Archive for the ‘Terrorismo’ Category

“Eurodeputados e jornalistas em cruzada” fazem “manchetes baratas” com caso dos voos CIA, diz embaixada dos EUA

sexta-feira, agosto 26th, 2011

A embaixada norte-americana em Lisboa considerou, em 2006, que “eurodeputados e jornalistas em cruzada continuam a fazer manchetes baratas” com os alegados voos ileagais da CIA em Portugal, reporta telegrama diplomático divulgado ontem pela WikiLeaks.

O telegrama da diplomacia norte-americana em Portugal, com data de 15 de dezembro de 2006 e a referência 06LISBON2841, refere-se à demissão de Henrique Freitas da vice-presidência da bancada social-democrata, numa ação de “protesto pela cooperação do seu partido com os partidos de esquerda para investigar os alegados voos da CIA sob comando do Governo socialista”, que sempre negou tais voos.

O telegrama em causa realça que “a ideia de um dirigente do PSD defender o Governo do PS ao protestar formalmente contra a cooperação do seu partido com a esquerda é deliciosamente irónica”.

MRA Alliance/Lusa

Partilha de dados Portugal-EUA envolvida em polémica

sexta-feira, agosto 19th, 2011

O Governo acabou por ignorar as objecções levantadas por entidades como a CNPD (Comissão Nacional de Proteção de Dados) e decidiu propor à Assembleia da República a ratificação do acordo com os Estados Unidos, concebido já sob o Governo Sócrates, para o combate ao crime e ao terrorismo. Para além das questões que o acordo levanta em relação à lei portuguesa, há ainda as que levanta em relação à posição, mais reticente, da União Europeia.

Ao decidir avançar com o acordo para aprovação parlamentar, o Governo considerou necessário emitir um comunicado que lembrasse a responsabilidade do anterior executivo no mesmo diploma. No mesmo comunicado, citado pela agência Lusa, explica-se que a partilha de informação com os EUA, ou a cedência de informação aos EUA, será uma “componente essencial na luta contra o crime”. E afirma-se que aí se inclui, “nos termos das respetivas leis nacionais, a disponibilização de dados datiloscópicos [impressões digitais], criados para efeitos de prevenção e investigação criminal, bem como, para o mesmo efeito, de perfis de ADN”.

Entretanto, há muito que são conhecidas as objecções da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), nomeadamente através de comunicado de fevereiro de 2011, visto que na óptica da CNPD “o acordo não contempla as necessárias garantias exigidas pela lei nacional e pela legislação europeia para a transferência de dados pessoais, a fim de suprir a falta de um nível de proteção adequado nos EUA”.

Este é um problema especialmente grave quando se tem em conta a eventualidade de informações cedidas por Portugal aos EUA poderem ser utilizadas na instrução de processos que conduzam à aplicação da pena de morte nos EUA.

Entre os eurodeputados portugueses, Ana Gomes destacou-se na altura pela manifestação de fortes reservas: “Só espero que a Assembleia da República, que tem de aprovar este acordo, leve devidamente em conta aquilo que a CNPD diz, e leve também em conta que o Parlamento Europeu tem de aprovar um acordo-quadro, que a Comissão Europeia foi mandatada para negociar com os Estados Unidos, e que se vai sobrepor a todos os acordos bilaterais”.

Por seu lado, o PCP reagiu ao anúncio da decisão do Governo manifestando a sua oposição, em declarações de um seu dirigente, Ângelo Alves, à Lusa: “Esperamos que, por aquilo que representa de colisão com o enquadramento legal português e, até em certa medida europeu, a Assembleia da República não o venha a aprovar e, no caso de haver aprovação pela maioria de direita que o Presidente da República possa intervir no sentido da não ratificação deste acordo”.

MRA Alliance/RTP

Advogado de terrorista norueguês admite que ele seja “louco”

terça-feira, julho 26th, 2011

Anders Behring Breivik, confesso autor dos atentados de sexta-feira passada na Noruega, que fizeram 76 mortos, será provavelmente louco, disse o seu advogado Geir Lippestad. “Todo o caso indica que ele é louco”, afirmou em conferência de imprensa. No entanto, diversos especialistas  consideram perigoso ver a acção à luz da saúde mental do terrorista e marginalizar a sua retórica anti-islão.

O advogado duvida que o seu cliente concorde com a estratégia jurídica de alegar insanidade no julgamento, uma vez que Breivik acha que é “o único que compreende a verdade”. De facto, no manifesto que deixou antes dos ataques, Breivik defendeu que o julgamento de um autor de um ataque poder ser um palco para propagandear as suas propostas políticas e ideológicas.

O psicólogo forense Ian Stephen descreveu o documento como “a coisa mais assustadora” que já leu. Numa entrevista à BBC, Stephen precisou: “Foi escrito por um homem que é absolutamente meticuloso no desenvolvimento da sua filosofia e investigou tudo, claramente isolado durante um longo período de estudo, pesquisando na Internet, lendo livros” para formular uma teoria e um plano “para dominar o mundo totalmente convertido num modo louco e super-complicado”, comentou.

Por seu turno, Daniel Zagury, o chefe de serviço do centro psiquiátrico de Bois-de-Bondy, garante que Breivik “não é um doente mental”. “Não é um assassino em série, que vai matando uma pessoa de cada vez por razões que lhe são obscuras. No caso da Noruega, trata-se de um assassino em massa que executa um grande número de pessoas num espaço de tempo muito curto”, declarou ao diário “Figaro”. No plano médico legal, explicou Zagury, “trata-se de uma acção que foi longamente preparada e que tem como base uma ideologia odiosa”, sublinhou. “O nível de preparação elimina formalmente a hipótese de uma acção exclusivamente delirante.”

MRA Alliance/Agências

Noruega: Numero de mortos dos atentados desce para 76

segunda-feira, julho 25th, 2011

Os atentados de Oslo mataram 76 pessoas segundo o novo balanço da polícia norueguesa. O balanço anterior referia 93 mortos. Anders Behring Breivik compareceu hoje em tribunal e vai ficar em prisão preventiva durante oito semanas, quatro das quais isolado de qualquer contacto com o exterior.

Anders Behring Breivik declarou-se não culpado dos crimes, afirmando que queria salvar a Europa e enviar um sinal forte, disse o juiz Kim Heger, após uma audiência fechada no tribunal que durou cerca de 35 minutos. Isto apesar de ser o autor confesso do massacre e de ter revelado em tribunal que a sua rede integra mais duas células, segundo noticiou a agência Lusa, não especificando que tipo de células seriam essas.

MRA Alliance/ionline

Rastilho da xenofobia incendiou matança norueguesa

domingo, julho 24th, 2011

A polícia da Noruega confirmou que o suspeito pelos ataques de Oslo e Utoya que causaram 93 mortos publicou um longo manifesto de mais de 1500 páginas horas antes da matança. O extenso documento, uma mescla de manifesto político, diário e manual de instruções, revela planeamento ao ínfimo pormenor feito ao longo de anos por um homem anti-islâmico, xenófobo e violento. No dia dos ataques, Anders Behring Breivik escreveu no documento em inglês intitulado “2083 – A European Declaration of Independence”: “Acredito que esta vai ser a minha última entrada”.

No final do documento aparecem várias fotografias do suspeito dos atentados. Nessas imagens aparece o mesmo homem que tem sido identificado pelos media como o alegado autor dos atentados e que surge armado com uma arma sofisticada, com mira telescópica, e envergando um fato anti-radiações.

Eis alguns dos pontos do documento alegadamente escrito por Anders Behring Breivik, num resumo preparado pela CNN:

– O autor descreve-se como um “Cavaleiro Justiceiro – Comandante dos Cavaleiros Templários Europeus” e um dos vários líderes do movimento nacional e pan-europeu de resistência patriótica;

– Antecipa uma guerra civil na Europa em três etapas, a última das quais terminaria em 2083 (daí o título do documento) com a execução dos “marxistas culturais” e com a deportação dos muçulmanos;

– A primeira etapa dessa guerra civil, que decorreria até 2030, teria como características a guerra declarada e a progressiva consolidação das forças conservadoras;

– Entre 2030 e 2070, o autor prevê “formas mais avançadas de resistência das forças conservadoras e a preparação de um golpe de Estado pan-Europeu;

– A etapa final – em que o autor estima que os países europeus terão uma média de entre 30 e 50 por cento de população muçulmana – irá centrar-se na “execução do multiculturalismo e do Marxismo cultural”, bem como dos “traidores”, na deportação dos muçulmanos e na “implementação da agenda política e cultural conservadora” em todo o Continente Europeu;

– O autor diz que, pessoalmente, tem sido atacado repetidamente por muçulmanos: “‘Só vivi oito assaltos, tentativas de assalto e múltiplas ameaças. Nunca fui roubado ou espancado severamente por muçulmanos (um nariz partido foi o mais grave que me ocorreu) mas conheço mais de 20 pessoas que o foram. Conheço pelo menos duas raparigas que foram violadas por muçulmanos e tenho conhecimento de mais dois casos. Uma rapariga foi cortada na cara por muçulmanos”.

– Radovan Karadzic – o sérvio-bósnio acusado de genocídio – é nomeado pelo autor como uma das pessoas que ele gostaria de conhecer, negando que este seja “um assassino e um racista” e dizendo, ao invés, que “pelos seus esforços de tentar livrar a Sérvia do Islão ele deveria ser considerado e recordado como um honrado cruzado e um herói de guerra europeu”;

– O autor diz que se sentiu compelido à acção depois de o governo norueguês ter participado nos bombardeamentos de 1999 contra Belgrado durante a guerra do Kosovo, tendo por alvo o inimigo errado – “os nossos irmãos sérvios que queriam expulsar o Islão deportando os muçulmanos albaneses de volta para a Albânia”.

– O autor acusa o primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg e o seu Partido Trabalhista de perpetuarem os ideais “culturais Marxistas e multiculturalistas” e de doutrinarem a juventude com estas ideias;

– “A situação é caótica”, escreve o autor, notando que “milhares de muçulmanos” entram anualmente no país. “Estes traidores suicidas têm de ser parados”, escreve o autor;

– O manifesto debruça-se ainda sobre o cenário hipotético de o autor sobreviver a uma missão bem sucedida para tentar acabar com o multiculturalismo: “Quando acordar no hospital, depois de ter sobrevivido às balas, percebo que […] acordo num mundo de merda, um pesadelo real. Não só todos os meus amigos e a minha família me odeiam e me chamam monstro como os media do mundo global multicultural vão arranjar múltiplas maneiras de me chamar assassino”, de me “vilipendiarem e de me diabolizarem”;

– “Tenham extrema atenção quando fizerem pesquisas por bombas usando fertilizante, já que muitos dos termos irão espoletar alertas electrónicos”, escreveu o autor, que aconselha a que os curiosos usem “portáteis anónimos” e redes sem fios de locais como o McDonalds, de forma a evitarem constar numa lista monitorizada pelas autoridades;

– O documento – que em algumas partes funcionou igualmente como um diário pessoal, onde comentava a vida de familiares e amigos – tornou-se mais “profissional” a partir do dia 2 de Julho, dia em que o autor confessa estar mais “agressivo” graças à toma de suplementos de testosterona. – Nas vésperas dos ataques, o autor escreve: “O velho ditado ‘Se quiseres uma coisa feita, fá-la tu próprio’ é mais relevante que nunca”.

– A última entrada data do dia dos ataques: “Acredito que esta será a minha última mensagem. Hoje é dia 22 de Julho, sexta-feira, e são 12h51”.

MRA Alliance/Público

Noruega: Extrema-direita mata quase uma centena em dois brutais atentados

sábado, julho 23rd, 2011

As autoridades norueguesas estão convencidas de que os dois ataques perpetrados esta tarde no país, e que causaram pelo menos 87 vítimas mortais, não são da responsabilidade de grupos terroristas islâmicos, alguns dos quais já negaram qualquer envolvimento.

Segundo o Diário de Noticias, a polícia suspeita que os crimes foram planeados e excutados por activistas de movimentos antissistema ligados à extrema-direita local.

Fontes policiais, citadas pelo New York Times, admitem que Anders Behring Breivik, de 32 anos, preso após ter executado o ataque armado num acampamento juvenil na ilha de Utøya, no qual morreram pelo menos oitenta pessoas, poderá estar relacionado com o atentado à bomba junto à sede do governo em Oslo, onde se registaram sete vítimas mortais.

A polícia revelou que Breivik tinha como actividade registada um negócio agrícola em Rena, na região oriental do país e que recentemente adquirira uma considerável quantidade de nitrato de amónio. A substância, para além de ser usada na produção de fertilizantes, também é utilizada no fabrico de explosivos. As autoridades investigam actualmente se aquele produto químico é idêntico ao utilizado no fabrico das bombas que explodiram em Oslo.

A alegado criminoso iniciara há  poucos dias uma página no Facebook, com o nome e uma fotografia,  na qual diz professar a religião católica  ser politicamente conservador.  Como hobbies destacou a caça e jogos de video inspirados na guerra (World of Warcraft e Modern Warfare 2). As obras literárias “O Príncipe”, de Machiavelli, e “1984”, de George Orwell, são apresentadas como as suas preferidas.

O grupo islâmico Ansar al-Yihad al-Alami, que alegadamente teria reclamado a autoria do atentado bombista de Oslo, negou qualquer envolvimento nos dois acontecimentos, através de uma mensagem distribuida via Internet.

MRA Alliance

Atentados violentos espalham medo e pânico na Noruega

sexta-feira, julho 22nd, 2011

Uma poderosa explosão matou pelo menos sete pessoas, destruiu parcialmente vários edifícios do Governo norueguês, em Oslo, e gerou o caos no centro da capital. O atentado também atingiu o prédio de 17 andares, onde fica o gabinete do primeiro-ministro norueguês que não se encontrava no local na altura da explosão.  A polícia confirmou que o rebentamento foi causado por uma bomba. 

Pouco depois da explosão junto ao gabinete do primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, pelo menos mais cinco pessoas foram feridas num ataque na ilha norueguesa de Utoeya, a Sul da capital. Todavia, a estação de televisão TV2 referiu “vários mortos” entre jovens que participavam num evento do Partido Trabalhista, que lidera o governo do país.

Um jovem, aparentemente de nacionalidade norueguesa,  foi detido na sequência deste ataque, noticiou outro canal de TV (NRK). O comissário da polícia Sveinung Sponheim, disse em conferência de imprensa haver “boas razões” para acreditar que existe uma ligação entre este atentado e o que ocorreu no centro de Oslo. “Há testemunhos que reforçam essa ideia”, adiantou.

Segundo a CNN,  as autoridades norueguesas indicam que várias testemunhas, após o rebentamento, cerca das 15h locais, disseram que a principal explosão ocorreu num carro armadilhado.

A Noruega encontra-se sob ameaça terrorista desde 2005. Nesse ano, a publicação de caricaturas de Maomé por jornais dinamarqueses e de outros países nórdicos teve como reacção vários ataques a representações diplomáticas escandinavas no Médio Oriente. Várias indivíduos de origem árabe foram detidos nos últimos anos sob suspeita de planeamento de atentados na Noruega. Recorde-se que o país membro da NATO tem uma força de 700 militares no Afeganistão.

A estação de televisão Al Jazira sublinhou, aliás, que o incidente ocorre poucos dias depois de a procuradoria norueguesa ter interposto uma acusação por terrorismo contra Najmuddin Faraj Ahmad, ou mullah Krekar, fundador do grupo islamista Ansar al-Islam, do Kurdistão.

Apesar de estar na Noruega desde 1991, depois de ter fugido do Norte do Iraque, mullah Krekar não tem nacionalidade norueguesa, ao contrário da sua mulher e dos seus quatro filhos. No passado dia 12 foi formalmente acusado por ter ameaçado de morte uma antiga ministra norueguesa, Erna Solberg. “A Noruega pagará um preço elevado pela minha morte”, terá dito então, citado pela Al Jazira. “Se, por exemplo, Erna Solberg me deportar e eu morrer na sequência disso ela terá a mesma sorte”, ameaçou. Não se sabe, no entanto, se a explosão estará relacionada com este caso.

Na Noruega a violência por motivos políticos é muito pouco comum, ainda que o país seja membro da NATO e tenha sido por vezes referido por líderes da Al-Qaeda devido ao seu envolvimento no conflito no Afeganistão.

MRA Alliance

(última actualização: 20H38)

ONG quer Bush no banco dos réus por tortura e acusa Obama de branqueamento

quinta-feira, julho 14th, 2011

A Human Rights Watch (HRW) exige a abertura de uma investigação e posterior julgamento de George W. Bush pelas responsabilidades do antigo Presidente dos EUA na tortura e maus tratos infligidos a suspeitos de terrorismo. A organização não governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos critica a actual Administração norte-americana, de Barack Obama.

“O governo de Obama não cumpriu as obrigações dos EUA relativas à Convenção contra a tortura, porque não investigou os actos de tortura e outros maus tratos aos detidos”, afirma a HRW num relatório de 107 páginas intitulado “Tortura impune: o governo de Bush e o mau trato aos detidos”.

De acordo com o El Mundo, a ONG insiste que o documento contém “informação substancial que justifica a investigação criminal a Bush e outros funcionários do seu governo, incluindo o ex-vice-presidente, Dick Cheney, o ex-chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld, e o ex-director da Agência Central de Inteligência (CIA), George Tenet”.

A HRW acusa estes dirigentes de terem autorizado o uso de ‘waterboarding’ (simulação de afogamento) nas prisões secretas da CIA ou de países terceiros que receberam suspeitos de terrorismo. Mas esta não é a primeira vez que a ONG faz acusações deste género: já em 2005 a HRW apresentou um relatório apontando o dedo a estes dirigentes e ainda ao ex-comandante do Exército dos EUA no Iraque, Ricardo Sánchez, e o ex-comandante militar da prisão de Guantánamo, Geoffrey Miller.

Kenneth Roth, director executivo da HRW, diz haver “razões sólidas para investigar Bush, Cheney e Tenet” por crimes de guerra e tortura, mas a Administração Obama limitou-se a tratar “a tortura como uma selecção desafortunada de procedimentos, mais que como um delito”: o secretário da Justiça, Eric Holder, ordenou em 2009 uma investigação aos abusos contra os detidos, mas limitou o inquérito aos “actos não autorizados”.

Quem autorizou o uso de tortura ficou fora do inquérito e, diz a HRW, ou se “reestabelece a proibição da tortura”, ou a decisão de Obama “em colocar um ponto final às técnicas abusivas de interrogatório continuará a ser reversível”.

MRA Alliance/DN 

Bin Laden foi enterrado no mar, diz Washington

segunda-feira, maio 2nd, 2011

Veículos de imprensa americanos afirmaram que o corpo do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, foi enterrado no mar nesta segunda-feira.

De acordo com o jornal New York Times e a agência de notícias Associated Press, o funeral seguiu o preceito americano de enterrar o corpo no mesmo dia da morte.

Ao mesmo tempo, divulgou a agência AP, as autoridades americanas justificaram o enterro no mar afirmando que seria difícil encontrar um país que aceitasse receber o corpo de um dos mais procurados líderes extremistas do mundo.

As fontes não foram identificadas nas reportagens.

Em um pronunciamento transmitido pela TV americana tarde da noite do domingo, o presidente americano, Barack Obama, anunciou que Bin Laden foi morto em uma operação militar na cidade de Abbottabad, próximo da capital paquistanesa, Islamabad.

Logo após o anúncio, multidões foram às ruas em Washington e Nova York – cidades atingidas pelos ataques de 11 de setembro de 2001, no qual cerca de 3 mil pessoas morreram – para festejar a morte de Bin Laden.

MRA Alliance/BBC

Egipto: Primeiro alvo energético vítima de sabotagem grave

sábado, fevereiro 5th, 2011

O gasoduto que corre pelo Egipto e norte do Sinai e fornece gás a Israel, à Jordânia e alguns outros Estados da região sofreu várias explosões esta manhã na sequência de acções de sabotagem, classificadas como “de grande envergadura”, e foi fechado. Os ataques da madrugada de hoje não foram reivindicados, mas uma fonte da área da segurança citada pela Reuters atribuiu-o a “elementos estrangeiros”.

A AFP dá conta, citando um responsável egípcio, de um ataque durante a madrugada próximo da fronteira com a Faixa de Gaza, na localidade de Lehfen, na região de Cheikh Zouwayed, onde houve explosões no gasoduto e no terminal de gás local, a cerca de dez quilómetros da Faixa de Gaza, junto a Israel. Um responsável ouvido pela televisão egípcia dizia que “a situação é muito perigosa, com explosões contínuas de um local para outro” ao longo deste pipeline. “É uma grande operação terrorista”, disse um repórter da televisão egípcia.

Não é para já claro qual o impacto desta acção de sabotagem nos fornecimentos a partir do Egipto e nos preços do petróleo nos mercados mundiais, a partir da próxima semana. O país não é um grande produtor de petróleo mas os seus fornecimentos de gás natural têm expressão regional, assegurando 40 por cento das necessidades de Israel.

Este ataque surge no 12º dia de protestos contra o regime egípcio e o seu Presidente, Hosni Mubarak, e depois o dia de ontem ter sido assinalado como “Dia da Partida”, pois era o último do prazo dado pelo movimento oposicionista para o Presidente deixar o poder – o que não aconteceu.

Nos últimos dias, através da internet, grupos islamitas apelaram aos seus militantes para explorarem a contestação que está a abalar o Governo, incitando-os mesmo a atacar esta conduta de fornecimento de gás a Israel, que corre entre Arish e Ashkelon.

O Exército egípcio encerrou já a principal fonte de alimentação do gasoduto e estava ainda a tentar controlar os fogos. As cadeias árabes de televisão Al Jazeera e Al Arabiya mostraram imagens de uma torre de chamas no cenário de uma das explosões.

O consórcio israelita que assegura as importações confirmou entretanto que os fornecimentos pararam, “por precaução”, mas disse que as explosões não atingiram os fornecimentos a Israel. Uma fonte do Ministério Nacional das infra-estruturas de Israel disse no entanto à agência Reuters que não sabia por quanto tempo o fornecimento de gás egípcio ao país seria afectado.

MRA Alliance/Público 

FBI quer aceder aos registos de identificação portugueses

domingo, janeiro 2nd, 2011

Os Estados Unidos (EUA) querem ter acesso a bases de dados biométricas e biográficas dos portugueses que constam no Arquivo de Identificação Civil e Criminal. O FBI, com a justificação da luta contra o terrorismo, quer também aceder à ainda limitada base de dados de ADN de Portugal.

O acordo com o Governo português está feito e só falta ser ratificado na Assembleia da República. No entanto, este mês vai sair um parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) que alerta para os problemas que constam no texto do acordo bilateral.

O acordo prevê que o FBI tenha acesso às informações constantes no bilhete de identidade de todos os portugueses. Além disso, quando se tratar de cidadãos condenados, poderão também receber o seu registo criminal e informações do seu ADN caso exista alguma amostra na base de dados que está sediada em Coimbra e que é da responsabilidade do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML).

Em Junho de 2009, Janet Napolitano, secretária do Departamento de Segurança Interna norte-americano esteve em Portugal e firmou o acordo com os ministérios da Administração Interna e da Justiça.

Em Novembro deste ano, foi pedido à CNPD um parecer. Este, segundo o DN apurou, embora não seja vinculativo, vai alertar a Assembleia da República e a Comissão dos Negócios Estrangeiros para os perigos de violação da privacidade dos portugueses que decorre deste acordo bilateral.

MRA Alliance/DN

Wikileaks: Telegramas voltam a implicar Portugal nos voos da CIA

terça-feira, dezembro 14th, 2010

Os telegramas confidenciais divulgados ontem pelo El País voltam a levantar dúvidas quanto à implicação portuguesa na repatriação de detidos de Guantanamo. Os chamados voos da CIA voltam a ser referenciados na troca de correspondência da diplomacia norte-americana revelada pelo site Wikileaks e os líderes portugueses voltam a ser implicados nesta acção.

De acordo com o diário espanhol os telegramas referem que Portugal permitiu aos EUA utilizarem a base das Lajes, nos Açores, para repatriar detidos de Guantanamo. Informações que levaram ontem a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, a afirmar que estão a ser analisados os documentos tornados públicos pela Wikileaks sobre os voos da CIA: “Até sábado eram informações genéricas que tinham a ver com o regresso de Guantanamo e não a ida para lá. Hoje sei que vêm notícias novas que serão objecto de estudo e de análise”, disse a directora à margem de um seminário sobre Criminalidade Organizada.

MRA Alliance/DE

Wikileaks revelou segredos diplomáticos que fragilizam os EUA

terça-feira, novembro 30th, 2010

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, teceu duras críticas à atitude da WikiLeaks de publicar documentos diplomáticos confidenciais, entre os quais alguns oriundos da embaixada norte-americana em Lisboa.

A Casa Branca procurou ontem minimizar o impacto da publicação de milhares de documentos confidenciais e secretos que enformam a sua diplomacia. Mais uma vez, a superpotência mundial foi alvo de um ataque da organização WikiLeaks que, utilizando publicações dos EUA (The New York Times) e da Europa (Le Monde, El País, The Guardian e a revista alemã Der Spiegel), começou a tornar públicos, domingo, milhões de documentos americanos com impacto na diplomacia mundial – de Lisboa há 722 telegramas.

Barack Obama ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. Mas um dos seus porta-vozes reconheceu que “no mínimo, ele está descontente”. Por contraste, a chefe da diplomacia dos EUA, Hillary Clinton, reagiu histericamente ao dizer que as fugas orquestradas pela WikiLeaks representam um “ataque à comunidade internacional”.

MRA Alliance/DN

Wikileaks: 722 telegramas passaram pela embaixada dos EUA em Lisboa

segunda-feira, novembro 29th, 2010

Entre os comprometedores documentos para a diplomacia norte-americana divulgados ontem pelo site Wikileaks há 722 telegramas que tiveram por origem ou destino a embaixada dos Estados Unidos em Lisboa. A maioria é informação não classificada, mas também há 292 documentos confidenciais e 15 secretos.

Um terço de toda essa informação é bastante recente. Muitos documentos são de Dezembro do ano passado, de Janeiro e de Fevereiro deste ano – o último mês abrangido na fuga promovida pelo Wikileaks – e poderão dizer respeito à preparação da cimeira da NATO de há duas semanas e à vinda do Presidente Barack Obama a Lisboa. Mas há outros meses com muitos telegramas. Num só dia de Setembro, dia 17, por exemplo, surgem três comunicações trocadas de seguida.

Os telegramas estão gravados com abreviaturas que remetem para o tipo de informação dos textos. Um telegrama de 25 de Fevereiro aparece gravado na categoria de “Terrorismo e Terroristas”, “Condições Económicas e “Relações Políticas Externas”. Noutro, do mesmo mês, aparece a referência a “Direitos Humanos”. Noutro ainda surge “Segurança Nacional” e ainda noutro “Refugiados”.

A embaixada de Lisboa condenou a divulgação dos documentos, recusou comentar ao PÚBLICO a sua autenticidade e descreve a fuga como “uma tentativa irresponsável de destruir a segurança global” que “pode pôr em risco vidas humanas”.

Sobre os telegramas habituais do Departamento de Estado, explica que “reflectem uma análise diária e apreciações espontâneas, que todos os governos fazem no âmbito de relações externas eficazes.” Não devem, sublinha ainda, “ser encarados só por si como representativos da política dos EUA”.

MRA Alliance/Público

Terrorismo: ETA anuncia mais um cessar-fogo em Espanha

domingo, setembro 5th, 2010

A ETA anunciou, este domingo, um cessar fogo, numa mensagem que foi transmitida em exclusivo pelo canal televisivo BBC. De acordo com o jornal espanhol “El Pais”, a organização enviou um vídeo à estação britânica anunciando que “não levará a cabo ações armadas”. Esta decisão terá sido tomada “há alguns meses” com vista a “pôr em marcha um processo democrático”, refere a BBC com base no vídeo enviado.

O presidente do Observatório de Segurança considerou hoje, citado pelo Público, que o anúncio do cessar-fogo da ETA é um “momento muito importante para Espanha” e representa uma “vitória” da linha independentista basca que quer uma solução pacífica para o problema.

Anes referiu que este cessar-fogo “resulta não da vontade da direcção militar da ETA, que é jovem e radical, mas da enorme pressão exercida” nos últimos tempos pelos membros e simpatizantes da ETA que querem uma “solução pacífica, recusando a via militar”.

O especialista enfatizou que “é um momento muito importante para Espanha”, mas também para a Europa e o mundo porque cessa um conflito armado que já “não fazia sentido”, numa altura em que o país basco, à semelhança da Catalunha, já possui grande autonomia.

Segundo José Manuel Anes, especialmente os “veteranos” da ETA estão “fartos” do conflito armado e também há muitos simpatizantes do movimento separatista basco a pressionar a direcção militar da ETA para haver “negociações políticas”.

Questionado sobre se, desta vez, há mais condições para que o processo negocial tenha sucesso, uma vez que em anteriores ocasiões houve o regresso à luta armada, o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) disse estar convencido de que sim, porque é isso que a maioria dos membros e simpatizantes da ETA pretendem neste momento. Observou contudo que “é um processo negocial que vai começar” e que é preciso esperar a sua evolução.

Histórico aconselha prudência

A notícia deverá ser encarada com prudência face ao histórico dos anúncios de suspensão da luta armada pela ETA nas últimas décadas. Com efeito, o último cessar-fogo da ETA, antes do hoje anunciado, ocorreu a 22 de março de 2006 e durou até 30 de dezembro desse ano quando a organização realizou um atentado no aeroporto de Barajas, Madrid, que fez dois mortos.

O cessar-fogo mais longo da organização separatista basca foi anunciado a 18 de setembro de 1998, tendo durado 439 dias. Ao longo da sua história, a ETA anunciou uma dezena de tréguas. Uma cronologia publicada na edição on-line do jornal espanhol El Mundo relembra os principais factos: 

Fevereiro de 1981 – O primeiro cessar-fogo deu-se poucos dias após o golpe de Estado de 23 de fevereiro e foi anunciada para um ano, tendo-se prolongado até agosto do ano seguinte.

29 de janeiro de 1988 – A ETA oferece ao Governo espanhol uma trégua de 60 dias com o objetivo de negociar uma saída para o conflito basco. Representantes da organização e do Governo mantêm contactos, que não dão frutos.

15 de fevereiro de 1988 – Nova proposta da ETA para uma trégua de 60 dias, mas que não se materializa.

30 de outubro de 1988 – A ETA oferece, nas mesmas condições, um cessar-fogo de 60 dias que, uma vez mais, não se chega a concretizar.

08 de janeiro de 1989 – A ETA declara uma trégua de duas semanas, coincidindo com o início das chamadas Conversações de Argel (entre o Governo de Madrid e a organização).

28 de janeiro de 1989 – A organização prolonga este cessar fogo por mais dois meses, enquanto prosseguem os contactos entre a ETA e o Governo em Argel.

27 de março de 1989 – Novo prolongamento de dois meses. Prosseguem as conversações entre os representantes das duas partes.

04 de abril de 1989 – Fracassam as conversações de Argel e a ETA anuncia o fim do cessar-fogo.

10 de julho de 1992 – A ETA propõe um cessar-fogo de 60 dias, pouco depois da queda da sua cúpula em Bidart (França).

26 de abril de 1995 – A organização apresenta a sua Alternativa Democrática com uma proposta para a pacificação do País Basco.

23 de junho de 1996 – A ETA declara uma trégua de uma semana e dá ao Governo a possibilidade de negociar uma saída do conflito, proposta a que o Governo não responde.

20 de novembro de 1997 – A cúpula da ETA declara uma trégua que virá a ser chamada “Frente de las cárceles”.

16 de setembro de 1998 – A organização anuncia uma trégua indefinida e sem condições que começaria dois dias depois. O Governo mostra-se disposto ao diálogo: em maio de 1999 realiza-se um encontro na Suíça que não deu frutos. Em finais de novembro do mesmo ano, a ETA anuncia o fim do cessar-fogo.

18 de fevereiro de 2004 – A um mês das eleições gerais espanholas, a organização anuncia uma trégua ilimitada no território da Catalunha.

18 de junho de 2005 – Um mês depois de o Congresso apoiar a moção do Partido Socialista espanhol para dialogar com a ETA, a organização anuncia o fim das suas “ações armadas” contra “os eleitos dos partidos políticos de Espanha”. Uma semana depois, a organização esclarece no seu boletim “Zutabe” que esta trégua não inclui os membros do Governo.

22 de março de 2006 – A ETA anuncia um cessar-fogo permanente para “impulsionar um processo democrático em Euskal Herria [País Basco]”. Um comunicado da organização marca o início desta trégua para 24 de março de 2006. Um dia antes do final do ano, o cessar-fogo foi violado com um atentado no aeroporto de Barajas que custou a vida a dois jovens equatorianos.

MRA Alliance/Público/Lusa 

França está em guerra contra Al-Qaeda, diz 1º ministro

terça-feira, julho 27th, 2010

Francois FillionA França está “em guerra” contra a Al-Qaeda e vai aumentar seus esforços na luta contra a ramificação do grupo terrorista no norte da África depois da execução de um refém francês no Saara, afirmou hoje o primeiro-ministro Francois Fillon.

“Estamos em guerra contra a Al-Qaeda”, disse ele, à rádio Europe-1. Fillon afirmou que os militantes da organização podem ter matado Michel Germaneau antes e não depois da fracassada tentativa de resgatá-lo.

A Al-Qaeda no Magreb Islâmico anunciou, em mensagem de áudio divulgada no domingo, que matou Germaneau, de 78 anos, em retaliação a um ataque realizado na semana passada por forças da França e da Mauritânia, que matou pelos menos seis militantes do grupo.

Ontem, o presidente Nicolas Sarkozy confirmou o assassinato do refém e prometeu que os autores do crime “não permanecerão impunes”.

MRA Alliance/Estadão 

Obama “mata” guerra contra o terrorismo e elege China e Índia como novos aliados

quinta-feira, maio 27th, 2010

A nova estratégia de segurança nacional do Presidente Barack Obama designa especificamente a Al Qaeda como inimigo principal dos Estados Unidos. Para trás ficaram as referências à “guerra contra o terrorismo” herdadas da administração de George W. Bush. A “doutrina Obama” pretende também alargar as parcerias norte-americanas para além dos tradicionais aliados da América, de forma a incluir também a China e a Índia.

No documento, tornado público esta quinta-feira, a Casa Branca refere: “Procuraremos sempre acabar com a legitimação do uso do terrorismo e isolar aqueles que a ele recorrem”, e clarifica: “Não é uma guerra mundial contra uma táctica – o terrorismo – ou uma religião – o Islão”.  “Estamos em guerra contra uma rede específica, a Al-Qaeda, e os seus aliados terroristas que apoiam os esforços para atacar os EUA e os seus aliados e parceiros” precisa o texto do documento.

A nova estratégia de segurança nacional representa o resultado de dezasseis meses de consultas no seio da administração Obama e estabelece um corte com as presidências anteriores, ao colocar grande ênfase no valor da cooperação global e no desenvolvimento de parcerias alargadas, para além de atribuir mais importância à ajuda prestada a outras nações para que se defendam a si próprias.

Esta tentativa aparente de Obama se distanciar do legado do seu antecessor, sem no entanto o repudiar frontalmente, poderá a vir a provocar algumas críticas no Partido Democrático, onde alguns sectores esperavam uma rejeição mais clara do conceito de “guerra preventiva” defendido por George Bush. Por outro lado os Republicanos, quase certamente, vão acusar Obama de “ser fraco em matéria de defesa” por dar tanta ênfase à diplomacia e ajuda ao desenvolvimento.

O documento refere-se “aos grandes objectivos” em matéria de defesa e o destaque de “adversários principais” é dado repetidamente à Al-Qaeda, ao Irão e à Coreia do Norte, estes últimos por causa dos seus programas nucleares.

No que respeita às alianças, a nova estratégia para manter a segurança dos Estados Unidos pressupõe o fim dos anos de acção unilateral da era Bush e deposita maior confiança nos aliados dos Estados Unidos para fazer face ao terrorismo e a outros problemas globais.

Para tal, a Casa Branca fala de desenvolver parcerias globais mais alargadas, de forma incluir nações como a Índia ou a China, que não se contam entre os aliados tradicionais dos EUA.

MRA Alliance/Agências

Obama ordena compra de prisão para terroristas de Guantánamo

quarta-feira, dezembro 16th, 2009

Prisão de GuantánamoBarack Obama ordenou à sua administração que compre uma prisão de alta segurança no Ilinóis para onde serão transferidos os terroristas mais perigosos de Guantánamo. O Presidente dos EUA desafiou a vontade do Congresso mas deu um passo decisivo para encerrar a prisão da ponta sul da ilha de Cuba.

O Centro Correccional de Thomson – localizada numa área rural ao largo do Mississipi, 240 quilómetros a oeste de Chicago – receberá entre 35 e 90 terroristas considerados muito perigosos e que ficarão detidos indefinidamente. Ao lado haverá um tribunal militar onde decorrerão os julgamentos de excepção.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, e o secretário da Defesa, Robert Gates, revelaram que a prisão vai ser alvo de obras que a farão mais segura do que as prisões de segurança máxima nos EUA. Os dois garantiram ainda que Obama não tem intenção de libertar detidos em território americano.

Guantánamo é um símbolo da tortura que alimenta o ódio contra os EUA e é usado pela Al-Qaeda como um pretexto para recrutar terroristas. Obama prometeu encerrar a prisão até Janeiro de 2010 e assinou a ordem executiva um dia depois de ter tomado posse. Mas em Novembro admitiu que o prazo não será cumprido.

MRA Alliance/DN

Terrorismo: Tribunal italiano condenou ex-agentes da CIA

quinta-feira, novembro 5th, 2009

Manifestação de apoio a Abu Omar em ItáliaA Itália condenou à revelia mais de duas dezenas de antigos elementos dos serviços secretos norte-americanos a penas até aos oito anos de prisão. Os agentes da CIA foram acusados de terem raptado há seis anos, em Milão, um imã de origem egípcia suspeito de ligações a redes terroristas islâmicas. Depois de sequestrado, Abu Omar, foi transferido para uma base secreta no Egipto onde terá sido torturado antes de ser libertado, em 2007.

Por terra caíram as acusações contra um ex-chefe da CIA em Roma e antigos responsáveis dos serviços secretos italianos. A justiça determinou, ainda, o pagamento de uma indemnização no valor de um milhão de euros a Abu Omar e 500.000 à mulher.

Para o Procurador italiano importa agora accionar as medidas necessárias à emissão de um mandato de captura internacional para garantir o cumprimento das penas. A tarefa que não se afigura fácil pois os Estados Unidos recusam-se a extraditar os antigos agentes da CIA.

Em Washington, a sentença foi recebida com decepção. Um porta-voz do Pentágono argumentou que a jurisdição respeita o acordo sobre o estatuto de forças da NATO. Esta é a primeira vez que um tribunal julgou as transferências ilegais de suspeitos terroristas levadas a cabo pelo governo Bush/Cheney.

MRA Alliance/Agências

Al-Qaeda ameaça atacar alvos chineses

quinta-feira, outubro 8th, 2009

Muçulmanos uigures na ChinaA Al-Qaeda ameaçou atacar alvos chineses por represália pelos tumultos étnicos em Xinjiang, em Julho passado, revela hoje a imprensa oficial chinesa citando um “proeminente militante” da organização terrorista islâmica.

Num vídeo disponibilizado ontem num site islâmico, Abu Yahya al-Libi exorta a população uigur do Xinjiang a “preparar-se seriamente” para “uma guerra santa” contra o Governo chinês, noticiou o jornal China Daily.

O mesmo militante apela ao mundo islâmico para “ajudar os uigures com tudo o que puderem”.

MRA Alliance/Agências

Guantanamo: Dois prisioneiros sírios já estão em Portugal

sábado, agosto 29th, 2009

Dois cidadãos de origem síria, detidos na base norte-americana de Guantánamo, foram “restituídos à liberdade” e chegaram hoje a Portugal, revelou o Ministério da Administração Interna. O anúncio oficial de que Portugal ia acolher dois sírios foi feito em 7 de Agosto, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.Os dois cidadãos sírios, que não têm qualquer relação familiar entre si, foram acolhidos ao abrigo de um visto por razões humanitárias, informou o Ministério.

No mesmo dia, os Estados Unidos congratulavam-se com este anúncio, através de um porta-voz do Departamento de Estado, Robert Wood.

“Exprimimos o nosso grande reconhecimento a Portugal por este gesto humanitário”, disse Robert Wood, sublinhando que as posições dos Estados-membros da União Europeia sobre o assunto facilitaram o acolhimento dos detidos.

Em meados de Agosto, em Viana do Castelo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, admitiu já estar definido o local onde iam ficar, em Portugal, os dois cidadãos sírios mas escusou-se a revelá-lo.

“Presumo que sim [que o local já está definido] mas isso não é com o Ministério dos Negócios Estrangeiros mas sim com o Ministério da Administração Interna”, disse, à Lusa, Luís Amado.

Sobre o “currículo” dos dois cidadãos, Amado limitou-se hoje a dizer que “tudo o que havia a dizer sobre isso” já fora dito.

MRA Alliance/Expresso

Líbia, petróleo, terrorismo e ética

domingo, agosto 23rd, 2009

Londres continuava a negar ontem a existência de um acordo negociado para a libertação de Abdelbaset Ali al-Megrahi, o bombista de Lockerbie. Ao mesmo tempo, multiplicavam-se sugestões de que a realização de importantes contratos, em especial na área petrolífera, tinham pesado na decisão e o dirigente líbio, Muammar Kadhafi, agradecia o envolvimento do primeiro-ministro Gordon Brown e de membros da família real britânica no processo.

Megrahi cumpria uma pena perpétua, comutada para 27 anos de prisão, pelo seu envolvimento no atentado ao avião da Pan Am, que explodiu sobre a localidade escocesa de Lockerbie, em 1988, matando 270 pessoas.

“A ideia de que os Governos britânico e líbio acordaram a libertação do prisioneiro como parte de um negócio… é falsa, implausível e, de facto, ofensiva”, proclamava ontem o ministro do Comércio britânico, Peter Mandelson. Horas antes, surgira a revelação de que Kadhafi ao receber Al-Megrahi agradecera em directo na televisão do seu país ao “amigo” Gordon Brown, assim como “à Rainha de Inglaterra, Isabel II, e ao príncipe André (…) por terem contribuído (…) para esta histórica e corajosa decisão” do Executivo escocês (*).

Um dos filhos de Kadhafi, Seif al-Islam, dissera sexta-feira que sempre que se falou “de contratos comerciais, (…) com a Grã-Bretanha” o caso Megrahi “esteve à mesa das negociações”. No mesmo dia, o presidente da Câmara de Comércio líbio-britânica dissera à BBC que “os contratos [do petróleo] não tinham avançado tão rapidamente como esperado”, após a visita à Líbia de Tony Blair, em 2004, por causa da situação de Megrahi. Em 2007, Blair voltou à Líbia e pouco depois começou a ser negociado um acordo entre a petrolífera líbia e a britânica BP.

Actualmente, a BP tem acordos de exploração na costa e em território líbio avaliados em mais de 900 milhões de dólares. A Shell, que possui capitais britânicos, recebeu nos últimos anos várias licenças de exploração de gás.

Várias petrolíferas americanas, após o fim do embargo de Washington ao regime líbio, ganharam aqui concessões, com destaque para a ExxonMobil que investiu quase cem milhões de dólares na exploração offshore.

A confirmar-se a conexão entre a libertação do líbio – que continua a dizer-se inocente e ontem anunciava para breve a divulgação dessas provas – e a possibilidade de negócios com o regime de Tripoli, o caso não seria inédito.

A petrolífera italiana Eni detém importante presença na área dos petróleos, negociada a partir de 1998, quando Roma apresentou desculpas por violações dos direitos humanos na Líbia na II Guerra Mundial. Em 2008, Silvio Berlusconi assinou em Bengazi acordos de investimentos na ordem dos cinco mil milhões de dólares.

A arma económica foi usada pela Líbia também como instrumento de pressão sobre a Suíça. No dia do regresso de Megrahi a Tripoli, o Presidente da Confederação Hans-Rudolf Merz apresentava desculpas a Hannibal Kadhafi pela sua detenção, em Julho de 2008, acusado de maltratar dois funcionários de um hotel em Genebra.

De imediato, a Líbia tomou medidas de retaliação, como a detenção de dois empresários helvéticos, a suspensão de vistos a cidadãos deste país e – mais impor- tante – a suspensão do fornecimento de petróleo à Suíça.

Abel Coelho de Morais, Diário de Notícias

(*) O governo é britânico. O primeiro-ministro é escocês.

MRA Alliance/pvc

Venezuela apoiou narcotraficantes ligados às FARC, diz revista colombiana

quinta-feira, agosto 6th, 2009

Poster colombiano de ataque a ChávezA revista colombiana Cambio publicou hoje uma reportagem segundo a qual o envolvimento do governo do presidente venezuelano Hugo Chávez não se limita aos dados encontrados no computador de Raúl Reyes, o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), morto recentemente.

Citando fontes colombianas e americanas, a publicação afirma que ex-funcionários do governo venezuelano estão envolvidos em operações realizadas na Venezuela por narcotraficantes associados à guerrilha.

Na última semana, o governo da Colômbia anunciou que armamentos comprados pela Venezuela e produzidos na Suécia foram encontrados com a guerrilha, o que levantou suspeitas de eventuais ligações entre o governo Chávez e as FARC.

As acusações colombianas causaram uma nova crise diplomática entre os dois países. Chávez afirmou que as armas apreendidas aos rebeldes da Colômbia – que incluíam lançadores de foguetes de fabricação sueca – foram compradas pela Venezuela na década de 1980 e roubadas em 1995 durante um ataque a uma base naval no Estado de Carabobo.

Chávez acusou o governo colombiano de “fazer chantagem” com as acusações, classificadas pelo líder venezuelano como “uma jogada suja e traiçoeira” do presidente pró-americano da Colômbia, Álvaro Uribe.

Segundo a revista, o general Hugo Armando Carvajal, director dos serviços secretos militares da Venezuela, estaria envolvido não só com a entrega de armas e equipamentos às FARC, mas também com operações feitas em solo venezuelano por narcotraficantes associados à guerrilha.

Carvajal é um dos funcionários venezuelanos que enfrenta sanções impostas pelos EUA por alegadamente manter vínculos com rebeldes colombianos envolvidos com o tráfico de drogas. A medida prevê a suspensão de negócios comerciais, transações financeiras e o congelamento de bens e contas bancárias nos EUA.

A revista aponta ainda que as informações obtidas junto dos Estados Unidos pelas autoridades colombianas também comprometem funcionários e ex-assessores de confiança do presidente do Equador, Rafael Correa, designadamente o major Manuel Silva, ex-chefe da Unidade de Investigações Especiais da Polícia. Este confirmou a existência de encontros do ex-ministro de Interior Gustavo Larrea com as FARC.

Recentemente o presidente Correa prometeu que se “se provar que Larrea se reuniu com as FARC, eu mesmo promoverei um processo conta ele por traição”.

MRA Alliance/Agências

Cheney ordenou à CIA que iludisse Congresso sobre terrorismo

domingo, julho 12th, 2009

Dick CheneyO ex-vice-presidente Dick Cheney obrigou a CIA, há oito anos, a não revelar ao Congresso o plano sobre actividades antiterrorismo. O novo director da agência, Leon Panetta, por aquela razão, cancelou-o em Junho, disseram fontes governamentais à AP.

Os antecessores de Panetta – George J. Tenet, Porter J. Gross e o general da Força Aérea Michael Hayden – não informaram o Congresso dos EUA, alegando que a recolha de informações sobre o plano antiterrorismo ainda não estava suficientemente desenvolvida para que o poder legislativo fosse informado, disseram fontes ligadas ao processo.

Leon Panetta, que tomou conhecimento dos planos no dia 23 de Junho, teve uma opinião contrária e cancelou-os de imediato tendo reunido de emergência, no dia seguinte, com as comissões do Senado e da Câmara dos Representantes.

Dick Cheney desempenhou um papel central na supervisão do programa de vigilância da administração de George W. Bush que foi objecto de um relatório de inspecção na semana passada. Segundo o documento, David Addington, chefe de gabinete do então vice-presidente, decidia pessoalmente quem podia conhecer contornos do plano secreto, no seio da administração Bush. 

As revelações surpreenderam as duas comissões do Congresso que fiscalizam os serviços secretos norte-americanos, disseram as fontes.

Não foi revelada qualquer informação acerca do conteúdo do plano cancelado por Leon Panetta, no mês passado.

MRA Alliance/Agências

Líder nacionalista urumqi sob o fogo de Pequim

sábado, julho 11th, 2009

Rebiya KadeerO governo chinês intensificou neste sábado (11), através da imprensa oficial, os ataques contra a empresária uigur Rebiya Kadeer, a quem acusa de estar por trás dos distúrbios de 5 de Julho em Urumqi, na província de Xinjiang, e de ter ligações com terroristas.

A líder nacionalista muçulmana, de 62 anos, presidente do Congresso Mundial Uigur, segundo a agência oficial chinesa “Xinhua”, “tem contacto estreito com organizações terroristas” e falou por telefone nos dias anteriores aos distúrbios com o irmão, residente em Xinjiang, alertando-o para “algo grande” que iria acontecer.

A “Xinhua” diz ainda que “Kadeer lamenta o corte de comunicações, via Internet e telefone, mas contradiz-se ao assegurar que os seus contactos em Urumqi dizem que morreram centenas de uigures”e apresentando como prova fotografias que recebeu via web. De acordo com a agência, Kadeer exibiu fotos de polícias nas ruas da cidade de Shishou mas mentiu ao dizer que os acontecimentos fotografados se passaram na capital regional, Urumqi.

O Congresso Mundial Uigur, juntamente com outras associações daquela etnia exiladas nos Estados Unidos, Alemanha, Suécia e Turquia, assegura que os distúrbios resultam de décadas de discriminação e garante que neles morreram 800 pessoas, e não 184 como alega Pequim.

MRA Alliance/Agências

USA: Deficientes mentais usados pelo FBI para empolar ameaça terrorista

sábado, maio 23rd, 2009

Os quatro homens presos preventivamente na quinta-feira pelo FBI, acusados de perpetrarem atentados terroristas em Nova Iorque, são ex-condenados, convertidos ao Islão nas cadeias, com problemas mentais e narco-dependentes, sem ligações a radicais islâmicos que receberam armas e munições de um informador do FBI.

Detidos à ordem do tribunal poderão ser condenados a penas de prisão perpétua acusados de conspiração para usar armas de destruição maciça em solo norte-americano e de tentarem adquirir e utilizar mísseis anti-aéreos. 

“Os quatro homens, segundo as autoridades, são ex-prisioneiros com pretensões a guerreiros sagrados, suficientemente ambiciosos para idealizarem um plano que pretendia fazer explodir sinagogas e aviões militares. Porém, não passam de simples amadores”, refere a agência norte-americana Associated Press.

Os detidos – James Cromitie, David Williams, Onta Williams e Laguerre Payen – que afirmavam pertencer a um grupo fundamentalista paquistanês – receberam de um informador do FBI, infiltrado na conspiração desde Setembro, explosivos e mísseis terra-ar mas que, afinal de contas, não passavam de inutilidades empacotadas com material inofensivo, de acordo com a acusação judicial citada pela AP.

A despeito dos factos, o procurador adjunto Eric Snyder considerou “ser difícil imaginar um complô mais assustador”. “Estes homens são extremamente violentos”, rematou.

O advogado do porto-riquenho Payen, citado pela AP, revelou que o seu cliente está a tomar medicamentos contra a esquizofrenia. Uma parente, Marilyn Reader, disse que Payen tem “um coeficiente de intelegência muito baixo.”

Williams esteve preso por tráfico de droga e posse ilegal de armas quando trabalhava legalmente para uma empresa que lhe pagava apenas 600 dólares/mês (cerca de 430 dólares).

Cromitie, durante a audiência, disse ao juíz ter fumado marijuana no dia em que foi preso.

Onta Williams, de acordo com informações fornecidas pelo tio, Richard Williams, trabalhava com um empilhador num armazém e tinha problemas psicológicos depois da morte da mãe, em 2006,  e do divórcio que deu à ex-mulher a custódia dos três filhos. 

A acusação segue as práticas anteriores da justiça americana apresentando os detidos como indivíduos com ligações a grupos extremistas islâmicos enquadrados pela Al-Qaeda, de Usama Bil Laden.

MRA Alliance/AP/pvc

35 em cada 100 terroristas da lista do FBI estão lá erradamente

quinta-feira, maio 7th, 2009

Um relatório do Ministério norte-americano da Justiça mostra que a lista dos presumíveis terroristas classificados pelo FBI comporta 35 por cento de erros, revelou ontem a Associação de Defesa das Liberdades Públicas (ACLU), em Washington. O relatório indicia que “partes importantes da lista não são sujeitas a qualquer procedimento sério de actualização ou de remoção de dados” estando por isso largamente desactualizada.

A ACLU considera que o relatório das autoridades judiciais norte-americanas confirma que a lista não é credível relativamente a boa parte do 1,1 milhão de nomes que a integravam até Dezembro de 2008. O controlo foi efectuado em 68.669 das indentidades listadas tendo sido detectados erros em cerca de 24.000, refere o comunicado.  

“O relatório sugere fortemente que centenas de milhares de pessoas são injustamente qualificadas como terroristas”, afirmou, em comunicado, Caroline Fredrickson, responsável da ACLU em Washington. “Isto confirma que esta lista de vigilância não é simplesmente injusta para os viajantes mas é também um desperdício de recursos. É tempo do Congresso convocar os seus autores para responderem as certas perguntas difíceis”, acrescentou.

Os alegados suspeitos não são retirados da lista quando o seu processo é fechado, denunciou a ACLU, citando o exemplo de uma pessoa que continua na lista cinco anos depois de o seu caso ter sido resolvido e de duas pessoas entretanto falecidas. Por outro lado, 50.000 identidades figuram na lista sem qualquer explicação o que impede de as retirar, denunciou a ACLU. 

MRA Alliance/Lusa

Obama aumenta riscos de ataque contra os EUA, diz Cheney

segunda-feira, março 16th, 2009

O anntigo vice-presidente norte-americano Dick Cheney voltou a acusar o presidente Barack Obama de ter tornado os Estados Unidos mais vulneráveis a um ataque externo, durante uma entrevista à CNN

Na primeira intervenção televisiva desde que deixou o poder, Cheney acusou o novo presidente de ter tornado os Estados Unidos um país menos seguro ao anular várias medidas antiterroristas tomadas pela administração Bush, após o 11 de Setembro . 

“Penso que aqueles programas eram absolutamente essenciais para os bons resultados na recolha de informações que nos permitiram frustrar todas as tentativas de atacar os Estados Unidos desde o 11 de Setembro”, declarou Cheney.

“Penso que é um grande êxito. Isso foi feito legalmente e de acordo com as nossas práticas constitucionais e os nossos princípios”, disse. A afirmação é contestada com veemência por um grande número de organizações de defesa dos direitos humanos.

Cheney acusou Obama de ter feito “campanha contra [aqueles programas] em todo o país” e de agora fazer opções que “vão aumentar os riscos de um novo ataque contra o povo americano”.

Sobre a crise económica, defendeu que a administração Bush não deve ser responsabilizada por todos os problemas económicos dos Estados Unidos, por se tratar de um “problema financeiro global”.

O ex-vice-presidente acusou a nova administração de  aproveitar a recessão para “aumentar o peso do governo” na economia, atingindo níveis “sem precedentes” na história do país.

MRA Alliance/CNN

França: Ministro despediu professor por defender tese de “conspiração” sobre o 11 de Setembro

domingo, março 1st, 2009

Aymeric ChaupradeO ministro francês da Defesa, Hervé Morin, dispensou os serviços do professor de geopolítica do Colégio Interarmas da Defesa, Aymeric Chauprade, na sequência de um artigo publicado no dia 4 de Fevereiro pela revista Le Point , questionando as orientações ideológicas do visado.

O periódico gaulês acusava Chauprade de ser “o homem que forma oficiais e deforma a história” ao defender “teorias da conspiração” relacionadas com os atentados de 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos.

O articulista questionou o ministro sobre “a lógica” de lhe entregar a regência da cadeira na academia militar. Acto imediato Morin afastou o professor. 

O ministro referiu o livro da autoria de Chauprade – Chronique du choc des civilisations. Actualité, analyses géopolitiques et cartes pour comprendre le monde après le 11-septembre – considerando “inaceitáveis” as teses nele defendidas.

O autor é cronista do diário Figaro e não escondia as suas divergências com a política de defesa e de segurança nacional da França. 

MRA Alliance

Índia e Paquistão em estado de pré-guerra após carnificina de Bombaim, dizem israelitas

segunda-feira, dezembro 1st, 2008

Atentado - BombaimA edição electrónica do periódico israelita DEBKAfile, próximo dos serviços secretos judaicos, informou que “as duas potências nucleares da Ásia, Índia e Paquistão, deram hoje [domingo] os primeiros passos para uma guerra convencional”, após os atentados de Bombaim, na semana passada, que vitimaram quase 200 pessoas e feriram cerca de trezentas.

Citando “fontes militares”, o jornal acrescenta que o governo indiano, convencido das provas de envolvimento paquistanês, resolveu “colocar unidades aéreas e mísseis em estado de prontidão militar.” Por seu turno, acrescenta, Islamabad, que repudiou as acusações, também “deslocou tropas das fronteiras com o Afeganistão para territórios fronteiriços com a Índia.”

“Especialistas militares receiam que a escalada do conflito possa evoluir para uma confrontação com armas nucleares tácticas”, escreve o DEBKAfile.

Segundo as fontes do periódico hebraico, o governo indiano baseia as suas suspeitas sobre o envolvimento paquistanês em declarações do “único terrorista” preso – Azam Amir Kasab, com 21 anos de idade – segundo as quais a acção terá sido desencadeada pelo grupo extremista islâmico paquistanês Lashkar e-Taiba (L-e-T).

“O grupo de Caxemira tem ligações à al Qaeda e aos serviços secretos paquistaneses [Inter-Services Intelligence]”, acrescenta.

“Desde o início, na quarta-feira, 26 de Novembro – sublinha o DEBKAfile – a escala, coordenação e precisão do ataque denunciou claramente o envolvimento de uma grande agência nacional de espionagem. As provas aumentaram quando se soube que os comandos chegaram a Bombaim, de barco, a partir de Caxemira.”

MRA Dep. Data Mining