Archive for the ‘Privatizações’ Category

Privatizações: TAP em 2011 e Águas de Portugal e RTP em 2012

segunda-feira, agosto 29th, 2011

A primeira revisão do resgate português pela ‘troika’ diz que a TAP é para tentar vender ainda este ano. O documento, obtido pela agência Bloomberg, avança com o calendário de algumas privatizações previstas no memorando da ‘troika’ mas até agora sem data definida.

A TAP é para alienar até ao final de 2011 se “as condições de mercado permitirem”, lê-se no documento. No próximo ano será a vez de privatizar as Águas de Portugal e também o primeiro canal da RTP.

Antes disso, no decorrer deste terceiro trimestre, e segundo anunciou Pedro Passos Coelho, o Governo quer avançar com as privatizações da REN (que o Estado controla em 51%) e também da EDP (que o Estado controla em 25%).

No total o Executivo conta arrecadar cinco mil milhões de euros nas privatizações prometidas em troca dos 78 mil milhões de euros que Portugal recebeu de Bruxelas e do FMI.

MRA Alliance/DE

Grupos franceses e alemães mais próximos do controlo da EDP a preço de saldo

quinta-feira, agosto 25th, 2011

Ao alterar o limite dos direitos de voto dos accionistas, a EDP dá hoje mais um passo decisivo para a futura mudança da sua estrutura accionista, abrindo definitivamente a porta ao controlo estrangeiro. Uma corrida que coloca os alemães da RWE e da E.ON, bem como os franceses da EDF e da GDF Suez na linha da frente – quer pelo seu músculo financeiro, quer pela complementaridade de activos que a EDP lhes oferece na área de energias renováveis e presença no mercado brasileiro.

Hoje o grupo energético vale menos de metade do que há quatro anos: a sua capitalização bolsista passou de 17 mil milhões de euros para cerca de oito mil milhões de euros. Em termos líquidos, incluindo dividendos, os títulos da eléctrica caíram 42,28%. Uma média de 13,5% ao ano, o que a coloca actualmente na fasquia dos 2,215 euros. A queda justifica-se em grande parte pela turbulência das bolsas e pela perda de protagonismo do sector eléctrico entre as preferências dos investidores.

Até agora, os referidos gigantes europeus da energia só se têm movimentado nos bastidores e, como apurou o Diário Económico, todos eles contam com o apoio político dos respectivos governos, cujo aval foi determinante no plano de ajuda financeira a Portugal.

À lista de candidatos junta-se ainda a China Power Internacional, que já assumiu o seu interesse em adquirir uma participação na EDP. A fasquia, colocada inicialmente em 5%, foi agora elevada pelos chineses para 20%. O Diário Económico sabe, contudo, que a China Power International já fez saber que não o fará a qualquer preço, o que a pode deixar em desvantagem numa disputa com os grupos europeus. As condições da operação são igualmente determinantes para que a Eletrobras se mantenha na corrida. O Governo de Passos Coelho quer vender 20% da EDP, em bloco – mas o grupo brasileiro só se mostrou disponível para comprar até 10% do capital.

Apontada como eterna candidata, a espanhola Iberdrola – maior accionista privada da EDP -, enfrenta graves conflitos accionistas, depois de uma agressiva política de investimentos no Reino Unido e nos EUA que a deixam agora numa posição menos ofensiva. Joga ainda contra si a concentração de activos na Península Ibérica que uma união com a EDP provocaria.

MRA Alliance/DE

Privatizações portuguesas aguçam apetite do Estado angolano

quinta-feira, julho 28th, 2011

O ministro de Estado e chefe da casa Civil da Presidência de Angola, Carlos Feijó, disse ontem em Luanda que o seu Governo está a estudar “profundamente” a possibilidade de entrada no processo de privatizações em Portugal. Em conferência de imprensa para balanço das actividades do Governo no segundo trimestre de 2011, Carlos Feijó disse que as autoridades angolanas realizaram três estudos para a análise do processo de privatizações em Portugal.

“Estudámos profundamente o programa que a troika negociou com o Governo português, estudámos profundamente o programa de Governo do partido que venceu as eleições e estudámos profundamente o programa de privatizações que Portugal pretende implementar num curto período de tempo”, referiu Carlos Feijó.

Os programas a serem apresentados à apreciação do Presidente  José Eduardo dos Santos serão aqueles que “eventualmente” possam interessar a empresas públicas ou privadas angolanas, para efeitos de cobertura governamental.

MRA Alliance/Público

‘Troika’ acelera privatizações em Portugal

segunda-feira, maio 30th, 2011

A venda de mais uma tranche do capital EDP era um dos marcos do programa de privatizações do actual Governo. Mas a crise financeira e a intervenção do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia acabaria por acelerar o processo, ao impor a saída definitiva do Estado, ainda este ano, da estrutura accionista da EDP, refere hoje o Diário Económico.

A operação de privatização não se adivinha fácil, a avaliar pelo fracasso de colocação, em Dezembro passado, de cerca de 10% da eléctrica, através de uma emissão de obrigações convertíveis em acções. A solução deverá agora incluir a entrada de parceiros estratégicos. O Estado, via Parpública, detém ainda 25% do capital da EDP (24% de direitos de voto).

A EDP não é, porém, a única jóia da coroa que o Executivo de José Sócrates terá de colocar, até ao final do ano, no mercado. Da lista consta a REN e a TAP, sendo a primeira a mais pacífica. Até porque a privatização da REN é, há muito, uma reivindicação dos accionistas privados e uma velha promessa do Governo.

O mesmo não acontece com a transportadora aérea. Apesar dos rumores de mercado que dão como certos os contactos entre a companhia área e a IAG, empresa que resultou da fusão da British Airways e da Iberia, não está definido que percentagem será privatizada.

A ‘troika’ prevê um encaixe para o Estado de 5,5 mil milhões de euros até 2013, “com desinvestimento apenas parcial em todas as grandes companhias”.

MRA Alliance

“Qatar Airways” pode adquirir 40% da TAP

sábado, janeiro 22nd, 2011

O Governo português estará em conversações com o Executivo do Qatar para estudar a possibilidade da Qatar Airways adquirir 40% da transportadora aérea portuguesa. De acordo com a SIC Notícias, o início da operação de privatização da TAP poderá ser anunciado em breve, se as partes chegarem a acordo.

Esta informação surge após a visita de uma comitiva portuguesa aos Emirados Árabes, no início desta semana, onde as privatizações da TAP, EDP, REN e Galp estiveram em cima da mesa. Na altura, em declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro José Sócrates afirmou que o governo discutiu sobre as oportunidades de investimento que existem em Portugal para as empresas do Qatar e para as empresas portuguesas naquele Emirado.

O porta-voz da TAP que disse não ter qualquer conhecimento sobre a eventual compra de parte da transportadora portuguesa pela Qatar Airways. António Monteiro lembra apenas que o processo de privatização ainda não arrancou. A comissão de trabalhadores da TAP diz que não se quer pronunciar enquanto não for informada oficialmente do possível negócio.

MRA Alliance/RR

Governo negociou com capitais árabes “investimentos” nas privatizações portuguesas

quinta-feira, janeiro 20th, 2011

Sócrates nos Países do Golfo PérsicoTeixeira dos Santos garantiu que os contactos realizados pelo Governo no Médio Oriente foram essencialmente de “relações comerciais” e que foram discutidas “oportunidades de investimento” no âmbito do programa de privatizações já traçado pelo Executivo.

“No Médio Oriente tratámos essencialmente de relações comerciais”, afirmou o ministro das Finanças durante a conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros. Foram discutidas, e serão analisadas, “oportunidades de investimento, nomeadamente no âmbito do programa de privatizações que o Governo já anunciou”.

Esta semana o Governo esteve reunido com responsáveis de países do Médio Oriente, como Abu Dhabi e Qatar. E foi largamente noticiado que o Executivo estaria nos Emirados Árabes Unidos para tentar vender dívida pública.

Sócrates afirmou que a venda de dívida pública não foi um tema que levou a comitiva aos Emirados. Mas sem confirmar, nem desmentir a tentativa de atrair investidores parta a dívida, Sócrates sublinhou que estas operações não se tratam de ajuda, mas sim “de investimentos”.

MRA Alliance//JdN 

Privatização dos CTT pode acontecer em 2012/2013

quarta-feira, setembro 15th, 2010

“Não está prevista a privatização dos CTT para este ano, isso é a única certeza, mas estando prevista no PEC é natural que em 2011 haja novidades e se concretize em 2012 e 2013”, afirmou hoje o presidente dos CTT, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do grupo do primeiro semestre deste ano.

Estanislau Costa anunciou ainda a intenção de aumentar o valor do dividendo a entregar ao acionista Estado relativo ao exercício de 2010, lembrando que, “depois de 36 anos sem pagar dividendos, foi com os últimos dois mandatos que os CTT começaram a pagar ao acionista”.

Nos primeiros seis meses deste ano, os lucros dos CTT registaram uma quebra de 23 por cento face ao mesmo período do ano passado, atingindo os 27,8 milhões de euros, enquanto os proveitos operacionais consolidados tiveram uma diminuição de quatro por cento, ascendendo a 401 milhões de euros.

Os resultados operacionais (EBIT) diminuíram 15,3 por cento, para 39 milhões de euros, enquanto o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) caiu 16 por cento para 51,4 milhões de euros.

Os custos dos CTT também diminuíram no período em análise, face ao primeiro semestre de 2009, caindo 2,6 por cento para 361,9 milhões de euros.

MRA Alliance/SIC

TAP: Governo diz que privatização não é urgente

segunda-feira, julho 26th, 2010

O ministro da Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações, António Mendonça, afastou hoje a urgência de privatizar a TAP noticiada pelo diário i.  O jornal referiu que, numa carta enviada pelo ministério de António Mendonça, em resposta a questões colocadas pelo Bloco de Esquerda sobre uma possível privatização da TAP, se afirma que a transportadora aérea poderá não respeitar compromissos caso tenha de fazer face a uma nova crise internacional e sectorial.

A TAP tem de se recapitalizar de forma “urgente” antes que surja uma nova crise, já que o Governo considera que ela não irá sobreviver se voltar a ocorrer alguma como a da subida do preço do petróleo, de 2008, ou como a da queda da procura, de 2009, diz ainda o jornal “i”.

O ministro da tutela, num encontro realizado esta tarde com jornalistas, referiu que a notícia avançada pelo jornal “i” “é perfeitamente alarmista”. O governante sublinhou que a companhia aérea de bandeira “é perfeitamente sustentável e tem registado uma performance notável e que tem tido uma capacidade de resistência a todas as situações de crise”.

António Mendonça reiterou que a privatização da TAP está no Programa de Estabilidade e Crescimento do governo. No entanto, acrescentou o governante, não existe nenhuma data para que esta seja concretizada. “A carta foi em resposta às questões do Bloco de Esquerda e não quer dizer que haja necessidade de privatizar já”, afirmou.

MRA Alliance/JdN

Privatização da RTP defendida por Passos Coelho é “negativa” para SIC e TVI, dizem analistas

terça-feira, abril 13th, 2010

O mercado já reagiu a intenção de Pedro Passos Coelho, o novo líder da Oposição, em privatizar a RTP se chegar a primeiro-ministro. Passos Coelho repetiu ontem, na SIC, o que considera ser um “princípio”: “o Estado não tem de ter nem jornais nem televisões”, referindo-se, nomeadamente, à RTP. Os analistas do BPI consideram que os planos do candidato a primeiro-ministro são “potencialmente negativos” tanto para a Impresa de Francisco Pinto Balsemão, dono da SIC, como para a Prisa, grupo espanhol que ainda controla a TVI.

Sublinhando que Passos Coelho não explicou se privatizaria a RTP 1 e a RTP 2 ou apenas um dos canais, os analistas do BPI consideram que, em qualquer um dos casos, as intenções do social-democrata são “potencialmente negativas” para a Impresa e a Prisa. “Se concretizados, qualquer destes cenários vai traduzir-se em mais espaço publicitário. Lembramos que a RTP 1 está limitada a seis minutos de publicidade por hora, enquanto a RTP 2 não passa anúncios. Já os privados podem anunciar em 12 minutos por hora”, lê-se numa nota de análise do BPI.

As acções da Impresa, na sessão de hoje, já caíram 1,23% para 1,60 euros . O BPI tem uma recomendação de “reduzir” e um preço-alvo de 1,65 euros para o grupo de media.

MRA Alliance/Diário Económico

Teixeira dos Santos admite privatização da RTP a prazo

terça-feira, março 23rd, 2010

O Ministro das Finanças admitiu hoje a possibilidade de privatizar a RTP, mas recomenda primeiro a estabilização do desequilíbrio financeiro para depois privatizar. Teixeira dos Santos, admite a privatização da RTP a médio prazo, não adiantou qualquer data.

O ministro respondia a uma questão colocada pelo deputado socialista João Galamba que, a “título pessoal”, questionou Teixeira dos Santos sobre as razões por que a televisão pública não está na lista das privatizações, já que, referiu, “faria mais sentido privatizar [a RTP] do que a REN”.

Em resposta, o ministro das Finanças afirmou que “não foi colocada a hipótese” da privatização da RTP “já que há um desequilíbrio financeiro significativo que recomenda primeiro a estabilização”. Esta última frase suscitou de imediato diversos comentários pelas diversas bancadas parlamentares presentes na Comissão Parlamentar de Economia e Finanças.

MRA Alliance/DN

PR promulgou diploma que aprova reprivatização do BPN

segunda-feira, janeiro 4th, 2010

O diploma que aprova a reprivatização da totalidade do capital social do Banco Português de Negócios (BPN) foi promulgado por Cavaco Silva a 30 de Dezembro, anunciou esta segunda-feira a Presidência da República.

«O Decreto-Lei que aprova o processo de reprivatização da totalidade do capital social do Banco Português de Negócios, SA deu entrada na Presidência da República a 4 de Dezembro de 2009 e foi promulgado pelo Presidente da República no dia 30 de Dezembro», lê-se num texto publicado no site da Presidência da República.

A reprivatização de 95 por cento do capital do banco será efectuada através de concurso público, aberto a instituições de crédito, empresas de seguros ou SPGS «por estas detidas ou que as detenham a 100 por cento».

Os restantes cinco por cento do capital social serão reprivatizados através de uma oferta pública de venda reservada aos trabalhadores.

MRA Alliance/Agências

Bélgica: Banco Fortis reprivatizado pelo Estado belga

sábado, março 7th, 2009

O banco francês BPN Paribas adquiriu ao Estado belga a participação de 75% no capital do grupo financeiro Fortis, revelou a agência noticiosa da Bélgica. O acordo, celebrado esta madrugada, prevê a manutenção de um pacote de 25% das acções em poder do Tesouro belga.

O negócio, no valor de quase 1,4 mil milhões de euros, implica a compra pelo banco Fortis de 25% das acções da holding que gere as actividades seguradoras do grupo belga, através de um empréstimo garantido pelos franceses.

O primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, disse que o acordo é lucrativo para os depositantes, os accionistas e os trabalhadores, bem como para o próprio Estado.

O negócio, que deverá ser aprovado pelos accionistas em Abril, põe fim a longos meses de disputas e conflitos entre o governo e os investidores sobre o modelo de gestão do grupo bancário e segurador.

O Fortis entrou em situação de falência técnica, em 2008, após registar avultados prejuízos com ruinosos negócios imobiliários e operações especulativas com derivativos de crédito. 

MRA Alliance/Belga