Archive for the ‘Petróleo’ Category

OPEP decide manter a quota de produção de petróleo

sexta-feira, fevereiro 1st, 2008

petrodólares e o preço do crudeA OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) manteve nesta sexta-feira sua cota diária de produção inalterada, em 29,67 milhões de barris por dia. O cartel petrolífero ignorou os pedidos das nações consumidoras, em particular dos EUA, para aumentar a produção, a fim de que o abaixamento dos preços pudesse melhorar a conjuntura e a controlar a inflação. A conferência, foi marcada em Dezembro, após o preço do barril ter atingido o patamar de USD 100/barril. Com a recente redução do preço, no entanto, as atenções voltaram-se para a possibilidade de a economia dos EUA sofrer uma desaceleração acentuada. Se tal acontecer, tal como se prevê, a procura mundial será menor, fazendo cair os preços do crude. O barril está hoje no patamar dos US$ 90.

O ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali bin Ibrahim al Naimi, já tinha afirmado que “os fundamentos do mercado estão saudáveis”, e adiantou ao jornal saudita “Al Hayat” que a OPEP manteria sem mudanças a sua actual produção. “Estamos mais preocupados com a crise econômica [nos EUA] e (…) com suas ramificações e impacto sobre a economia mundial”, disse o presidente da Opep, Chakib Khelil, reirando que os mercados mundiais não correm risco de escassez de oferta. “O mundo não precisa se preocupar com falta de petróleo.” (pvc/agências)

Reservas petrolíferas dos EUA sobem pela 1ª vez em 9 semanas

quarta-feira, janeiro 16th, 2008

Ligeira queda da cotação do crude na bolsa NymexAs reservas petrolíferas dos Estados Unidos registaram uma subida de 4,3 milhões de barris, o primeiro incremento em nove semanas, anunciou esta quarta-feira o Departamento de Energia norte-americano. Deste modo, às 16h00 (Lisboa) os contratos de Fevereiro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) negociavam-se no mercado NYMEX de Nova Iorque a USD 89,82 (- USD 2,02 dólares). Os dados surpreenderam os analistas, que antecipavam uma queda de 300 mil barris. As reservas de gasolina aumentaram em 2,2 milhões de barris, ligeiramente abaixo dos 2,4 milhões esperados pelo mercado. As reservas de produtos destilados registaram um aumento de 1,1 milhões de barris, excedendo as previsões em 100 mil barris. (pvc/agências)

Opções de petróleo a USD 200,- decuplicam na expectativa de subida dos preços

quarta-feira, janeiro 9th, 2008

Colapso económico com o petróleo a USD 200/BarrilA aposta especulativa actualmente com a maior taxa de crescimento é a de que o preço do barril de crude atingirá os USD 200,- no final do ano. Os contratos de opções para a compra de crude a 200 dólares/barril na bolsa de mercadorias de Nova Iorque – New York Mercantile Exchange/Nymex -aumentar 1000% nos últimos dois meses totalizando 5 533 posições, um aumento recorde para qualquer período similar. Este tipo de contratos, a forma mais barata de especular nos mercados de energia, subiram 36% desde Dezembro. Os futuros de petróleo bruto atingiram o valor recorde de USD 100.09 no dia 3 de Janeiro. Analistas da Merrill Lynch & Co. e da UBS AG sustentam que o arrefecimento da economia americana provocará a maior descida dos preços desde 2001. Em contrapartida, as opções mostram que alguns investidores e operadores neste mercado apostam na subida do petróleo pelo sétimo ano consecutivo. A Agência Internacional de Energia (AIE) dá-lhes razão ao prever que a procura, em 2008, crescerá cerca de 2,5%.

(pvc/MRA Dep. Data Mining)

Petróleo encerrou acima dos 99 dólares em Nova Iorque

quinta-feira, janeiro 3rd, 2008

Crude responde com forte subida à queda do dólarDepois de tocar pela segunda vez nos 100 dólares no mercado novaiorquino, hoje o preço do barril de crude fechou a sessão acima dos 99 dólares. O ligeiro recuo deveu-se ao anúncio da redução das reservas petrolíferas nos Estados Unidos pela sétima semana consecutiva. Desta forma, a aliviar dos valores mais altos de sempre, o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Fevereiro encerrou no ICE de Londres a desvalorizar 28 cêntimos para os 97,49 dólares. Também o contrato de futuros do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) fechou no NYMEX de Nova Iorque a perder 44 cêntimos, fixando-se nos 99,18 dólares.

O Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos anunciou que as reservas de petróleo da maior economia do mundo registaram na semana passada uma queda superior à esperada pelos analistas, em 4 milhões de barris, contra os 1,7 milhões previstos pelos analistas. Fonte: Diário Económico

Petróleo já forçou a barreira psicológica dos 100 dólares/barril

quinta-feira, janeiro 3rd, 2008

Preço do petróleo promete arruinar as previsões de crescimento e da inflaçãoA cotação do barril de petróleo atingiu, hoje, em Nova Iorque, os 100 dólares (67,87 euros). Este novo recorde, «com uma subida de quatro dólares», deve-se ao aumento da instabilidade política na Argélia e na Nigéria, à depreciação do dólar, bem como ao reforço de aquisições habitual no início do ano. Fonte: SIC

Brasil desafia lideranças regionais usando charme e toneladas de dólares

sexta-feira, dezembro 14th, 2007

Quem vai ter mais influência na Bolívia? Chávez ou Lula? Morales terá escolha?O Brasil investe charme e somas multimilionárias numa forte ofensiva diplomática em curso no Cone Sul para tentar resolver conflitos de interesses, mal-entendidos e delicados problemas bilaterais, como os relacionados com a cocaína e as migrações, mas sobretudo com os equilíbrios dos vários poderes sul-americanos.

O governo brasileiro quer convencer a Bolívia, a abandonar as actuais políticas de cultura de coca, para “fins alternativos” ao seu uso como narcótico e que La Paz dê sinais mais convincentes que quer, de facto, cooperar no combate aos preniciosos efeitos das narco-economias na estabilidade da região. Por outro lado pretende reciprocidade na legalização de emigração clandestina. Brasília cumpriu os acordos bilaterais e regularizou a permanência de 38 mil bolivianos no país. Outros tantos brasileiros que se encontram na Bolívia em idêntica situação, ainda esperam, e desesperam. Estes são dois dos temas em agenda na visita que o presidente Lula da Silva faz este fim-de-semana à Bolívia. Mas, no concreto, valores mais altos se levantam…

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Israel: Controlo de Darfur, petróleo e urânio são os alvos prioritários, não a “crise humanitária”

domingo, novembro 25th, 2007

Darfour - O macabro jogo dos interesses judaico-cristãos

O ex-chefe do Estado maior de Israel, General Hayem Laskoff, revelou que Telavive segue uma política externa relativamente a África em que o papel do Estado judaico só emerge após a eclosão de conflitos em zonas estratégicas, especialmente depois da descoberta de novos recursos naturais como o petróleo e o urânio. “O sucesso de Israel no aprofundamento das suas relações com Estados africanos – em particular com os fronteiros aos países árabes a sul do Grande Sahara – dar-nos-á vantagens estratégicas importantes, para reduzirmos as nossas vulnerabilidades – o bando de estados árabes que nos rodeia – e os surpreendermos em zonas que eles não esperam”, disse Laskoff, citado por membros de uma rede global de tradutores para promoção da diversidade linguística.

Os autores do texto consideram que o “Sudão pode ser um dos pilares desta estratégia” onde, há meio século, Telavive tenta estabelecer uma plataforma estratégica com particular ênfase “na província sudanesa de Darfur.”

Darfur tem uma importância estratégica fulcral na agenda israelo-americana. A localização geográfica, adjacente a abundantes e inexploradas reservas de petróleo no sub-solo da província sudanesa de Bahr al-Gazal, e em vários países africanos do Chade aos Camarões.

O controlo daqueles recursos energéticos para além de aumentar a segurança energética dos dois aliados geopolíticos globais, permite a extracção e distribuição de petróleo a preços muito baratos por se encontrar a muito pouca profundidade. O Sudão (Darfur) e os estados vizinhos estão acantonados sobre jazidas multimilionárias cuja exploração tem sido impossível devido aos sangrentos conflitos étnicos e religiosos fomentados e financiados por potências ocidentais e respectivas multinacionais, sobretudo desde os anos 80, quando já era conhecido que o ciclo da excassez de petróleo barato, iria acontecer no início do século XXI.

Darfur, por outro lado, detém jazidas de urânio consideradas por especialistas e geólogos como das mais abundantes e ricas do mundo. Esta é a verdadeira razão por detrás da “crise humanitária” que assola a região disputada por tribos rivais financiadas por interesses financeiros, industriais e militares sedeados em Wall Street, City de Londres e Telavive. (pvc/MRA Dep. Data Mining)

Petróleo atinge nova cotação histórica acima dos USD 97,00

sexta-feira, novembro 23rd, 2007

Continua o sprint para os USD 100/BarrilO preço do petróleo segue a negociar em alta nos mercados internacionais. O novo mínimo histórico do dólar face ao euro e a procura nos mercados emergentes como a China, fez aumentar os receios dos investidores de que a oferta de petróleo seja insuficiente para satisfazer as necessidades.Em Nova Iorque, o crude de entrega para Dezembro subiu ontem 66 cêntimos fechando contratos a 97,27 dólares por barril. Em Londres, o Brent de entrega para Dezembro já avançou esta manhã 26 cêntimos para os 94,76 dólares por barril. Fonte: Agência Financeira

Chávez salvador da OPEP e acelerador dos USD 100/barril? Humildemente, ele confirma…

quinta-feira, novembro 22nd, 2007

Hugo Chávez - Presidente da VenezuelaO presidente da Venezuela, Hugo Chávez,regressou hoje ao país após uma série de visitas oficiais à Arábia Saudita, Irão, França, Portugal e Cuba, autoproclamando-se como “salvador da OPEP” e o artífice do “petróleo a quase 100 dólares”, segundo informa a Agência France Presse, da sua delegação em Caracas. “Há dez anos ninguém respeitava a Venezuela porque era uma colónia do império estadunidense, acentuou Chávez, alcandorado num palanque junto à sede presidencial, o Palácio de Miraflores. O líder venezuelano, que falou de improviso, perante uma audiência maioritariamente constituída por estudantes, lembrou que “quando a revolução bolivariana chegou ao poder [1999] o petróleo estava a 7 dólares (…) E quando eu entreguei [a presidência da OPEP] estava a quase 100 dólares“.

No passado fim-de-semana, o presidente venezuelano participou, em Riade, Arábia saudita, na III Cimeira dos 13 Chefes de Estado e de Governo membros da OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Porém, não conseguiu convencer os seus pares a transformar a organização num actor de primeiro plano na geopolítica global e a usar o petróleo como “arma política”.

“Se não fosse pela Venezuela, hoje a Opep estaria liquidada, porque este era o objetivo do império norte-americano. Salvamos a Opep e a entregamos fortalecida. Este foi o papel da Venezuela”, disse poucos minutos depois de ter aterrado em Caracas. (pvc/AFP)

“Declaração de Riad” encerra cimeira da OPEP com petrodólar em crise aguda

segunda-feira, novembro 19th, 2007

Foto da Família OPEP em Riade - Chávez e Ahmadinejad destacam-se pela afectividade

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) encerrou ontem, em Riad, a III Cimeira de Chefes de Estado e Governo com a aprovação de uma estratégia política conjunta de longo prazo. No entanto foram claras as divergências entre os membros “moderados” e os “não alinhados/adversários” dos Estados Unidos, e dos seus aliados político-militares. Numa única coisa todos concordaram. Acabou o petróleo barato. Para que atinja os preços históricos após o segundo “choque petrolífero” (1979-198o), corrigido o efeito inflação, o crude deve subir, nos próximos meses, mais uns dólares por barril.

O cartel petrolífero, após a entrada de Angola, no início de 2007, passou a contar, a partir de ontem, com 13 membros, na sequência da readmissão do Equador, após o seu afastamento, em 1992. Com estes e novos membros em fila de espera, o valor do crude a galgar para mais de USD 100,00/barril, a OPEP apresentou-se ao mundo fortalecida, apesar das evidentes fracturas estratégicas entre os 13 países.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, no discurso inaugural, no sábado, pediu a transformação da OPEP numa arma político-económica a ser usada sempre que quaisquer países-membros sejam ameaçados ou agredidos pelos “poderosos do mundo”. Com a ameaça, diplomaticamente recusada pelos países árabes do Golfo Pérsico, liderados pela Arábia Saudita, de os preços do crude poderem chegar aos USD 150/200 por barril se “os Estados Unidos invadirem ou atacarem o Irão”, o conclave dos hidrocarbonetos ainda procurou gerar os consensos possíveis.

Numa primeira reacção às agressivas propostas de Chávez, o monarca saudita Abdullah bin Abdul Aziz, não escondeu o seu desagrado com a sugestão e moderou os ímpetos do líder da “Revolução Bolivariana” recusando liminarmente que o cartel transforme o petróleo numa “arma de destruição.” Coube a Abdalla el-Badri, secretário-geral, o papel de refocar o debate nas futuras orientações estratégicas da organização. Os países exportadores de crude estão prontos para investir no aumento da respectiva capacidade de produção desde que, os países consumidores, executem políticas “fiáveis e transparentes” que permitam aumentar a oferta para prevenir eventuais desequilíbrios com a procura.

A OPEP controla cerca de 42% da produção mundial de petróleo. Com a inclusão de países como a Rússia, voltaria a recuperar o poder e a influência perdidos desde os anos 90. Porém, o texto da “Declaração de Riad” não conseguiu esconder as profundas divergências geopolíticas e económico-financeiras entre os cinco moderados – Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos, Koweit, Qatar e Iraque (militarmente ocupado pelos exércitos americano e britânico) – e os oito não alinhados ou hostis ao eixo anglo-americano e ocidental – Argélia, Angola, Equador, Indonésia, Irão, Líbia, Nigéria e Venezuela.

O ministro de Energia argelino, Chakib Khelil, citado pela agência espanhola EFE, enfatizou que a “Declaração de Riade” procura definir “a estratégia a longo prazo da organização” para estabilizar o mercado. “Esta é a primeira vez que uma declaração deste tipo, estabelece orientações claras para os ministros no futuro. Ou seja, a estabilidade do preço e do mercado são os assuntos mais importantes para nós”, destacou Khelil.

A erosão do valor do dólar e o seu efeito no mecanismo monetário global assente nos petrodólares – reservas monetárias dos países exportadores reféns do valor da greenback – foi o pomo da discórdia entre moderados e não alinhados. Enquanto os aliados dos EUA no Golfo não desejam, por enquanto, publicamente, dar um sinal aos mercados que vão abandonar o dólar, os independentes, liderados por Caracas e Teerão, têm uma estratégia oposta.

Mahmoud Ahmadinejad foi claro. “Eles [EUA] compram o nosso petróleo e, em troca, dão-nos bocados de papel sem nenhum valor. (…) “ Todos sabemos que o dólar americano não tem qualquer valor económico.” Na conferência de imprensa final, Hugo Chávez, voltou ao ataque. “Eu acho que (o dólar) vai continuar a cair. (…) A queda do dólar não é a queda do dólar, é a queda do império americano. É preciso que todos se preparem para isso”, sublinhou.

As contas dos adversários do dólar são assentes em factos difíceis de desmentir. Comparativamente a uma cesta cambial que contém as divisas mais estáveis e valorizadas do mundo, desde Janeiro, o valor do dólar caíu 16%, mas face ao euro desvalorizou-se 44% desde 2000, data da II Cimeira da OPEP, em Caracas, na Venezuela. Fontes governamentais iranianas citadas pelas agências internacionais, presentes em Riade, esclareceram que, este ano, o preço médio do barril de petróleo é de USD 63,00/barril. No mesmo período, em 2006, era de USD 61,00. Cotado em euros, em 2007, o preço do crude é mais baixo de que no ano passado. Em termos nocionais (valor teórico) os preços do petróleo iraniano são cotados em euros mas, na prática, Teerão recebe o respectivo contravalor em dólares, nas transacções comerciais.

 

Outra aparente alteração de estratégia do cartel, liderada pela Arábia Saudita, prende-se com a questão do combate ao aquecimento global e à diminuição de emissões de CO2 provocadas pelas energias fósseis. O rei Abdullah anunciou a crição de um fundo saudita, com uma capitalização inicial de 300 milhões de dólares para aquele fim. O ministro saudita do Petróleo, Ali Naimi, informou que o seu país vai investir “fortemente” na investigação e desenvolvimento de novas tecnologias para a captura e sequestro de carbono, a fim de reduzir o impacto negativo da poluição provocada pelo petróleo e seus derivados.

 

Tacticamente, o tema foi omitido na declaração final mas transpirou para o exterior que, numa reunião realizada na sexta-feira, o príncipe Saud Al-Faisal, chefe da diplomacia saudita, terá advertido para os perigos do “colapso” do dólar nos mercados mundiais, caso fosse explicitamente citado na declaração final.

 

Em vésperas de um inverno que os metereologistas prevêem “severo”, a possibilidade de a OPEP aumentar a oferta de crude para baixar os preços, como pediram os Estados Unidos e a Agência Internacional de Energia (AIE), para já, foi afastada. O tema será discutido na 145ª conferência ministerial da organização, no dia 5 de Dezembro, em Abu Dhabi. O petrodólar, pela sua delicadeza, está igualmente na agenda. Para ser tratado com pinças. É conveniente não esquecer que a maior parte dos activos e reservas sauditas estão “dolarizados”…

Os países do Golfo estudam a revalorização das suas moedas, após a cimeira da OPEP

domingo, novembro 18th, 2007

Petrodólar moribundo. Países do Golfo tentam o milagre…Os países do Golfo Pérsico, liderados pela Arábia Saudita e pelos Emiratos Árabes Unidos, poderão revalorizar as suas divisas, embora mantendo-as ainda ligadas ao dólar, revelou uma fonte anónima familiar com a política monetária saudita, citada pela agência Bloomberg. A apreciação, cujo valor foi mantido confidencial, poderá concretizar-se nas próximas quatro semanas, após os contactos mantidos pelo líderes da OPEP, reunidos no final desta semana, numa cimeira de chefes estado e de governo dos 13 países membros do cartel petrolífero.

A queda do dólar e apreciação do euro, cujos países são os maiores exportadores para os países da região, têm causado pressões inflacionistas difíceis de controlar sem o recurso a políticas monetárias adequadas. As taxas de inflação nos últimos meses, ameaçam a estabilidade monetária na região: Arábia Saudita (+4,9%), EAU (+ 9,3%), Qatar (+14,8%). Jens Nordvig, economista sénior responsável pelos mercados globais da Goldman Sachs Group, em Nova Iorque, em declarações à Bloomberg concordou que “faz sentido que eles [países do Golfo] tomem essa atitude. (…) Face ao crescimento das pressões inflacionistas, têm muito boas razões para decidirem a revalorização das suas divisas.”

Os chefes de estado dos seis países membros do Conselho de cooperação do Golfo reúnem-se, nos próximos dias 3-4 de Dezembro, no Qatar, no âmbito da reunião anual da organização, para abordarem questões relacionadas com a segurança regional e políticas monetárias. “É pouco provável que eles adoptem um sistema flexível”, sublinhou Nordvig que considerou um ajustamento da ordem dos “5-10% como algo que teria algum impacto sem ser excessivamente dramático”.

No dia 9/11, o dólar atingiu a mais baixa cotação da história face ao euro (USD 1.4752). Este valor representou uma queda de 10% desde o início do ano. Por outro lado, nos últimos 10 meses e meio desvalorizou-se crescentemente face a 15 das 16 divisas monitorizadas pela Bloomberg.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Príncipe Saud Al-Faisal opôs-se ao desejo do Irão e da Venezuela de ser incluída uma referência à depreciação do dólar no comunicado final da cimeira, argumentando não querer causar o “colapso” do dólar.

Petróleo a USD 200/barril foi a núvem negra que escureceu a cimeira da OPEP

domingo, novembro 18th, 2007

Chavez - OPEC - Ryad - 17/11/2007Os líderes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) na cimeira da organização em Riyad, Arábia Saudita, assistiram a alguns discursos inflamados sobre a possibilidade de o petróleo atingir os USD 200dólares/barril, designadamente o proferido, no sábado. pelo presidente da Venezuela Hugo Chavez. No seu estilo, Chavez apelou aos 13 países membros do cartel que assumam um protagonismo mais activo na geopolítica global e usem o petróleo como “arma diplomática”. Partiu do líder venezuelano a sibilina ameaça: “Se os Estados Unidos forem suficientemente loucos para atacar o Irão, ou agredir a Venezuela, o preço do barril de petróleo pode atingir os 150 ou até mesmo os 200 dólares.” O rei Abdullah da Arabia Saudita, na sua qualidade de aliado de Washinton no Golfo Pérsico, teve um discurso apaziguador frisando que “o petróleo é uma energia para construir e não um instrumento de conflito.”

Embora a conciliadora posição de Riyad e dos seus aliados do Golfo tenha prevalecido até agora na condução da estratégia pró-ocidental da OPEP, nos últimos anos acumularam-se os sinais de mudança. Os países moderados – Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos, Iraque (sob ocupação militar), Koweit e Qatar – têm sido ultrapassados pelos países não alinhados ou claramente hostis aos países/blocos ocidentais – Venezuela, Irão, Argélia, Indonésia, Líbia, Nigéria, Angola (2007) Equador (readmitido em 2007). Em breve serão admitidos o México (que alinhará com os moderados), a Bolívia, Sudão e Síria (que engrossarão o grupo anti-ocidental). O cartel dos hidro-carbonetos está claramente a acompanhar a macrotendência da globalização: a erosão do domínio político-militar da Aliança Atlântica e a transferência dos centros de poder e de decisão para os grupo dos países emergentes.

Em Nova Iorque, o barril de light sweet crude para entrega em Dezembro fechou na sexta-feira a valer 95,10 dólares, uma subdia de 1,67 dólares. Em Londres, o barril de Brent para entrega em Janeiro encerrou a subir 1,39 dólares, nos 91,62 dólares. O movimento dos preços foi claramente influenciado pela declaração da OPEP de que que já não controla os preços do crude.

Lula quer ser membro da OPEP e baixar preço do petróleo

domingo, novembro 11th, 2007

Lula, Chávez e Kirchner - três galos na mesma capoeiraO presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Santiago do Chile, que o Brasil quer entrar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), após a descoberta de novas e abundantes reservas de petróleo e gás, anunciadas pelo governo brasileiro e pela Petrobras, no início desta semana. Lula prometeu empenhar-se, quando o Brasil for admitido no cartel mundial dos hidrocarbonetos, para reduzir o preço do petróleo, actualmente a aproximar-se do patamar histórico de 100 dólares/barril. “É uma das contribuições que os países ricos em petróleo podem dar”, afirmou o presidente aos jornalistas, antes de regressar a Brasília no final da Cimeira Ibero-Americana de chefes de Estado e de governo, na capital chilena. Lula, que defendeu “um preço justo” para a commodity, lembrou que a entrada do Brasil na OPEP só se concretizará quando a produção do país atingir níveis excedentários que permitam a sua exportação. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, brincou com Lula apelidando-o de “magnata petrolífero” mas não perdeu de vista a oportunidade de novos negócios. Sugeriu-lhe a criação de uma empresa mista, avançando com o nome “Petroamazónia”, cuja missão seria a de abastecer os países pobres da região com crude mais barato. “Eu disse ao Chávez que antes de eu tirar um litro de petróleo, ele já tinha socializado o meu petróleo. Eu falei: deixa eu tirar um litro de petróleo pelo menos”, ironizou o presidente brasileiro,visivelmente bem disposto, durante a conferência de imprensa que encerrou oficialmente a cimeira ibero-americana. Fonte: BBC Brasil.

Petróleo baixou em Nova Iorque, mas analistas apostam nos USD 100/barril em breve

sexta-feira, novembro 9th, 2007

Pataforma da norueguesa StatoilHydro no Mar do NorteOs preços do petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira em Nova York, depois de declarações pessimistas do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco emissor americano) sobre a economia local, que fizeram temer uma redução da demanda de energia. Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril do para entrega em Dezembro baixou US$ 0,91, fechando a US$ 95,46. A sessão de fecho do mercado de petróleo nos Estados Unidos reverteu a tendência do início do dia, com uma queda dos preços que acompanharam a baixa nas Bolsas. As cotações reagiram à declarações do presidente da Reserva Federal (Fed) americana, Ben Bernanke. O banqueiro declarou durante uma audiência perante a comissão de finanças do Congresso que “o crescimento da atividade económica vai se desacelerar sensivelmente no quarto trimestre em relação ao ritmo do terceiro trimestre” e que “deverá manter-se lento” até meados de 2008. No mercado de petróleo, a declaração fez aumentar os temores sobre “o que isso pode significar para procura energética” dos Estados Unidos, no curto prazo,por parte do primeiro consumidor daquela commodity global, afirmou um analista. Recorde-se que, esta semana, uma violenta tempestade no mar do Norte levou vários grupos de petróleo (BP, ConocoPhillips e Statoil Hydro) a fechar plataformas nas costas da Noruega, reduzindo significativamente a produção do quinto exportador mundial de crude. O mercado, contudo, continua a acreditar que a barreira dos USD 100/barril será ultrapassada, em breve. Fontes: AFP/UOL

Receio de ataque aéreo ao Irão dispara preços do crude e do ouro

quarta-feira, novembro 7th, 2007

Natanz - Central nuclear iraniana alvo potencial de raid aéreo EUA e/ou IsraelAs questões geopolíticas, designadamente a possibilidade de um ataque militar americano e/ou israelita contra alvos no Irão, provocaram a subida dos preços do crude e do ouro. Os capitais, face à crescente aversão ao risco por parte dos investidores, estão a migrar em abundantes quantidades para os mercados da energia, mercadorias e matérias-primas base (commodities) numa fuga desenfreada dos arriscados mercados de capitais e de dívida. (pvc/reuters)

Barril de crude nos UDS 100 até sexta-feira?

quarta-feira, novembro 7th, 2007

petróleo contra dólarOs preços do crude encontram-se hoje em forte alta nas praças de Nova Iorque e Londres. A queda do USD face ao Euro e a tempestade que afectou a produção no Mar do Norte, afectando a actividade da BP de da ConocoPhilips, são as principais causas para a vigorosa e imparável valorização da commodity. A agência Bloomberg citando a ‘Wealth Daily’, adimitiu a possibilidade de, caso a metereologia no Mar do Norte prolongue o seu comportamento, a barreira dos 100 dólares por barril poder ser atingida no final desta semana.

Petrolífera chinesa é a maior empresa do Mundo

segunda-feira, novembro 5th, 2007

O valor das ações da petroleira chinesa PetroChina fechou com valorização de mais de 163% nesta segunda-feira, no seu primeiro dia de negociações na Bolsa de Xangai. A alta no preço unitário da ação inflou o valor de mercado da empresa, transformando-a na maior companhia do mundo em termos de valor de mercado, noticiou a BBC online.
Com base na cotação das ações da PetroChina, a companhia chegou a ser avaliada por volta de US$ 1 trilhão durante o pregão – mais que o dobro da segunda maior empresa de capital aberto do mundo, a Exxon Mobil, que tem valor estimado em US$ 450 bilhões.
O preço da ação da PetroChina na oferta pública inicial era de 16,7 yuan (R$ 3,90). Na abertura do pregão ela já estava cotada a 48,6 yuan (R$ 11,40) e fechou o dia em 43,96 (R$ 10,30). Ao longo do dia, a ação chegou a registrar uma valorização de mais de 191% em relação ao valor de oferta inicial.
Vários analistas, entretanto, dizem que as ações foram sobrevalorizadas. E lembram que existem empresas – como a estatal Saudi Aramco – que seriam maiores do que a PetroChina mas que não têm suas ações negociadas nas bolsas internacionais.
A PetroChina já negocia seus papéis na Bolsa de Valores de Nova York e de Hong Kong. A oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) em Xangai colocou à disposição dos investidores 4 bilhões de ações, correspondendo a 2,18% do capital público da empresa.

Fonte: Portugal Digital

Elevados prejuízos dos bancos gelam ambiente em Wall Street

sexta-feira, novembro 2nd, 2007

Crise americana é sistémica“Hoje foi o dia mais negro dos últimos cinco anos” na Bolsa de Wall Street, escreveu ontem um especialista do Financial Times em mercados de capitais. Os receios dos investidores , cada dia que passa, face às más notícias sobre os balanços das empresas cotadas estão a gelar os mercados e a renovar o ambiente de pânico. Os resultados dos bancos no 3.º trimestre, vieram agravar ainda mais a situação. Más notícias chegam diariamente de todo o mundo.

Bancos: De mal, a pior

Um estendal de prejuízosA notícia de que o Citigroup vai cortar impiedosamente nos seus apetecíveis dividendos, para conseguir mais fundos – cerca de USD 30 mil milhões/bilhões (mm/bi) -para financiar prejuízos ainda não anunciados, mas tidos como certos, despoletaram mais uma crise de confiança na saúde dos títulos bancários: Merrill Lynch (- 5,8 %); Bank of America (- 5,3 %); Countrywide Financial (- 7 %) ; E*Trade Financial (- 7,8 %). E o detonador da instabilidade, o Citigroup? As acções caíram com estrondo tal (- 6,9%) que se tem como quase certo o despedimento do seu CEO, Chuck Prince, logo que seja encontrado um substituto.

Em consequência, os analistas do Credit Suisse e do Morgan Stanley reviram em baixa as recomendações de investimento. Para os seus clientes usaram os rótulos “manter” ou “neutral”. No jargão bolsista, familiar entre os investidores com muita experiência e traquejo, estas palavras, na realidade, são sinónimas de “vender”. E, quanto mais depressa, melhor…

O afundanço na capitalização bolsista dos bancos espelhou-se de imediato nos resultados dos múltiplos índices que reflectem o comportamento macro dos mercados. O S&P 500 caíu 2.6 % (a maior queda desde a implosão da bolha imobiliária, em 9 de Agosto); o Nasdaq Composite (- 2.3 %) enquanto o centenário Dow Jones Industrial Average emagreceu 2.6 %. Outro índice importante, sobretudo em alturas de crise, Russell 2000 (acções de empresas com baixa capitalização bolsista) escorregou significativos 4%. Perante esta depressão generalizada a volatilidade do mercado disparou impressionantes 25%, em apenas um dia, segundo o índice CBOE Vix. Escassas 24 horas após o Fed ter baixado novamente as taxas de juro para animar os mercados, com dinheiro mais barato e novas injecções bilionárias, outra notícia ligou os alarmes.

Hiperinflação? Juros de dois dígitos? Altamente possível!

Dólar no chão, perspectivas sombriasA caminhada do petróleo para um preço-alvo de 100 dólares/barril e as inesperadas notícias da gigante petrolífera ExxonMobil, sobre os seus modestos lucros (- 10%), o pior resultado desde 2004 , colocaram as acções num perigoso plano inclinado (-3,8%). Os investidores menos experientes ficaram atordoados. Então o boom do petróleo não dá gordos lucros às petrolíferas? A verdade é que, de facto, pode não dar. E tem lógica. Se a subida astronómica do petróleo continuar, como tudo indica, o efeito dominó desaba sobre a economia real e a crise revela-se sistémica: mais inflação, juros mais altos, menos consumo, menos investimentos, e, finalmente, o dólar transformado em submarino, perdido algures nas profundezas do oceano financeiro. A combinação destes factores, no espaço e no tempo, é sinónimo de uma amarga realidade: recessão.

Quão grave? Durante quanto tempo? Ninguém sabe. Os moderadamente optimistas acreditam que, talvez, em 2009 as coisas possam começar a melhorar. Os mais pessimistas estimam que, face à descontrolada injecção de papel moeda, sem cobertura de activos líquidos, como abundantes reservas de ouro, o sistema financeiro americano vai trautear durante uns longos anos (5, 7, 10?) uma canção de má memória, para qualquer banqueiro que se preze – “Don’t cry for me Argentina”. O que o mesmo é dizer hiper inflação, juros incomportáveis, consumidores e empresários desconfiados e deprimidos, fugas de capital para refúgios mais seguros, etc.

Se os analistas que sustentam que a bolsa americana “oculta outra bolha especulativa”, que faz com que a generalidade dos preços das acções esteja sobreavaliada (cerca de + 250%), através da cosmética financeira, contabilidade criativa, prejuízos ocultos, enormes dívidas não contabilizadas (aos fundos de pensões corporativos) – então as comparações com o colapso bolsista de 1929, não são um sinal de pessimismo. Menos ainda de alarmismo. São apenas a conjugação de bom senso com boa memória. Ou, se preferirem, o reflexo de um “optimismo experiente”.

Wall Street abana, a Broadway estremece

Pela 12.ª semana consecutiva o mercado ABCP – papel comercial garantido por activos – voltou a encolher. Sinal de que o financiamento de curto prazo das empresas está sob stress e que a falta de liquidez continua a ser um dos graves problemas do sistema financeiro, apesar das generosas ajudas do Fed. As acções de muitas empresas financeiras cotadas estão sob pressão. O índice financeiro S&P caiu 4,6%. Esta foi a maior queda desde Setembro de 2002. O índice que acompanha o segmento da banca de investimento ainda caiu mais (4,8%). As empresas especializadas em seguros de crédito deram um trambolhão de 4,6%, com a Radian, seguradora hipotecária, a desvalorizar-se 13,6%, após anunciar pesados prejuízos. O seu concorrente directo MGIC Investment caíu 11,6%, enquanto as seguradoras de obrigações municipais Ambac Financial e MBIA viram as suas cotações encolherem 19,7% e 11,6% respectivamente.

O aperto financeiro atinge a economia realO contágio atingiu o sector da construção civil com a Dr. Horton a encaixar perdas de 4,1% e a Centex Homes, 5,6%. Infectou operadoras de telefonia celular como a Sprint Nextel, a n.º 3 nos EUA, cujos lucros emagreceram 77% no último trimestre e as acções baixaram 3%. Mesmo a CVS Caremark, a maior cadeia farmacêutica do país, apesar de ter registado gordos lucros no trimestre – quase 690 milhões de dólares acima das previsões dos analistas – viu as suas acções desvalorizarem-se 1,5%.

Ou seja, nem mesmo algumas boas notícias resistem ao pânico dos investidores. A tendência é desinvestir, fugir para aplicações mais seguras. Recorde-se que o ouro já ultrapassou a barreira dos USD 800/onça. Nada é mais revelador de um clima recessivo do que estas reacções em cadeia. Quando o medo se transforma em pânico, a recessão entra em cena e fica no palco por longo tempo. Quanto? Desta vez, como nos teatros da Broadway, a uns quantos quarteirões de Wall Street, os musicais e dramas (tragédias e comédias) prometem estar em cena, alguns anos. O problema é saber se vai haver dinheiro suficiente para os espectadores comprarem bilhetes…

Pedro Varanda de Castro

MRA – Departamento de Data Mining

Consultor

Petróleo aproxima-se dos 100 dólares

quinta-feira, novembro 1st, 2007

O preço do petróleo atingiu esta quinta-feira, em Nova Iorque, um novo recorde histórico nos 96,24 dólares por barril.
Esta subida sucede depois de ontem ter-se verificado uma forte queda das reservas de crude nos EUA. Para além disso, a Reserva Federal norte-americana decidiu ontem cortar novamente a sua taxa de juro.
Em Nova Iorque, o petróleo custa agora 95,75 dólares por barril, um aumento de 1,22 dólares face ao valor de fecho da última sessão.
Já em Londres, o IPE Brent, crude de referência para a Europa, vale 91,48 dólares por barril, mais 85 cêntimos.

Fonte: Agência Financeira