Archive for the ‘Mercados’ Category

BCE gasta 22 mil milhões de euros a comprar dívidas soberanas

segunda-feira, agosto 15th, 2011
Depois de 19 semanas fora do mercado, o BCE regressou em força à compra de obrigações soberanas dos países do euro, cumprindo a promessa de ser agressivo no mercado secundário. Na semana que terminou a 12 de Agosto a autoridade monetária europeia gastou 22 mil milhões de euros na compra de dívida soberana dos países do euro que estão no olho do furacão.

Este valor semanal é o mais elevado de sempre, superando os 16,5 mil milhões de euros que o BCE tinha gasto na primeira semana deste programa de compra de activos, em Maio do ano passado. Superou também largamente as previsões dos economistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para um valor na ordem dos 15 mil milhões de euros.

Os 22 mil milhões de euros hoje anunciado pelo BCE contabilizam também as compras efectuadas na semana anterior, altura em que o BCE, de acordo com as agências de notícias, foi ao mercado comprar dívida portuguesa e irlandesa.

Depois de 19 semanas de ausência do mercado secundário, o BCE tinha decidido que ia ter uma postura agressiva na compra de dívida dos países do euro, para travar o contágio da crise a Itália e Espanha. A acção da autoridade monetária foi determinante para a descida dos juros que os investidores exigem para comprar dívida destes dois países, retirando pressão sobre Espanha e Itália.

O BCE terá também comprado dívida de Portugal e Itália, contribuindo para a descida pronunciada das “yields” das obrigações portuguesas, que estão agora longe dos recordes fixados em Julho.

MRA Alliance/JdN

Grécia testa mercados e resiliência da Zona Euro

quinta-feira, junho 16th, 2011

As bolsas europeias fecharam mais uma vez em queda esta quinta-feira, pressionadas pelo impasse na solução da crise grega. Os investidores mostram que o efeito de contágio a outras economias é uma forte probabilidade. Na Grécia, os juros da dívida no curto prazo estão já acima dos 30% e a 10 anos passaram a barreira dos 18%.

Os juros das obrigações do Tesouro de Portugal também registaram novos máximos, tendo chegado a romper a barreira dos 14% nas maturidades a 3 anos. O índice bolsista nacional (PSI20) tocou no valor mais baixo dos últimos 11 meses. No entanto, a queda foi de 0,59% fixando-se nos 7.149,48 pontos.

A banca esteve na berlinda. Desde o início do ano, a banca portuguesa está a perder 13 milhões de euros por dia na Bolsa. Só o Millennium bcp perde em média 7 milhões a cada 24 horas. O BCP chegou hoje a cotar-se a menos de 40 cêntimos por acção, o valor mais baixo na história daquele título. O banco já acumula um saldo negativo superior a 500 milhões de euros, desde Janeiro, em capitalização bolsista. Ainda assim, no fim da sessão o BCP acabou por ganhar 1,21% e fechou a 42 cêntimos/acção.

Enquanto o BES esteve melhor – subiu 0,52% para 2,53 euros – o BPI  caiu 0,64% para 0,94 euros, mas chegou a registar um novo mínimo dos últimos 15 anos, ao ter sido negociado a 92 cêntimos durante a sessão. Este ano, o banco liderado por Fernando Ulrich acumula uma queda de cerca de 15% e já vale menos de mil milhões de euros. O Banif também perdeu 1,8% e vale agora 70 cêntimos por acção. Os sectores da energia e da distribuição – EDP, Galp, Sonae e Jerónimo Martins – também não escaparam à sangria com todos os papéis a perderam valor.

Enquanto nos Estados Unidos as bolsas recuperaram hoje dos resultados negativos registados nas últimas semanas, na Europa os sinais foram preocupantes. Dos 12 índices mais importantes o DAX alemão registou uma queda irrisória (0,07%) mas todos os outros registaram recuos importantes -entre 0,15% (IBEX 35) e 0,92% (SMI).

MRA Alliance/Agências

 

Dramático aumento do preço do ferro ameaça retoma europeia

sexta-feira, abril 2nd, 2010

Transporte de minério de ferroA crescente importância do mercado chinês levou os maiores produtores mundiais de ferro a mudar o sistema de fixação de preços daquela matéria-prima. Uma decisão que poderá levar a aumentos na ordem dos 80 a 100 por cento, ameaçando a retoma das economias europeias.

A mudança no sistema de fixação do preço do ferro, já mereceu uma queixa da Eurofer (que representa a indústria europeia do aço) junto dos serviços da Concorrência da União Europeia. Para aquela associação, a concentração de mercado nas mãos de três grandes grupos – Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Rio Tinto e BHP, que, juntos, controlam ¾ do mercado – desequilibra o mercado.

«É urgente que as autoridades da concorrência mundiais olhem para o comportamento das três companhias que dominam o negócio», disse ao Diário Económico Ian Christmas, director-geral da Worldsteel, que representa cerca de 180 siderúrgicas, responsáveis por 85 por cento da produção mundial.

MRA Alliance/DE

Nokia vai abandonar mercado japonês

quinta-feira, novembro 27th, 2008

A companhia finlandesa Nokia anunciou hoje que deixará de vender os seus telefones celulares no Japão – com excepção dos modelos Vertu -, devido ao escasso êxito comercial, informou a agência japonesa “Kyodo”. Em comunicado, o vice-presidente da Nokia, Timo Ihamuotila, explicou que “não é sustentável” continuar o investimento no Japão “no actual clima económico global”.

Os telefones celulares da Nokia nunca foram líderes no mercado japonês, ao contrário do que ocorreu em muitos outros países. Os japoneses preferem modelos domésticos equipados com várias funções, como televisão.

Os modelos da Nokia são comercializados no Japão pelas operadoras NTT Docomo e Softbank Mobile, esta última proprietária dos direitos do iPhone no espaço nipónico.

MRA Dep. Data Mining

Líder da OPEP prevê preço do petróleo a USD 170/barril no final do ano

sábado, junho 28th, 2008

O presidente em exercício da OPEP, Chakib Khelil, ministro argelino do Petróleo, previu hoje a subida do crude para os 170 dólares/barril antes do final do ano devido à queda do dólar e às tensões políticas entre os EUA e o Irão. «Os preços do petróleo deverão atingir os 170 dólares devido ao crescimento da procura americana durante o Verão e à persistente queda do dólar face ao euro», disse Khelil citado pela agência Bloomberg. No mercado de futuros de Nova Iorque (NYMEX) o crude aumentou 100% no último ano e fechou ontem cotado a USD 142,99/ barril. “O mercado está completamente abastecido”, afirmou ontem o ministro venezuelano do Petróleo, Rafael Ramirez. Por seu turno a Líbia, anunciou possíveis cortes na produção justificando a decisão com o «excesso de oferta». MRA Dep. Data Mining

CVRD enfrenta crescentes desafios no mercado asiático

terça-feira, março 25th, 2008

CVRD - jazidas de ferro - CarajásA Rio Tinto, a gigante mineradora anglo-australiana, declarou que deseja trabalhar com grupos estatais chineses para desenvolver projetos no exterior, no que parece ser uma tentativa deliberada de aprofundar laços com o seu mais importante cliente. Os comentários de Tom Albanese, executivo-chefe da companhia, coincidem com uma crescente e amarga disputa entre a China e a Rio Tinto, e outras mineradoras da Austrália, sobre os preços do minério de ferro. A Rio Tinto tem uma grande presença chinesa na sua base accionista, após a Aluminium Corporation of China (Chinalco) comprar 9% de participação na mineradora, por US$ 14,1 bilhões.

A compra da participação anunciada pela Chinalco, em conjunto com a Alcoa, coloca a estatal chinesa no centro da investida da BHP Billiton, maior mineradora do mundo, para assumir o controle da Rio Tinto – que tem rejeitado a aproximação. Albanese disse que a Rio Tinto não está em “discussões activas” com nenhum grupo chinês sobre negócios no exterior, mas acredita que tal cooperação poderia trazer benefícios para ambas as partes. O executivo sugeriu que a experiência técnica e de engenharia das empresas chinesas poderia combinar bem com a capacidade da Rio Tinto “para encontrar depósitos de minério de classe mundial”.

Recentemente, a mineradora brasileira CVRD – Companhia Vale do Rio Doce – fechou acordos com siderúrgicas do Japão e da China para um aumento de 65% a 71% nos preços dos contratos de minério de ferro. A Rio Tinto e a BHP, no entanto, exigem mais, acusando a Vale de não reflectir no preço a desvantagem dos custos de transporte – o Brasil é três vezes mais longínquo do norte da Ásia do que a Austrália. MRA/Agências

Petróleo cai após dados confirmarem início da recessão nos EUA

quarta-feira, fevereiro 6th, 2008

Petrodólares moribundos mas não mortosOs preços do crude desvalorizaram em Nova Iorque e Londres, pressionados pelos receios de uma recessão nos Estados Unidos e pela valorização do dólar. A expectativa de um novo aumento das reservas petrolíferas norte-americanas também fez descer as cotações. Os contratos de Março do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos EUA) na bolsa NYMEX (Nova Iorque) perdeu 0,33 dólares (- 0,4%) atingindo os 88.08 dólares/ barril após o fecho da sessão. No início da sessão, em Singapura (07H06 locais), o preço de negociação era de 88,14 dólares/barril. Os dados económicos divulgados esta tarde nos EUA mostraram que a economia norte-americana já está em recessão, aumentando os receios dos investidores sobre uma redução da procura de petróleo, que já se estão a reflectir na cotação da matéria-prima. O índice referente à evolução da indústria de serviços dos EUA contraiu-se inesperadamente em Janeiro, para os 41,9 pontos, contra os 54,4 registados no mês anterior. A crise do mercado imobiliário e a diminuição do consumo foram os responsáveis. A expectativa de um aumento das reservas de petróleo dos EUA foi outro dos factores que fez baixar os preços do crude. As previsões dos analistas consultados pela Bloomberg indicam que o Departamento de Energia (DoE) dos EUA irá anunciar que as reservas de crude do maior consumidor do mundo de energia subiram em 2,2 milhões de barris na semana terminada a 1 de Fevereiro. Por outro lado, os analistas notam ainda que a valorização do dólar está igualmente pressionar o crude.

Os peritos defendem cada vez mais que também a Europa terá que cortar rapidamente as taxas de juro face aos sinais de arrefecimento da economia. Os indicadores mostram uma desaceleração constante e sistemática das economias europeias – uma situação que, aparentemente, pode beneficiar temporariamente o dólar. O Royal Bank of Scotland Group publicou ontem um estudo segundo o qual a indústria europeia de serviços, em Janeiro, cresceu ao ritmo mais lento desde 2003. (pvc/agências/ Bloomberg)

Mini-cimeira europeia discute soluções para conter crise dos mercados

terça-feira, janeiro 29th, 2008

10, Downing Street - Brown organiza mini-cimeira europeiaDurão Barroso, Angela Merkel, Nicolas Sarkozy, Romano Prodi e Gordon Brown, estão reunidos em Londres para discutir soluções para enfrentar a ameaça aos mercados financeiros. Durão Barroso confirmou já que a situação financeira da União poderia levar a uma revisão em baixa do cescimento da economia europeia para 2008, mas afasta para já o risco de recessão.

Depois do escândalo que abala desde há uma semana o banco Societé Generale, ou a crise dos créditos imobiliários de risco nos Estados Unidos, o presidente da Comissão e os quatro chefes de estado e de governo querem incrementar a transparência e regulação dos mercados. Segundo os analistas a cimeira a cinco, arrisca-se a inflamar divergências entre os defensores de um maior intervencionismo do estado nos mercados, como a França, e os que preconizam uma maior auto-regulação, como o Reino Unido. Na próxima semana os ministros das finanças do G7, reunem-se em Tóquio, para debater os mesmos temas. (pvc/agências)

Fraude na Societé Génerale decuplicou para € 50 mil milhões em dois dias…

segunda-feira, janeiro 28th, 2008

Societé Generale-ParisJérôme Kerviel, o corretor da Société Générale (SG) que protagonizou a maior burla financeira mundial de sempre, revelou à polícia francesa que fez operações de corretagem ilícitas, no valor de 50 mil milhões/bilhões (mm/bi) de euros. O montante ultrapassa largamente o valor do banco (cerca de 35,9 mm/bi de euros). Gestores da SG garantem que só este fim-de-semana conheceram a verdadeira dimensão da fraude. De início, o banco apenas tinha avaliado a burla em 4,9 mil milhões de euros, referentes a operações ilícitas desenvolvidas entre 21 e 23 de Janeiro. Mais…

BCE e Fed voltam a injectar mais USD 20 mil milhões/bilhões nos mercados

quinta-feira, janeiro 10th, 2008

dollares - injecçõesO Conselho de Governadores do Banco Central Europeu, numa acção conjugada com a Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos, aprovou hoje a continuação da oferta de dólares para injectar mais liquidez nos mercados interbancários, em Janeiro. A decisão visa “contribuir novamente para satisfazer as anormais necessidades de financiamento em dólares e fornecer os meios necessários para continuar a normalização do funcionamento dos mercados monetários.” Num comunicado à imprensa, o BCE indica que as medidas serão idênticas, em quantidade e procedimentos adoptados, à intervenção de 27 de Dezembro passado, realizada em conjunto com o Fed. Os montantes colocados a leilão para o refinanciamento dos bancos comerciais serão de 10 mil milhões/bilhões de dólares. As operações serão realizadas em duas tranches, respectivamente, nos dias 17 e 31 de Janeiro. O prazo de maturidade é de 28 dias. (pvc)

Ouro bate novo recorde ao fechar nos USD 867/onça

quinta-feira, janeiro 3rd, 2008

Barras de Ouro - Gold BullionO ouro bateu novo recorde, a US$ 868 a onça, nesta quinta-feira, cumprindo seu papel tradicional de valor de fuga neste contexto de cotações máximas do petróleo, dólar fraco e tensões políticas no Paquistão. O preço do metal amarelo alcançou seu valor histórico mais alto, de USD 867,9 a onça, no London Bullion Market. No final da sessão cotou-se nos USD 866,9 mantendo o aviso de que está numa fase de apreciação sustentada.

“A principal razão do aumento foi o preço do crude, que atravessou a barreira dos US$ 100. Isto, somado a um dólar fraco, impulsionou a alta das cotações do ouro”, disse Gary Yue, operador da commodity na empresa Delta Asia Financial Group. “Quando a situação é instável, os eles investem noutras aplicações facto que faz aumentar o interesse pelo ouro”, comentou. A cotação do metal precioso foi também influenciada em alta também devido ao maior consumo de jóias nas economias emergentes como China e Índia. Fonte: Folha Online

Petróleo encerrou acima dos 99 dólares em Nova Iorque

quinta-feira, janeiro 3rd, 2008

Crude responde com forte subida à queda do dólarDepois de tocar pela segunda vez nos 100 dólares no mercado novaiorquino, hoje o preço do barril de crude fechou a sessão acima dos 99 dólares. O ligeiro recuo deveu-se ao anúncio da redução das reservas petrolíferas nos Estados Unidos pela sétima semana consecutiva. Desta forma, a aliviar dos valores mais altos de sempre, o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Fevereiro encerrou no ICE de Londres a desvalorizar 28 cêntimos para os 97,49 dólares. Também o contrato de futuros do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) fechou no NYMEX de Nova Iorque a perder 44 cêntimos, fixando-se nos 99,18 dólares.

O Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos anunciou que as reservas de petróleo da maior economia do mundo registaram na semana passada uma queda superior à esperada pelos analistas, em 4 milhões de barris, contra os 1,7 milhões previstos pelos analistas. Fonte: Diário Económico

Economias latino americanas enfrentarão teste de fogo em 2008

terça-feira, dezembro 18th, 2007

América Latina - 2008 o ano das incertezasEstudos recentes referidos pela Knowledge@Wharton prevêem quebras de até 2% nas taxas de crescimento dos países da América Latina em 2008, comparativamente aos desempenhos registados durante o corrente ano. A desacelaração do crescimento nas economias mais industrializadas, provocada pela financeira global e a deterioração dos termos de troca, afundanço do dólar e encarecimento do crédito são uma ameaça real. Para 2008, o FMI antecipa que o crescimento regional flutuará na banda dos 3-4% no México, Equador e Uruguai. O Brasil oscilará entre os 4-5%, sendo acompanhado pelo Chile, Colômbia e Paraguai. Com crescimentos mais robustos (5,5-6%) são premiados o Perú, Venezuela, Bolívia e Argentina.

Analistas locais, mantêm a confiança de que o desempenho continuará a ser positivo. Os fundamentais das economias são francamente melhores do que há uma década atrás, com excedentes comerciais, mais rigor fiscal e orçamental e fortes exportações para países carentes de matérias primas do sub-continente, como a China e a Índia, com taxas de crescimento muito superiores e que devem ter ligeiros recuos. Apesar da crise financeira global as perspectivas de que as economias latino americanas conseguirão resistir às pressões de arreficimento económico global.

No último relatório sobre a evolução das economias da região o FMI considera que “2008 será o primeiro teste real à capacidade da América Latina para recuperar dos choques sofridos no princípio da década.” (pvc/thestreet.com)

Secretário das Finanças dos EUA aplaude reacções dos bancos à crise «subprime»

segunda-feira, dezembro 17th, 2007

Paulson examina qualidade dos dólares impressos pela Reserva FederalO Secretário do Tesouro norte-americano, Henry “Hank” Paulson apoiou a forma como alguns bancos, designadamente o Citigroup, por contabilizarem nas suas contas os prejuízos reais derivados das hipotecas de alto risco «subprime» como forma de evitar que a crise de crédito alastre a outros segmentos do mercado. Em declarações aos jornalistas antes de um encontro com líderes comunitários em Orlando, Florida, Paulson enfatizou “não haver dúvidas de que uma maior transparência, exigida pelos investidores, é positiva.”O “ministro das Finanças” dos EUA insistiu que continua a acreditar ser necessário montar um “super SIV”, também conhecido como um gigantesco canal para abastecer o mercado com liquidez, mas não confirmou se estará operacional até ao final do ano. Paulson estimulou e patrocinou a iniciativa, levando os maiores bancos americanos a estabelecer um mega fundo que comprará os créditos malparados aos bancos mais afectados e depois os revenderá no mercado em condições atractivas para os investidores. (pvc/agências)

Bolsas europeias voltam a caír com receios do “lixo tóxico subprime”

segunda-feira, dezembro 17th, 2007

Crise financeira globalAs acções cotadas nas bolsas europeia, na sessão de hoje, voltaram, a fechar em queda reflectindo receios de agravamento da crise através da combinação das persistentes más notícias que afectam o sector financeiro infectado pelo “lixo tóxico”, como é conhecido no jargão financeiro a crise hipotecária americana «subprime». O mercado dá sinais de que acredita na evolução negativa da crise bancária global, na retracção do crescimento económico na Zona Euro, e na contaminação da economia real pela especulação com produtos financeiros de alto risco (ABS’s, CDO’s, MABS, em inglês). A previsível quebra do crescimento económico global já está a afectar o sector mineiro BHP Billiton Ltd., a maior mineradora do mundo, e o Grupo Rio Tinto acompanhando a descida do preço dos metais. Os bancos suiço UBS e alemão Deutsche Bank AG lideraram a depreciação dos preços das acções do sector bancário. A seguradora italiana Assicurazioni Generali foi igualmente afectada pela crise UBS. Após o encerramento dos mercados asiáticos e europeus os índices eram, com poucas excepções sectoriais, maioritariamente afectados pelo sentimento negativo dos investidores.

Mercados Ásia

Em Tóquio o índice Nikkei 225 caiu 1,71% (-264,72), em Hong Kong o Hang Seng registou a forte queda de -3,51% (-967,06 pontos), em Singapura o Strait Times seguiu a tendência negativa com -3,25%, na China o Shanghai Composite perdeu 2,53% (- 126,51 pontos).

Mercados Europa

Em Londres, o índice FTSE 100, perdeu 1,86% (- 119,20 pontos); em Frankfurt o DAX caiu 1,55% (- 122,92 pontos); em Zurique o índice SMI caíu 1,51% (-131,27 pontos); o Euro Stoxx 50 recuou 1,65% (-72,18).

Mercado EUA

Nas bolsas americanas, que fecharão dentro 01H30, todos os índices estão no vermelho: Dow Composite -0,82%, Nasdaq Composite -1,97% e S&P Composite -1,25%.

(pvc/agências)

Citi encaixa mais USD 49 mm/bi devido a incidentes de crédito com derivativos

sexta-feira, dezembro 14th, 2007

Citi enfrenta uma violenta tempestade financeiraO Citigroup informou que irá contabilizar nas contas um gigantesco prejuízo, estimado em USD 49 mil milhões/bilhões (mm/bi nos chamados “veículos de investimentos estruturados” (SIV’s, em inglês), cujo valor está subjacente à qualidade do crédito dos produtos que lhes servem de garantia de pagamento. Os analistas do mercado, em Wall Street, começam agora a pressentir que o gigante financeiro está em sérios apuros. A decisão tomada pelo banco vai reduzir para níveis alarmantes o nível de capital da instituição. O problema é tão sério que a débil solvabilidade do Citigroup pode levar as autoridades monetárias do país a negarem-lhe um financiamento extra e a pôr em risco um programa de salvamento financeiro patrocinado pelo governo e pela Reserva Federal dos EUA. A reavaliação dos activos, por as garantias serem de alto risco, deverá prejudicar seriamente a rendibilidade do banco. Neste momento o mercado tem sérias dúvidas que o Citi consiga cumprir a promessa de que os seus rácios de solvabilidade voltarão ao normal, no início do terceiro trimestre de 2008. A queda de 44% do valor das acções do grupo, desde Janeiro, é reveladora do cepticismo dos investidores. A violenta desvalorização representa quase o dobro da perda média das acções do sector financeiro. (pvc/agências)

Bancos centrais dão as mãos para estancar hemorragia financeira global

quinta-feira, dezembro 13th, 2007

Operação global de salvamento dos bancosOs bancos centrais do planeta iniciaram ontem (quarta-feira) uma tentativa para salvar os bancos comerciais mais afectados pelo entupimento dos circuitos globais do crédito interbancário, evitar uma recessão da economia americana, a quebra da taxa de crescimento da economia mundial e o declínio dos activos em dólares, revelou a agência Reuters.Na maior acção conjugada desde o 11 de Setembro, os bancos emissores dos EUA, União Europeia (UE), Canadá, Inglaterra, Suiça, Japão e Suécia anunciaram o seu envolvimento num plano comum para aumentar a liquidez dos mercados interbancários através de massivas injecções de capital no sistema financeiro global. Desta forma procuram facilitar o acesso ao crédito dos bancos mais afectados pelo descalabro financeiro iniciado com a chamada crise “suprime” que fez implodir a bolha imobiliária norte-americana. A Reserva federal (Fed) dos Estados Unidos anunciou dois leilões de USD 20 mil milhões/bilhões (mm/bi), para a próxima semana. Em Janeiro de 2008 outros se seguirão, mas os montantes envolvidos não foram revelados. Num comunicado à imprensa o Fed esclareceu que “esta medida deverá ajudar a promover uma eficiente disseminação de liquidez quando os inseguros mercados interbancários se encontram sob stress.” O banco emissor americano acordou com os seus homólogos da UE e da Suiça uma mega operação de swaps em dólares, 20 e 4 mm/bi respectivamente, para revalorização do dólar e dos activos sedeados/depositados nas zonas dominadas pela divisa dos EUA. (pvc/ reuters)

Subprime/EUA: Bancos continuam a ser a principal fonte de más notícias

quinta-feira, dezembro 13th, 2007

Banca americana continua a afundar-seAlguns dos maiores bancos americanos voltaram ontem (quarta-feira) a advertir os mercados para desagradáveis decepções relativamente aos resultados do presente trimestre e para prejuízos mais avultados do que o esperado resultantes de amortizações de créditos malparados relacionados com o segmento «subprime» – créditos hipotecários de alto risco. As notícias neutralizaram pela negativa o anúncio das novas medidas do Fed (Reserva Federal) para melhorar a problemática liquidez do mercado interbancário e contaminaram o desempenho dos diversos indíces bolsistas.As acções do Citygroup, o banco com maior capitalização bolsista do mundo, registaram uma queda de 7%, apenas durante a sessão da tarde, sendo acompanhadas pelo grupo PNC Financial Services com uma quebra de 5%, no mesmo período. O Bank of America reviu em alta a perspectiva de prejuízos anunciada no mês passado. Agora revelou que as amortizações do trimestre serão da ordem dos USD 3,3 mil milhões/bilhões (mm/bi), ou seja USD 1,3 mm/bi mais do que o valor inicialmente estimado. O agravamento dos incidentes de crédito com os famigerados CDO’s (Collateralized Debt Obligations), derivativos de obrigações de dívida foi a justificação fornecida. Porém, o valor real das perdas só poderá ser apropriadamente quantificado em Janeiro. O mercado puniu o anúncio com uma queda de 4% no valor das acções. O Wachovia também anunciou novos prejuízos de USD 1,34 mm/bi, idênticos aos registados no 3.º trimestre. O papel caíu 1,4%. Bancos regionais como o Key Corp. e Regions Financial registaram quebras de 4% nas suas cotações. O índice bolsista KBW Bank Stock, que avalia o desempenho de 24 bancos, recuou 3%.

O mercado não espera melhores notícias dos conglomerados financeiros que, na próxima semana, têm agendadas as suas informações ao mercado: Lehman Brothers, Goldman Sachs, Bear Stearns e Morgan Stanley. (pvc/agências)

Crise financeira: Fed anuncia novas medidas após negativa reacção em cadeia ao “curto” corte nos juros

quarta-feira, dezembro 12th, 2007

Fed acelera volatilidade dos mercados com política de jurosO Fed (Reserva Federal) norte-americano vai anunciar, provavelmente já hoje, novas medidas para fornecer liquidez aos mercados financeiros reagindo à negativa reacção em cadeia das bolsas americanas e asiáticas e europeias desde ontem, com a queda generalizada dos índices, superior a 2%, como resposta à modesta reducção das taxas de juro americanas (-0,25%), revelaram fontes europeias e americanas. Muitos operadores esperavam um corte superior (0,50%) e parecem ter-se convencido de que a Reserva Federal não reduzirá o preço do dinheiro na próximas semanas. O anúncio do Fed, que referiu existir uma relação equilibrada entre a inflação e reafecimento da economia foi, para os investidores, o sinal de alarme de que acabaram as facilidades e o dinheiro barato.

Segundo as mesmas fontes, o banco emissor dos Estados Unidos, anunciará que vai alargar o acesso a um maior número de instituições financeiras aos leilões de fundos para refinanciamento do sistema bancário. A aceitação, pelo Fed, de um conjunto mais alargado de activos financeiros como garantia dos futuros e mais avultados créditos que irá disponibilizar aos “bancos mais stressados”, referiram as fontes.

A reacção dos mercados à decisão do Fed indica que, na Europa, a taxa Libor cobrada nas operações interbancárias de crédito e que geralmente acompanha a evolução das taxas americanas, deverá registar uma subida significativa esta quarta-feira. (pvc)

Subprime: Banco Lloyds TSB perde mais de USD 400 milhões mas diz-se imune à crise hipotecária

terça-feira, dezembro 11th, 2007

Lloyds TSBO banco britânico Lloyds TSB informou ontem que o aperto do crédito resultante da crise «subprime», e sentido nos mercados desde Agosto, lhe causarão um prejuízo da ordem dos 200 milhões de libras (USD 412 milhões) no exercício de 2007. Apesar das perdas, o 5.º maior banco da Grã-Bretanha insistiu na tese de que não será infectado pela contaminação financeira importada via colapso imobiliário norte-americano. A administração, numa nota ao mercado, deu a entender que o seu grau de exposição ao crédito malparado é substancialmente menor do que o de alguns dos seus principais concorrentes (Barclays Bank e Royal Bank of Scotland).

Subprime: Financeira americana injectada com mil milhões de dólares para sobreviver

terça-feira, dezembro 11th, 2007

MBIA - PortfólioA financeira americana MBIA anunciou ontem uma injecção de mil milhões (1 bilhão) de dólares do fundo de investimentos Warburg Pincus, após o rebaixamento da sua notação de risco, provocada pela elevada exposição aos créditos hipotecários malparados, ou segmento «subprime» nos EUA. Para o último trimestre do ano, o grupo calcula os potenciais prejuízos entre os USD 500/800 milhões. ” Para nós, este investimento da Warburg Pincus representa uma solução ideal, não somente porque nos garante capital extra, mas também porque nos permite fortalecer os músculos com um investidor a longo prazo”, referiu a empresa num comunicado. O grupo MBIA gere subsidiárias especializadas em seguros financeiros nos segmentos obrigacionista, hipotecário, papel comercial e derivativos de crédito. Em Maio passado, Bill Ackman, presidente do fundo de investimento, especializado em protecção de riscos financeiros (hedge fund), Pershing Square Capital Management advertira para a vulnerabilidade do MBIA no mercado hipotecário estadunidense. Ackman antecipou “elevados prejuízos face à provável quebra do segmento «subprime» e perdas significativas para os principais avalistas dos riscos financeiros e detentores de apólices de seguros subjacentes a obrigações” e derivativos de crédito. (pvc/agências)

O efeito «subprime» pune UBS: banco suiço perde mais USD 10 mil milhões e o futuro é sombrio

segunda-feira, dezembro 10th, 2007

Acções UBS em forte quedaO maior banco suiço, UBS, informou hoje ter contabilizado no balanço mais prejuízos causados pelo efeito «subprime» – crédito hipotecário de alto risco estadunidense. No último trimestre do ano as perdas ascederam a USD 10 mil milhões/bilhões (mm/bi), o equivalente a 6,8 mm/bi de euros. O impacto negativo nas contas é tão devastador que o UBS admite registar prejuízos durante todo o ano fiscal de 2007. A situação é grave. O gigante financeiro suiço informou estar a recapitalizar-se através da venda de USD 10 mm/bi de acções a investidores em Singapura/Cingapura e no Médio Oriente. Estes poderão ser os piores resultados na história centenária da marca bancária suiça UBS. Fonte: Wirtschaftswoche

A agonia do mercado de papel comercial e ABCP’s nos EUA

sábado, dezembro 8th, 2007

taxas de juro do papel comercial explodem, taxas das obrigações do tesouro implodemO valor total do papel comercial (CP, em inglês) em circulação nos Estados Unidos (EUA), no terceiro trimestre de 2007, encolheu USD 10,1 mil milhões/bilhões (mm/bi) para USD 1 844 biliões (trilhões), informou a Reserva Federal (Fed). Desde Janeiro, em valores absolutos, o total do papel comercial em circulação reduziu-se em USD 130 mm/bi. O papel comercial garantido por activos (Asset Backed Commercial Paper – ABCP, em inglês) caíu USD 252 mm/ bi. Estes indicadores reflectem dificuldades acrescidas para o financiamento de curto prazo da tesouraria das empresas. A prolongada tendência para a retracção dos mercados de crédito, da dívida e da liquidez do sistema é outro sinal. Apesar de estes números serem preocupantes, a OCDE, na quinta-feira, em Paris, divulgou um relatório defendendo que “as perspectivas não são tão más” para 2008, contra as previsões de muitos analistas. (pvc)

Cotações dos metais valorizam-se antecipando ciclo de alta nas «commodities» industriais

sábado, novembro 24th, 2007

Paládio - MinérioNa New York Mercantile Exchange (NYMEX) os metais foram hoje os grandes vencedores – o ouro (ver post anterior) foi acompanhado por outras «commodities» deste importante segmento, nos contratos fechados para entregas em Dezembro. O seu preço indica as tendências futuras em muitas indústrias globais. A prata valorizou-se em USD 0,315 fechando a USD 14,735/onça. O cobre subiu USD 0,103 passando a valer USD 2,991/ pound (454 gr.). O paládio subiu USD 3,55 fechando a USD 361,5/onça. Como curiosidade refira-se que este metal é muito usado na indústria eléctrica (contactos em sistemas electromecânicos/relays). Na indústria química e farmacêutica é usado como catalisador de reacções de hidrogenização. Na indústria automobilística é usado no fabrico de catalizadores para a redução das emissões de CO2. A indústria petrolífera usa-o no processo de produção de petróleo destilado. A medicina dentária recorre ao paládio para a produção de certo tipo de ligas. Na joalharia, combinado com o ouro, produz o chamado “ouro branco”. É classificado por investidores e traders profissionais como um dos minérios do século XXI. (pvc/agência/enciclopédia)

Petróleo atinge nova cotação histórica acima dos USD 97,00

sexta-feira, novembro 23rd, 2007

Continua o sprint para os USD 100/BarrilO preço do petróleo segue a negociar em alta nos mercados internacionais. O novo mínimo histórico do dólar face ao euro e a procura nos mercados emergentes como a China, fez aumentar os receios dos investidores de que a oferta de petróleo seja insuficiente para satisfazer as necessidades.Em Nova Iorque, o crude de entrega para Dezembro subiu ontem 66 cêntimos fechando contratos a 97,27 dólares por barril. Em Londres, o Brent de entrega para Dezembro já avançou esta manhã 26 cêntimos para os 94,76 dólares por barril. Fonte: Agência Financeira

Activos geridos por fundos de investimento recuaram 2,5%

sexta-feira, novembro 9th, 2007

Investidores fogem da queda dos fundosO valor dos activos geridos pelos fundos de investimento mobiliário ascendeu, no passado mês de Outubro, a 27,32 mil milhões de euros, o que se traduziu num decréscimo de 2,5% face ao mês anterior.Desde o início do ano, registou-se um recuo de 6,2%, enquanto que desde Outubro do ano passado a redução dos montantes sob gestão se situou nos 4%. A Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) revelou ontem que ” se manteve a instabilidade no mercado de crédito estruturado e interbancário provocada pela denominada crise do mercado «subprime» norte-americano e que foi agravada na última quinzena do mês devido aos resultados negativos no trimestre registados por alguns bancos de investimento norte-americanos”. Em Portugal, o valor dos resgates nos fundos de investimento mobiliário foi de 1,84 mil milhões de euros em Outubro, menos 2,05 mil milhões de euros face ao mês anterior. O volume de subscrições atingiu os 851,3 milhões de euros no mês em análise, traduzindo-se numa redução da procura, quer face à média de 2007 (1,41 mil milhões de euros) quer em relação ao mês anterior (989,9 milhões de euros). A associação informou que em Outubro o número de fundos em actividade aumentou para 285, mais dois do que os existentes em Setembro. Fonte: Diário Económico

Petróleo baixou em Nova Iorque, mas analistas apostam nos USD 100/barril em breve

sexta-feira, novembro 9th, 2007

Pataforma da norueguesa StatoilHydro no Mar do NorteOs preços do petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira em Nova York, depois de declarações pessimistas do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco emissor americano) sobre a economia local, que fizeram temer uma redução da demanda de energia. Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril do para entrega em Dezembro baixou US$ 0,91, fechando a US$ 95,46. A sessão de fecho do mercado de petróleo nos Estados Unidos reverteu a tendência do início do dia, com uma queda dos preços que acompanharam a baixa nas Bolsas. As cotações reagiram à declarações do presidente da Reserva Federal (Fed) americana, Ben Bernanke. O banqueiro declarou durante uma audiência perante a comissão de finanças do Congresso que “o crescimento da atividade económica vai se desacelerar sensivelmente no quarto trimestre em relação ao ritmo do terceiro trimestre” e que “deverá manter-se lento” até meados de 2008. No mercado de petróleo, a declaração fez aumentar os temores sobre “o que isso pode significar para procura energética” dos Estados Unidos, no curto prazo,por parte do primeiro consumidor daquela commodity global, afirmou um analista. Recorde-se que, esta semana, uma violenta tempestade no mar do Norte levou vários grupos de petróleo (BP, ConocoPhillips e Statoil Hydro) a fechar plataformas nas costas da Noruega, reduzindo significativamente a produção do quinto exportador mundial de crude. O mercado, contudo, continua a acreditar que a barreira dos USD 100/barril será ultrapassada, em breve. Fontes: AFP/UOL

Preços imobiliários britânicos caíram pelo 2.º mês consecutivo

quinta-feira, novembro 8th, 2007

Crise imobiliária/hipotecária britânicaOs produtos imobiliários britânicos voltaram a cair pela segunda vez consecutiva em Outubro. Tal não acontecia desde Maio de 2005. A subida das taxas de juro e a revisão em baixa do crescimento económico afastaram os compradores do mercado, informou a Holdind do Bank of Scotland (HBOS Plc). O custo médio de uma habitação caíu 0,5% para £ 197 248 ( 282 815,79), após já ter registado uma quebra de 0,6% em Setembro. Em 2006, em Outubro, os preços atingiram os 8,9%. No mês anterior a subida fora de 10,7%. Após 10 anos de “boom” o imobiliário acabou por criar a inevitável bolha que, mais tarde ou mais cedo, o mercado acaba por “esvaziar” ou “secar” para reavaliar os activos para patamares sensatos. Com dinheiro barato, facilidade de criar dívidas, descurar a poupança e gastar mais do que se ganha são os ingredientes das crises financeiras. O Banco de Inglaterra (BOE) decidiu hoje manter as taxas de juro inalteradas (5,75%). A maioria de 61 economistas, integrantes de um painel organizado pela agência norte-americana Bloomberg, pensa que o BOE só baixará o preço do dinheiro em Fevereiro de 2008.

(pvc/HBOS/Bloomberg)

O sindromático efeito ‘subprime’ pode fazer fracassar a fusão BPI/BCP e deprimir sector financeiro

quinta-feira, novembro 8th, 2007

Operações na praça lisboetaDos vinte títulos que compõem o PSI-20, esta manhã, todos descem de cotação. O volume total de negócios ascendia a magros 20 milhões de euros. A tendência é importada dos mercados internacionais. Os investidores revelam novos receios relacionados com o impacto da sídrome «subprime» norte-americana, que muito provavelmente vai continuar a afectar as contas das instituições financeiras. Às 8h11 locais, o PSI-20 recuava 1,16% para os 12 716,11 pontos, com as acções nacionais a acompanharem a tendência mundial. O banco de investimentos Morgan Stanley (EUA) anunciou ontem perdas derivadas do «subprime» – USD 3,7 mil mihões/bilhões (mm/bi) de dólares. O influente e bem informado Deutsche Bank estimou que, em 2007, os bancos americanos vão “no mínimo” encaixar prejuízos de USD 50 mil milhões/bilhões (mm/bi). Os investidores estão desconfiados, receosos e, muitos deles, num indisfarçável pânico. “Agora, já é mais claro que o pior da crise ainda está para vir”, disse um analista.

Tal como ontem nas principais praças globais, a bolsa doméstica, uma mera gota neste maremoto financeiro intercontinental, o sector financeiro é o mais vulnerável e sensível às más notícias e às previsões: BES (- 2,22%, €15,26); BPI (- 1,94%, € 5,55), BCP (-0,95%, € 3,13). Os mercados de capitais dependem da confiança, o seu principal activo. As turbulências sofridas em Angola pelo BPI, as vulnerabilidades escancaradas durante meses pela crise interna e de governança do BCP, podem fazer fracassar as intenções sobre a fusão BCI/BCP, anunciadas na semana passada. Segundo a edição de hoje do Diário Económico esse será o sentimento do accionista de referência do BPI – o banco brasileiro Itaú. (pvc)

Wall Street dá sinais de recessão nos EUA

quarta-feira, novembro 7th, 2007

NYSEA bolsa novaioquina teve hoje mais um dia negro. O índice financeiro S&P desvalorizou-se 2,6% até ao meio da sessão. Na segunda metade do dia, a Washington Mutual Inc (WaMu), a líder americana das caixas de poupança e de crédito foi portadora de más notícias antes da abertura do mercado: a quebra do imobiliário vai manter-se em 2008; os prejuízos com os incumprimentos dos empréstimos aumentarão; os créditos hipotecários poderão atingir o valor mais baixo desde 1998. As acções WaMu caíram 9% (USD 22,-) nas primeiras horas da sessão. Foi a maior desvalorização desde 11 de Setembro de 2001. O banco Morgan Stanley resvalou 4,2% (USD 52,21). A American Express perdeu 2,8% (USD 56,92). A American International Group Inc, líder mundial das seguradoras, desvalorizou-se 3,1% (USD 60,09), tendência seguida pela maioria das empresas de construção. O índice Dow Jones, que mede o comportamento das empresas do segmento imobiliário, caíu 2,3%. (pvc/agências)