Archive for the ‘Previsões’ Category

Portugal: Consumo privado vai ter contracção histórica

quarta-feira, agosto 17th, 2011

As previsões do Governo apontam para uma quebra acentuada do consumo privado, noticia hoje o Diário Económico. A economia portuguesa vai registar, este ano, uma quebra de 4,5% no consumo privado e de 3,3% no próximo, de acordo com as previsões do próprio Executivo.

O Estado é obrigado a conter gastos – é necessário cumprir a meta de 5,9% de défice em 2011, mesmo depois do desvio de dois mil milhões de euros detectado nas contas públicas deste ano -, por isso, nem o consumo, nem o investimento público podem funcionar como alavanca da economia.

E com os consumidores a optarem por alocar os aumentos de rendimento disponível à poupança – no primeiro trimestre do ano o rendimento disponível aumento 0,7%, mas o consumo privado só aumentou 0,4% – as empresas têm menos procura para os seus produtos e serviços no mercado interno e só lhes resta apostar nas exportações para evitar a falência. Ainda assim, 500 empresas fecharam portas mensalmente ao longo do primeiro semestre, um aumento de 10% face ao mesmo período do ano anterior.

Consequentemente, o desemprego aumenta e as famílias tornam-se ainda mais cautelosas nos seus gastos. As previsões apontam que Portugal chegue a 2012 com uma taxa de desemprego de 13,2%. O próprio ministro das Finanças já reconheceu que o desemprego vai continuar a penalizar as famílias: “Só a partir de 2013, o desemprego começará a decrescer e, ainda assim, lentamente”.

MRA Alliance

Governo admite que recessão veio para ficar pelo menos até 2014

terça-feira, março 22nd, 2011

O Governo assumiu hoje que a economia vai contrair este ano, ao contrário do que tinha defendido na apresentação do Orçamento. A economia portuguesa deverá recuar 0,9%, em vez de crescer 0,2% como tinha sido inscrito no cenário macroeconómico que serviu de base ao OE/2011. A estimativa do Executivo continua, ainda assim, a ser mais optimista do que a esperada pelo Banco de Portugal, que no último boletim de inverno previu uma recessão de 1,4%.

As novas previsões foram inscritas na actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) que foi hoje entregue na Assembleia da República. Para os próximos anos, a equipa de José Sócrates prevê já o regresso ao crescimento. No próximo ano o primeiro-ministro espera um crescimento de 0,3%, para 2013 de 0,7% e para 2014 de 1,3%.

No tocante ao desemprego, o Executivo espera um agravamento da taxa para 11,2% este ano. Só em 2014 o desemprego voltará a ser inferior a 10%. Por outro lado, o PEC IV também avança com uma estimativa de 6,5% para a taxa de juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos nos próximos quatro anos. Para este ano, o Executivo de José Sócrates espera um juro médio de 6,8%.

De acordo com a nova versão do Programa de Estabilidade e Cerscimento (PEC) , o juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos deve fixar-se nos 6,9% em 2012. Para o ano seguinte (2013), o Governo avança com uma estimativa de 6,8%, estimando que o juro das OT a 10 anos portuguesas se fixe, em média, nos 6,5% em 2014. Na sessão de ontem, a ‘yield’ genérica das OT a 10 portuguesas fixou-se nos 7,367%.

O PEC IV volta a anunciar nova revisão e limitação dos benefícios e deduções fiscais em sede de IRC e IRS, garantindo mais 865 milhões de euros de receita fiscal nos próximos dois anos. O ganho de receitas estimado corresponde a 0,4% PIB [692 milhões] em 2012 e a 0,1% PIB [173 milhões] em 2013″, lê-se no documento.

No próximo ano, metade da receita estimada (0,2%) representará um acréscimo de carga fiscal sobre as empresas: 346 milhões de euros. Há muito desperdício, é preciso mais equilíbrio. Esta parece ser a palavra de ordem do Ministério das Finanças que à semelhança do mote que já tinha dado no Orçamento de Estado deste ano continua a insistir que “há uma parcela excessiva de receita desperdiçada em benefícios” concedidos às empresas.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF) tinha já avançado que “é bom ter presente que no final deste ano caducam automaticamente muitos dos benefícios previstos no Estatuto dos Benefícios Fiscais”. Sérgio Vasques alertou mesmo: “temos, por isso, a obrigação de ponderar o que deve ou não sobreviver em que termos”. Uma revisão de deduções e benefícios fiscais que, diz, abrangerá, essencialmente, as grandes empresas”.

“Em sede de IRC, no tocante a benefícios aplicáveis a pessoas colectivas, propõe-se uma racionalização dos benefícios fiscais e dos regimes especiais em vigor, tendo em especial atenção a regra de caducidade prevista no Estatuto dos Benefícios Fiscais. O ganho de receitas estimado corresponde a 0,4% PIB [692 milhões] em 2012 e a 0,1% PIB [173 milhões] em 2013”, segundo o PEC IV entregue hoje no Parlamento.

Ainda que não tenha sido dada indicação do possa vir a ser feito no que concerne aos benefícios fiscais às empresas, as medidas de austeridade vão garantir uma receita adicional nos próximos dois anos, que representará 39% do aumento de receita fiscal previsto entre 2012 e 2013, num total de 2,2 mil milhões de euros.

Os novos contratos de crédito para a compra de casa também vão perder benefícios fiscais a partir de 2012, pois o Governo quer desincentivar o endividamento excessivo das famílias. Assim, prepara-se para acabar com a dedução dos encargos com juros e amortização das dívidas contraídas com a compra de casa. A medida apenas deverá vigorar para as novas aquisições de casa, mantendo-se em vigor a dedução para os contribuintes que já têm créditos à habitação.

“Portugal precisa de um aumento radical de impostos”, diz presidente do IFO

segunda-feira, março 21st, 2011

O presidente do IFO – instituto alemão de investigação económica – diz esperar que Portugal consiga resolver o problema sozinho. Se Portugal não conseguir refinanciar a sua dívida vai precisar de ajuda externa e de um aumento radical de impostos, sustenta Hans-Werner Sinn, em entrevista ao Diário Económico.

Olhando para a experiência do resgate na Grécia e Irlanda, diria que uma ajuda externa semelhante é o que Portugal precisa?
Se Portugal não for capaz de refinanciar a sua dívida, e tiver um problema urgente, então precisará de ajuda externa, mas espero que Portugal consiga resolver o problema sozinho. O país precisa definitivamente de um aumento radical de impostos para reduzir o défice público e chegar a um excedente.

Também se fala em perspectivas de crescimento. É com as contas públicas que se retoma a confiança?
Sim, em Portugal e Grécia essa é a origem do problema. Em Espanha e Irlanda o problema era o excesso de crédito privado mas agora a dívida pública também cresceu rapidamente. Isto tem de parar.

Se Portugal tiver de pedir ajuda externa, estamos a falar de uma década de ajustamento?
Estamos a falar de, pelo menos, uma década de ajustamento, qualquer que seja a solução [ajuda externa ou não]. Sem programas de austeridade será um desastre para Portugal, não apenas uma década difícil de ajustamento. Olhe para a Alemanha, registou um aumento enorme de exportação de capitais no quadro da moeda única, tendo em conta a convergência de taxas de juros depois do anúncio do euro e a fixação irrevogável das taxas de câmbio, de 1995 a 1997. Depois disso, a Alemanha registou a menor parcela de investimento líquido de todos os países da OCDE e o segundo menor crescimento da Europa. Sofreu desemprego em massa, mas adoptou reformas dolorosas que implicaram contenção salarial, cortes de benefícios sociais e austeridade para a população. Depois de muitos anos a sofrer desta exportação de capitais, o país acabou por melhorar a situação, revitalizando a sua indústria exportadora. O período de ajustamento durou mais de uma década. A década dourada de Portugal e Espanha foi uma década de crise na Alemanha. Receio que alguns países europeus, incluindo Portugal, terão de enfrentar um ajustamento semelhante.

Portanto reconhece a simetria do problema. Também há uma responsabilidade da Alemanha, que tirou proveito de mercados novos no sul, conduzidos pela baixa das taxas de juro, mas agora terá de reequilibrar o seu modelo de crescimento?
Claro. O problema está nos dois lados. O fluxo de capital ia da Alemanha para a periferia. Irlanda, Portugal, Espanha e Grécia faziam parte dos países que investiam e consumiam o crédito que vinha da Alemanha. Este fluxo de crédito criou um ‘boom’ e um défice externo nesses países. A Alemanha ficou para trás. As importações foram esmagadas, os preços e os salários cresceram pouco e isso trouxe um excedente nas contas externas. Este processo está a chegar ao fim.

MRA Alliance

JPMorgan aconselha clientes a comprarem euros e dívida de países periféricos

sexta-feira, fevereiro 4th, 2011

O banco norte-americano JPMorgan Chase aconselhou os seus investidores a comprarem euros em vez de dólares e a aumentarem as compras dos títulos de dívida soberana das chamadas economias europeias periféricas.«A crise de dívida soberana, apesar de ainda colocar um risco negativo importante para as perspetivas, têm aliviado de alguma forma à medida que os decisores políticos parecem ter adotado uma política mais pro-activa», indicam os analistas do banco norte-americano, incluindo Jan Loeys, o líder da unidade de estratégia de mercado, numa nota enviada aos investidores datada de quarta-feira, citada pela Bloomberg.

«Os governos da União Europeia e os legisladores têm passado a mensagem que a crise das dívida soberanas é feita pela Europa, e que será resolvida pela Europa. O falhanço da moeda única seria tão catastrófica que deve ser feito tudo para evitar que isso aconteça», diz a nota.

MRA Alliance/DD

Roubini diz que “em breve” mercados vão fechar-se a Portugal

quinta-feira, fevereiro 3rd, 2011

Nouriel RoubiniNouriel Roubini disse à agência Bloomberg que Portugal vai seguir “em breve” o destino da Irlanda e da Grécia no que respeita o acesso aos mercados. Para o economista que previu a crise financeira global, depois da Grécia e da Irlanda, será Portugal que verá vedado o acesso aos mercados internacionais, impedindo o financiamento da República Portuguesa, apesar das recentes descidas dos juros nos últimos leilões de dívida nacional.

O IGCP, que gere o crédito de Portugal, vendeu ontem no mercado 1.255 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro de maturidades a 6 e a 12 meses, com os juros a fixarem-se em 2,984% e 3,710%, respectivamente, abaixo dos valores verificados nas operações anteriores equivalentes. A procura superou em 4,8 vezes a oferta no leilão a 6 meses. Na operação a 12 meses, o rácio foi de 2,6.

Também o director do departamento de dívida soberana da Schroders reconhece hoje, em entrevista ao Diário Económico, que Portugal tem pela frente vários desafios estruturais. Jamie Stuttard avisa ainda que a falta de consenso no euro também prejudica o País.

No dia de hoje, o juro da dívida a 10 anos baixava pelo sexto dia consecutivo para 6,849%.

MRA Alliance/DE

Portugal: Economia deverá contrair 0,9% em 2011

sábado, outubro 2nd, 2010

Os analistas da Economist Intelligence Unit (EIU) prevêem uma contracção de 0,9% em Portugal em 2011, ao contrário da previsão de um crescimento de 0,5% anunciado por Teixeira dos Santos, na quinta-feira, em Bruxelas.

Para o departamento de análise da revista semanal britânica Economist, as medidas de austeridade para 2011 e os aumentos de impostos já em vigor vão diminuir o rendimento disponível e afectar a confiança em todos os sectores da economia.

“A EIU prevê um declínio do PIB em 2011 de 0,9%, porque as medidas [de austeridade] para 2011 (e os aumentos de impostos já implementados) vão diminuir o rendimento disponível e afectar a confiança em todos os sectores”, indicou à Lusa Kevin Dunning, economista-chefe responsável pela análise.

O especialista espera que a economia portuguesa sofra uma contracção em 2011, o que se deve “parcialmente ao Orçamento de 2011”, mas também porque a procura externa deverá cair.

MRA Alliance/DN

Portugal pode entrar de novo em recessão, alerta Roubini

segunda-feira, maio 31st, 2010

Nouriel RoubiniO economista norte-americano Nouriel Roubini disse hoje, durante uma conferência em São Paulo, que Portugal e Grécia correm o risco de voltar a uma situação de recessão económica.

Roubini falava durante uma conferência em São Paulo, onde admitiu existir ” o risco significativo” de um “double dip” na Europa – uma segunda contracção da economia após uma breve recuperação. Para ele, os elevados défices orçamentais agravam os riscos de incumprimento e inflacionistas. No limite, em sua opinião, a retirada precoce de medidas anti-crise pode activar um cenário de deflação.

É neste contexto que, e apesar do crescimento homólogo de 1,7% da economia portuguesa no primeiro trimestre, Roubini afirma que Portugal poderá caminhar para uma nova recessão.

Roubini salientou ainda que “as condições do mercado de trabalho” vão continuar fragilizadas em algumas economias desenvolvidas” e alertou para o facto de “as poupanças terem que crescer a um ritmo mais rápido que o consumo nos próximos anos”.

MRA Alliance/DE

Uma nova recessão pode já estar em marcha, diz Roubini

segunda-feira, agosto 24th, 2009

Nouriel Roubini As possibilidades de a economia global voltar a entrar em recessão estão a aumentar devido aos planos para acabar com os programas de estímulo económico, escreve o economista Nouriel Roubini num artigo de opinião publicado hoje no Financial Times.

“Existem riscos associados com as estratégias de saída das políticas massivas de estímulo monetário e económico. Os responsáveis irão ter graves problemas, independentemente das decisões que tomem”, prevê Roubini, um dos especialistas que melhor antecipou a presente crise financeira global. Em sua opinião, os governos e os bancos centrais porão em risco a retoma económica, aumentando os riscos de ‘estagflação’, uma mistura de estagnação com inflação, caso aumentem os impostos, cortem nas despesas e reduzam o excesso de liquidez nos sistemas financeiros para equilibrar os défices orçamentais.

Em contrapartida, se aquelas medidas não forem tomadas, os grandes défices estatais, designadamente nos EUA e no Reino Unido, serão fortemente penalizados pelos mercados obrigacionistas, já que as expectativas de inflação e os juros que aquelas nações terão de pagar pela sua dívida irão subir fortemente, o que irá levar a uma situação de estagflação, sustenta Roubini.

O economista note-americano calcula que, com os actuais pacotes de emergência financeira, a economia global irá “bater no fundo” no segundo semestre de 2009, embora a recessão não deva estar “formalmente terminada” nos EUA e no Reino Unido antes do fim do ano, ao contrário da China, Alemanha, França, Austrália e Japão, onde a recuperação já terá começado.

“Sumariamente – conclui Roubini – a retoma deverá ser anémica e abaixo das tendências nas economias avançadas existindo um risco grande de recessão com retomas ligeiras e intercaladas [double-dip recession].”

Santander Totta prevê que 2010 vai continuar a ser difícil para a banca

quarta-feira, julho 29th, 2009

O presidente do Banco Santander Totta, Nuno Amado, prevê que o segundo semestre deste ano vai ser «muito duro» e não vislumbra melhorias no curto prazo, devido ao «momento do ciclo muito difícil» quando «a recessão atinge todos os países».Durante a apresentação de resultados do banco, Amado disse que 2010 não deverá  “ser mais fácil do que 2009” e admitiu a necessidade de “reforços de provisões nos próximos meses», a despeito de o Santader Totta revelar «uma solidez invejável».

Perante o actual cenário de crise, o lucro líquido do banco luso-espanhol cresceu 1,7 por cento no primeiro semestre, resultados que o banqueiro classificou como “estáveis, bons e consistentes».

A parceria no mercado angolano deu bons resultados com a redução da participação no Totta de Angola, devido à entrada da Caixa Geral de Depósitos e da Sonangol.  Segundo Nuno Amado, esta operação rendeu ao Santander Totta 28 milhões de euros.

MRA Alliance/Agências

FMI revê em alta previsões económicas mundiais

quarta-feira, julho 8th, 2009

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em alta de 0,6 pontos, para 2,5 por cento, a sua previsão de crescimento para a economia mundial em 2010, numa actualização das suas perspectivas económicas.

No documento, o FMI prevê para o próximo ano uma retoma económica global mais forte do que a instituição tinha estimado em Abril, na base de uma estabilização do sistema financeiro e de um abrandamento do ritmo da contracção dos Estados Unidos ao Japão.

“Após um primeiro trimestre decepcionante”, os indicadores “deixam antever o regresso de uma crescimento moderado a nível global”, acrescenta o FMI, advertindo no entanto que “a recessão não está terminada”.

Para este ano, o FMI prevê agora uma contracção do Produto Interno Bruto mundial de 1,4 por cento, pior do que os 1,3 previstos em Abril.

O volume do comércio mundial deverá em 2009 cair 12,2 por cento (1,2 pontos mais do que previsto na Primavera), antes de regressar em 2010 a um crescimento de um por cento (+0,4 pontos percentuais face a Abril), prevê a organização multilateral.

A melhoria das perspectivas para o próximo ano reflecte estados diferentes de recuperação através o mundo com as economias emergentes, incluindo a China, a ajudar o mundo a sair da pior recessão em seis décadas, enquanto a Europa fica atrás dos Estados Unidos e do Japão.

 “A estabilização é desigual” e a retoma será “provavelmente tímida”, adverte o relatório do FMI, que volta a sublinhar o carácter prioritário da estabilização do sistema bancário internacional.

“A economia global continua em recessão mas estamos a encaminhar-nos para uma recuperação”, disse o economista chefe do FMI, Olivier Blanchard num comunicado.

“Temos de prosseguir com as políticas fiscal, monetária e financeira que implementámos”, acrescentou.

No mesmo tempo, o FMI pede aos governos que comecem a desenhar planos para sair do quadro das medidas de apoio às respectivas economias, para evitar pressões inflacionistas e retomar a via do equilíbrio das finanças públicas.

MRA Alliance/DN 

Crescimento mundial vai cair ameaçando eclosão de nova crise bancária

quinta-feira, junho 11th, 2009

O Banco Mundial anunciou hoje que o PIB – Produto Interno Bruto – mundial deve recuar 3% em 2009, devido às “cada vez mais sombrias perspectivas para as economias em desenvolvimento”. O banco indicou ainda que o crescimento deve voltar no decorrer do ano 2010, mas que o “ritmo da retomada é incerto”.

A forte revisão em baixa coincide com a cimeira do G8, grupo dos sete países mais ricos e a Rússia, programada para começar amanhã e terminar no sábado, em Itália.

A previsão anterior, publicada em Março, era de uma quebra de 1,75% do PIB mundial. “A economia mundial deve recuar este ano mais do que o previsto anteriormente, e os países pobres vão continuar sendo duramente atingidos pelas múltiplas ondas de tensões económicas”, referiu o presidente da instituição, Robert Zoellick, num comunicado hoje distribuído em Washington.

Esta visão pessimista estende-se aos países emergentes “a menos que a tendência de suas exportações, dos envios de remessas de seus emigrantes e dos investimentos estrangeiros se inverta até o fim de 2010”, sublinhou.

Uma fonte citada pela agência Reuters disse que o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento para a economia global, em 2010, para 2,4%, acima dos 1,9% estimados em Abril, devido aos estímulos económicos e financeiros injectados por diversos países nos últimos meses, nas respectivas economias.

A informação consta de uma nota do FMI para a reunião do G8 (grupo dos sete países mais ricos e a Rússia). A expectativa do Fundo, segundo a fonte da Reuters, é de que a recuperação da economia global seja gradual.

As perspectivas sombrias para a Europa são partilhadas pelo Banco Central Europeu (BCE). A recessão na euro-zona é “longa e profunda” e a retoma só ocorrerá daqui a 12 meses, pronosticou hoje o BCE ao mesmo tempo que não exclui a possibilidade de uma nova crise bancária se o crescimento económico regressar mais tarde.

“Após uma fase de estabilização no decorrer deste ano, só são de esperar taxas de crescimento positivas, em comparação homóloga dos trimestres, em meados do próximo ano”, afirma-se no relatório mensal do BCE, publicado em Frankfurt (Alemanha).

O prognóstico refere-se também aos efeitos nocivos da recessão na zona euro, especialmente no que se refere ao mercado de trabalho, confirmando assim recentes declarações do presidente do BCE, jean-Claude Trichet.

O banco central recomenda que as ajudas públicas ao “lay-off” ou ao trabalho parcial “devem ser provisórias e limitadas na sua dimensão” para evitar a sobrecarga das contas públicas.

O mercado de trabalho, no entender do BCE, sofrerá os efeitos retardados da recessão, “porque em média dura seis meses até a má conjuntura se reflectir no emprego”, diz-se ainda no relatório do BCE.

MRA Alliance/Agências

BCE prevê acentuado agravamento da recessão na zona euro

quinta-feira, junho 4th, 2009

O Banco Central Europeu (BCE) reviu hoje em forte baixa as suas previsões para a economia da zona euro, com uma recessão esperada de 4,6% em 2009, anunciou hoje o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet.

Nas previsões anteriores, divulgadas em Março, o BCE apontava para uma quebra de 2,7% do PIB (produto interno bruto) do conjunto dos países da moeda única. A contracção esperada pelos economistas do BCE é superior à antecipada pela Comissão Europeia. Nas suas previsões de Primavera, divulgadas há um mês, a CE apontava para uma quebra da riqueza produzida na zona euro de 4%.

O BCE também reviu em baixa a previsão de crescimento para 2010, esperando agora uma contracção (-0,3%) quando antes previu um crescimento nulo. Esta  previsão também e mais pessimista do que a apresentada pelo executivo de Bruxelas – um recuo 0,1%.

A previsão de inflação para 2010 foi revista em baixa para 0,3%, contra 0,4%. Porém, os economistas do BCE calculam que, em 2010,a subida dos preços poderá ser de 1%. Já o executivo de Bruxelas prognostica taxas de inflação de 0,4% e de 1,2%, em 2009 e 2010, respectivamente.

Quanto ao preço do dinheiro, o BCE manteve a taxa directora em 1%, de acordo com a expectativa do mercado.

MRA Alliance/Agências

FMI vai baixar previsões para Zona Euro e resto do mundo

terça-feira, março 17th, 2009

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai rever em baixa as previsões de crescimento económico mundial, antecipando agora um recuo de 3,2% nos países da Zona Euro. Os dados deverão ser divulgados nos próximos dias.

Segundo a consultora do FMI Teresa Ter-Minassian, que falou hoje em Lisboa na conferência ‘Crise, Justiça Social e Finanças Públicas’, organizada  pela Faculdade de Direito, os novos  números do Fundo apontam para  uma recessão mundial de 0,6 %.

Em Janeiro, a previsão apontava para uma queda de 0,5% do PIB mundial. A Zona Euro deve registar um recuo de 3,2%, enquanto os EUA deverão encolher 2,6%.

As previsões anteriores apontavam para uma queda de 2% do PIB na Zona Euro e de 1,6% nos EUA.   

Relativamente a 2010, a previsão é de melhoria, com a economia mundial a regressar  ao crescimento  (2,3%) embora os EUA e a Zona Euro se fiquem pela estagnação.

 

MRA Alliance/Agências

Alemanha: Climax da crise só no final de 2010, diz presidente do IFO

sexta-feira, março 13th, 2009

Hans-Werner Sinn, o respeitado presidente do Instituto de Pesquisa Económica (IFO, em alemão) afirmou na quinta-feira que a economia alemã deverá atingir o seu ponto mais crítico apenas no último trimestre do próximo ano e aconselhou a adopção de um terceiro pacote de emergência para estimular a procura, o investimento e o emprego.

Em entrevista ao Financial Times Deutschland, Sinn explicou que a Alemanha tem um atraso de ano e meio relativamente à conjuntura económica dos Estados Unidos. “Na melhor das hipóteses, no Inverno de 2010 estaremos onde os EUA estavam no último Outono. O desemprego vai crescer de forma dramática”, prognosticou.

Na opinião do presidente do instituto germânico o pior ainda está para vir” e apoiou os esforços da União Europeia favoráveis à rápida adopção de novas regras internacionais para os mercados financeiros. “No Inverno, e durante 2010, precisamos de um terceiro programa de apoio conjuntural, mas por enquanto ainda não”, afirmou.

Sinn aconselhou os 27 a fazerem depender a cooperação com os EUA do apoio americano a medidas regulatórias globais mais exigentes e rigorosas para disciplinar os mercados financeiros.

As opiniões de Sinn são partilhadas por outros economistas e institutos de pesquisa económica da Alemanha que admitem a possibilidade de, em 2009, o PIB alemão cair cerca de 4%. 

O Kieler Institut für Weltwirtschaft (IfW) reviu hoje em baixa acentuada os prognósticos relativos ao presente ano. “No final do ano passado, a conjuntura económica mundial deteriorou-se muito mais do que antecipámos.” Em Dezempro passado, o IfW estimou uma quebra de 2,7% do PIB alemão. Porém, a “quebra espectacular” nas exportações – menos 26,2% – faz temer uma situação bem pior, próxima dos 4%.

Outro instituto alemão – Hamburgische Weltwirtschaftsinstitut (HWWI) – também prevê uma redução de 3,8% do PIB e quatro milhões de desempregados, em 2009.

O clima pessimista for agravado pelos últimos dados fornecidos pelo ministério federal da Economia. Em Janeiro, a produção industrial e o desempenho dos sectores da construção civil, obras públicas e energia sofreram uma quebra de 7,5%.

MRA Alliance/FT Deutschland/Agências 

2009-2011: Fed tentou dourar a pílula mas as perspectivas reais são sombrias

sábado, fevereiro 21st, 2009

No passado dia 18, a Reserva Federal (Fed) – publicou uma das famigeradas minutas da não menos famosa comissão federal que decide a sorte do mercado monetário – Federal Open Market Committee (FOMC) – na qual têm assento todos os membros da direcção do Fed e os presidentes dos seus 12 bancos regionais.

A importância da última reunião, realizada em 27/28 de Janeiro, reside na publicação das projecções económicas da instituição para os próximos três anos (2009-2011). Quando analisamos os prognósticos dos banqueiros centrais dos EUA sobre desemprego, inflação e crescimento económico percebemos a extensão e a profundidade da actual crise.

Como a economia norte-americana depende em 70% do consumo não é necessário ser um génio para compreender que aquilo que irá acontecer nos próximos três anos à economia mundial será bem pior do que as benignas projecções dos banqueiros do Fed.

Um perigoso cocktail, recheado dos ingredientes recessão, estagflação e deflação, irá tolher os desempenhos da economia mundial, com diferentes ritmos e intensidade, mas ao mesmo tempo. Os efeitos serão sérios e profundos nas economias  industrializadas (G7) e emergentes (BRIC’s). Porém, serão ainda piores em países periféricos como Portugal. 

Vejamos porquê.

As aparências…

As projecções de longo prazo dos banqueiros centrais estadunidenses pretendem reflectir a acomodação e convergência entre as variáveis emprego e estabilidade dos preços ou, como outros preferem interpretar, entre desemprego, inflação e quantidade de dinheiro em circulação (massa monetária, M3).

A sustentabilidade do crescimento depende, entre outras, de algumas variáveis importantes – produtividade, qualidade do trabalho (resultante do conhecimento e da formação profissional da força de trabalho), capacidade de geração de novos empregos bem como das políticas  públicas sobre inovação, tecnologia e emprego.

Aparentemente as previsões até são animadoras – crescimento 2,5%-2,7%; desemprego 4,8%-5,0%; inflação 1,7%-2,0% (na óptica do índice de preços das despesas de consumo pessoais).

A realidade 

Nas entrelinhas do debate entre os participantes quase tudo muda de figura. De resto, entre os presentes na reunião da FOMC, a discórdia prevaleceu sobre algumas das questões nucleares em análise. O documento, por outro lado, reflecte a preocupação dos banqueiros sobre a fiabilidade das suas projecções dando cabimento a todo o tipo de justificações técnicas para um eventual falhanço…

  • As projecções sobre o crescimento real do PIB foram revistas em baixa – de -0,2%/+1,1%, em Outubro, passaram para -1,3%/-0,5%, em Janeiro;
  • Antecipação de um “amplo declínio” na produção agregada de bens e serviços durante a primeira metade de 2009;
  • Os gastos com o consumo “provavelmente” irão piorar com o aumento do desemprego, o aperto do crédito, a continuação do declínio dos preços do imobiliário e a abrupta contracção do património em acções;
  • A economia poderá começar a recuperar “ainda que gradualmente”, na segunda metade de 2009, fruto dos estímulos fiscais e das políticas monetárias de apoio aos mercados financeiros; Porém, é reconhecido que “o ritmo da recuperação em 2010 será fraco”, com o crescimento real  a retomar intensidade apenas em 2011; “A maioria dos participantes espera que, caso “não surjam mais choques”, o crescimento económico poderá finalmente convergir para uma taxa entre 2,5%-2,7%”;
  • O desemprego vai continuar a piorar em 2009 e 2010 devendo “manter-se bem acima da taxa sustentável de longo prazo, no final de 2011”; Após 2011 é possível que continue a tendência de descida com a maioria dos banqueiros a prognosticar uma taxa de desemprego entre 4,8% e 5,0%;
  • Todos consideraram “surpreendente” o tamanho da queda da inflação nos últimos meses; Esta tendência, devido à depreciação dos preços da energia e ao abrandamento da economia global, deverá manter-se dentro dos seguintes parâmetros – 2009 (o,3%-1,0%); 2010 (1,0%-1,5%); 2011 (0,9%-1,7%) longo prazo (1,7%-2,0%);

 No essencial, conforme o texto distribuído pelo Fed, “os participantes continuam a interpretar como mais altas do que o normal as incertezas sobre as perspectivas do crescimento económico” e muitos deles duvidam da eficácia dos programas públicos para reactivar a economia e reconstruir o sistema financeiro…

Sobre o tema, o Prémio Nobel da Economia (2008) Paul Krugman escreveu este fim de semana no seu habitual blogue publicado pelo New York Times:

“Percebe-se a razão pela qual os homens do Fed estão tão pessimistas. Sejamos claros: As políticas da administração Obama ajudarão durante este período difícil -especialmente se o governo pegar o touro pelos cornos e nacionalizar bancos em dificuldades. Ainda assim, pergunto: Quem vai acabar com este sofrimento?”

MRA Dep. Data Mining

Pedro Varanda de Castro, Consultor�

Bancos dos EUA têm rombo de até US$ 4 trilhões, diz Estadão…

domingo, fevereiro 15th, 2009

“O governo americano já injetou cerca de US$ 1,9 trilhão no sistema financeiro desde o início da crise, em agosto de 2007. Mas isso é apenas o começo, alertam analistas ouvidos pelo Estado. Na visão do mercado, os grandes bancos estão à beira do precipício e gigantes como Citibank e Bank of America estariam insolventes. Ainda há um buraco de US$ 2 trilhões a US$ 4 trilhões a ser tapado nos bancos americanos”, noticia hoje o Estado de São Paulo, na sua edição electrónica. Com a devida vénia, passamos a transcrever o resto do artigo:

“O sistema financeiro internacional está carregado com cerca de US$ 10,8 trilhões de papéis podres – títulos com pouca liquidez e difíceis de determinar o valor, que não têm mercado, muitas vezes têm como garantia hipotecas ou financiamentos que estão inadimplentes. Desse total, US$ 2 trilhões devem resultar em perdas, segundo cálculos do economista Nouriel Roubini.Além disso, os bancos globais devem tomar calote em US$ 1,6 trilhão de US$ 12,37 trilhões de empréstimos não securitizados – ou seja, que não são renegociados para terceiros no mercado financeiro -, incluindo financiamentos de veículos, empresas e cartão de crédito, cuja inadimplência está subindo por causa da recessão.

Bancos e corretoras americanas vão sofrer a metade de todo esse prejuízo – cerca de US$ 1,8 trilhão. O resto está no exterior. O problema é que o capital de bancos e corretoras americanas é de apenas US$ 1,4 trilhão. “Os bancos estão praticamente insolventes, mesmo se excluirmos os ativos securitizados”, disse Roubini em seu estudo.

Simon Johnson, pesquisador do Peterson Institute for International Economics, calcula que o governo americano terá de injetar entre US$ 3 trilhões e US$ 4 trilhões – mas, em última instância, teria perdas de US$ 1 trilhão, porque parte desse dinheiro pode ser recuperada com vendas das participações nos bancos e recuperação de preços dos papéis.

O FMI elevou a previsão de perdas nos EUA com títulos lastreados em hipotecas, cartões de crédito e outros, de US$ 1,4 trilhão para US$ 2,2 trilhões. Segundo o Fundo, os bancos americanos e europeus vão precisar de mais US$ 500 bilhões para se manterem à tona, porque a recessão está aumentando a inadimplência em financiamentos, o que irá elevar as perdas com títulos.

O Tesouro americano propôs a criação de um fundo público-privado para comprar esses ativos tóxicos dos bancos e limpar seus balanços, para que o crédito volte a fluir. Mas a proposta apresenta um dilema. Se os ativos tóxicos forem comprados pelo preço de mercado, muitas vezes 50% abaixo do que consta dos balanços , muitas instituições vão quebrar.

Para o setor privado se animar a comprar esses papéis por preços que não quebrem os bancos, o governo terá de “subsidiar” essas compras com garantias ou financiamentos atraentes, que podem custar muito aos cofres públicos.”

Desde 2007, temos repetidamente alertado para a gravidade da actual crise.

Após a aprovação do primeiro programa financeiro  de emergência alertámos para as consequências da irresponsabilidade dos políticos e dos banqueiros, designadamente norte-americanos (aqui).

Antes sublinhámos os perigos do botox financeiro (aqui) e, em diversas ocasiões, alertámos para a fragilidade de grandes instituições, como o Citibank (aqui) entre outros(aqui).

Recentemente indicámos os três gigantess da banca norte-americana condenados à nacionalização ou à falência (aqui). 

O nosso site está repleto de informação para quem deseja prevenir crises em vez de reagir às crises.

MRA Dep. Data Mining

EUA: Esta recessão vai durar pelo menos três anos, dizem especialistas

sábado, fevereiro 14th, 2009

A presente recessão vai durar três ou mais anos devido à paralização dos mercados de crédito, estimam especialistas em falências e em instrumentos de dívida, citados pela agência Reuters. “Este desastre vai durar três ou quatro anos” disse Michael Psaros, administrador da KPS Capital Partners, durante uma conferência, esta semana, em Nova Iorque. Em sua opinião, os Estados Unidos está a atravessar uma “Grande Recessão” que irá abrir enormes oportunidades a investidores interessados em adquirir activos problemáticos. 

“Este ano vamos investir imenso dinheiro. (…) Há por aí toneladas de má gestão” revelou Psaros. A KPS Capital, gere US 1.800 milhões de dólares/bilhões aplicados em fundos especiais e em capital de risco. Em 2008, a empresa adoptou uma postura altamente conservadora mas, este ano, os investimentos serão massivos. “Estamos muito entusiasmados”, concluiu Psaros. 

Holly Etlin, da AlixPartners, empresa com 30 anos de experiência em reestruturações empresariais, disse que a presente crise financeira durará entre 3 a 5 anos devido à ausência de liquidez nos mercados de crédito e de instrumentos financeiros usados pelas companhias em dificuldades, ou em falência técnica, para se reorganizarem e reestruturarem as suas operações. Por outro lado, frisou que “a situação não se irá alterar enquanto os bancos não limparem os activos tóxicos dos seus balanços, o que limita grandemente a sua capacidade para conceder crédito.” 

MRA Alliance/Reuters

“EUA será um país subdesenvolvido em 2012”, diz especialista

sábado, novembro 29th, 2008

Saldos causam a morte a funcionário da Wal-Mart, ontem, em Nova IorqueUma multidão de consumidores, excitada com os super saldos da cadeia Wal-Mart, provocou ontem a morte de um funcionário da cadeia retalhista, numa loja perto de Nova York, informou a polícia local.

O incidente ocorreu poucas semanas depois de o especialista norte-americano em prospectiva e tendências sociais e económicas, Gerald Celente, ter afirmado em entrevista à Fox News, que “por volta de 2012”, devido ao empobrecimento agudo de muitas famílias, os EUA vão conhecer momentos de grande instabilidade causados pela fome, exclusão social e desemprego.

Tumultos, aumento da criminalidade violenta e marchas pelo emprego serão as consequências da actual crise, prevê Celente. Em sua opinião, dentro de 3 anos, os EUA “serão um país subdesenvolvido”.

Celente, célebre pelo rigor e assertividade na antecipação de megatências locais, regionais e globais, sustenta que, nos próximos anos, os americanos vão passar por uma “profunda crise”, com implicações políticas, económicas e sociais, para a qual “não estão preparados”.

A tragédia de ontem, em Valley Stream, Long Island, no dia conhecido como “Black Friday”, que inaugura a temporada de compras de fim de ano nos Estados Unidos, a seguir ao dia de Acção de Graças, parece dar-lhe razão.

Todos os anos, milhões de americanos correm para as lojas nesta data, estimulados pelos mega saldos das cadeias retalhistas. Para aumentar o volume de vendas, algumas redes abrem as portas ainda de madrugada, com centenas de clientes em fila aguardando a abertura das portas.

Segundo o “New York Times”, ontem havia cerca de 2 000 pessoas. Muitas começaram a chegar às nove da noite. A abertura ocorreu às cinco da manhã. Preocupados com a afluência de público, os funcionários da Wal-Mart chamaram a polícia, cerca das três da manhã, mas de nada serviu.

Pouco antes da abertura, vários trabalhadores da maior cadeia retalhista do mundo tentaram segurar os portões de entrada para evitar a invasão dos clientes, mas não conseguiram. Depois de derrubar as portas, a multidão invadiu a loja e passou por cima da vítima. Mais tarde, a polícia voltou ao local e encerrou o estabelecimento.

Celente prevê o fim da deriva consumista e o colapso do modelo de sociedade – american way of life – que emergiu, no último meio século, das cinzas da II Guerra Mundial. “A tradicional festa consumista do Natal, tal como a conhecemos, vai acabar. Em 2012, vai ser mais importante ter comida na mesa do que presentes na árvore de Natal”, concluiu.

MRA Dep. Data Mining

Pedro Varanda de Castro, Consultor

Portugal: Previsões macroeconómicas do governo para 2009 são irrealistas, diz CES

sexta-feira, novembro 14th, 2008

O Conselho Económico e Social (CES) está mais pessimista do que o Governo quanto à evolução da economia portuguesa no próximo ano. O projecto de parecer sobre o orçamento para 2009, revelado pela agência Lusa, afirma que as previsões macroeconómicas que constam do Orçamento do Estado para 2009 são «pouco plausíveis». O comportamento da economia no próximo ano deverá ser «claramente desfavorável» e para contrariar esse cenário o Governo devia aproveitar a folga orçamental para aumentar o investimento, sugere o CES. «O quadro macroeconómico do OE 2009 é pouco plausível, no momento actual, dadas as previsões de Outono da Comissão Europeia recentemente publicadas», diz o parecer sobre o Orçamento do Estado para 2009.O documento refere ainda que não existe «a mínima indicação de que exista uma recuperação económica na segunda metade de 2009, como a proposta de OE 2009 admite».

Quanto à inflação, o projecto de parecer do CES considera possível que se atinja a taxa de 2,5%, contra 2,9% para este ano, mas alerta para o facto de «tal previsão só ser alcançável na ausência de novo choque petrolífero».

Quanto ao desemprego, para o qual o Governo prevê a manutenção da taxa em 7,6 por cento, o CES diz que este objectivo parece praticamente impossível.

O projecto de parecer, da autoria do economista João Ferreira do Amaral, foi aprovado pela comissão especializada permanente de política económica e social do CES a 12 de Novembro e será submetido ao plenário do conselho em 19 de Novembro.

O Conselho Económico e Social (CES) pronuncia-se pela primeira vez sobre um Orçamento do Estado, a pedido da Assembleia da República.

MRA Dep. Data Mining

pvc

Petróleo: Recessão baixa preços e AIE corta previsões de consumo para 2009

domingo, outubro 12th, 2008

A Agência Internacional de Energia (AIE) voltou a reduzir as previsões para a procura mundial de petróleo em 2009, para 440 mil barris diários (-0,5%). A AIE prevê agora que o consumo global caia para 87,2 milhões de barris/dia, face à ameaça de uma recessão global. A agência cortou as estimativas pela sétima vez em 240 mil barris, para 86,5 milhões de barris diários, em 2008. A previsão da procura nos países fora da OCDE/Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento manteve-se inalterada nos 38,4 milhões de barris diários, em 2008, com um crescimento para 2009, estimado em 40 mil barris/dia, fixando-se em 86,5 milhões. Na sexta-feira, os preços de referência nos Estados Unidos cotaram-se abaixo de USD 80/barril, pela primeira vez desde Outubro de 2007. Os futuros Nymex para o crude tipo West Texas Intermediate fecharam a USD 77,7, tendo baixado 17% durante a semana. A acelerada queda levou a OPEP a convocar uma reunião de emergência para Novembro, alimentando a especulação de um corte na produção diária para suster a baixa dos preços. MRA Dep. Data Mining

FMI reafirma que a crise financeira vai gerar prejuízos de USD 1 milhão de milhões (bilião)

quarta-feira, julho 16th, 2008

O Fundo Monetário Internacional (FMI) mantém a previsão de que as perdas dos activos norte-americanos, geradas pela crise subprime, rondarão 1 bilião/trilhão de dólares, independentemente do recente agravamento da crise bancária, disse hoje Jaime Caruana, director do departamento de mercados financeiros e de capital do Fundo. Em Bruxelas, durante uma conferência de imprensa referiu que “é um cálculo razoável” e que o FMI não revê as suas previsões ao sabor de caprichos. Antes, perante o Parlamento Europeu, admitira que o sistema financeiro pode não fornecer ao mercado o dinheiro suficiente para gerar crescimento económico. MRA/Agências

Rússia: Banco Mundial alerta para sobreaquecimento da economia

quarta-feira, junho 4th, 2008

Casa Branca - Moscovo - Sede do governo russoSeis meses depois de ter publicado uma previsão cor-de-rosa para a Rússia, o Banco Mundial manifestou esta semana receios de que o sobreaquecimento da economia esteja a atingir níveis incontroláveis. Os analistas sublinham que, até 2040, se o governo não adoptar políticas mais coerentes, porá em risco as reservas monetárias acumuladas nas fases de matérias-primas tendencialmente caras. No relatório de Junho, o banco adverte para os perigos de um brusco arrefecimento económico face a dinâmicas contraditórias entre as despesas e as receitas públicas. “A expansão económica russa da última década acelerou em 2007-2008, a despeito de o ambiente global ter piorado. Porém, numa economia em sobreaquecimento, o ajustamento do «mix» macroeconómico será necessário para reduzir a inflação. O novo governo precisa dar novo impulso a adiadas reformas estruturais, para dinamizar a produtitividade e assegurar taxas de crescimento económico sustentáveis”, diz o documento. Os analistas do banco não exluem a possibilidade de uma retracção económica, mesmo com os preços do petróleo em alta, face às dinâmicas contraditórias do crescimento das despesas federais e das arriscadas políticas públicas da “Casa Branca Russa” (sede do governo), agora liderada pelo ex-presidente Vladimir Putin. Este cenário contradiz fortemente com as previsões avançadas no relatório anterior (Novembro, 2007) do Banco Mundial que enfatizou “o crescimento da procura interna, em particular, o animado consumo dos agregados familiares e do investimento empresarial.” A comentadora económica da agência RIA Novosti , Yelena Zagorodnyaya considerou que “o Banco Mundial disse o que muitos líderes russos pensam: a economia está sobreaquecida. A razão prende-se com o facto de a Rússia se ter como simultaneamente como metas dar benefícios ao povo e melhorar o clima dos negócios. Ambos são ambiciosos mas reciprocramente contraditórios.” MRA

B+RIC: BRIC um gigante económico, RIC um gigante geopolítico

sexta-feira, abril 11th, 2008

BRICOs ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China reúnem-se em Moscovo, no próximo mês, para debaterem temas de interesse comum no âmbito da globalização: comércio, desenvolvimento e sistema financeiro. Os quatro gigantes querem criar um novo quadro de cooperação que possa gerar sinergias e vantagens competitivas, em particular no âmbito da cooperação económica. Com 40% da população mundial o potencial conjunto das potentes economias e mercados BRIC é uma garantia plausível para poderem passar ao lado do clima recessivo mundial, e assumirem-se como as locomotivas do crescimento global nos próximos 40 anos. Todavia começa a desenhar-se, entre os BRIC, um futuro a duas velocidades: B + RIC. Mais…

MRA, Dep. Data Mining

Pedro Varanda de Castro

Consultor

Árabes preferem BRIC’s aos «velhos e decadentes ricos»

sábado, abril 5th, 2008

Analistas árabes, nas últimas semanas, têm dado sinais de que, contrariamente às tradições dos investimentos dos países do Golfo Pérsico, aliados dos Estados Unidos, e dos respectivos líderes políticos e empresariais, chegou a altura de mudar de rumo em direcção ao bloco BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – como alternativa às mais-valias sobre activos historicamente considerados mais seguros e lucrativos – EUA, Europa e Japão. Mais

MRA, Dep. Data Mining

Pedro Varanda de Castro

Consultor

OCDE: Economia americana vai piorar, Zona Euro estável

quinta-feira, março 20th, 2008

Crescimento e inflação em contracicloAs últimas previsões da OCDE indicam que o crescimento da economia norte-americana será de 1,4% contra a anterior previsão de 2%. A inflação, que alcançou 4% no mês passado, atingiu um nível bastante superior ao aceitável, segundo a organização com sede em Paris. Desde 2001 que as previsões para os Estados Unidos não eram revistas em baixa. Porém, a OCDE continua a negar perigos de uma recessão nos “states”. As previsões serão revistas, de novo, em Maio.

Na zona Euro, a desaceleração foi menos acentuada que nos EUA e as exportações resistiram bem à alta do euro, enfatizou a OCDE, mantendo quase inalteradas as previsões para o bloco europeu, durante o primeiro semestre. A previsão do crescimento para 2008 (1,9%) será igualmente revista em Maio. A inflação anualizada na UE/Euro atingiu os 3,3%, em Fevereiro, o nível mais alto, desde 1998. Fonte: OCDE.

EUA: Crise hipotecária vai agravar-se nos próximos meses

quarta-feira, fevereiro 27th, 2008

drama_penhoras_usa1.jpg“O pior está para vir.” Foi com esta lúgubre frase que o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, anunciou a noite passada o lançamento de um plano de emergência para que o reajuste das taxas de juro «subprime», contratadas entre as instituições de crédito e os clientes, seja adiado por mais 30 dias. O objectivo é dar um balão de oxigénio aos devedores em incumprimento, a fim de arranjarem dinheiro suficiente para pagarem as prestações atrasadas. Mais…

Zona Euro/2008: Grandes empresas e países emergentes são os alvos

quinta-feira, dezembro 27th, 2007

Investimentos 2008: Uso da lupa é recomendável…A Zona Euro apresenta sinais macroeconómicos que sustentam as perspectivas promissoras de médio prazo para a região, apesar do menor crescimento previsto, na óptica da Fidelity International (Jornal de Negócios). Um cenário de recessão nos Estados Unidos pode alterar o panorama. Nada que não possa ter solução segundo os analistas. O JdN avança “dois conselhos importantes dados pelas maiores casas de investimento do mundo: há que privilegiar as empresas com maior capitalização e vale a pena apostar em títulos com exposição nos mercados emergentes. E quais as bolsas que poderão ter melhor comportamento? O «Barclays Capital» prefere a Alemanha e adverte para os retornos menores de Espanha, Irlanda e Reino Unido, por via da crise do crédito.” No entanto, as previsões para o mercado britânico não são consensuais.

Uma nota de perplexidade face às previsões para 2008 do vetusto, mas titubeante e «subprime» Barclays: O ministro alemão da Economia, Michael Glos, numa entrevista publicada pelo semanário Die Zeit (4.ª feira) disse que a taxa de crescimento deverá ser inferior a 2%, sem especificar um número exacto. O FMI já baixou as perspectivas do crescimento alemão para 1,9%. O Bundesbank, banco central alemão, na semana passada, reviu, também em baixa, a suas previsões para um valor ainda mais modesto: 1,6%…

(pvc)