Archive for the ‘Presidente da República’ Category

São Tomé: Pinto da Costa vencedor das eleições presidenciais

segunda-feira, agosto 8th, 2011

Manuel Pinto da Costa venceu a segunda volta das eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe com 52,88 por cento, anunciou hoje o presidente da Comissão Eleitoral Nacional.

Segundo dados avançados aos jornalistas por Vítor Correia, presidente do organismo, Pinto da Costa obteve 35.112 dos votos, correspondentes a 52,88 por cento, contra 31.287 dos votos em Evaristo Carvalho, 47,12 por cento.

A abstenção, informou o presidente da Comissão Eleitoral Nacional, desceu desde a última votação dos 32,11 por cento para os 25,96 por cento.

No início da madrugada são audíveis na capital são-tomense os festejos da vitória do candidato suprapartidário Manuel Pinto da Costa, que recebeu o apoio do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe-Partido Social Democrata e Partido da Convergência Democrática, ambos na oposição.

MRA Alliance/Lusa

Situação social não melhorará nos “tempos mais próximos”, diz PR

terça-feira, julho 5th, 2011

O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou hoje não se poder esperar que “nos tempos mais próximos ocorra uma melhoria significativa da situação social” e reiterou o apelo a uma “distribuição justa dos sacrifícios”.

“Num tempo de austeridade como aqueles que vivemos em Portugal, não podemos esperar que nos tempos mais próximos ocorra uma melhoria significativa da situação social da nossa população”, afirmou Cavaco na entrega dos prémios EDP Solidária 2011, no Museu da Electricidade, em Lisboa.

“Devemos ter bem presente que este é um tempo em que muitos portugueses vivem sérias dificuldades, temos à nossa frente um grande desafio de emergência social. Daí o apelo que eu tenho dirigido, para uma distribuição justa dos sacrifícios que se pedem aos portugueses”, apelou.

MRA Alliance/DE

Sócrates e Cavaco são os principais culpados pela crise, diz sondagem

quarta-feira, abril 20th, 2011

Cavaco e SócratesA esmagadora maioria dos portugueses considera que o Governo deveria ter reagido mais cedo à pressão insustentável dos mercados financeiros e que o Presidente da República deveria ter sido mais activo ao longo da actual crise financeira. Em ambos os casos, 86% dos portugueses inquiridos pela Marktest dão nota negativa ao comportamento de Sócrates e Cavaco Silva.

Este estudo qualitativo realizado para o Diário Económico e TSF retrata o actual momento que o País atravessa e aponta as soluções políticas que devem sair das próximas eleições.

Entre as personalidades com responsabilidades políticas em Portugal, o primeiro-ministro é apontado como o principal responsável (65%) pela actual crise. E ao contrário do que ainda hoje garante o líder socialista, o PEC IV apresentado pelo Governo não era solução.

67% dos inquiridos garante mesmo que não evitaria um pedido de ajuda externa caso a oposição, a 23 de Março, tivesse viabilizado a actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento que o Governo colocou a votos no Parlamento.

MRA Alliance/DE

Cavaco recusa intervenção na negociação do resgate financeiro

sábado, abril 9th, 2011

Cavaco SilvaO Presidente da República recusou qualquer intervenção na negociação com a oposição do pacote de ajuda financeira a Portugal, sublinhando que o chefe de Estado não tem meios para tal, nem a Constituição o permite.Questionado se entende que terá de ser o Governo a negociar com os partidos o pacote de ajuda financeira que irá apresentar a Bruxelas, Cavaco Silva foi peremptório na resposta: “A senhora não está com certeza a imaginar que seja o Presidente da República”.

Sublinhando que o chefe de Estado “não tem meios para realizar negociações”, pois não dispõe de ministérios, nem de grupos de apoio técnico, nem tal é permitido pela Constituição, Cavaco Silva limitou a intervenção que um Presidente da República poderá ter a “diligências de natureza política”.

“Portugal chegou a uma situação em que era inevitável o recurso à ajuda externa, por parte das instituições europeias, por forma a assegurar o financiamento do Estado, dos bancos, da nossa economia e, portanto, das empresas e famílias”, disse o chefe de Estado, citado pela Rádio Renascença. Cavaco Silva está na Hungria onde participa no encontro do Grupo de Arraiolos que junta alguns chefes de Estado executivos da Zona Euro.

O Presidente falou também da necessidade de um entendimento entre os partidos políticos para o programa económico de ajuda externa. Ao Governo, Cavaco Silva pediu transparência nas negociações com o Fundo Monetário Internacional e a Comissão Europeia.

MRA Alliance/DE

Cavaco, PSD e CDS estudam pedido de empréstimo urgente ao FMI

domingo, abril 3rd, 2011

Reunião do Conselho de EstadoO Presidente da República está a estudar a hipótese de uma ajuda de curto prazo do Fundo Monetário Internacional sem intervenção da União Europeia, noticiou este sábado o semanário “Expresso”. O assunto terá dominado o Conselho de Estado em que ficaram marcadas eleições antecipadas para 5 de Junho.

A solução para os problemas imediatos de financiamento de Portugal poderá passar por um empréstimo intercalar de urgência do Fundo Monetário Internacional sem a intervenção da União Europeia, isto caso se verifique uma situação em que já não seja possível pagar a dívida, adiantou o “Expresso”. A hipótese está a ser analisada por Belém, mas também pelo PSD e CDS.

O semanário garante que esta possibilidade foi debatida na reunião do Conselho de Estado da passada quinta-feira, e que representaria uma forma mais barata e imediata de o país ter acesso a financiamento imediato. Bruxelas opõe-se por defender solução conjunta com a União Europeia.

Portugal enfrenta dois períodos críticos para o pagamento da dívida, primeiro já em Abril e depois em Junho, quando o novo Governo não nem deverá estar formado. Dado o calendário apertado, dois conselheiros de Estado, Vítor Bento e Bagão Félix, propuseram esta hipótese, adiantou o “Expresso”, segundo o qual um conselheiro de Estado adiantou que “tal solução é possível, desde que haja consenso e a ideia seja aceite e desejada pelos portugueses”. E adiantou: “Faz sentido, do ponto de vista técnico e financeiro”.

Depois desta ajuda de emergência, o novo Governo poderia então pedir apoio ao Fundo de Estabilização Financeira da União Europeia. O PSD mostrou-se disponível para adoptar esta solução, e no CDS um grupo de três deputados estará também a avaliar a questão, adiantou o “Expresso”. Uma fonte da União Europeia adiantou ao semanário que considera a hipótese “incongruente” dado existirem mecanismos de apoio na UE.

MRA Alliance/Público

Cavaco Silva reeleito Presidente da República com abstenção recorde

segunda-feira, janeiro 24th, 2011

Cavaco Silva durante a campanha eleitoralCavaco Silva foi reeleito para um novo mandato em Belém, com mais de 52% dos sufrágios mas com menos meio milhão de votos face às eleições de 2006. A percentagem de abstenção foi a mais elevada de sempre, com 53,37%. “Saúdo os que decidiram dar-me a confiança do seu voto. Ganhei em todos os distritos de Portugal, incluindo as regiões autónomas. Os portugueses disseram com clareza quem queriam para presidente”, disse o Presidente da República reeleito após a vitória à primeira volta.

Manuel Alegre é o segundo da tabela destas eleições, com 19,75% dos votos, mas menos 300 mil sufrágios do que em 2006. Na declaração, Alegre disse que “o apoio dos partidos não falhou” e desejou um bom mandato a Cavaco. “Já ganhei com o Partido Socialista, não foi o Partido Socialista que perdeu. Fui eu que perdi porque não consegui os objectivos. Não era candidato do governo. Isto não tinha graça se estivéssemos todos de acordo. No PS há liberdade. A força da esquerda é também a sua diversidade”, disse.

Fernando Nobre sai “orgulhoso” destas eleições. O candidato diz que a sua candidatura é a “grande vitoriosa” destas presidenciais com 14,11% dos votos colocados nas urnas por quase 594 mil eleitores. “Independentemente do que se diga amanhã, mais uma vez, os opinadores encartados que tudo sabem mas que não têm a coragem de se erguer para demonstrar o que eles sabem sobre o povo português, esta candidatura foi a grande candidatura vitoriosa desta noite, isto ninguém nos pode tirar”, disse sempre interrompido por fortes aplausos.

Francisco Lopes, o candidato apoiado pelo PCP, ficou em quarto lugar com 7,15% dos votos. Na reacção aos resultados das projecções o candidato disse que “cada voto pesará na acção para abrir um caminho novo para Portugal” e que a sua candidatura colocou aos portugueses ” a necessidade da ruptura e mudança face às políticas que conduziram o país para um atoleiro”.

José Manuel Coelho, com 4,5% dos votos, foi o quinto da tabela e a grande surpresa eleitoral. Coelho foi o segundo mais votado no arquipélago com 38,52%, a seguir ao presidente reeleito que obteve 44,25% dos sufrágios. O candidato disse que Cavaco recebeu um “cartão vermelho” e agradeceu os votos que teve no Funchal ganhou a Cavaco Silva. “Agradeço a votação expressiva no Continente, onde tive 4,5 por cento. É um resultado extraordinário, atendendo a que a candidatura foi marginalizada nos debates televisivos. (…) Gostaria de ter debatido os casos do BPN e Quinta da Coelha e a situação anti-democrática da Madeira onde temos um tiranete que fecha a assembleia quando quer”, disse.

Por último, Defensor Moura, socialista e ex-presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, obteve 1,57% dos votos.

MRA Alliance/Agências

Presidenciais: Cavaco Silva recandidata-se com autoelogio

quarta-feira, outubro 27th, 2010

Cavaco SilvaSete páginas, 25 minutos de discurso e um aviso, em jeito de recado e promessa: se for reeleito Presidente da República, Cavaco Silva exercerá uma “magistratura activa”, expressão que, ao longo da campanha eleitoral, poderá substituir a recorrente “magistratura de influência”.

Ao princípio da noite, na apresentação da sua recandidatura, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Cavaco aludiu apenas uma vez a esta “magistratura activa”. Fê-lo na sequência da enumeração das características que, em seu entender, devem ser apanágio dos chefes de Estado (conhecimento, experiência, rectidão, serenidade, realismo, bom senso): “Sendo certo que ao Presidente não cabe governar ou legislar, não deve, contudo, deixar de exercer uma magistratura activa que favoreça a modernização da sociedade e o crescimento da economia, a criação de emprego, melhores condições para os jovens, que favoreça o combate à precariedade do trabalho e à pobreza e a preservação da coesão nacional.”

Em  reacção ao anúncio da recandidatura do Presidente da República, o líder parlamentar do BE, José Manuel Pureza, criticou o “autoelogio absolutamente inqualificável” do candidato e ironicamente, questionou, “o que é feito do país com os conselhos de Cavaco Silva?”. Confrontado com o facto de Cavaco Silva ter anunciado uma campanha sem despesas, prescindindo de cartazes, o deputado bloquista afirmou que “são opções que ficam bem”, embora apontando que, nas últimas eleições presidenciais, a campanha do atual Chefe de Estado foi a que “mais gastou”.

O candidato presidencial Francisco Lopes entende que o anúncio da recandidatura feito por Cavaco Silva  não traz qualquer novidade e que representa tudo o que o país não necessita. “Cavaco Silva foi primeiro-ministro e é Presidente da crise, da injustiça social e do declínio do país. O candidato Cavaco Silva significa apenas a continuidade e agravamento dos problemas sociais”, acrescentou o candidato apoiado pelo PCP.

Por sua vez, o candidato Fernando Nobre considerou que Cavaco Silva evocou as mesmas razões para se recandidatar a Presidente da República que as usadas há cinco anos quando se candidatou ao cargo. “O povo português sabe, passados cinco anos, ao ponto a que chegámos e pergunto-me onde estaremos daqui a cinco anos”, acrescentou este candidato.

Quanto a  Defensor Moura considerou que o anúncio feito por Cavaco Silva não trouxe qualquer novidade e que existiu  uma “pompa exagerada para as novidades que podiam ser esperadas”. “Cavaco Silva voltou a repetir os seus propósitos, anunciando a afirmando a sua isenção e coerência. Sobre isso falaremos durante a campanha eleitoral”, afirmou este candidato.

“Não novidade na recandidatura”, afirmou Manuel Alegre antecipando-se ao anuncio feito hoje por Cavaco Silva no Centro Cultural de Belém. “No discurso também não” há novidade, acrescentou. “A principal novidade é que ele tem os mesmos apoios de há cinco anos, desta vez eu tenho mais”, frisou Alegre na inauguração da sede da sua candidatura no Funchal. Alegre sublinhou que Cavaco Silva “é o candidato do PSD e do CDS, apoiado não só pela direita política mais também pela direita económica”.

MRA Alliance/Agências

Portugal: Cavaco força Orçamento de salvação nacional para combater a crise

terça-feira, setembro 28th, 2010

Cavaco SilvaCavaco Silva coloca-se hoje no olho do furacão, a quatro meses das eleições presidenciais, perante a ameaça do País poder mergulhar numa crise política com a demissão do Governo, sem a possibilidade de serem convocadas eleições e sem Orçamento do Estado até Novembro de 2011.

O Presidente recebe a partir das 10 horas de hoje e até ao final da manhã de amanhã os partidos políticos em audições de uma hora mas já ontem, numa visita a Ílhavo, deixou um caderno de encargos. Confia no “sentido de responsabilidade dos dirigentes políticos”, promete contribuir “de forma mais explícita” para que Portugal não caia numa crise política” que “teria um efeito muito negativo nos mercados” e pede aos dirigentes partidários “contenção” nos discursos.

Cavaco explicou que não tem “estado parado”, “há coisas que se fazem de forma discreta”, daí que só agora tenha decidido saltar para a primeira linha da discussão política. Um dado sobressai: Cavaco não subscreve a ideia de que o País pode dar-se ao luxo de enfrentar uma crise política por incapacidade negocial dos principais partidos.

Governo e PSD continuam a esgrimir um braço-de-ferro sem fim à vista em torno do aumento de impostos em 2011.

MRA Alliance/Diário Económico

Presidente da República quer repartição de sacrifícios

quinta-feira, junho 10th, 2010

cavaco_10junho.jpgPortugal encontra-se a braços com “uma situação insustentável” que impõe uma “especial responsabilidade” aos actores da política no estabelecimento de um “contrato de coesão nacional”, defendeu esta quinta-feira, em Faro, o Presidente da República. Na sessão solene em que condecorou 37 personalidades e instituições, Cavaco Silva disse também que os sacrifícios “têm de ser repartidos de forma equitativa e justa”.

O quadro de crise económica e orçamental foi a nota dominante na segunda intervenção de Cavaco Silva no Dia de Portugal. Na esteira de um discurso dedicado ao papel das Forças Armadas para a valorização do país, o Chefe de Estado cunhou a sessão solene de Faro com um novo alerta para uma “situação insustentável” que convoca os portugueses a abraçarem um “contrato de coesão nacional”.

“Como avisei na altura devida, chegámos a uma situação insustentável. Pela frente, temos grandes trabalhos, enormes tarefas, inevitáveis sacrifícios”, desfiou o Presidente da República, para logo contrapor que “não foi com desalento que se construiu Portugal”. É tempo, propugnou Cavaco Silva, de “fazer um esforço suplementar para concertar posições e gerar consensos”.

“Não se podem pedir sacrifícios sem se explicar a sua razão de ser, que finalidades e objectivos se perseguem, que destino irá ser dado ao produto daquilo de que abrimos mão. Quanto mais se exigir do povo, mais o povo exigirá dos que o governam”, salientou Cavaco Silva, insistindo na ideia de que a “coesão nacional exige que a sociedade se reveja no rumo da acção política”.

Em declarações à RTP, após a entrega das condecorações, o primeiro-ministro disse ter ouvido no discurso de Cavaco Silva uma “nota da importância que tem a unidade de todos os portugueses para fazer face às dificuldades que Portugal enfrenta e que todo o Mundo enfrenta”.

“Julgo que foi um discurso muito apropriado, em particular o aspecto em que o Presidente da República apelou a um entendimento social, a uma concertação social entre empregadores e trabalhadores com vista a podermos responder melhor aos nossos problemas. Acho que isso é o valor que mais deve ser sublinhado no momento em que comemoramos o Dia de Portugal. É o valor da unidade”, reagiu José Sócrates.

MRA Alliance/RTP

PS apoia a candidatura presidencial de Manuel Alegre

segunda-feira, maio 31st, 2010

“Não é só um apoio formal. Eu quero também que Manuel Alegre ganhe”, declarou Sócrates no final da reunião da Comissão Nacional do PS, hoje, em Lisboa. O líder do partido do governo clarificou a questão de eventuais processos disciplinares contra militantes que não apoiem a candidatura aprovada.

José Sócrates recordou que os militantes socialistas que apoiaram Alegre – contra a posição oficial do PS, que apoiava Mário Soares – não foram alvo de qualquer processo disciplinar nas presidenciais de 2006.

A ex-deputada socialista Marta Rebelo confirmou à agência Lusa que chegou a ser vaiada por dezenas de outros dirigentes do partido após afirmar que não iria votar em Alegre nas próximas presidenciais.

MRA Alliance/Agências

Reeleição de Cavaco pode estar ameaçada pela Direita

sábado, maio 29th, 2010

Um novo candidato à direita nas próximas eleições presidenciais pode levar a uma segunda volta e colocar em perigo a reeleição de Cavaco Silva, diz Bagão Félix, ex-ministro das Finanças de um governo de coligação PSD-CDS. “No actual contexto, mesmo com algum desconforto que admito que algumas pessoas possam sentir, temos de ter consciência que uma candidatura na mesma área pode – pelo menos há alguma previsibilidade nesse sentido – originar uma segunda volta e numa segunda volta tudo é possível”, afirmou Bagão Félix à agência Lusa.

“Além de provavelmente não ter condições para ganhar (…) poderia ter sempre o ónus que recairia sobre essa candidatura de poder fazer perigar a vitória do actual Presidente da República e isso parece-me negativo”, acrescentou.

A imprensa de hoje diz que a direita anda à procura de uma alternativa a Cavaco Silva e que Bagão Félix foi sondado para ser candidato nas próximas presidenciais.

MRA Alliance/DE