Archive for the ‘Reservas’ Category

Venezuela pondera transferir reservas internacionais para China, Rússia e Brasil

quarta-feira, agosto 17th, 2011

O Governo venezuelano pondera transferir as reservas internacionais que tem atualmente na Europa e nos Estados Unidos para bancos da China, Rússia e Brasil, segundo um documento divulgado hoje pela oposição.

O anúncio foi feito pelo deputado da oposição Júlio Montoya, que criticou o Governo por não informar das suas intenções, questionando se a China e a Rússia teriam “exigido ao presidente Hugo Chávez o depósito das reservas internacionais, tendo em vista o endividamento” da Venezuela.

O documento, de 12 páginas, terá sido apresentado recentemente ao primeiro mandatário venezuelano pelo ministro de Planeamento e Finanças, Jorge Giordani, e o presidente do Banco Central da Venezuela, Nelson Merentes.

MRA Alliance/Lusa

OPEP: Venezuela campeão mundial das reservas de crude

quarta-feira, julho 20th, 2011

De acordo com o boletim estatístico anual de 2010/2011 da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), as reservas provadas de petróleo da Venezuela aumentaram 40,4% – de 211,7 milhões (2009) para 296,5 milhões de barris (2010).

A Arábia Saudita, agora em 2º lugar, tinha, na mesma data, 264,5 milhões de barris, permanecendo praticamente inalterada face aos valores de 2009, altura em que era o país com mais barris nos seus inventários nacionais.

A OPEP revelou, no seu relatório, que o terceiro maior país com mais reservas provadas de crude é o Irão (onde os inventários aumentaram 10% entre 2009 e 2010), seguindo-se o Iraque (incremento de 24%) e o Koweit.

Na mesmo período, a produção diária mundial de petróleo também aumentou 1,1% para 69,7 milhões de barris por dia. A OPEP contribuiu com 29,2 milhões diários, 42% do total. A Rússia é o maior produtor do mundo (9,8 milhões de barris por dia), seguida pela Arábia Saudita, Estados Unidos e China. Em quinto lugar surge o Irão e em sexto está a Venezuela.

MRA Alliance/Agências

Portugal: Reservas de ouro chegam para pagar défice do Estado

segunda-feira, janeiro 3rd, 2011

O Banco de Portugal (BdP) tem actualmente 13 mil milhões de euros nos seus cofres em reservas de ouro, valor que saldaria o défice financeiro do Estado previsto para 2011, sem recorrer às medidas de austeridade aplicadas pelo Governo, revelou o Correio da Manhã.

Dados do BdP, citados pelo jornal, revelam que as reservas de ouro nacionais subiram de 9,6 mil milhões de euros, em Novembro de 2009, para 13 mil milhões de euros, no mesmo mês de 2010. O défice público previsto para 2011 está estimado em 12 mil milhões de euros. 

MRA Alliance/Fábrica de Conteúdos

Hegemonia do dólar ameaçada pelo factor 4R

sexta-feira, maio 22nd, 2009

O jornal russo Vedomosti informou ontem que “o dólar norte-americano já não é mais a divisa base das reservas monetárias da Rússia”. De acordo com o artigo, citado pelo Pravda, “em 1 de Janeiro de 2009, a quota de reservas do Banco Central da Rússia, contabilizadas em euros, aumentou para 47,5% e excedeu os investimentos em activos ‘dolarizados’, que atingiram 41,5%.”

O diário russo assenta a sua conclusão na análise que fez do relatório anual entregue pela autoridade monetária ao parlamento do país (Duma). Segundo o Pravda, a mudança na estrutura das reservas monetárias da Rússia não afectou a paridade oficial do rublo face ao dólar (USD 0,55) e ao euro (EUR 0,45).

A propósito das movimentações sino-brasileiras relativamente ao abandono da divisa americana no comércio bilateral, substituindo-a pelas duas moedas nacionais – yuan (renminbi) e real – Edward Hadas escreveu ontem no “Le Monde”: “A ideia de um mundo liberto do domínio do bilhete verde avança. Moscovo e Nova Déli poderão juntar-se ao movimento e permitir às divisas dos BRIC – Brasil, Rússia, China e Índia – formarem o bloco  “4 R” – Real, Rublo, Rupia, Renminbi. O fim do reinado do dólar será, talvez, lento, mas não menos inevitável”.

MRA Alliance/Agências/pvc

China lidera ataque ao dólar como reserva monetária global

domingo, maio 3rd, 2009

Sinais para concretizar a substituição do dólar como reserva monetária global avolumaram-se nos últimos três meses. Todavia, nas últimas semanas, constata-se que a China tomou a dianteira no processo de destronar a divisa norte-americana do seu pedestal e desafiar os jurássicos poderes e interesses estabelecidos.

A agressividade dos chineses poderá mesmo surpreender o prémio Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, presidente do painel de especialistas da ONU sobre a reforma monetária. Na véspera da última cimeira do G20, em Londres, o professor da Universidade de Columbia, disse aquela situação poderia ser uma realidade “dentro de um ano” através de mecanismos cambiais do FMI. Mas a China parece ter outra solução em mente.

O que estão a fazer os chineses?

O discurso oficial sustenta que o país está a desenvolver sistemas e processos para anular os efeitos das crises conjugadas de crédito e cambial que tanto afectaram as exportações chinesas em 2008. Não sendo mentira, trata-se apenas de meia verdade. Senão vejamos:

  • A China assinou um swap cambial com a Argentina no montante de 70 mil milhões/bilhões (mm/bi) de yuan para pagamento das importações chinesas. A carne e cereais argentinos passam a ser pagos pelos chineses com a sua divisa e não mais com dólares;

  • Acordos similares, no valor global 650 mm/bi de yuan (USD 95 mm/bi) foram também assinados nos últimos meses com a Malásia, Coreia do Sul, Hong Kong, Bielorússia e Indonésia;

  • Pequim já autorizou que cinco dos seus maiores centros de comércio externo – Xangai, Guangzhou, Shenzhen, Dongguan e Zhuhai – passassem a usar o yuan em todas as operações de exportação e importação;

 Vários significados, uma leitura

A China está a abandonar o dólar como instrumento de troca e, inevitavelmente, a reduzir a exposição das suas reservas monetárias à volatilidade e à inevitável desvalorização do bilhete verde.

Ao facilitar aos países seus clientes e fornecedores a acumulação de reservas em yuan, Pequim mata dois coelhos de uma cajadada.

Por um lado, restabelece a emissão de cartas de crédito nas trocas comerciais, para desconto bancário. Assim, consegue combater um dos mais sérios problemas gerados pelo aperto global do crédito que quase paralizou o movimento internacional de bens e de serviços.

Por outro, está a construir as bases necessárias para colocar o yuan como concorrente do dólar, e de outras divisas ou instrumentos cambiais, na disputa pelo papel de reserva monetária mundial.

A principal mensagem da China tem um grupo específico de destinatários: os banqueiros centrais do planeta.

Hu Jintao e os seus pares mostram que duvidam da bondade das decisões do G20 relativamente à emissão pelo FMI de USD 250 mm/bi de Direitos Especiais de Saque (SDR, em inglês) como primeiro passo para a criação de um sistema monetário global onde aqueles instrumentos substituiriam o dólar como reserva monetária de referência. SDR é o cabaz de divisas dos países ricos do G7 – euro, iéne, libra e dólar – gerido pelo FMI. Esta foi a solução proposta pelo painel de especialistas da ONU, presidido por Stieglitz, apresentada no final de Março, para a reforma global do sistema.

Os chineses, tal como os russos e outros países emergentes, têm razões para desconfiar da imparcialidade do FMI e da vontade dos sete – EUA, Japão, Alemanha, Inglaterra, Canadá, França e Itália – para aceitarem a partilha do poder financeiro global.

Como o próprio Stieglitz reconhece, os chineses têm razão. O presente sistema obriga os países pobres e em desenvolvimento a emprestarem milhares de biliões de dólares aos EUA a taxas de juro nulas, ou quase. O economista americano foi mesmo sincero: “Na prática, trata-se de uma transferência líquida de ajuda externa para os EUA.”

Como é hábito, os chineses jogam em todos os tabuleiros. A sua qualidade de fortes candidatos ao primeiro lugar da economia mundial justifica os meios.

Afinal de contas, eles apenas tentam ganhar no campo aquilo que os outros já só ganham na secretaria.

 

MRA Alliance

Pedro Varanda de Castro, Consultor

Brasil registou a maior fuga de divisas desde 1999

sexta-feira, novembro 7th, 2008

O movimento de capitais no mercado brasileiro agravou a balança de reservas monetárias em dólares no mês de Outubro, de acordo com dados do Banco Central do Brasil.

O défice em operações financeiras atingiu USD 6,2 mil milhões/bilhões (mm/bi). O saldo comercial foi de apenas USD 1,6 mm/bi. O balanço dos movimentos de capitais foi negativo em USD 4,6 mm/bi. Este é o pior resultado mensal desde Janeiro de 1999.

Os hedge funds brasileiros encolheram USD 6,7 mm/bi,no mês de Outubro. O segmento sofreu uma redução de 16% na quota de mercado desde Janeiro.

O desinvestimento estrangeiro em empresas cotadas na bolsa de São Paulo atingiu USD 2,23 mm/bi. MRA Dep. Data Mining

Os países do Golfo estudam a revalorização das suas moedas, após a cimeira da OPEP

domingo, novembro 18th, 2007

Petrodólar moribundo. Países do Golfo tentam o milagre…Os países do Golfo Pérsico, liderados pela Arábia Saudita e pelos Emiratos Árabes Unidos, poderão revalorizar as suas divisas, embora mantendo-as ainda ligadas ao dólar, revelou uma fonte anónima familiar com a política monetária saudita, citada pela agência Bloomberg. A apreciação, cujo valor foi mantido confidencial, poderá concretizar-se nas próximas quatro semanas, após os contactos mantidos pelo líderes da OPEP, reunidos no final desta semana, numa cimeira de chefes estado e de governo dos 13 países membros do cartel petrolífero.

A queda do dólar e apreciação do euro, cujos países são os maiores exportadores para os países da região, têm causado pressões inflacionistas difíceis de controlar sem o recurso a políticas monetárias adequadas. As taxas de inflação nos últimos meses, ameaçam a estabilidade monetária na região: Arábia Saudita (+4,9%), EAU (+ 9,3%), Qatar (+14,8%). Jens Nordvig, economista sénior responsável pelos mercados globais da Goldman Sachs Group, em Nova Iorque, em declarações à Bloomberg concordou que “faz sentido que eles [países do Golfo] tomem essa atitude. (…) Face ao crescimento das pressões inflacionistas, têm muito boas razões para decidirem a revalorização das suas divisas.”

Os chefes de estado dos seis países membros do Conselho de cooperação do Golfo reúnem-se, nos próximos dias 3-4 de Dezembro, no Qatar, no âmbito da reunião anual da organização, para abordarem questões relacionadas com a segurança regional e políticas monetárias. “É pouco provável que eles adoptem um sistema flexível”, sublinhou Nordvig que considerou um ajustamento da ordem dos “5-10% como algo que teria algum impacto sem ser excessivamente dramático”.

No dia 9/11, o dólar atingiu a mais baixa cotação da história face ao euro (USD 1.4752). Este valor representou uma queda de 10% desde o início do ano. Por outro lado, nos últimos 10 meses e meio desvalorizou-se crescentemente face a 15 das 16 divisas monitorizadas pela Bloomberg.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Príncipe Saud Al-Faisal opôs-se ao desejo do Irão e da Venezuela de ser incluída uma referência à depreciação do dólar no comunicado final da cimeira, argumentando não querer causar o “colapso” do dólar.

China abandona dólar como reserva monetária global

quarta-feira, novembro 7th, 2007

O poder das reservas chinesasO Tesouro da China possuiu actualmente 1,43 milhões de biliões (1 430 000 000 000/trilhões) de dólares em reservas estrangeiras. Aquela notícia, conjugada com os outros factores, no final da manhã, fez apreciar o valor do Euro face à moeda americana. A divisa europeia era transaccionada nos mercados cambiais a USD 1,4670. Durante a madrugada, a margem de flutuação situou-se entre os USD 1,4556 e os USD 1,4703. Este último, foi o valor historicamente mais alto na paridade €/$ desde a introdução da moeda única europeia nos mercados cambiais. O USD atingiu o patamar mais baixo face ao Euro, comparativamente às flutuações cambiais anteriores a 1999. A paridade, em Março de 1995, atingiu o auge quando a então moeda mais forte da CEE, o marco alemão, registou o maior valor face ao dólar estadunidense.

Fontes: MRA Data Mining com Diário Económico/Xinhua/Bloomberg/

Todo o mundo foge do dólar e dos Títulos do Tesouro americanos

quinta-feira, outubro 25th, 2007

Dólar pelo cano abaixoPaíses asiáticos, liderados pela China e pelo Japão, iniciaram em Agosto acções conjuntas de desinvestimento em activos norte-americanos. Entre 15/8 e 30/11, o valor total das dívidas (vencidas e vincendas) a pagar pelo Tesouro dos EUA aos seus credores atingirá os 273 mil milhões/bilhões (mm/bi) de dólares.

A persistente desvalorização do dólar e a subsequente subida das taxas de rendibilidade das obrigações do governo americano, segundo dados publicados no site do Departamento do Tesouro dos EUA, são as consequências práticas no curto e médio prazo, desde que o mercado não seja artificialmente estimulado, leia-se manipulado.O euro e o iene serão os maiores beneficiados com a crise do dólarMarc Ostwald, economista da empresa Insiger de Beaufort, citado por vários jornais e agências noticiosas, embora reconhecendo que “os números são para atordoar qualquer um”, admitiu que, considerando outras aplicações de investidores estrangeiros em activos cotados em dólares “ os montantes poderão ser mais impressionantes.” O Japão (23 mm/bi), a China (14,2 mm/bi) e Taiwan (5 mm/bi) cortaram em 42,2 mm/bi de dólares a sua exposição a um único segmento da dívida federal estadunidense – obrigações do Tesouro, a principal fonte de financiamento do governo de Washington. Também foi a primeira vez, desde a crise financeira asiática (1998) que venderam este tipo de instrumentos da estratosférica dívida pública e dos crónicos défices orçamentais. “As consequências serão desastrosas para os Títulos do Tesouro se a inflação não se mantiver sob controlo”, precisou Ostwald.A suprema humilhaçãoA publicação destes dados, em simultâneo com as pessimistas previsões do FMI relativamente “à continuada sobreavaliação do dólar” e à sua inevitável “desvalorização no médio prazo”. Semana após semana, independentemente de apreciações pontuais de pendor especulativo, o plano inclinado parece não ter fim. Em comparação com as moedas de economias com fundamentais mais sólidos, robustos e sustentáveis, o dólar regista quedas históricas desde o princípio do ano, dando sinais agonizantes desde o aperto do crédito, em Agosto. Há mesmo analistas que sustentam que a desvalorização se integra numa “estratégia controlada”, combinada entre a Casa Branca, o Tesouro e a Reserva Federal, para correcção do défice.Prosperidade fictíciaA tese é defendida por um economista do Barclays Capital, David Woo. Ele atribui a hemorragia de capitais estrangeiros de Agosto a um “episódio isolado” protagonizado por estrangeiros que adquiriram euros no mercado americano. Outros analistas integram variáveis diferentes nestes cálculos e chegam a conclusões menos optimistas. Em sua opinião o Tesouro americano precisa “aspirar” mensalmente dos mercados globais 70 mm/bi de dólares, sob que forma for, para equilibrar doentiamente obesa balança de transacções correntes. A implosão da bolha imobiliária, o imediato aperto do crédito, a disfunção do mercado overnight, as ineficazes injecções de liquidez e os cortes de juros do Fed, longe de acalmarem os mercados, alertaram os mais cépticos para a real (e ainda encoberta) dimensão real da crise e dos impossíveis de prever efeitos colaterais. A realidade do dia-a-dia mostra que as fontes de financiamento, mesmo as dos bancos centrais, são cada vez mais difíceis e os prémios de riscos cresceram exponencialmente. Em definitivo a era das vacas gordas, do dinheiro barato e do risco-quase-zero são recordações do passado.O efeito dominóA morte vegetativa do mercado de papel comercial, cujo alegado baixo risco era garantido por activos derivados de outros títulos de dívida, de menor qualidade creditícia, mas ainda assim estruturados, securitizados e vendidos, pela esmagadora maioria das instituições financeiras, maioritariamente americanas e europeias, a investidores com apetite voraz pelo risco quase fez ruir o sistema como um castelo de cartas construído no meio de um gigantesco dominó financeiro. Quando caíram as primeiras pedras – as hipotecas subprime – sucederam-se os trambolhões em cadeia. Como neste segmento as maturidades máximas das dívidas de curto prazo tituladas sob a forma de ABS’s CDO’s, MABS’ – ao quadrado, ao cubo, híbridos etc. – podem chegar aos 270 dias (9 meses) muitas surpresas irão acontecer, pelo menos, até ao segundo trimestre de 2008. Os que se forem conseguindo refinanciar, ganham mais tempo para respirar. Porém, para muitos operadores (do lado da oferta e da procura de empréstimos) o futuro não é risonho.Não admira pois que, por muito exacerbado que sejam as suas pulsões nacionalistas, muitos investidores americanos estão a fazer exactamente o que fazem os estrangeiros (institucionais ou não) – fogem do dólar a sete pés, liquidam as suas posições aplicadas em activos dolarizados, e reinvestem noutros mercados, noutras divisas, noutros produtos financeiros não dependentes ou contaminados pelo “leproso” dólar. O BNP Paribas calcula que, desde 2005, os EUA dependam de fontes de financiamento estrangeiras, conhecidos na gíria como “hot money” – fundos de curtíssimo prazo que escapam aos controlos dos bancos centrais – para cobrir as suas necessidades de liquidez para manter os mercados de papel comercial e linhas de financiamento de curto prazo. Também esta escapatória deixou de funcionar com o exacerbar da crise.Quem semeia ventos, colhe tempestadesNas últimas semanas acumularam-se os sinais de deserção do dólar. Da Europa, dos países da OPEP, dos estados do Golfo Pérsico, da Rússia e respectivos ex-satélites, dos afiliados da ASEAN, do Mercosul. Enfim, a palavra de ordem é «Fugir do dólar. Já e a todo o gás!”O diário britânico Telegraph, chegou mesmo a noticiar que em pela crise “ a situação teria sido dramática se os fundos de protecção de riscos (hedge funds), com filiais no Reino Unido e nas Ilhas Caimão, tivessem transferido 60 mm/bi de dólares para os cofres federais que serviram liquidar as dívidas federais, algumas já vencidas.A paralisação da actividade imobiliária, a continuada depreciação dos preços dos imóveis, o agravamento das prestações das hipotecas, a recessão do mercado da construção e obras públicas e o violento emagrecimento dos sectores financeiros do sistema, sobretudo os mais enterrados nesta trapalhada, a incapacidade dos bancos centrais para quantificarem realisticamente a dimensão e os operadores em situação dificilmente sustentável, as perspectivas continuarão sombrias. E os riscos de uma recessão económica à escala global, inexoravelmente, crescem todos os dias. (pvc)

Bancos europeus estão a vender reservas de ouro e de divisas

quarta-feira, outubro 24th, 2007

Barras de Ouro - Reservas Banco de InglaterraAs reservas em moeda estrangeira no Eurossistema caíram em 200 milhões de euros, para 141,8 mil milhões/bilhões (mm/bi) de euros, na semana que terminou em 19 de outubro. Segundo o BCE (Banco Central Europeu), as reservas em ouro e direitos em ouro caíram em 126 milhões de euros devido à venda do metal amarelo feita por dois bancos centrais, não divulgados, da zona do euro.

redução das reservasAs tendências mantidas pelo Eurossistema de valores negociáveis emitidos em euro por residentes na zona do euro diminuíram em 800 milhões de euros, para 95,8 mm/bi de euros. A massa monetária em circulação (M1+M2) diminuiu em 1,9 mm/bi de euros, para 638,7 mm/bi de euros.

instabilidade cambialOs depósitos das administrações públicas caíram em 2,8 bilhões de euros, para 54,4 bilhões de euros, comunicou o BCE em uma nota à imprensa. Em relação às operações de política monetária do BCE, o volume de empréstimo líquido concedido pelo Eurossistema a entidades de crédito caiu em 17,4 bilhões de euros, para 435,3 bilhões de euros.