Archive for the ‘Irão’ Category

Agência iraniano-turca reguladora do nuclear defendida por perito iraniano

quarta-feira, janeiro 2nd, 2008

Rahman Gharemanpour/Centro de Investigação Estratégica/TeerãoRahman Ghahremanpour, director da Divisão de Estudos sobre o Controlo de Armamentos, integrado no Centro de Investigação Estratégica de Teerão, defendeu, que a Turquia e o Irão têm potencial para criar uma organização mista responsável pela fiscalização e controlo recíproco na área da energia nuclear. A organização bilateral, sugerida na semana passada durante uma conferência na Universidade de Isik, em Istambul, teria como missão assegurar que os materiais nucleares existentes nos dois países são “usados exclusivamente para fins pacíficos”. Ghahremanpour, perito em questões geopolíticas regionais, sugeriu como modelo a Agência Brasileiro-Argentina para a Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares. A ABACC tem por missão verificar a utilização pacífica dos recursos nucleares que, directa ou indirectamente, possam servir para a fabricação de Armas de Destruição Maciça (ADM). Criada em 1991, a ABACC gere o sistema comum (SCCC) através do qual são operacionalizados os processos, metodologias e instrumentos de controlo nuclear entre o Brasil e a Argentina. (pvc)

Assassínio de Benazir Bhutto: Algumas reacções e uma intrigante premonição

sexta-feira, dezembro 28th, 2007

Premonição da Guerra Civil, 1936, Salvador DaliEx-agentes da CIA, membros de influentes lóbis dos Estados Unidos, editoralistas e académicos prevêm que, com o assassínio de Benazir Bhutto, “os Estados Unidos terão que repensar a estratégia de influenciar o processo democrático no Paquistão. (…) Um dos especialistas considerou mesmo que 27/12/2007 foi “um dia mau para os Estados Unidos” prevendo consequências negativas para a administração Bush/Cheney, no futuro próximo, pela forma como geriu as suas relações com a pró-americana ditadura militar paquistanesa .

Porém, no mínimo, é perturbante o artigo escrito pelo editorialista de um influente diário israelita. Não pelo conteúdo, mas pela data. Mais…

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Cheney impediu durante um ano a publicação do relatório NIE favorável ao Irão (VI)

sexta-feira, dezembro 7th, 2007

Cheney - Vice-Presidente dos EUAO vice-presidente dos EUA congelou durante um ano a publicação do relatório conjunto das 16 agências de serviços secretos e de contra-informação americanas – National Intelligence Estimate (NIE) que punha em causa as teses da Casa Branca e do Pentágono sobre a alegada “ameaça nuclear iraniana” e os planos do Irão para “fabricar uma bomba atómica”, segundo informações de fontes ligadas às secretas americanas citadas pela agência IPS News, em 8 de Novembro, passado.
Estas e outras informações relevantes para a compreensão da questão iraniana podem apreciar-se, com detalhes pouco conhecidos na secção GEOPOL, a que pode aceder na coluna direita desta página.

  • Rússia e China contra novas sanções anti-Irão no Conselho de Segurança da ONU
  • Secretas americanas contradizem teses Bush/Cheney sobre perigo nuclear iraniano
  • Secretas EUA/Irão: Democratas americanos pressionam Bush sobre “ameaça iraniana”
  • Teimosia de Israel sobre “perigo nuclear” iraniano é a real ameaça à estabilidade no Golfo
  • UE, Merkel e Sarkozy alinham com Bush: Irão continua a ser uma ameaça nuclear
  • Bush e Merkel: Amigos ou Conhecidos? Nem uma coisa nem outra. Políticos.

    domingo, novembro 11th, 2007

    Der Spiegel - n.º 46/Novembro/2007 - Reportagem sobre cimeira Bush-Merkel, Texas, EUAOs alemães são rigorosos na semântica. Não se coíbem de, na frente de qualquer pessoa, traçarem com uma tudesca Genauigkeit (exactidão) a linha que separa os amigos dos conhecidos. “Apresento-lhe um amigo [Freund] meu” ou “Permita-me que lhe apresente um conhecido [Bekannte] são expressões frequentes nas relações entre alemães. O mesmo acontece no seu relacionamento com gentes de outras latitudes e longitudes, indiferentemente da nacionalidade, raça, género, cultura ou casta. Muitos estrangeiros ficam chocados com esta “franqueza”. Acham-na “rude”, “fria”, “pouco educada”, “antipática”. Os germanófobos até a adjectivam de “racista”, “classista”, “elitista” ou “arrogante”. Os meridionais, sobretudo latinos, convivem melhor com o faz de conta, a ambiguidade, a hipocrisia. A anfibologia se não é uma ciência, pelo menos, é uma arte que lhes merece aprovação e cultivam-na com astúcia e requinte. Mas, tanta fraseologia para quê?

    „O Texas tornou-se um símbolo da presidência Bush, e a montra para os que considera seus amigos. Quem é convidado para o rancho de George W. é recebido num clima de intimidade e camaradagem ― é um «bush’s buddy». Cortar cerce esta percepção foi a principal preocupação de Angela Merkel [chanceler federal da Alemanha] desde o início da sua visita.”

    Com esta primeira frase, também destacada a negrito no original, o semanário alemão Der Spiegel faz uma deliciosa descrição da cimeira EUA-Alemanha na texana quinta da família W. Bush ― Prairie Chapel Ranch. Acompanhados pelos respectivos consortes ― Laura e Joachim ― vestidos informalmente, ambos aproveitaram a ocasião para passar em revista os grandes temas das respectivas agendas (domésticas e globais). “Bush é, goste-se ou não, uma realidade que ainda dispõe de uma apreciável margem de manobra ― prossegue a revista de Hamburgo ― apesar de tudo, até Janeiro de 2009. Por outro lado é um presidente que crescentemente busca o diálogo. Assim, um encontro privado, sem o stress nem o frenesim de Washington, oferece uma oportunidade única para, em conjunto, reflectirem sobre questões estratégicas ― desde as relações com a Rússia, Irão, Afeganistão, ao futuro da NATO e às negociações sobre o Kosovo. Mais uma vez: como parceiros, não como amigos”, sublinhou o Spiegel. Os assessores da líder democrata-cristã e chanceler federal avisaram-na repetidamente para não seguir o exemplo do presidente Sarkosy. O comportamento do francês, aquando da recente visita à Casa Branca, foi excessivamente “amistoso”, senão mesmo subserviente, contrastando com a velha tradição gaullista de diálogo duro, franco e, acima de tudo, vertebrado com “o aliado ultramarino do Atlântico”…Merkel seguiu os conselhos à risca. Apesar das amenidades e tentativas de Bush para transmitir uma imagem de grande proximidade e cumplicidade políticas, a chefe do bloco central que governa em Berlim ― uma tensa coligação entre sociais-democratas (SPD) e democratas-cristãos (CDU) ― sobre a delicada questão nuclear iraniana, foi clara. A diplomacia deve ser o único caminho para gerar o necessário consenso com o regionalmente poderoso Irão. A solução é a via pacífica e não o conflito militar. Diálogo em vez de bombas. Para irritação dos seus parceiros de coligação, em Berlim, admitiu todavia aceitar uma nova escalada de sanções contra Teerão, via ONU, através da imposição de obstáculos políticos e económicos mais ásperos, caso os canais diplomáticos se revelem ineficazes.Do relato da revista alemã, resulta um provável “nim”. É o tipo de solução conveniente para um dilema que pode salvar publica e politicamente a face de ambos. Na prática é igual a varrer o lixo para debaixo do tapete. Bush pede a Merkel uma postura mais agressiva e inflexível com o programa nuclear iraniano. Para tanto jogará a sempre infalível carta: “E se os iranianos fabricam a bomba, e ameaçam directamente a sobrevivência do Estado de Israel?”. A questão é sempre incómoda para um alemão, face às eternamente insolventes contas entre nazismo e sionismo. Como contrapartida o ex-governador do Texas prometerá mais tropa americana para o Afeganistão e maior empenhamento dos EUA na luta contra o aquecimento global. Como irá Merkel responder amanhã? Uma retórica insuficientemente pacífica e diplomática sobre a questão iraniana, se for interpretada em Berlim como uma concessão a Washington poderá ser o princípio do fim da paz podre que anestesia as políticas públicas, sobretudo macroeconómicas, na capital (política) do €…

    Pedro Varanda de Castro

    MRA, Dep. Data Mining Consultor

    Receio de ataque aéreo ao Irão dispara preços do crude e do ouro

    quarta-feira, novembro 7th, 2007

    Natanz - Central nuclear iraniana alvo potencial de raid aéreo EUA e/ou IsraelAs questões geopolíticas, designadamente a possibilidade de um ataque militar americano e/ou israelita contra alvos no Irão, provocaram a subida dos preços do crude e do ouro. Os capitais, face à crescente aversão ao risco por parte dos investidores, estão a migrar em abundantes quantidades para os mercados da energia, mercadorias e matérias-primas base (commodities) numa fuga desenfreada dos arriscados mercados de capitais e de dívida. (pvc/reuters)