Archive for the ‘sindicatos’ Category

Venda do BPN levanta dúvidas e críticas

terça-feira, agosto 2nd, 2011

A venda do BPN ao BIC por 40 milhões de euros está a gerar uma onda de dúvidas e críticas. O presidente do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) suspeita que tenha havido «interesses exógenos».

«O próprio comunicado [do Ministério das Finanças] diz que foram recebidas quatro propostas de aquisição. Não conhecemos a quarta proposta, mas qualquer uma das duas outras, seja do Montepio, seja do NEI, era bem melhor que esta», afirmou à Lusa o presidente do SNQTB, Afonso Diz. «Interesses exógenos» que podem estar relacionados com «a natureza da administração da própria Caixa Geral de Depósitos e a forma atabalhoada como foi composta».

Ainda que tenha sido «estancado um sorvedouro de dinheiro», o responsável mostra-se apreensivo por não ser claro o destino dos trabalhadores do banco, uma vez que a proposta apresentada pelo Banco BIC, segundo o comunicado do Governo, «assegura a integração de um mínimo de 750 dos atuais 1.580 colaboradores» do BPN. Mas o sindicalista garante que são 1.710 e não 1.580.

Quem também não vê o negócio com bons olhos é a Federação do Sector Financeiro (Febase), que estranha que a proposta vencedora «não se comprometa minimamente com o número de trabalhadores a manter na instituição». Em comunicado, a Febase disse que «não pode deixar de estranhar a proposta agora vencedora que obriga “o próprio Estado a assumir os custos com essas eventuais rescisões, que serão decididas pelo Banco BIC».

Já o Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (SINTAF) critica que o banco BIC «não tenha sido obrigado a manter todos os postos de trabalho». «Os trabalhadores do BPN são assim, depois dos cidadãos portugueses que pagaram com os seus impostos a gestão fraudulenta e esta aventura cúmplice de branqueamento, as vítimas directas deste processo», refere o comunicado do SINTAF.

MRA Alliance/AF

FMI está a impor orientações «inaceitáveis» à Irlanda, Grécia e Roménia

quinta-feira, fevereiro 3rd, 2011

Joao Proenca - SG da UGTO líder da UGT, João Proença, repudiou esta quinta-feira a intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Portugal, por considerar que as consequências seriam negativas para os portugueses. «O FMI está a impor orientações salariais inaceitáveis à Irlanda, Grécia e Roménia», referiu, a título de exemplo.

«Não queremos o apoio do FMI porque isso implicaria despedimentos na Administração Pública e poria em causa a coesão social», disse o secretário-geral da central sindical, citado pela Lusa.

No final de um encontro com o primeiro-ministro, José Sócrates, no dia que antecede o Conselho Europeu, em Bruxelas, João Proença reiterou que «a União Europeia não precisa do FMI para condicionar os apoios aos países em dificuldades».

Na véspera do encontro que reúne representantes dos 27 Estados membros, a UGT deu conta ao primeiro-ministro das preocupações que, entende, deveriam fazer parte do debate, nomeadamente, as questões relacionadas com o emprego e os apoios aos países com mais dificuldades. «Não podemos ter uma moeda única e países com diferentes níveis de desenvolvimento», sublinhou.

MRA Alliance/AF

CGTP e UGT juntas na greve geral em Novembro

quinta-feira, outubro 7th, 2010

As duas centrais sindicais portuguesas, CGTP e UGT, deverão anunciar hoje, ao final da tarde, uma greve geral conjunta, o que não acontecia há 22 anos.

Dois dias depois de o Governo ter anunciado o terceiro pacote de austeridade, a CGTP marcou uma greve geral para 24 de Novembro e lançou o convite à UGT. Hoje à tarde, João Proença e Manuel Carvalho da Silva reúnem-se para discutir a questão e o mais certo é a UGT dar o “sim” à CGTP. Segundo os comunicados de imprensa enviados às redacções ontem à tarde pelas duas organizações sindicais, estão previstas declarações conjuntas à imprensa no final do encontro entre Proença e Carvalho da Silva.

Redução em 5% dos salários dos funcionários públicos, congelamento das progressões e das admissões na Administração Pública, redução das prestações sociais, nomeadamente dos abonos de família, congelamento das pensões e dos aumentos do salário mínimo foram algumas das medidas que levaram a CGTP a marcar uma paralisação.

No próprio dia, o secretário-geral da UGT manifestou de imediato abertura para participar no protesto contra as medidas de austeridade, que implicam aumento de impostos, congelamento de pensões e reduções salariais para a função pública.

Também as duas estruturas sindicais da função pública filiadas na UGT anunciaram que vão participar na greve geral por terem sido os “escolhidos” para pagar a crise.

MRA Alliance/Diário Económico