Archive for the ‘Tecnologia’ Category

Internet: Leitores preferem conteúdos multimedia, conclui o Simpósio de Jornalismo Online

segunda-feira, abril 7th, 2008

internet - tendênciasOs consumidores de informação procuram mais do que palavras nas notícias on-line, preferem vídeo, áudio, conteúdos interactivos e infografias. Esta foi uma das conclusões 9.º Simpósio de Jornalismo Online, realizado no fim-de-semana , no Texas. A Universidade de Austin recebeu catedráticos, jornalistas e profissionais dos meios de comunicação social para um debate que se debruçou sobre as novas tendências do jornalismo na era da Internet. “Já não é só o áudio e vídeo. As pessoas precisam de algo para fazer”, disse Alberto Cairo, professor da Universidade da Carolina do Norte, na sua intervenção no painel “Algo para as pessoas fazerem: Multimédia e Interactividade”.A directora de projectos interactivos da MSNBC.com, Paige West, afirmou que já nem se coloca a questão da interactividade. “Toda a gente o faz. Se não o fazem, deviam fazer”, disse Paige West, acrescentando que a actual questão que se deve colocar é “como fazer” e integrar todos os componentes de uma história. “As palavras, o vídeo e o conteúdo interactivo necessitam de um contexto. Tem de ser uma narrativa integrada”, explicou ainda a responsável do MSNBC.com. Deste painel concluiu-se que o importante é ter algo novo e diferente para o leitor, uma ideia que se repetiu em vários outros painéis do simpósio. No painel “Os videojogos são importantes”, os intervenientes concluíram que pequenos jogos podem ajudar a moldar o futuro do jornalismo.

O 9º Simpósio de Jornalismo On-line recebeu cerca de 200 participantes, de vários países, incluindo Portugal, – representado pela Universidade Nova de Lisboa, Universidade do Porto e pelo jornal Público. Os grupos globais da comunicação – WallStreetJournal.com, WashingtonPost.com, The New York Times, MSNBC.com, MTV News, BBC, Daily Telegraph, Folha de S. Paulo e o El Pais foram alguns deles. MRA/Agências

Novo canal de TV em sinal aberto vai enfrentar um mercado anão

quinta-feira, abril 3rd, 2008

O novo canal de televisão em sinal aberto, cujo concurso vai avançar em Outubro, «terá a vida difícil». A opinião é do presidente da Confederação Portuguesa de Meios de Comunicação Social, Pedro Morais Leitão, durante um evento subordinado ao tema da Televisão Digital Terrestre (TDT). Em declarações à AF, o também administrador da Media Capital Multimédia falou sobre os limites do espaço publicitário e das incertezas sobre o novo sector da TDT.

Lusófona «Critical Materials» inova nos mercados da Aeronáutica e Defesa

quinta-feira, abril 3rd, 2008

A Critical Materials é uma “start-up” de base tecnológica que vai fornecer produtos capazes de realizar diagnósticos e prognósticos de manutenção em aeronaves de forma a estender a sua vida útil, maximizar as horas de vôo, sem prejuizo da segurança e reduzindo custos. Sedeada em Guimarães, a Critical Materials posiciona-se como fornecedor para os mercados internacionais dos sectores aeroespacial e defesa.
A visão de médio/longo prazo aposta nos materiais auto-reparáveis, de inspiração biónica, que vão revolucionar o projecto e a manutenção de equipamentos críticos de longa duração.

A Critical Materials posiciona-se como uma fornecedora de tecnologia para o “cérebro e o sistema nervoso” das aplicações críticas desses materias avançados. No curto prazo a Critical Materials identificou uma oportunidade de negócio no fornecimento de tecnologia que baixe os custos de manutenção e inspecção de aeronaves através de uma efectiva monitorização da degradação dos seus componentes.

A estrutura de recursos humanos contará com oito elementos no final de 2008. Em 2009 terão início as actividades comerciais no Reino Unido e nos Estados Unidos da América. Os responsáveis contam atingir o break-even no final do terceiro ano de actividade. Fonte: AICEP

 

EU: Presidência eslovena define políticas para competição com o bloco BRIC

sábado, março 22nd, 2008

fuga de cérebrosO ministro esloveno para o Crescimento, Ziga Turk, que preside às reuniões sectoriais durante a actual presidência eslovena da União Europeia/UE (Jan-Jun, 2008), enunciou as orientações estratégicas europeias para a competição com as economias emergentes BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China. O apoio às “indústrias crativas”, através do reforço da protecção da propriedade intelectual, e da excelência nos sistemas e infra-estruturas das “auto-estradas” do conhecimento – tecnologias de informação (TI) – são as prioridades para competir com a China e a Índia, numa altura em que ambos progridem aceleradamente na inovação científica e na Investigação e Desenvolvimento (I & D). Em várias ocasiões, por altura da Cimeira da Primavera dos Chefes de Estado e de Governo da União, na semana passada, em Bruxelas, Turk centrou o discurso nos desafios da Estratégia de Lisboa para o Crescimento e a dinamização do Emprego.

O governante esloveno considera que, embora a iniciativa se concentre nas áreas do Conhecimento, I & D e inovação científica, é preciso ir mais longe. As empresas europeias deverão igualmente desenvolver as suas capacidades criativas agora, quando a “China e a Índia também começam a formar excelentes engenheiros e cientistas”, enfatizou. A Europa tem um “défice de quadros de alta qualidade” devido “à fuga de cérebros europeus para os EUA”, disse Turk. Para contrariar esta tendência, em sua opinião, a UE deve criar as condições adequadas para os quadros altamente qualificados se fixem e trabalhem na Europa. “Estancar esta hemorragia e fortalecer a economia através da exportação de trabalho menos especializado e mais barato para os países emergentes, como o Brasil, Rússia, India e China, em lugar de permitir a saída de quadros com qualificações elevadas”, foi a solução proposta. Turk acrescentou que tais políticas poderiam “ajudar os políticos a ‘venderem’ mais eficazmente aos cidadãos a idéia da abertura do mercado.” Uma nova fase de liberdade de circulação favorável à disseminação do conhecimento será um dos principais objectivos da presidência eslovena, durante o primeiro semestre de 2008. (pvc/agências)

TDT avança hoje com lançamento de concursos públicos

segunda-feira, fevereiro 25th, 2008

TDT_Concurso públicoTal como tinha sido prometido pelo governo, no final de Janeiro, os dois concursos para a plataforma TDT – Televisão Digital Terrestre avança ainda durante este mês, com a publicação hoje em Diário da República dos regulamentos , acompanhados pela disponibilização dos regulamentos e cadernos de encargos. A notícia foi avançada pelo ministro das Comunicações à Agência Lusa. Mário Lino garantiu que a selecção dos operadores estará concluída ainda este ano.

Para já ficam abertos os dois concursos para atribuição de frequências de televisão por subscrição (serviços pagos) e para licenciamento do operador de distribuição do serviço TDT, sendo o concurso para um novo canal de televisão em sinal aberto reservado para mais tarde. O Governo decidiu abrir dois concursos: um para serviços pagos, com duas licenças. O segundo, lançado pela Anacom, refere-se à transmissão de TDT em sinal aberto onde ficarão alojados os actuais canais de televisão RTP, SIC e TVI. A migração da plataforma analógica para a plataforma digital terrestre tem data limite de 2012, imposta pela União Europeia. (pvc)

Bruxelas estimula mercado europeu de conteúdos criativos “on-line”

quinta-feira, janeiro 3rd, 2008

e-content: conteúdos electrónicos criativos apoiados pela UEA Comissão Europeia adoptou hoje em Bruxelas um documento estratégico com vista a fortalecer o mercado europeu de conteúdos criados «on-line», sublinhando que as receitas da indústria europeia de música, filmes e jogos poderão quadruplicar até 2010. Bruxelas avançou com uma «comunicação», um documento estratégico no qual identifica, para já, «quatro grandes desafios horizontais» e estratégicos para o sector a nível do mercado interno: disponibilidade dos conteúdos criativos, licenças multi-territoriais para os conteúdos, interoperacionalidade e transparência dos sistemas de gestão numérica de direitos e ofertas ilícitas e pirataria. Fonte: Diário Digital

FBI constrói o maior e mais caro banco de dados biométricos do mundo

sábado, dezembro 22nd, 2007

Impressões oculares (íris)A Polícia Judiciária americana (FBI) arrancou com a mega expansão do seu actual banco de dados biométricos, que actualmente contém dezenas de milhões de fotos e impressões digitais, anunciou hoje (sábado) o porta-voz da instituição, Richard Kolko, em Washington. Quando concluído, O FBI poderá ser a única polícia do mundo capaz identificar em tempo recorde suspeitos de crimes, tráfico ou terrorismo em todo o mundo. O anúncio de Kolko, assegurando igualmente que a “privacidade dos cidadãos será salvaguardada”, confirmou uma notícia anteriormente publicada pelo diário Washington Post.

O jornal revelara que a polícia federal dos EUA está prestes a assinar um contrato de 10 anos para a expansão dos arquivos criminais, no valor de mil milhões (um bilhão) de dólares, com a mais sofisticada tecnologia exclusivamente disponível para as forças de segurança. Actualmente, aquela “memória do crime” inclui 55 milhões de séries de impressões digitais guardadas num gigantesco arquivo subterrâneo na Virgínia Ocidental, leste dos EUA. Além das técnicas actuais, futuramente os agentes do FBI usarão inovações tecnológicas e métodos científicos para identificar suspeitos de actos criminosos através da íris, pela fisionomia, sinais particulares e até pela voz ou pela forma de andar, adiantou o Post. (pvc/agências)

Martifer e EDP acordam desenvolver parcerias para as renováveis

quinta-feira, dezembro 20th, 2007

EDP aposta nas renováveis com novas parcerias estratégicasA construtora e a eléctrica portuguesas celebraram hoje um acordo de princípio relativo ao eventual desenvolvimento de parcerias para as novas energias. Num comunicado, as empresas revelam que o acordo contém os princípios negociais acordados, em especial, as oportunidades de cooperação em projectos de produção de energia eléctrica a partir de fonte eólica – on shore – com destaque para os países do Leste europeu; fonte eólica – off shore – na proximidade da costa portuguesa do Oceano Atlântico; e fonte hídrica, em bacias hidrográficas. A aquisição pela EDP, de aerogeradores ou equipamentos solares, em condições preferenciais; e oportunidades de execução de projectos nas áreas da microgeração de energia eléctrica, de fuel cells/hidrogénio ou biomassa estão igualmente incluídos no acordo. O objectivo é fomentar sinergias recíprocas “aproveitando as competências e know-how de cada uma”, refere o documento. (pvc/Diário Económico)

Governo do Reino Unido volta a perder dados pessoais de milhões de cidadãos

terça-feira, dezembro 18th, 2007

Equipamento para guarda de informação confidencialO governo britânico vive um novo pesadelo sobre a incompetência da Administração Pública do país para garantir a segurança dos dados pessoais dos seus cidadãos. A Secretária dos Transportes do Reino Unido, Ruth Kelly, informou ontem (2.ª feira) o parlamento britânico que desapareceu um disco, com informação confidencial de três milhões de candidatos à obtenção da carta de condução drive. A base de dados informática estava armazenada nos EUA, numa empresa especializada em guardar informação, sedeada no estado de Iowa, com os respectivos nomes, moradas e endereços de correio electrónico. Este tipo de incidentes começa a ser preocupantemente frequente por parte das autoridades britânicas.

No mês passado, o fisco perdeu informação sensível sobre o histórico fiscal e bancário de cerca de metade da população. Desapareceram de dois discos de computadores à guarda dos departamentos que superintendem os serviços fiscais e de assistência social, com os nomes, moradas, números da segurança social e, nalguns casos, informação bancária ,de 25 milhões de cidadãos britânicas (adultos e crianças). O caso terá acontecido quando os ficheiros da base de dados estavam a ser transferidos via internet.

A sensibilidade e gravidade dos dois estranhos casos deverão ter comprometido o projecto do primeiro-ministro Gordon Brown relativo à criação de um novo sistema nacional de cartões de identidade com o argumento de ser essencial para a segurança interna e controlo da emigração. “A confiança na capacidade do governo para gerir a informação está feita em cacos,” disse Phil Booth, dirigente de uma organização – No2ID – que se opõe aos novos projectos de indentificação dos cidadãos britânicos. “O povo não acredita no governo enquanto guardião de dados sensíveis,” acrescentou Booth. (pvc/Forbes-AP)

Serviços secretos britânicos (MI5) alertam empresas e profissionais liberais sobre cibercrimes chineses

domingo, dezembro 2nd, 2007

Johnathan Evans - Director-geral do MI5 britânicoO governo e os serviços secretos britânicos lançaram o pânico no ambiente de negócios anglo-saxónico sobre, existentes ou emergentes, actos de espionagem por parte da República Popular da China. Através do vetusto The Times (Grupo Murdoch/News Corp.), edição electrónica, o director-geral da secreta MI5(contra-espionagem em território britânico) Jonathan Evans, numa atitude classificada pelo diário britânico de “sem precedentes” acusa abertamente o governo de Pequim de apoiar “espionagem patrocinada pelo Estado contra áreas vitais da economia britânica, incluindo sistemas de computadores de grandes bancos e de empresas de serviços financeiros.” A “carta confidencial” foi enviada, ainda segundo o Times, “a 300 presidentes de conselhos de administração e directores de segurança de bancos, revisores oficiais de contas e sociedades de advogados, esta semana, alertando-os para o facto de estarem sob ataque de ‘organizações estatais chinesas’.” O diário britânico afirma que, “provavelmente, esta é a primeira vez que o governo [britânico] acusou directamente a China de envolvimento em actos de espionagem via ciberespaço. Um alerta tão rude e explícito, protagonizado por Jonathan Evans, pode ter consequências diplomáticas desastrosas e ensombrar a primeira visita oficial de Gordon Brown [primeiro-ministro britânico] à China, no início de 2008“, acrescenta o Times. (pvc/Times)

Tendências: 1,3 milhões de portugueses já mudaram de operador móvel

sábado, dezembro 1st, 2007

Loja PT Telecom

Os dados da Marktest mostram que os portugueses são fiéis ao operador de rede móvel, mas mais de um milhão já mudou. O preço é a principal razão de mudança.

O estudo, que analisa comportamentos dos consumidores na área das telecomunicações contabiliza, no trimestre móvel de Outubro de 2007, 1 304 mil residentes em Portugal com 15 e mais anos que afirmam já ter mudado de operador de rede móvel, um valor que corresponde a 17.2% dos possuidores de telemóvel nesta faixa etária. Os jovens, dos 15 aos 24 anos, são os campeões da “mobilidade” (25.9%) . Entre regiões, o Grande Porto regista a maior taxa de “infiéis” ( 21.6%). No capítulo “género” os homens lideram (20%).

Redes sociais com crescimento supersónico nos próximos 5 anos

domingo, novembro 25th, 2007

Comunidades Virtuais - O mercado promete explodirComunidades virtuais e páginas de redes sociais constituem actualmente um novo e poderoso meio para criar e manter contactos. Espera-se, segundo um relatório da Datamonitor, que o número global de utilizadores activos de redes sociais atinja os 230 milhões no final de 2007, noticiou a Computerworld. O relatório da Datamonitor – “The Future of Social networking: understanding market strategic and technological developments” – afirma que fornecedores de infra-estruturas, os fabricantes de wireless e os fornecedores de redes sociais irão lucrar fortemente com negócios a curto prazo. Em 2007, os lucros dos serviços de redes sociais devem atingir os 655 milhões de euros; em 2012, o valor será mais do dobro (1,6 mil milhões de euros).

A Datamonitor estima que no final deste ano 35% dos utilizadores de redes sociais estarão na região Ásia-Pacífico, onde o networking faz parte da tradição oriental. A região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) representará cerca de 28%, a América do Norte contará com 25% do total de utilizadores, e a região da América Latina e Caraíbas, 12%. A Datamonitor espera que o crescimento das redes em todas as regiões atinja o valor máximo em 2009 e esteja estabilizado em 2012. Como qualquer negócio ou nova tendência a análise SWOT é mais do que recomendável para avaliar riscos e oportunidades. (pvc)

Bruxelas dá 625,8 milhões para co-financiar TGV e novo aeroporto

quinta-feira, novembro 22nd, 2007

TGV - modelo coreanoA Comissão Europeia (CE) vai financiar Portugal com 556,8 milhões de euros (ME) para a construção da linha férrea de alta velocidade, ou TGV, e 69 ME para o novo aeroporto de Lisboa. Esta é a fatia que caberá a Portugal dos 5 000 milhões de euros com que o executivo comunitário vai financiar os 27 estados-membros para projectos prioritários de transportes, até 2013. A verba representa menos de metade do total dos montantes apresentados pelas candidaturas nacionais – 11,5 mil milhões de euros.

O projecto do TGV, apresentando em conjunto com a Espanha, é distribuido em duas tranches; 244,1 ME para a à ligação Ponte de Lima-Vigo e os restantes 312,6 ME para co-financiar a ligação Évora-Mérida. Os 69 ME para o novo aeroporto estão garantidos independentemente da decisão final sobre a respectiva localização. Para ambos os projectos, os fundos estruturais poderão ainda ser fontes adicionais de co-financiamento comunitário.

Ministros das Finanças da UE discutem financiamento do Galileo para combater GPS americano

domingo, novembro 11th, 2007

Galileo - LogoOs ministros das Finanças dos 27 países da União Europeia (UE) reúnem-se hoje, em Bruxelas, para tentar resolver os problemas de financiamento do sistema de posicionamento por satélite Galileo, o concorrente europeu do GPS norte-americano. A presidência portuguesa da União Europeia tem uma missão difícil mas, talvez, não impossível. A indústria privada europeia, em Junho passado, abandonou o Galileo porque não era rentável. Uma fonte diplomática, citada pela agência Lusa indicou que a Alemanha tem a “faca e o queijo na mão” para resolver o problema. Os cofres do estado alemão serão mais generosos para o projecto Galileo desde que a parte de leão dos contratos seja adjudicada à indústria germânica. Berlim, nesse caso, assinaria de cruz o aumento do financiamento pedido pela Comissão Europeia. Bruxelas defende que os apoios financeiros provenham apenas de fundos públicos. Para que tal seja possível é necessário que os estados membros concordem em reforçar o orçamento comunitário. Cerca de 3 mil milhões de euros extra para a viabilização económica e financeira do Galileo, nos próximos cinco anos (2008-2013), incluindo as variáveis científicas, tecnológicas, logísticas, e político-administrativas. O Galileo Positioning System (vulgarizado simplesmente como Galileo para, em inglês, não se confundir com o americano GPS – Global Positioning System) foi uma ideia de Bruxelas, lançada em 2001, para tornar a Europa independente e menos vulnerável aos controlos e operações de intelligence (serviços secretos) usados pelo GPS, filho do complexo industrial militar anglo-americano. O GPS foi um sistema inicialmente criado para fins militares mas que, desde 1983, passou também a ser usado para fins civis. Entre 1997 e 2005 foram lançados 31 satélites GPS, os três últimos em 2005. Apenas um deles, executa missões e tem funções instrumentais de teste. O futuro sistema europeu prevê igualmente uma rede de 30 satélites, a funcionar em órbita geoestacionária, a cerca de 24.000 quilómetros de altitude. Fonte da presidência portuguesa considerou que as negociações estão “bem encaminhadas”. Outros eurocratas estão menos optimistas e admitem que o problema se possa arrastar até à última cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, entre 13 e 14 de Dezembro, em Bruxelas, a última sob a presidência de Portugal.

Fontes: Agências/ESA/Pentágono)

Portugal: Edisoft lidera projecto europeu para estudar Marte

sábado, novembro 10th, 2007

Sonda ExoMarsA Edisoft, em conjunto com investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e do Instituto de Telecomunicações de Lisboa, lidera o projecto científico de desenvolvimento de um instrumento destinado a estudar pela primeira vez o subsolo de Marte, integrado na missão ExoMars, da Agência Espacial Europeia (ESA). O Probe, ou SP2, será o primeiro instrumento a estudar o subsolo de Marte, em particular as suas propriedades eléctricas. O projecto está orçado em dois milhões de euros. O investigador português Fernando Simões, ex-estagiário na ESA, lançou as bases para a formação do consórcio SP2. A aprovação final é feita em Abril de 2008, estando agora o consórcio à procura de financiamento, conforme as regras da ESA. O projecto já foi apresentado ao Governo e tem como atractivo para o país o facto de permitir a participação drecta de Portugal num grande projecto espacial europeu, a internacionalização das empresas portuguesas e da ciência em Portugal, em particular das ciências do espaço, e permite ainda o retorno ao país de alguns investigadores portugueses actualmente no estrangeiro. A ExoMars, de que fazem parte 11 instrumentos desenvolvidos por vários países europeus, vai estudar o planeta Vermelho para detectar provas de vida. O lançamento ocorrerá em 2011, devendo aterrar em Marte, dois anos depois.

Operadores europeus defendem a separação funcional da rede de cobre em carta a Barroso

terça-feira, outubro 30th, 2007

cabos rede de cobreOs operadores de telecomunicações europeus (ECTA) vão entregar ao presidente da Comissão Europeia, na quarta-feira, uma carta onde defendem a separação funcional das redes de cobre e a regulação do acesso às redes de nova geração. “São questões essenciais para garantir a competitividade dos mercados ou corremos o risco de assistir ao restabelecimento dos monopólios dos operadores históricos”, afirmou, em conferência de imprensa, na segunda-feira, o presidente da ECTA, citado pela Lusa. Innocenzo Genna explicou que, apesar das redes de nova geração assentarem numa tecnologia inovadora que permite maiores larguras de banda e maior fiabilidade do serviço, a infra-estrutura que servirá de base a esta tecnologia terá que ser, em muitos casos, a do operador incumbente. Fonte: Diário Económico

Empresários e advogados devem consultar portal em português sobre propriedade industrial

terça-feira, outubro 30th, 2007

Portal LusoPat - Uma ferramenta útil para advogados e empresasOs países de língua portuguesa dipõem de uma ferramenta útil para questões ligadas à propriedade industrial. Trata-se do Portal Lusopat, gerido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O presidente do Inpi, Jorge Ávila, sustenta que o portal constitui o maior banco de dados disponível na internet de documentos em língua portuguesa.
“Ele traz um benefício para os institutos de patentes, especialmente dos países africanos de língua portuguesa, que nem sempre dispõem de um banco de dados adequado, e traz um benefício muito grande para as empresas de pequeno e médio porte, que passam a poder consultar documentos de patentes em língua portuguesa diretamente na internet”, explicou Ávila.
Segundo ele, o portal tem a pretensão de ser uma ferramenta que contribua para a cooperação em todos os campos da propriedade industrial entre os países de língua portuguesa, como nas áreas de marcas e patentes, atingindo até as políticas mais amplas de propriedade industrial e inovação. “Uma empresa brasileira que queira ter sua marca registrada em Moçambique, por exemplo, encontra informações sobre como fazer isso no portal”, disse o presidente do Inpi.

Todo o mundo foge do dólar e dos Títulos do Tesouro americanos

quinta-feira, outubro 25th, 2007

Dólar pelo cano abaixoPaíses asiáticos, liderados pela China e pelo Japão, iniciaram em Agosto acções conjuntas de desinvestimento em activos norte-americanos. Entre 15/8 e 30/11, o valor total das dívidas (vencidas e vincendas) a pagar pelo Tesouro dos EUA aos seus credores atingirá os 273 mil milhões/bilhões (mm/bi) de dólares.

A persistente desvalorização do dólar e a subsequente subida das taxas de rendibilidade das obrigações do governo americano, segundo dados publicados no site do Departamento do Tesouro dos EUA, são as consequências práticas no curto e médio prazo, desde que o mercado não seja artificialmente estimulado, leia-se manipulado.O euro e o iene serão os maiores beneficiados com a crise do dólarMarc Ostwald, economista da empresa Insiger de Beaufort, citado por vários jornais e agências noticiosas, embora reconhecendo que “os números são para atordoar qualquer um”, admitiu que, considerando outras aplicações de investidores estrangeiros em activos cotados em dólares “ os montantes poderão ser mais impressionantes.” O Japão (23 mm/bi), a China (14,2 mm/bi) e Taiwan (5 mm/bi) cortaram em 42,2 mm/bi de dólares a sua exposição a um único segmento da dívida federal estadunidense – obrigações do Tesouro, a principal fonte de financiamento do governo de Washington. Também foi a primeira vez, desde a crise financeira asiática (1998) que venderam este tipo de instrumentos da estratosférica dívida pública e dos crónicos défices orçamentais. “As consequências serão desastrosas para os Títulos do Tesouro se a inflação não se mantiver sob controlo”, precisou Ostwald.A suprema humilhaçãoA publicação destes dados, em simultâneo com as pessimistas previsões do FMI relativamente “à continuada sobreavaliação do dólar” e à sua inevitável “desvalorização no médio prazo”. Semana após semana, independentemente de apreciações pontuais de pendor especulativo, o plano inclinado parece não ter fim. Em comparação com as moedas de economias com fundamentais mais sólidos, robustos e sustentáveis, o dólar regista quedas históricas desde o princípio do ano, dando sinais agonizantes desde o aperto do crédito, em Agosto. Há mesmo analistas que sustentam que a desvalorização se integra numa “estratégia controlada”, combinada entre a Casa Branca, o Tesouro e a Reserva Federal, para correcção do défice.Prosperidade fictíciaA tese é defendida por um economista do Barclays Capital, David Woo. Ele atribui a hemorragia de capitais estrangeiros de Agosto a um “episódio isolado” protagonizado por estrangeiros que adquiriram euros no mercado americano. Outros analistas integram variáveis diferentes nestes cálculos e chegam a conclusões menos optimistas. Em sua opinião o Tesouro americano precisa “aspirar” mensalmente dos mercados globais 70 mm/bi de dólares, sob que forma for, para equilibrar doentiamente obesa balança de transacções correntes. A implosão da bolha imobiliária, o imediato aperto do crédito, a disfunção do mercado overnight, as ineficazes injecções de liquidez e os cortes de juros do Fed, longe de acalmarem os mercados, alertaram os mais cépticos para a real (e ainda encoberta) dimensão real da crise e dos impossíveis de prever efeitos colaterais. A realidade do dia-a-dia mostra que as fontes de financiamento, mesmo as dos bancos centrais, são cada vez mais difíceis e os prémios de riscos cresceram exponencialmente. Em definitivo a era das vacas gordas, do dinheiro barato e do risco-quase-zero são recordações do passado.O efeito dominóA morte vegetativa do mercado de papel comercial, cujo alegado baixo risco era garantido por activos derivados de outros títulos de dívida, de menor qualidade creditícia, mas ainda assim estruturados, securitizados e vendidos, pela esmagadora maioria das instituições financeiras, maioritariamente americanas e europeias, a investidores com apetite voraz pelo risco quase fez ruir o sistema como um castelo de cartas construído no meio de um gigantesco dominó financeiro. Quando caíram as primeiras pedras – as hipotecas subprime – sucederam-se os trambolhões em cadeia. Como neste segmento as maturidades máximas das dívidas de curto prazo tituladas sob a forma de ABS’s CDO’s, MABS’ – ao quadrado, ao cubo, híbridos etc. – podem chegar aos 270 dias (9 meses) muitas surpresas irão acontecer, pelo menos, até ao segundo trimestre de 2008. Os que se forem conseguindo refinanciar, ganham mais tempo para respirar. Porém, para muitos operadores (do lado da oferta e da procura de empréstimos) o futuro não é risonho.Não admira pois que, por muito exacerbado que sejam as suas pulsões nacionalistas, muitos investidores americanos estão a fazer exactamente o que fazem os estrangeiros (institucionais ou não) – fogem do dólar a sete pés, liquidam as suas posições aplicadas em activos dolarizados, e reinvestem noutros mercados, noutras divisas, noutros produtos financeiros não dependentes ou contaminados pelo “leproso” dólar. O BNP Paribas calcula que, desde 2005, os EUA dependam de fontes de financiamento estrangeiras, conhecidos na gíria como “hot money” – fundos de curtíssimo prazo que escapam aos controlos dos bancos centrais – para cobrir as suas necessidades de liquidez para manter os mercados de papel comercial e linhas de financiamento de curto prazo. Também esta escapatória deixou de funcionar com o exacerbar da crise.Quem semeia ventos, colhe tempestadesNas últimas semanas acumularam-se os sinais de deserção do dólar. Da Europa, dos países da OPEP, dos estados do Golfo Pérsico, da Rússia e respectivos ex-satélites, dos afiliados da ASEAN, do Mercosul. Enfim, a palavra de ordem é «Fugir do dólar. Já e a todo o gás!”O diário britânico Telegraph, chegou mesmo a noticiar que em pela crise “ a situação teria sido dramática se os fundos de protecção de riscos (hedge funds), com filiais no Reino Unido e nas Ilhas Caimão, tivessem transferido 60 mm/bi de dólares para os cofres federais que serviram liquidar as dívidas federais, algumas já vencidas.A paralisação da actividade imobiliária, a continuada depreciação dos preços dos imóveis, o agravamento das prestações das hipotecas, a recessão do mercado da construção e obras públicas e o violento emagrecimento dos sectores financeiros do sistema, sobretudo os mais enterrados nesta trapalhada, a incapacidade dos bancos centrais para quantificarem realisticamente a dimensão e os operadores em situação dificilmente sustentável, as perspectivas continuarão sombrias. E os riscos de uma recessão económica à escala global, inexoravelmente, crescem todos os dias. (pvc)

TI e TIC’s: As tendências da tecnologia e dos serviços para 2008

quarta-feira, outubro 24th, 2007

Uma consultora internacional especializada em TI’s/TIC’s seleccionou as tecnologias e serviços agregados que considera vão ter um papel estratégico em 2008. Trata-se de uma avaliação feita a partir de dados recolhidos directamente dos mercados, em contacto directo com os dois lados da equação competitiva – 1) a oferta de equipamentos e soluções 2) a procura de ferramentas e conceitos que resolvam os problemas de cada negócio/cliente. Novos quadros regulatórios, diferentes paradigmas nas áreas da qualificação, normalização e metrologia, a competitividade de actuais e novos players, inovações incrementais ou de ruptura, vão ditar os que lideram, os que querem liderar e os que se contentam em sobreviver. Entre mais promissoras seleccionámos:

A ecologia invadiu a indústria informáticaTI ecológicas: são um «must» para qualquer empresa socialmente responsável. Usam diversos “chapéus” e intervém em áreas muito diversas; modelos de operação/gestão de centros de dados; deslocalização de tarefas para optimizar a eficiência energética; reservar o uso de servidores menos eficientes para horários de pico operacional; três exemplos da lista “green options”.

IP vídeo - sistema de vigilância convetgente (voz+dados+imagem via Internet)Convergência (multimeios e multiplataformas): O processo de conciliação, convergência e unificação tendencial das comunicações acelerou-se quando o mercado exigiu a coabitação, sobre os Protocolos Internet (IP), entre redes analógicas e digitais. Na primeira fase o foco incidiu na voz e nos dados. A imagem já é, actualmente, a macro arena da convergência. As áreas da vigillância, controlo e segurança ocupam a «pool position». O estudo e avaliação de “fluxos” de passantes, em tempo real, dentro e fora de estalecimentos comerciais, respectivos, avanços, recuos, compras por impulso, etc., despertam reacções pavlovianas nos marqueteiros.

Ultimus BPM SuiteBPM/Business Process Management (gestão de processos de negócio): Um método para, com recurso a ferramentas tecnológicas, simular, auditar, avaliar, compreender e inovar modelos e processos de negócio. As suites de BPM estão a evoluir e incluem o desenvolvimento orientado a modelos, gestão de conteúdos e documental, capacidades de colaboração, conectividade dos sistemas, monitorização da actividade de BI, gestão de regras e de sistemas.

Metadata Management by Rubik’s CubeGestão de metadados: Importância crescente. As empresas têm necessidades urgentes de integrarem o maior número de dados vitais para a excelência dos seus modelos de negócio em cada mercado onde actuam, (concorrentes, fornecedores, clientes, produtos, logística, fábrica, armazém, e.o.)

VirtualizaçãoVirtualização: A tecnologia de virtualização é crítica e crucial. Aumenta a eficiência e reduz custos operacionais. Um parque de hardware pode ser reduzido fisicamente em 80-90%. As réplicas de sistemas, processos e operações de produção são vastas e multifacetadas. O estado da arte está no ínicio da puberdade. Os fabricantes de software instalam os programas e aplicativos em terminais virtuais onde corre o sistema operativo. Os pacotes de middleware fazem o resto.

Mashups nos mapas GoogleMashups: é uma aplicação cujo valor acrescentado consiste em combinar e integrar conteúdos de várias fontes disponibilizando o conjunto aos utilizadores. Netvibes, geobloggers , Web 2.0 Mashup Matrix, são alguns dos exemplos. Elementos de múltiplos sites, combinados numa salada de bites e bytes, servidos numa aplicação residente na Web.

Google+IBM= plataformas IPPlataformas para a rede – O modelo de negócio dos serviços passa pelas plataformas IP. A parceria da Google com a IBM, em universidades, para desenvolvimento de aplicações, incluindo projectos de Web 2.0, são uma das tendências estratégicas e promissoras.

Uma ideia reflectida em experiências de computação possíveis pelo acesso ubíquo a redes de crescentes largura de banda através de tecnologias móveis.

Servidor de LâminaHistologia computacional: Concepção, design e desenvolvimento de um servidor específico. Os tecidos do processamento de dados (computação) envolvem tratamento de memória, processadores, placas de I/O, etc., entendidos como um reservatório de recursos em lugar de uma combinação fixa. Os servidores lâmina (blade), podem concretizar parte desta visão, mas constituem apenas um dos passos do processo.

wiki+blog+podcast = software socializanteSoftware socializante: Todos os programas, aplicativos e recursos de TI/TIC’s que permitem o funcionamento em rede de suportes e linguagens diversas –podcasts, blogs, wikis, e. o. – e agindo como facilitadores da redes de contactos pessoais e profissionais que promovam o contacto e a interacção dos géneros da espécie humana.

The Real Thing - RWWReal World Web: Rede global real/verdadeira – the real thing – omnipotente, omnisciente, omnipresente. A ubiquidade das redes de largura de banda potenciada pela interacção com plataformas, protocolos, tecnologias e uma miríade de recursos assentes na mobilidade. A procura do Santo Graal versão McLuhan. (pvc)