Archive for the ‘Política Monetária’ Category

BCE: Constâncio apoia criação de Ministério das Finanças Europeu defendida por Trichet

quinta-feira, junho 2nd, 2011

O vice-presidente do BCE, o português Vítor Constâncio, concorda com Trichet sobre a criação de um Ministério das Finanças Europeu.

Jean-Claude Trichet sugeriu a criação de um Ministério das Finanças Europeu, que “teria responsabilidades directas em pelo menos três domínios” e “não teria necessariamente” que gerir “um orçamento federal”.

O presidente do BCE explicou ainda que esse Ministério das Finanças Europeu teria de “vigiar as políticas orçamental e de competitividade” dos Estados-Membros do euro, intervir directamente em países desequilibrados e seria ainda dotado de poderes relacionados com o sistema financeiro.

A ideia da criação de um de Ministério das Finanças Europeu foi apoiada por Vítor Constâncio, o número dois do BCE.

Sobre a Grécia, Constâncio afirmou que o BCE não se opõe à participação do sector privado num novo acordo para ajudar Atenas, mas reiterou que a instituição está contra uma reestruturação completa da dívida helénica.

MRA Alliance/DE

Fed: Mais estímulos monetários na calha, admite Bernanke

sexta-feira, outubro 15th, 2010

alívio quantitativo ou quantitative easing...O presidente da Reserva Federal do EUA, Ben Bernanke, afirmou esta sexta-feira que poderão ser implementadas novas medidas de estímulo monetário, tendo em conta que a inflação continua em níveis baixos e as taxas de desemprego demasiado elevadas. Mas o responsável continua, no entanto, sem se comprometer com o anúncio de uma nova vaga de medidas de alívio quantitativo na próxima reunião da Fed.

“Poderemos estar num situação em que é recomendável uma actuação adicional”, afirmou Bernanke, não especificando as estratégias que a Fed pode aplicar ou quando o pretende fazer. “O crescimento económico geral tem evoluído a um ritmo menos vigoroso do que aquilo que gostaríamos”, pode ler-se no texto que Bernanke vai ler numa conferência em Boston.

O Comité de Operações no Mercado Aberto (FOMC, na sigla original), a comissão da Reserva Federal que define a política monetária, “está preparado para implementar novas medidas acomodatícias caso isso seja necessário para a recuperação económica e para que a inflação regresse a níveis consistentes com o nosso objectivo”, disse Bernanke, admitindo que “o risco de deflação é mais elevado do que o desejável.

O mercado antecipa que a Fed anuncie uma segunda vaga de expansão monetária (um mecanismo conhecido como “alívio quantitativo”) na próxima reunião do FOMC, agendada para 2 e 3 de Novembro.

MRA Alliance/JdN

Recessão nacional não se deve a falta de crédito, diz Constâncio

quarta-feira, maio 27th, 2009

A economia portuguesa não está em recessão por quaisquer restrições de crédito disse hoje o governador do Banco de Portugal (BdP), Vítor Constâncio, durante uma audição na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República.

O governador do banco central previu um crescimento do crédito “entre quatro e cinco por cento”, durante 2009 – bem acima da variação nominal do PIB. “O crédito [em Portugal] continua a crescer acima dos outros países”, ressalvou.

A actividade bancária no país encolheu pela primeira vez em muitos anos e “a tendência deve manter-se – porque o crédito em incumprimento está a subir” – bem como os “custos com imparidades”, acrescentou Constâncio. O governador justificou o aumento das margens dos bancos – spreads – com o aumento do risco de crédito

Quanto à redução de salários no país, o líder do BdP considerou não existirem  “razões para as propostas feitas por alguns economistas” naquele sentido, tendo destacado entre elas o diferencial de inflação e os custos unitários do trabalho.

MRA Alliance/Agências

Moeda global ainda não é opção para financeiros globalistas

terça-feira, março 24th, 2009

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), Timothy Geithner, e o presidente da Reserva Federal (Fed), Ben Bernanke, recusaram hoje a sugestão de alguns líderes das economias emergentes para que uma nova moeda mundial ponha termo à hegemonia do dólar como reserva cambial do planeta, segundo um relato da agência Reuters.

Geithner e Bernanke disseram “não” à proposta sugerida ontem por financeiros russos e chineses para a criação de uma nova reserva cambial global. Os primeiros revelaram ser sua intenção apresentar uma proposta concreta na reunião do G20 agendada para breve.

O Governador do banco central chinês, Zhou Xiaochuan, num comunicado divulgado ontem no ‘site’ oficial da instituição, criticou “as debilidades inerentes do actual sistema monetário internacional” e defendeu a necessidade de uma divisa global de reserva “desligada das nações individuais, dos jogos de interesses e capaz de se manter estável no longo prazo.”

Grande parte das reservas de câmbio chinesas é composta por dólares norte-americanos. A criação “de uma nova moeda de reserva amplamente aceite poderá levar tempo”, sublinhou Zhou Xiaochuan mas adiantou que os Direitos de Saque Especiais (DSE) – Special Drawing Rights (SDR) – podem ser a “moeda de reserva supra-soberana”.

O valor dos DSE é calculado com base em um cabaz de moedas, criado em 1969, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para completar as reservas dos 185 países-membros, quando a oferta de ouro e de dólares já era insuficiente nos mercados monetários mundiais.

Zhou sugeriu que a unidade de troca do FMI, baseada no valor do dólar, euro, iéne e libra esterlina, passe a ser calculada em função do valor das divisas de outras “economias importantes”.

A tese reflecte a opinião do governo de Pequim. O economista Yi Xianrong, do Instituto de Economia e Finanças da Academia Chinesa das Ciências Sociais, num artigo publicado recentemente no diário governamental “China Daily”, defendeu que “as necessárias reformas deverão dar e aumentar a adequada representação das economias emergentes e em desenvolvimento”. 

 

MRA Alliance/Agências

FMI diz que Portugal produz pouco, gasta demais e adverte para riscos no sector bancário

sexta-feira, julho 18th, 2008

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou ontem novas previsões: a economia portuguesa vai crescer menos em 2009. O impacto no crescimento vai agravar-se do lado do consumo e do investimento, avisou o Fundo, enfatizando que Portugal vive “acima das suas possibilidades” com as famílias e as empresas cronicamente dependentes do crédito externo. As projecções contrariam os cálculos mais optimistas do Banco de Portugal e do governo Sócrates. Os analistas do FMI prevêm agora, para 2008, um crescimento de 1,3% e de apenas 1% no próximo ano. Se o prognóstico do FMI estiver correcto Portugal manter-se-á como o segundo país que menos cresce na zona euro prolongando a divergência real até 2010. O efeito da recessão em Espanha, que terá crescimento nulo ou negativo nos próximos três anos, poderá ser devastador face ao peso espanhol nas exportações nacionais e como fonte de Investimento Directo Estrangeiro (IDE). Na passada terça-feira, o Banco de Portugal insistiu que, apesar da crise mundial em curso, a economia lusa conseguirá resistir aos choques externos (menos exportações, juros mais altos, petróleo mais caro e apreciação do euro), e crescer 1,2% em 2008 e 1,3% em 2009. Vítor Constâncio, o governador do banco central, defendeu que a infecção do crescimento português vem do exterior, elogiando a ajuda dada pelas reformas. O FMI, embora também elogie as reformas, contrapõe que “os problemas fundamentais que restringem a economia portuguesa são internos”: elevados défices das contas públicas, balança de pagamentos, endividamento das famílias, das empresas e do Estado num quadro crónico de baixa competitividade e produtividade. Os riscos para o cenário ontem apresentado serão agravados com um eventual maior aperto do crédito face à crise global. Sobre o sector bancário, o FMI alertou para a relação entre capitais próprios e alheios. Se for inferior a 7% os bancos lusitanos enfrentam riscos de insolvência, ameaçando a estabilidade de todo o sistema financeiro. Recorde-se que, em Maio, o presidente-executivo do Abbey National Bank, António Horta Osório, admitiu que Portugal será um dos países mais afectados pela crise do crédito devido ao impacto negativo nas exportações, à contaminação da implosão da bolha imobiliária espanhola, do alto endividamento interno e externo e da “crescente deterioriação do sector bancário” português. MRA/Agências

China: Especialistas confiantes que economia resistirá à crise mundial

sexta-feira, maio 9th, 2008

O arrefecimento global da economia não vai afectar a China, pois o crescimento passará de 10,6% para 10,8%, no segundo trimestre de 2008, apesar da desaceleração e das pressões inflacionistas, informou o Centro de Informação do Estado. O «think tank», especializado na antecipação das tendências que influenciarão o desenvolvimento do país, informou que nos primeiros três meses do ano a inflação baixou de 8% para 7.5%. Porém, o Índice de Preços do Produtor (IPP) manter-se-á elevado (8,1%) no período Abril-Junho.

Num artigo publicado no Jornal de Valores Mobiliários da China (中国 安全 日记) Qing Wang, economista do banco Morgan Stanley, disse que “após o primeiro trimestre, o cenário macroeconómico da China tornou-se mais claro: vamos ter uma aterragem suave.” Neste trimestre, o banco Lehman Brothers concorda que o PIB crescerá 10.8% com uma taxa de inflação média de 7.8%. Os economistas prevêem a adopção de mais medidas restrictivas. O rácio das reservas para os bancos deverá subir para os 17% e o yuan deverá cotar-se a 6.3 face ao dólar americano, segundo Grace Ng do banco JPMorgan China. Em Março, os preços no consumidor subiram 8.3%. O «think tank» da Comissão da Reforma e Desenvolvimento Nacional está optimista quanto ao crescimento do investimento directo fixo recuperará no segundo trimestre após a contracção provocada pelos nevões de Janeiro e Fevereiro, os piores desde há 50 anos. O controlo da inflação será a principal prioridade das políticas públicas. O Centro de Informação do Estado prevê que a procura externa diminua, num clima de apreciação do yuan, com efeitos negativos nas exportações durante este trimestre. O crescimento das vendas para o exterior cairá dos actuais 21.4% para os 20%. MRA Dep. Data Mining

Macroecomia e estabilidade cambial na África lusófona

quinta-feira, maio 1st, 2008

Os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) que têm as suas moedas indexadas a divisas têm mercados cambiais mais estáveis e melhor relação de risco-retorno para investidores e Moçambique, com uma flutuação gerida, consegue resultados aproximados. A conclusão consta do estudo “Pressão nos Mercados Cambiais dos Países Africanos Lusófonos”, recentemente apresentada pelos investigadores universitários portugueses, entre os quais Braga de Macedo, ex-ministro das Finanças de Portugal. A análise econométrica identifica Moçambique como a “excepção à regra” de que a indexação a uma divisa – o euro, no caso de Cabo Verde e Guiné-Bissau – se traduz em maior estabilidade dos mercados cambiais e maior atractividade para os investidores. A análise permite concluir que “a relação risco-retorno é muito mais favorável para os investidores quando existem indexações cambiais, dado que o aumento de volatilidade é menor para o mesmo nível de retorno”.

Segundo as últimas projecções do FMI, o metical moçambicano tem vindo também a apreciar-se, cerca de um terço relativamente ao ano base de 2000, enquanto Cabo Verde, Guiné e São Tomé registam uma situação de relativa estabilidade. Muito acima da média dos países produtores de petróleo, Angola apresenta das maiores valorizações cambiais reais no continente africano, tendo mais do que duplicado o valor do kwanza desde o ano base. Angola e São Tomé e Príncipe têm flutuações geridas sem trajectória de taxa de câmbio pré-determinada; Moçambique também, mas de acordo com políticas do FMI. O pequeno arquipélago há muito que hesita relativamente ao futuro da sua moeda, a dobra, colocando-se como cenários uma indexação ao euro, ao dólar, ou ao franco CFA. Cabo Verde e Guiné-Bissau têm ambos as suas moedas indexadas ao euro, com limitações no caso deste país, membro da União Económica e Monetária da África Ocidental. “A nossa principal conclusão é que os países PALOP com indexações cambiais claramente têm uma volatilidade menor quando comparados com aqueles que têm fluxos geridos”, sublinham os investigadores. MRA/Agências

Bancos chineses obrigados a ter reservas mínimas de 15,50%

quarta-feira, março 19th, 2008

Banco Central da ChinaO Banco Central da China (People’s Bank of China/PBOC) aumentou em 50 pontos o rácio das reservas afectas aos depósitos bancários passando de 15% para 15,5%, um montante historicamente alto no sistema bancário do país. A medida foi justificada pela autoridade reguladora do sistema bancário chinês pela necessidade de reforçar a liquidez do sector e dar um sinal às instituições financeiras de que devem encarecer os empréstimos para “níveis adequados”, noticiou o diário China Daily. A medida foi tomada no mesmo dia em que o primeiro-ministro Wen Jiabao, durante uma conferência de imprensa, comunicou ao mercado que o governo estabeleceu como prioridade o combate à inflação às flutuações dos preços de bens e serviços. “As actuais subidas de preços e o aumento das pressões inflacionistas são a principal preocupação do povo”, disse Wen. Recorde-se que, desde o segundo semestre de 2007, o PBOC aumentou 12 vezes os rácios reservas/depósitos, e 6 vezes as taxas de juro.