Archive for the ‘Racismo’ Category

Sarkozy mantém expulsão de ciganos após debate com líderes da UE

quinta-feira, setembro 16th, 2010

Nicolas SarkozyO presidente francês Nicolas Sarkozy considerou hoje as declarações da comissária europeia da Justiça Viviane Reding um ultraje. A comparação de Reding da política social francesa às perseguições nazis é a última pedra na polémica que tem isolado o presidente francês da política europeia.

Hoje em Bruxelas, Sarkozy reiterou que vai continuar a desmantelar acampamentos de ciganos. “Sou o presidente francês, e não posso permitir que o meu país seja insultado”, disse.

A imprensa europeia dá conta de uma conversa bastante violenta entre Durão Barroso e Sarkozy sobre esta temática. Os dois líderes almoçaram em Bruxelas, e Barroso defendeu a obrigação de zelar pelo cumprimento dos direitos das minorias, ratificados nos diferentes tratados europeus.

Segundo o primeiro ministro búlgaro, Boyko Borissov “houve uma disputa, para não dizer uma discussão” entre Sarkozy e Durão Barroso. A debate terá sido abordado de maneira informal, mas de maneira “muito difícil” e houve “um grande desacordo”. Sarkozy confirmou o azedar de tom com o presidente da Comissão Europeia.

MRA Alliance/ionline

Israel lidera boicote à Conferência sobre Racismo

segunda-feira, abril 20th, 2009

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon,  abriu hoje em Genebra a segunda edição de uma Conferência sobre o Racismo (Durban II) marcada pelo boicote dos EUA e de vários países do Ocidente. A presença do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad,  levou a Casa Branca a alertar contra o antagonismo “hipócrita” face a Israel. Ki-moon ripostou com a equiparação entre anti-semitismo e “islamofobia”.

A abertura do púlpito de Durban II ao Presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, assumido crítico do Estado hebraico e dos pressupostos do Holocausto é o argumento utilizado para o boicote por todos os países aliados de Israel.

A diplomacia israelita, muito activa nas últimas semanas, conseguiu os seus objectivos: esvaziar politicamente a reunião destinada a dar sequência à Cimeira de Durban, organizada há oito anos na África do Sul. Um total de oito nações do flanco ocidental fica à margem dos trabalhos de Genebra em solidariedade com Israel – EUA, Alemanha, Polónia, Holanda, Itália, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. A França faz-se representar em Genebra por uma delegação diplomática de segunda linha, à semelhança da Grã-Bretanha e da República Checa.

A posição da administração Obama foi conhecida no sábado. Apesar de os diplomatas responsáveis pelo projecto de declaração final terem mantido uma referência à memória do massacre de seis milhões de judeus às mãos do regime nazi, a Casa Branca dissociou-se da iniciativa das Nações Unidas. Já o fizera em 2001, quando a delegação da administração Bush/Cheney abandonou Durban perante a tentativa de equiparar o anti-semitismo a um fenómeno racista.

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros Bernard Kouchner, ameaçou que ao menor sinal de ataque anti-semita no discurso a proferir por Mahmud Ahmadinejad ditará o abandono precoce dos representantes franceses.

Antagonismo “hipócrita e contraproducente”

Ao demarcar-se de Durban II, o Presidente norte-americano, Barack Obama, escudou-se no argumento de que os Estados Unidos não podem estar associados a uma iniciativa aberta a dirigentes com posições anti-semitas, nomeadamente o Presidente do Irão, para quem o Holocausto não passou de um logro de assinatura sionista. A Casa Branca teme que os trabalhos da Cimeira das Nações Unidas, a decorrer até sexta-feira, redundem num palco de antagonismo “hipócrita e contraproducente” para com o Estado hebraico.

O mesmo receio alastra-se aos aliados europeus dos Estados Unidos. No entanto, a União Europeia divide-se entre a via do boicote e a solução de compromisso do Governo francês. Uma cisão condenada de viva voz pelo ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Franco Frattini: “Agir como uma testemunha silenciosa não compensa, apenas nos arriscamos a ser cúmplices”.

No entender das organizações não-governamentais, a polémica em torno de Mahmud Ahmadinejad reúne todas as características de uma manobra de diversão. Até porque o problema não está na presença do Presidente iraniano, ou no dossier do conflito israelo-palestiniano, mas antes na “intolerância” e na “discriminação” dos países ocidentais face à imigração. Isso mesmo foi reafirmado à RTPN por Mamadou Ba, dirigente da SOS Racismo em Portugal.

Israel intensifica manobras diplomáticas

No discurso de abertura da Cimeira de Genebra, o secretário-geral das Nações Unidas procurou resgatar Durban II a um fracasso que as ONG dizem ser inevitável. Depois de fazer a apologia do “equilíbrio” emprestado ao projecto de declaração final, Ban Ki-moon disse estar “profundamente desapontado” com a ausência de “algumas nações que, por direito próprio, deveriam ajudar a criar o caminho para um futuro melhor”.

Ban Ki-moon exortou também a comunidade internacional a unir esforços contra a ameaça de uma intolerância em crescendo, sobretudo no contexto da crise económica e financeira. Quanto ao racismo, o combate deve ser travado contra todas as formas do fenómeno, incluindo o anti-semitismo e a mais recente “islamofobia”.

Israel não desarma. Já esta segunda-feira, no início da reunião semanal do Conselho de Ministros, o chefe do Executivo israelita voltou a condenar o convite enviado ao Presidente iraniano, que apodou de “negacionista” e “racista”.

“No momento em que nos preparamos para lembrar as vítimas da Shoah, uma conferência que se propõe lutar contra o racismo acolhe um racista e um negacionista da Shoah que não esconde a sua intenção de erradicar Israel do mapa”, declarou Benjamin Netanyahu. Israel, afirmou o sucessor de Ehud Olmert, “felicita os países que decidiram boicotar o festival do ódio”.

Na mesma linha, o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman, sublinhou que o Estado hebraico “não pode ignorar o facto de a conferência, que acolhe um negacionista da Shoah, decorrer precisamente no dia em que o povo judeu lembra os seis milhões de vítimas massacradas pela Alemanha nazi e os seus simpatizantes”.

A última operação da guerra diplomática de Telavive contra Durban II envolve Ilan Legari, embaixador de Israel na Suíça. O Governo israelita convocou o seu representante diplomático em Berna para consultas após um encontro entre o Presidente suíço, Hans-Rudolf Merz, e o homólogo do Irão.

Estudo: “Israelitas apioam racismo”

Em Março de 2008, a MRA Alliance, divulgou os resultados de um estudo segundo o qual o fenómeno do racismo em Israel é uma realidade. “A comunidade israelo-judaica apoia de forma crescente a segregação, discriminação e deportação de árabes israelitas segundo um relatório sobre racismo em Israel, elaborado pelo Mossawa, Centro para a Defesa dos Cidadãos Árabes de Israel, informou o jornal israelita de centro-esquerda Haaretz. O relatório, divulgado publicamente no final do primeiro trimestre, em Nazaré, considera que o conflito israelo-palestiniano influenciou a opinião pública israelita que, crescentemente, defende ideias racistas. O estudo alerta igualmente que vários políticos judeus estão a ganhar influência com base na defesa de posições favoráveis ao ódio racial.” Mais aqui. 

MRA Alliance/RTP

Xenofobia disparou nos países europeus mais desenvolvidos

sexta-feira, fevereiro 13th, 2009

O número de denúncias de violência racial explodiu em oito dos mais ricos e desenvolvidos Estados-membros da União Europeia, desde os atentados de 11 de Setembro e do lançamento da da “Guerra contra o Terrorismo”, segundo a análise de organismos de Direitos Humanos da União Europeia. De acordo com relatórios publicados ontem em Bruxelas, o número de crimes antissemitas cresceu no Reino Unido e na França, enquanto outras manifestações de violência de extrema direita são cada vez mais frequentes na Alemanha.

O documento produzido pela Agência de Direitos Fundamentais da União Europeia, com sede em Viena, na Áustria, que inclui dados até 2006, indica que o número de denúncias, de investigações ou de crimes raciais e de prácticas xenofóbicas aumentou na Dinamarca, na Finlândia, na Alemanha, na Áustria, na Irlanda, no Reino Unido, na França e na Eslováquia.  

MRA Alliance/Agências

Alemanha: Jovens turco-alemães qualificados sentem-se discriminados e querem emigrar

segunda-feira, maio 26th, 2008

“Turcos Rua” - Inscrição numa máquina de venda automática na AlemanhaProfissionais qualificados de origem turca a emigrar da Alemanha porque empresas alemãs lhes negam oportunidades. Outros países, especialmente a Turquia, disputam os seus talentos. Especialistas alertam para as consequências desastrosas desta fuga de cérebros para a economia alemã. Muitos dos melhores e mais brilhantes entre a comunidade turca do país, que tem cerca de 2,7 milhões de pessoas, estão a virar as costas à Alemanha porque se sentem rejeitados no país ou encontraram melhores oportunidades no estrangeiro. A migração é “um barómetro que mostra se a Alemanha é boa para os negócios”, diz Armin Laschet, membro do partido conservador União Democrática Cristã (CDU) e ministro da Integração no Estado renano da Vestefália do Norte. “Países atractivos têm imigrantes, enquanto os menos atractivos têm emigrantes.” A Futureorg, uma organização com sede no Estado, em Krefeld, entrevistou recentemente 250 profissionais turcos e turcos-alemães, dos quais cerca de três quartos haviam nascido na Alemanha. Cerca de 38% planeiam emigrar para a Turquia. Entre os que querem emigrar, 42% disseram que a principal razão é porque não se sentem “em casa” na Alemanha. Quase 80% dos entrevistados questionam a “política de integração” dos trabalhadores estrangeiros ou dos alemães filhos de estrangeiros. Surpreendente ou não, o estudo revela que a maioria dos turco-alemães com diplomas universitários vêem-se como estrangeiros no próprio país onde nasceram. Quando descobrem que os profissionais bilíngues, com formação universitária, são recrutados com facilidade na Turquia, e noutros países, têm poucas razões para continuarem na Alemanha. O ministro Laschet classifica a fuga de cérebros uma “catástrofe”. “A comunidade turca na Alemanha”, diz o político alemão, “também precisa da sua elite e modelos de comportamento próprios”. Além da Turquia, os destinos escolhidos pelos emigrantes incluem o Golfo Pérsico e os países de língua inglesa. “Os britânicos são mais tolerantes”, segundo um consultor turco-alemão de Mannheim, no sudoeste do país. Um supervisor numa grande empresa alemã um dia disse-lhe: “Você pode ter três passaportes alemães, mas no que me diz respeito, você sempre será um turco”. Há uma experiência que todos os universitários turco-alemães formados dizem ter em comum pois todos ouviram conselhos, mais ou menos ríspidos do tipo “Voltem para o lugar de onde vieram”. MRA/Der Spiegel

Israel: Maioria dos judeus acha-se uma raça superior e defende «apartheid»

quarta-feira, maio 14th, 2008

A comunidade israelo-judaica apoia de forma crescente a segregação, discriminação e deportação de árabes israelitas segundo um relatório sobre racismo em Israel, elaborado pelo Mossawa, Centro para a Defesa dos Cidadãos Árabes de Israel, informou o jornal israelita de centro-esquerda Haaretz. O relatório, divulgado publicamente no final do primeiro trimestre, em Nazaré, considera que o conflito israelo-palestiniano influenciou a opinião pública israelita que, crescentemente, defende ideias racistas. O estudo alerta igualmente que vários políticos judeus estão a ganhar influência com base na defesa de posições favoráveis ao ódio racial.

No ano passado, os resultados de uma sondagem de opinião realizada pela ONG israelita «Centro para a Campanha contra o Racismo», sobre as posições dos judeus israelitas relativamente a questões políticas, sociais e culturais face à comunidade árabe nascida em Israel, apontara na mesma direcção. Sobre um conjunto de questões, o estudo de opinião realizado a israelitas judeus saldara-se pelos seguintes resultados:

  • 37 % acham que a cultura árabe é inferior à judaica;

  • 50 % dos inquiridos ficam assustados e 31% sentem ódio quando ouvem falar árabe;

  • 56 % vêem os árabes israelitas como uma ameaça à segurança do Estado de Israel;

  • 55 % acham que deve existir segregação racial (apartheid) entre judeus israelitas e árabes nos locais de lazer;

  • 40 % acham que os árabes de Israel deveriam ser privados do direito de voto.

MRA – Dep. Data Mining