uma reacção para sexta-feira na reunião de ministros das Finanças em Budapeste.

MRA Alliance/DE 

Ajuda europeia pode chegar dentro de semanas

quinta-feira, abril 7th, 2011

Portugal precisa de 25 mil milhões de euros nos próximos seis meses. A União consegue disponibilizar a ajuda rapidamente. Mas PS, PSD e CDS, têm de ser capazes de se entenderem.

O pedido de ajuda financeira à União Europeia, que o primeiro-ministro já fez, tem agora de ser formalmente subscrito por todos os partidos do arco da governação e pelo Presidente da República.

 Assim que esteja concluído o processo formal, a decisão que envolve a Comissão Europeia, o FMI e o BCE será rápida, tal como aconteceu com a Irlanda. 

MRA Alliance/JdN

“Não vejo razão para mudar PEC” português, diz presidente do Eurogrupo

segunda-feira, março 21st, 2011

Jean-Claude JunckerO presidente do Eurogrupo disse hoje em Bruxelas que não vê motivos para mexer no programa já aprovado pelas instituições europeias. Jean-Claude Juncker falava no final da reunião dos ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas, a dois dias do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) ser debatido no Parlamento.

“Não vejo razão para mudar o PEC” português, disse o responsável europeu, sinalizando que o documento já foi aprovado pela Comissão Europeia e pelo BCE.

Pedro Passos Coelho já fez saber que o Governo não conta com o PSD para debater nem aprovar o PEC IV. A concretizar-se, o Governo demite-se.

MRA Alliance/DE

Portugal: Ajuda financeira da UE impõe intervenção do FMI

terça-feira, março 15th, 2011

Portugal não se livra do Fundo Monetário Internacional (FMI) caso opte por activar a nova vertente mais flexível do fundo de resgate, na opinião de Christine Lagarde, a ministra francesa das Finanças.

A chefe do Tesouro francês explicou ontem que aquela opção, que permitirá ao fundo de resgate europeu comprar dívida pública no mercado primário, “é um complemento ao pacote de ajuda” que, “por princípio, será sempre uma operação conjunta do EFSF [o fundo europeu] e do FMI”. Esta opção, adiantou ontem ao fim da noite após a reunião de ministros de Finanças europeus em Bruxelas, estará “em vigor no Verão”. É com isto que Portugal terá de contar caso os mercados voltem a penalizar as suas condições de financiamento e o pedido de ajuda se coloque.

O Governo fazia votos que o FMI ficasse de fora desse esquema para, no caso de pedir ajuda, se diferenciar do que considera ser uma humilhação, ou seja, os pedidos anteriores da Grécia e Irlanda.

MRA Alliance/DE 

Fundo europeu pode usar EUR 440 MM e comprar dívida portuguesa

sábado, março 12th, 2011

Os líderes europeus chegaram ontem a um consenso sobre as novas medidas da Europa para combater a crise, decisões que serão formalizadas no Conselho Europeu de 24 e 25 de Março. A principal medida prevista é aumento da capacidade efectiva do actual Fundo Europeu de Estabilização Financeira para os 440 mil milhões de euros.

Actualmente, o fundo já estava dotado de um capital de 440 mil milhões de euros, mas só podiam ser accionados 250 mil milhões de euros, já que o remanescente tem de ficar cativado para garantir ao Fundo uma notação de ‘rating’ máxima de AAA. Os líderes europeus também acordaram que o Fundo poderia ser usado para comprar dívida dos países em dificuldades, mas apenas no mercado primário.

Portugal deverá ser um dos países beneficiado por esta flexibilização, já que esta semana os juros a 5 e a 10 anos atingiram novos máximos, perto dos 8%.

Em contrapartida desta flexibilização, os países da região foram “obrigados” pela Alemanha a dar luz verde ao novo plano de competitividade para a Europa, que deverá implicar a indexação dos salários à competitividade (e não à inflação como acontece em alguns países) e uma mais estreita ligação entre a idade de reforma e a esperança média de vida. Colocar na legislação nacional um travão à dívida é outra das exigências de Angela Merkel.

Na cimeira de ontem, os líderes europeu também acordaram aliviar os custos da ajuda à Grécia, com um acordo provisório de baixar em 100 pontos base a actual taxa de juro de 5% que os gregos pagam para aceder ao pacote de ajuda europeu. A maturidade dos empréstimos feitos à Grécia também deverá ser aumentada de três para 7,5 anos.

Já em relação à Irlanda, não ocorreu qualquer flexibilização nas condições do empréstimo de 85 mil milhões de euros, já que o primeiro-ministro, Enda Kenny, se recusou a  aumentar a taxa de IRC de 12,5%, um valor muito abaixo da média de 23% dos países da União Europeia. As negociações com o Governo irlandês vão prosseguir para se tentar chegar a um consenso antes da reunião decisiva de 24 e 25 de Março.

MRA Alliance/DE

Merkel não aprovará fundo de socorro enquanto houver questões “em suspenso”

sábado, março 12th, 2011

Angela MerkelOs dezassete da União Europeia deverão hoje aprovar o chamado “Pacto pelo euro”. Mas, antes do encontro desta tarde, Angela Merkel deixou um aviso: Berlim não aprovará o fundo de socorro permanente se algumas “questões continuarem em suspenso”.

Os chefes de Estado e de Governo dos 17 países da zona euro estão neste momento a reunir em Bruxelas numa cimeira extraordinária onde se joga a resposta do eurogrupo à crise da dívida soberana europeia e o futuro do funcionamento do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), cuja flexibilização das normas de financiamento deverá ter hoje um acordo de princípio para ser confirmado na reunião dos vinte e sete, dentro de duas semanas.

A chanceler alemã, Angela Merkel, admite suavizar as condições do fundo de resgate do euro, embora não tenha dado garantias absolutas sobre isso. Berlim exigem maiores compromissos financeiros aos países do eurogrupo, tanto mais quando a versão do “Pacto pelo euro” em discussão hoje é já uma versão mais equilibrada da proposta inicial alemã e francesa.

“Penso que devemos, hoje, pôr-nos de acordo sobre as grandes linhas do ‘Pacto pelo euro’ e que devemos também dar sinais sobre a forma como se poderá acertar um pacote global [de medidas] no fim do mês”, disse à chegada a Bruxelas o presidente do eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

Em linha com esta posição, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, já enviara uma carta aos responsáveis dos países da zona euro para alcançarem “um princípio de acordo” para formalizar a 24 e 25 de Março.

MRA Alliance/Público

Portugal só deve pedir ajuda como “último recurso”, diz Barroso

terça-feira, março 8th, 2011

Durão Barroso disse hoje que o fundo de resgate europeu deve ser visto por Portugal como “o último recurso”. “A utilização fundo de estabilização financeira, bem como da assistência do FMI, tem de ser visto como o último recurso”, declarou hoje Durão Barroso perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, citado pela Bloomberg.

O presidente da Comissão Europeia comentava se Portugal deve ou não pedir ajuda externa. “Essa é uma questão para as autoridades portuguesas. É uma questão soberana de Portugal”, frisou.

Ainda assim, o antigo primeiro-ministro português, deixou alguns avisos, nomeadamente sobre os “custos” de pedir ajuda a Bruxelas e ao FMI. “Se um país pode evitar recorrer a esse mecanismo, deve fazê-lo porque há custos envolvidos” e “não apenas custos de reputação”, avisou.

MRA Alliance/DE

China confirma compra de dívida de países europeus

segunda-feira, março 7th, 2011

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Yang Jiechi, disse hoje que o seu país tem comprado obrigações do tesouro de alguns países europeus relevantes, estando a seguir a crise da dívida na Europa.

“A China acompanhou atentamente a crise da dívida soberana de alguns países europeus”, disse o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Yang Jiechi, numa conferência de imprensa no âmbito da reunião anual da Assembleia Nacional Popular, em Pequim.

“Acreditamos que os passos dados pela China foram bem recebidos pelos países e povos da Europa, particularmente pelos desses governos e povos”, disse Yang Jiechi à agência Xinhua, citado no site do jornal China Daily. Há cerca de três semanas, pela primeira vez, o China Daily indicou que a China poderia aumentar a sua carteira de títulos do Tesouro de Portugal e de outras nações europeias.

“A China prometeu comprar 6000 milhões de euros de títulos do Tesouro espanhol e manifestou interesse em comprar dívida portuguesa e grega”, disse o jornal a 17 de Fevereiro.

MRA Alliance/Público

Merkel não flexibiliza fundo e mantém Portugal sob pressão

segunda-feira, fevereiro 7th, 2011

Os líderes europeus aceitaram reforçar o fundo de resgate mas a Alemanha recusou dar o seu aval a uma flexibilização do fundo, fechando a porta a linhas de crédito pontuais ou à compra de dívida pública dos países em dificuldades como Portugal.

Apesar da decisão mais ampla de criar um governo económico do euro poder colmatar um defeito de fabrico no desenho da moeda única e assim aliviar a pressão dos mercados, este recuo alemão é, no curto prazo, um mau sinal para Portugal, que continua a ser o primeiro do euro na linha de fogo.

A menção à “flexibilidade” esteve no projecto de conclusões do encontro mas depois da recepção fria dos restantes líderes europeus às intenções franco-alemãs de moldar políticas salariais, sociais e fiscais dos seus parceiros, Berlim deixou cair essa concessão.

MRA Alliance/DE

Recurso ao fundo europeu é insuficiente para resolver problema da dívida, diz Silva Lopes

segunda-feira, janeiro 31st, 2011

Silva LopesO recurso ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) pode ser útil, mas não resolverá os problemas de dívida com que se confronta a economia portuguesa, defendeu hoje o economista José Silva Lopes.”Recorrer ao fundo poderá não resolver todos os nossos problemas. Será útil, mas poderá não ser suficiente face às pressões dos mercados”, declarou o economista, à margem da conferência “Portugal 2011: Vir o fundo ou ir ao fundo”, organizada pelo Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal.

Portugal vai precisar de ajuda do exterior para resolver os problemas, pois a pressão dos mercados «é muito forte», afirmou citado pela Lusa. «Eu estou convencido de que sem ajuda externa Portugal não consegue resolver os seus problemas», disse o economista. Segundo Silva Lopes, a reação dos mercados «é de tal maneira violenta» em relação a Portugal e a outros mercados vulneráveis, que «só com auxílio oficial é que poderemos escapar».

Silva Lopes considerou que recorrer ao FEEF ou ao FMI não resolve os problemas estruturais de Portugal, como, por exemplo, a justiça e a educação, pois o país tem “um dos ambientes menos favoráveis [em termos de atitude] ao nível europeu”.

MRA Alliance/DN

Merkel tem planos para governo económico na zona euro

sábado, janeiro 29th, 2011

Angela MerkelA chanceler da Alemanha tem planos “cada vez mais concretos” para a formação de um governo económico na zona euro, segundo o Der Spiegel. Angela Merkel quer propor aos países da moeda única um pacto de competitividade, noticia hoje a edição online do semanário Der Spiegel.

O acordo deve incluir compromissos concretos mais ambiciosos e vinculativos para reforçar a competitividade do que até agora se fez na União Europeia, afirma-se num documento do governo a que a publicação alemã diz ter tido acesso.

Para dissipar a desconfiança dos mercados no euro, prevê-se uma estreita articulação das políticas financeira, económica e social nos estados membros, associada a objectivos concretos, segundo a mesma fonte.

MRA Alliance/DE

Dívida belga também na mira dos especuladores

sexta-feira, janeiro 28th, 2011

A braços com a terceira maior dívida pública do Euro e uma longa crise política interna, a Bélgica está no radar da desconfiança dos investidores. O impasse político está a custar caro aos cofres públicos. Os juros das obrigações belgas saltaram agora para o nível mais alto em dois anos, com os mercados a recearem os efeitos da instabilidade política no País sobre a sua sustentabilidade orçamental. Vários analistas financeiros vêm apontando o país como um dos que se segue a Portugal na espiral de desconfiança que se abateu sobre a saúde das finanças públicas de alguns soberanos europeus.

Segundo avança a “Bloomberg”, os juros das Obrigações do Tesouro a dez anos aumentaram ontem sete pontos base para os 4,34%, o valor mais alto desde Fevereiro de 2009, segundo contas da agência. Os CDS (Credit Default Swaps) – que medem o custo de segurar a dívida pública – também subiram nove pontos base, para os 183. Os investidores exigem agora um prémio de 117 pontos base em relação à dívida alemã a dez anos.

Trata-se de uma factura onerosa para um País que pretende vender este ano 34 mil milhões de euros em obrigações para financiar o défice orçamental e refinanciar cerca de 20 mil milhões de euros em dívida, adianta a Bloomberg. Até ao momento foram arrecadados três mil milhões de euros através de uma venda de obrigações a dez anos.

Na ausência de governo – o País está sem liderança há 227 dias -, o rei Alberto II pediu há cerca de uma semana ao ministro das finanças interino que prepare um orçamento que preveja uma redução do défice orçamental dos 4,6% do PIB em 2010 para os 4,1% este ano, escreve a “Bloomberg” O objectivo é que chegue a 2012 com um défice abaixo dos 3% do PIB, tal como está acordado com a Comissão Europeia.

Mas isto parece ter sido suficiente para acalmar os mercados. Sobre a Bélgica pende uma ameaça de corte no “rating” por parte da Standard&Poor’s. A agência de notação de risco já veio avisar que, caso o impasse político não se resolva em breve, poderá ver rebaixada a sua notação de AA+ (a segunda melhor).

MRA Alliance/

 

Grécia sob pressão da UE para reestruturar dívida soberana

sábado, janeiro 22nd, 2011

Um plano para reestruturar a dívida grega foi proposto aos Governos europeus pelo responsável pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira, de acordo com a revista alemã Der Spiegel, que acrescenta que a medida pode vir a ser adotada no Conselho Europeu. Segundo a revista alemã, citada pela agência de informação financeira Bloomberg, a proposta de Klaus Regling defende que a Grécia deve usar os 110 mil milhões de euros concedidos no âmbito do fundo de resgate da zona euro para recomprar parte dos títulos de dívida grega a preços de mercado, o que ajudaria ao saneamento das finanças públicas. As obrigações gregas estão atualmente a cerca de 70 por cento do seu valor nominal

A proposta de reestruturação de dívida grega terá sido bem acolhida esta semana na reunião dos ministros das Finanças da zona euro (ecofin), em Bruxelas. “A medida tem boas hipóteses de ser adotada como parte do pacote de estabilização da zona euro no Conselho Europeu de março”, assegura a publicação, sem citar fontes, no artigo da revista que estará amanhã nas bancas. 

Klaus Regling conduziu um processo similar para reestruturar o défice público das Filipinas quando trabalhava no Fundo Monetário Internacional, em meados dos anos 80.

MRA Alliance/DD

“Fundo de resgate europeu pode capitalizar bancos”, diz membro do BCE

sábado, janeiro 22nd, 2011

Juergen Stark, membro do BCE, defendeu hoje que o fundo europeu pode vir a servir para injectar dinheiro nos bancos comerciais, em declarações feitas ao jornal holandês Het Financieele Dagblad, citadas pela agência Bloomberg.

O Fundo Europeu de Estabilização Financeira foi criado originalmente para, em parceria com o FMI, ajudar os países da região que têm tido dificuldades em se financiarem no mercado de dívida.

Stark, membro do Banco Central Europeu (BCE), defendeu que o Fundo de Estabilização poderá ser utilizado para comprar dívida dos países da região [no mercado secundário] e para injectar directamente dinheiro nos bancos comerciais. “Eu consigo imaginar o Fundo a recapitalizar os bancos ou a comprar dívida soberana”, acrescentando, no entanto, que uma “decisão final terá de ser tomada a nível político”.

MRA Alliance/DE

Endividamento bruto na Zona Euro cai 9,2%, diz Fitch

quarta-feira, janeiro 19th, 2011

A Fitch disse hoje que o endividamento bruto de quinze países da Zona Euro deverá cair este ano 9,2 por cento face a 2010, sendo Portugal uma das exceções, juntamente com a Grécia e a Dinamarca.De acordo com a análise da agência de notação financeira, realizada em quinze países europeus, o endividamento bruto deverá cair para os 1.866 mil milhões de euros, face aos 2.050 mil milhões registados em 2010.

A Fitch nota que o resultado de 2010 terá sido o mais elevado volume de endividamento bruto na Europa em décadas. Aquele indicador é definido pela agência como endividamento líquido mais amortizações de dívida a médio e longo prazo, mais o stock de dívida de curto prazo, no final do ano anterior.

MRA Alliance/Lusa

Barroso desafia Merkl e defende reforço do fundo financeiro de resgate europeu

terça-feira, janeiro 18th, 2011

O presidente da Comissão Europeia apelou hoje a um aumento da capacidade real de financiamento do fundo já no início de Fevereiro. A posição de Durão Barroso vai contra a opinião de vários Estados-membros, nomeadamente a Alemanha e a França, que rejeitaram uma decisão sobre alterações do fundo europeu de estabilização financeira.

“A Comissão Europeia está pronta a responder a estas questões a 4 de Fevereiro”, quando os líderes europeus se reunirem em Bruxelas para discutir temas relacionados com Energia e Inovação, declarou Durão Barroso questionado por um eurodeputado durante o período de perguntas ao presidente da Comissão Europeia da sessão plenária do Parlamento Europeu. O presidente da Comissão Europeia precisou que não quer um aumento do “limiar” do fundo, mas sim da sua capacidade de financiamento real.

“A Comissão Europeia não precisa da autorização dos Estados-membros para exprimir a sua posição”, disse Durão Barroso, acrescentando que a proposta de Bruxelas seguiu as orientações da última reunião de chefes de Estado e Governo da UE que se mostraram dispostos a fazer tudo para defender o Euro. Barroso acha que “o mínimo que podemos e devemos fazer é aumentar a capacidade de financiamento do fundo”, o que “deve ser concretizado mais depressa do que devagar”.

Os países membros da Zona Euro estão a tentar chegar a um acordo para reforçar a capacidade efectiva de resgate do fundo europeu de estabilização financeira. Apesar da parte assegurada pelos países europeus ter uma dotação de 440 mil milhões de euros, o fundo apenas pode garantir resgates até cerca de 250 mil milhões, pois uma parte importante serve para garantir condições atractivas para os empréstimos a fazer eventualmente.

Uma das questões que os ministros discutiram foi a forma de aumentar a capacidade efectiva dos empréstimos de 250 mil milhões de euros para 440 mil milhões. A proposta de acelerar uma decisão sobre a questão foi criticada pela Alemanha que acusou Durão Barroso de estar a fazer propostas sem se concertar previamente com os Estados-membros.

Os 27 também estão a ponderar sobre a flexibilização do fundo, o que iria permitir a sua utilização noutras condições para além das estipuladas aquando da sua criação, por exemplo para comprar dívida pública.

O mecanismo global do fundo de resgate conta ainda com 60 mil milhões de euros da Comissão Europeia e 250 mil milhões do Fundo Monetário Internacional (FMI) o que significa um montante total de 750 mil milhões.

MRA Alliance/DE

Alemanha recusa aumentar o fundo de resgate europeu de 750 mil milhões

domingo, janeiro 16th, 2011

“O fundo vai ficar pelos 750 mil milhões de euros disponibilizados pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional”, disse hoje o ministro das finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, ao jornal Frankfurter Allgemeine am Sonntag.

Por seu turno, a chanceler Angela Merkel exigiu “uma estratégia global” para superar a crise das dívidas soberanas de alguns países da moeda única, nomeadamente Portugal.

“Não devemos sublinhar todos os dias um aspecto isolado do problema, no que se refere à defesa do euro”, disse Merkel à margem de uma reunião em Mainz (Renânia-Palatinado) do seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU). “Já que estamos a debater um novo pacote de medidas, é importante, sobretudo, que se elabore uma estratégia global, e que esta inclua uma maior coordenação das políticas económicas”, acrescentou a chanceler.

Apesar de rejeitar o aumento do fundo de resgate, o Governo alemão pondera tornar mais eficiente o mecanismo de ajuda aos países em dificuldades financeiras, a que até agora só recorreu a Irlanda. A proposta avançada pelo ministro das finanças alemão contempla a possibilidade de reforçar as garantias bancárias dadas pelos países da zona euro, para se atingirem, de facto, os 440 mil milhões que estes se comprometeram a libertar. Para isso, é necessário ampliar o volume das referidas garantias, de modo a que a emissão de títulos para obter empréstimos destinados a países requerentes atinja a taxa máxima de ‘rating’ AAA.

O Banco Central Europeu e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, voltaram esta semana a defender um aumento das verbas do fundo de resgate. “A minha tarefa é defender o bem-estar da Europa, e espero que os dirigentes políticos alemães aceitem o papel da Comissão Europeia”, disse Durão Barroso em entrevista ao semanário germânico Der Spiegel, a publicar na segunda-feira, mas já disponível na edição online.

MRA Alliance/DE

UE pondera duplicar fundo de resgate financeiro para 1,5 biliões

quinta-feira, janeiro 13th, 2011

Os países da UE estão em conversações para duplicar a ajuda aos países da zona euro, para 1,5 biliões de euros. Em entrevista à agência de notícias francesa, Didier Reynders defendeu que “duplicar o montante [do fundo de apoio à zona euro] seria um objectivo perfeitamente razoável e lógico”.

A União Europeia aprovou em maio passado um plano de apoio aos países da união monetária em dificuldades, para evitar a propagação da crise grega, com um valor total de 750 mil milhões de euros, constituído de um fundo de garantia de empréstimo de 440 mil milhões de euros dos Estados da zona euro, 250 mil milhões do Fundo Monetário Internacional e 60 mil milhões da Comissão Europeia.

Se a ideia de duplicar avançar, “significará duplicar as garantias da zona euro, que é atualmente de 440 mil milhões de euros”, explicou o ministro belga.

MRA Alliance/DE

China comprou obrigações do tesouro espanholas e portuguesas

quinta-feira, janeiro 13th, 2011

A China admitiu ter comprado hoje dívida pública espanhola em leilão, depois de ter feito o mesmo por Portugal na quarta-feira, num gesto que visa dar aos investidores confiança nas economias dos dois países. “Estes são tempos complicados e estamos a adoptar um papel positivo”, disse um vice-presidente do Banco Popular da China, Li Gang, citado pelo jornal inglês “The Guardian”.

“Somos e continuaremos a ser compradores consistentes e temos um plano de investimento na Europa a longo prazo”, acrescentou. O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, dizia ontem que 80% da dívida portuguesa tinha sido comprada por investidores estrangeiros. À CNN, o governante admitiu que a China possa ter sido um dos compradores, mas não especificou montantes.

Hoje, o Governo espanhol conseguiu vender hoje três mil milhões de euros em dívida, mas vai pagar juros mais altos que em emissões anteriores. A dívida a cinco anos vai custar 4,5%. Ontem, o Tesouro português colocou obrigações a dez anos com uma taxa de juro de 6,716%, inferior à da emissão anterior, tendo tido uma procura 3,2 vezes superior à oferta.

MRA Alliance/RR

Berlim não desiste da insolvência regulada para países da Zona Euro

terça-feira, janeiro 11th, 2011

Enquanto a Europa discute o possível recurso de Portugal ao fundo de resgate europeu, o Governo alemão continua apostado numa reforma do Tratado de Lisboa que permita, de futuro, a falência dos Estados-membro da Zona Euro sobreendividados, revela hoje o Diário Económico.

O ministro federal da Economia, Rainer Brüderle, saudou ontem expressamente um estudo da autoria do seu conselho de economistas independentes, que propõe a introdução da regulamentos para uma insolvência e critérios mais rigorosos para a consolidação das finanças públicas.

O relatório dá novas munições ao Executivo alemão, que não desiste deste objectivo repudiado por muitos Estados da União Europeia, o que obrigou Berlim a moderar o tom no debate. O tema deverá regressar à agenda da reunião dos ministros europeus das Finanças (Ecofin), na próxima semana.

MRA Alliance

Crise de crédito pode voltar a afectar Europa já em Fevereiro, alerta Bloomberg

segunda-feira, janeiro 3rd, 2011

Uma crise de crédito poderá atingir os mercados europeus em Fevereiro, devido aos receios decorrentes do aumento do volume de títulos que vai ser vendido pela banca e os governos em 2011, divulgou a Bloomberg em vários artigos publicados hoje.

Só os bancos europeus devem refinanciar-se em cerca de 400 mil milhões de euros em títulos de dívida no primeiro semestre do ano. A este valor acrescem mais de 500 mil milhões de euros que os governos europeus devem substituir no mesmo período, salienta a agência norte-americana de informação económica.

Segundo a Bloomberg, àqueles valores há que adicionar ainda outras centenas de milhões de euros em dívida garantida por créditos à habitação, o que poderá funcionar como o motor de arranque do caos nos mercados de dívida e a reedição dos apertos do crédito vividos desde 2008.

Um especialista em mercados de crédito citado pela Bloomberg garante que, por enquanto, “os governos têm sido capazes de retardar o processo, mas os problemas não vão embora”, alertando que “permanecem triliões de dólares de dívida que deve ser refinanciada ou vendida”.

Neste contexto, prevê que possa haver “uma corrida” para vender activos, parecida com a deu origem à crise do crédito no Verão de 2007.

Na semana passada, o Centro para as Ciências Económicas e Investigação de Negócios (CEBR), advertiu para o facto de poder voltar a acontecer uma crise na zona euro no início de 2011.

A probabilidade de a zona euro existir nos moldes actuais dentro de uma década é de 20 por cento, devido à incapacidade de os governos tomarem medidas para contrabalançar os desequilíbrios, sublinhou o CEBR. Citado pela agência Bloomberg, o CEBR considerou igualmente a possibilidade de ocorrer na zona euro uma nova crise da dívida na Primavera. Esta situação poderá ocorrer quando a Espanha e a Itália tiverem de se financiar em mais de 400 mil milhões de euros.

MRA Alliance

Emissão de Eurobonds defendida por nobel da economia

segunda-feira, janeiro 3rd, 2011

Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia (2008)O prémio Nobel da Economia, laureado em 2008, defendeu hoje a emissão conjunta de dívida por parte da União Europeia. “De forma crucial, a falta de integração fiscal faz da moeda única uma proposição dúbia, na melhor das hipóteses. E isso é um problema para o projecto europeu, de forma geral”, diz Paul Krugman no blogue “A Consciência de Um Liberal”, publicado no New York Times, citado pelo Diário Económico

“A solidariedade faz-se com medidas económicas que funcionam, não com medidas que não funcionam”, refere Krugman, que acrescenta que a quebra da zona euro “poria um amortecedor naqueles sentimentos de solidariedade que deveriam levar o continente, passo a passo, a uma verdadeira federação”. O economista diz, por isso, que “se fosse um líder europeu, estaria muito, muito preocupado, e disposto a aceitar grandes riscos, como a criação de eurobonds para virar as coisas ao contrário”.

Krugman admite ainda que a criação do euro tem tanto de económico como tem de político, num movimento de integração económica que visa ser economicamente produtivo e criar uma “solidariedade de facto”, no reforço da união política. “Mas a estratégia depende de que cada movimento em direcção à integração económica seja um símbolo político e uma boa ideia económica (…) não é claro, de forma alguma, que o euro passe o teste”, acrescentou.

A ideia das ‘Eurobonds’ tem vindo a testar a harmonia política entre os líderes da União Europeia, pelo menos desde que o presidente do Eurogrupo e primeiro ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, junto com o ministro italiano das Finanças, defenderam numa carta pública a possibilidade da União Europeia emitir dívida soberana conjunta. A chanceler alemã Angela Merkel rejeitou de imediato a proposta, a que a opinião pública da Alemanha também se opõe, considerando que seria o Estado alemão a pagar a dívida dos países mais fracos da zona euro.

MRA Alliance

UE: França e Alemanha dizem querer a união fiscal da zona euro

sábado, dezembro 18th, 2010

Alemanha e França não deixaram ninguém discutir os famosos eurobonds – emissão de títulos de dívida pública europeia. Porém, no fim do Conselho Europeu anunciaram que vão propor no próximo ano a harmonização dos impostos, das políticas laborais e inclusivamente das políticas sociais dos países da zona euro. Merkel e Sarkozy sustentam que a crise evidenciou a necessidade de completar a união monetária com uma união económica.

“A senhora Merkel e eu próprio faremos propostas para harmonizar a política económica” da zona euro, disse ontem Sarkozy em Bruxelas, anunciando o que será um passo gigantesco no sentido do federalismo, uma palavra tão odiada nas políticas domésticas que em Bruxelas os actores políticos lhe chamam a “F word”. Durão Barroso, actual presidente da Comissão Europeia, também sempre defendeu que não valia a pena pronunciá-la.

“O debate demonstrou ontem que precisamos de uma maior aproximação nas nossas políticas económicas e teremos de falar sobre isso nos próximos meses, especialmente na eurozona”, disse Angela Merkel. “É importante não só ter orçamentos sólidos e finanças estáveis, mas também é importante ter uma política económica comum”, afirmou a chanceler alemã, reconhecendo, no entanto, que será “um longo processo” e que terá de ser feito “passo a passo”.

As propostas franco-alemãs, que serão apresentadas “nas primeiras semanas de 2011”, incluem projectos de convergência nas políticas fiscais e sociais. Sarkozy diz que o objectivo é esbater as diferenças na competitividade entre os países do euro, considerando que as “políticas sociais e fiscais fazem parte dessas diferenças de competitividade”.

Na conferência de imprensa do fim da cimeira, Merkel confirmou que a discussão sobre a coordenação das políticas económicas na zona euro é mesmo para avançar em 2011, aludindo às “diferentes velocidades” dentro da Europa e referindo expressamente a estabilidade orçamental e o Estado social como exemplo de políticas a harmonizar.

A promessa de Angela Merkel de que “tudo fará para salvar o euro” e de que “a União não deixará nenhum país entrar em falência” foi bem recebida entre os portugueses, depois da recusa franco-alemã em aceitar os títulos de dívida pública “salvadores”.

A aprovação das regras para o novo fundo de mecanismo de auxílio aos países em crise foi um passo saudado por vários chefes de Estado e de governo e também por José Sócrates, satisfeito com o “sinal inequívoco” em defesa do euro manifestado pelas instituições europeias, da Comissão ao Banco Central Europeu.

Sócrates saiu de Bruxelas com um elogio de Jean-Claude Juncker, o presidente do Eurogrupo, ao pacote apresentado na quinta-feira. Estas medidas são coerentes e consequentes […] Estou muito tranquilizado pela exposição do primeiro-ministro Sócrates”, disse o dirigente luxemburguês defensor dos eurobonds, que aproveitou a cimeira para fazer as pazes com Angela Merkel, que atacara na semana passada. Pelo menos saíram da reunião do PPE de braço dado…

MRA Alliance/ionline 

Merkel alerta para risco de mais pedidos de resgate na Zona Euro

terça-feira, novembro 23rd, 2010

Angela MerkelA chanceler alemã afirmou hoje que a perspectiva para mais resgates de países do euro é “excepcionalmente séria”. As declarações de Angela Merkel, avançadas pela agência Bloomberg, empurraram o euro para mínimos de três meses, com os responsáveis europeus a estimarem que o resgate da Irlanda vai custar 85 mil milhões de euros.”Os mercados têm, actualmente, confiança zero no facto de o resgate da Irlanda resolver a crise europeia”, disseram Charles Diebel e David Page, da Lloyds TSB Corporate Markets, à Bloomberg.

A chanceler alemã disse, na memsa altura, que não pretende “pintar um quadro dramático”, e que há um ano seria difícil “imaginar o debate” que agora está a ter lugar na Europa.

Mas realçou a ameaça que os países endividados podem representar para o euro, e continua a lutar para que os investidores privados ajudem a pagar os custos de uma futura crise na zona euro.

MRA Alliance/DE

Zona Euro e União Europeia lutam pela sobrevivência, diz van Rompuy

terça-feira, novembro 16th, 2010

Herman van RompuyA zona euro e toda a União Europeia “não sobreviverão” se continuarem os actuais problemas orçamentais de alguns países, advertiu hoje o presidente da UE, Herman van Rompuy. “Estamos confrontados com a crise pela nossa sobrevivência”, adiantou van Rompuy, numa intervenção proferida no European Policy Center, centro de reflexão de Bruxelas.

“Temos que trabalhar todos em conjunto para permitir que a zona euro sobreviva. Porque se a zona euro não sobreviver, a União Europeia também não sobreviverá”, adiantou. “Mas estou confiante de que iremos ultrapassar” esta crise, acrescentou.

MRA Alliance/JdN 

Zona Euro: Portugal vai ser o que mais tarde sairá da crise , diz Ernst & Young

quinta-feira, junho 24th, 2010

Um estudo divulgado pela consultora Ernst & Young conclui que Portugal deverá permanecer em recessão até 2012, sendo um dos países da Zona Euro que mais tarde sairá da crise. O outlook para Portugal divulgado hoje aponta para um recuo de 1,1% do PIB, este ano, a que se seguirá uma recessão ainda mais profunda em 2011 (-1,5%). Em 2012 espera-se que a riqueza gerada em Portugal cresça 1,1% face ao ano anterior.

O desemprego irá aumentar este ano e em 2011, devendo atingir os 11,8%. O consumo privado deverá crescer 0,2% este ano, para cair 2,2% em 2011.
Espera-se ainda uma queda acentuada no investimento, de 3,6% e de 1,1% em 2011.

Caso se confirmem os valores avançados pela consultora, Portugal, Espanha e Grécia serão os países da Zona Euro que se deverão manter em recessão este ano.

O plano de austeridade implementado pelo governo é apontado pela Ernst & Young como um dos entraves ao desenvolvimento do quadro macroeconómico, com consequências no consumo privado, no rendimento e nos níveis de desemprego.

MRA Alliance/ionline

Zona Euro: Balança de pagamentos no vermelho em abril

terça-feira, junho 22nd, 2010

A balança de pagamentos da zona euro caiu em abril para terreno negativo, registando um défice de 5,1 mil milhões de euros, anunciou hoje o Banco Central Europeu (BCE).Em março, a balança de pagamentos registou um excedente de 1,5 mil milhões de euros, de acordo com os dados revistos do BCE.

Os números são frequentemente revistos e as previsões de março apontavam para um saldo positivo de 1,7 mil milhões de euros.

MRA Aliance/Agências