Archive for the ‘Inflação’ Category

Trichet diz que desequilíbrios entre economias são uma ameça global

domingo, junho 19th, 2011

O presidente do Banco Central Europeu recebeu hoje do Instituto de Estudos Económicos de Kiel (Alemanha) o Prémio de Economia Mundial e  aproveitou a ocasião para fazer a defesa do euro e deixar um alerta. O alargamento dos desequilíbrios entre as economias mundiais que, segundo o líder do BCE, se vai seguir à actual crise financeira terá consequências a nível global.

O chefe máximo do Banco Central Europeu procurou deixar de lado a crise grega – que hoje será abordada numa reunião especial dos ministros das Finanças da Zona Euro -, preferindo sublinhar a força da Zona Euro.

Por outro lado, com a Europa a atravessar um período de forte incerteza, Trichet retomou um dossier que, assegura, continua a ser a principal tarefa do BCE: o controle da inflação e a defesa da estabilidade dos preços.

“O que os cidadãos esperam do BCE é que garanta a estabilidade dos preços”, sublinhou o banqueiro-chefe, que deixaria ainda uma nota sobre receios que se avolumam para o período pós crise quanto à possibilidade de estar em marcha o aprofundamento global dos desequilíbrios.

Na opinião de Trichet, os desequilíbrios – foram já responsabilizados por contribuir para e por agravar os efeitos da crise de 2008 e 2009 – que poderão estabelecer-se a nível mundial constituirão um dos maiores desafios para a economia global.

“A preocupação é que, depois de uma redução parcial operada durante a crise, os desequilíbrios começam de novo a alargar-se”, apontou o banqueiro europeu, para acrescentar que este é um facto que devia colocar em alerta as agências mundiais, nomeadamente para a necessidade de uma vasta cooperação monetária e fiscal.

MRA Alliance/Agências

Inflação na zona euro sobe para 2,8% em Abril

sábado, abril 30th, 2011

O Gabinete de Estatística Europeu revelou hoje que a inflação no conjunto dos 17 países que usam o euro subiu para 2,8% em Abril, face aos 2,7% registados em Março, de acordo com a primeira estimativa do Eurostat.

 Trata-se do nível mais elevado dos últimos dois anos e meio e ficou acima do esperado pelos economistas, que previam que a inflação se mantivesse inalterada nos 2,7% em Abril.

Em Março, a inflação em Portugal atingiu os 3,9%, o quarto valor mais elevado entre os países do euro, segundo o Eurostat. Nos últimos seis meses, os preços do petróleo escalaram perto de 40%, o que pressionou a subida da inflação na zona euro para cima dos 2%, o limite em que o Banco Central Europeu (BCE) considera existir estabilidade de preços. No total, a inflação na zona euro já está acima dos 2% há cinco meses.

A aceleração dos preços levou mesmo a autoridade monetária da zona euro a subir os juros no início deste mês em 25 pontos base até aos 1,25%, pela primeira vez em quase três anos. Os juros estavam em 1%, o valor mais baixo de sempre, desde Maio de 2009.

Contudo, os economistas sondados pela Reuters não antecipam uma nova mexida nos juros da zona euro no próximo mês. A maioria dos peritos espera que só em Julho o BCE volte a subir o preço do dinheiro.

MRA Alliance/DE

China: Primeiro-ministro admite que o povo está desconte

sábado, março 5th, 2011

Wen JiabaoO primeiro-ministro chinês Wen Jiabao reconheceu hoje no Parlamento, o descontentamento popular na China, associado à inflação, que deseja limitar a 4% em 2011, ao mesmo tempo que fixou a meta de crescimento de 8% para a segunda economia mundial.

“Alguns problemas que são objeto de reações iradas da população não foram resolvidos completamente”, admitiu o chefe de Governo perante os 3000 delegados da Assembleia Nacional Popular (ANP), reunidos durante 10 dias em Pequim. “A pressão da inflação se acentuou e devemos considerar a estabilização dos preços como a prioridade de nossa política económica”, destacou Wen.

O objetivo para o índice de preços ao consumidor, que alcançou 4,9% em janeiro em ritmo anual, foi fixado em mais ou menos 4% para 2011, contra 3% ano passado, enquanto a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 8%.

O PIB da China é o segundo maior do planeta em 2010, superando o Japão, mas atrás dos Estados Unidos. No ano passado, a inflação alcançou 3,3% e o crescimento do PIB 10,3%.

Wen Jiabao qualificou a alta dos preços e os temores da inflação como “problemas que afetam diretamente o nível de vida da população, a situação geral e a estabilidade do país”.

No passado, a inflação provocou agitação social na China. A alta dos preços afeta em particular as classes desfavorecidas pela influência que tem no custo dos alimentos. Também reduz a renda dos chineses, que é elevada, mas mal distribuída.

Para 2011, o governo chinês “seguirá aplicando uma política de reativação”, segundo Wen, mas com redução do déficit orçamental, que deve ser mantido por volta de 2% do PIB.

Os gastos prioritários serão destinados ao “desenvolvimento do mundo rural, a melhorar o nível da população e a desenvolver os setores sociais”, segundo o discurso do chefe de Governo, que estabelece as grandes orientações oficiais do país para o ano em curso. “Faltam recursos pedagógicos e médicos de qualidade, e a sua distribuição continua  desigual”, afirmou o chefe do governo de Pequim.

“As contradições sociais provocadas pela requisição ilegal de terrenos e a demolição irregular de casas multiplicaram. A segurança alimentar deixa a desejar, enquanto certos setores são vulneráveis à corrupção”, disse ainda Wen Jiabao, antes de destacar “um aumento excessivo dos preços do setor imobiliário em algumas cidades”.

Apesar dos problemas, o primeiro-ministro insistiu no “avanço irresistível e firme” do povo chinês, que “tem boas razões para estar orgulhoso de suas realizações”.

No plano internacional, Wen disse que a China está “confrontada com uma situação extremamente problemática, devido à política monetária laxista dos países desenvolvidos e ao fluxo de capitais especulativos para os mercados emergentes, o que alimenta a inflação”.

MRA Alliance/AFP

Preço dos alimentos vai continuar a subir, dizem peritos

sábado, fevereiro 19th, 2011

O aumento do preço do cabaz alimentar já empurrou 44 milhões de pessoas para o limiar da extrema pobreza. Os recentes conflitos nos países do Norte de África dão sinais de uma instabilidade que se pode estender a outras regiões do globo devido à escalada dos preços dos alimentos nos mercados internacionais, notam os peritos.

Um aumento que ameaça provocar, para além de instabilidade política, alguns distúrbios alimentares sobretudo nas populações de países da África e da América Latina como é o caso de Moçambique ou da Bolívia.

Analistas consultados pela Bloomberg alertam mesmo para a possibilidade de que este ano os preços possam manter-se elevados por um período mais longo do que em 2007/2008.
“Esta estação os preços foram sendo pressionados mais lentamente, mas além de poderem subir mais, parece que vão manter-se elevados por um período mais longo”, referiu Abah Ofon, do Standard Chartered, à Bloomberg.

“Estamos a prever subidas significativas no trigo, no milho, no óleo de palma, no café e no algodão”, acrescentou.

MRA Alliance/DE

Inflação disparou em Janeiro à custa do IVA e da energia

sexta-feira, fevereiro 11th, 2011

A inflação entrou em 2011 a acelerar a fundo e disparou para 3,6% no primeiro mês do ano. A subida dos preços das matérias-primas explica parte da subida, mas há outra parte que se explica com a subida do IVA. A aceleração inesperada ameaça a previsão do Governo para a inflação e retira ainda mais poder de compra às famílias.

Em Janeiro, a inflação homóloga atingiu os 3,6%, revelam os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor representa uma aceleração significativa face a Dezembro, altura em que o IPC – Índice de Preços no Consumidor – se fixou em 2,5%.

MRA Alliance/DE

Portugal é o 26º país mais vulnerável à subida dos preços alimentares

sexta-feira, fevereiro 4th, 2011

Nomura coloca Portugal na 26ª posição entre 80 países mais vulneráveis ao aumento dos preços dos bens alimentares, avança hoje o Diário Económico. Na Europa, apenas Bulgária, Roménia, Ucrânia e Letónia são mais vulneráveis que Portugal. A vulnerabilidade assenta no facto de “a cadeia produtiva poder ter as margens completamente esmagadas”, explica o presidente da Associação Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC). Bernardo Albino não descarta, por isso, novos aumentos no pão.

Para o economista João Duque, os produtores, comerciantes e o sector da distribuição não têm margem para suportar o aumento do preço das ‘commodities’ sem o reflectir na factura a pagar pelo consumidor. Por sua vez, as associações do sector têm dificuldade em assumir esse agravamento.

A valorização das matérias-primas fez disparar os preços mundiais dos alimentos para máximos de 20 anos, em Janeiro. Um cenário que se deverá manter nos próximos meses, a confirmarem-se as estimativas dos analistas. Portugal não ficará à margem desse agravamento. “É um cenário muito provável que o preço de matérias-primas e energia [fóssil] acabem por reflectir esta subida do preço em dólares”, considera João Duque. O economista acrescenta que o agravamento dos preços poderá ser mais acentuado “se a taxa de câmbio do euro for aumentando em resultado de uma melhoria da economia europeia e do sucesso das medidas de apoio aos países em dificuldades”.

MRA Alliance

Inflação na Zona Euro atinge máximo de ano e meio

quarta-feira, junho 16th, 2010

A inflação portuguesa continua a subir. Em Maio deste ano os preços cresceram 1,1% face ao mesmo mês do ano passado. Ainda assim, e de acordo com dados do Eurostat divulgados esta quarta-feira, o custo de vida está a aumentar mais lentamente em Portugal do que na média da Zona Euro, onde a taxa homóloga da inflação se situou nos 1,6%, a mais elevada desde Dezembro de 2008. No conjunto da União Europeia a 27, a inflação ficou inalterada nos 2%.

O valor registado para a economia portuguesa representa, no entanto, uma aceleração face aos aumentos registados em antes. Em Abril deste ano, por comparação com Abril do ano passado, os preços tinham subido apenas 0,7%.

O valor agora divulgado pelo Eurostat coincide com o já anunciado antes pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O instituto nacional explicara este aumento com a subida dos preços dos transportes, habitação, água, electricidade, gás e de outros combustíveis.

MRA Alliance/Agência Financeira 

Portugal: Inflação subiu 1,1% em maio

segunda-feira, junho 14th, 2010

A taxa de inflação aumentou 1,1% em maio, face ao mesmo mês de 2009, e 0,2 pontos percentuais em comparação com abril de 2010, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com o INE, excluindo a energia e os bens alimentares não transformados, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi negativa em 0,1%, superior em 0,4 pontos percentuais à observada no mês anterior. �

“A contribuição negativa mais significativa para a taxa de variação homóloga do IPC continuou a verificar-se na classe dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas”, refere o INE. Entre as contribuições positivas para a variação homóloga do IPC, de acordo com o INE, “destacam-se as registadas nas classes dos transportes e, em menor grau, da habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis”.   

A variação mensal do IPC foi de 0,2%, enquanto a variação média dos últimos doze meses aumentou 0,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior, situando-se em -0,5 por cento.

MRA Alliance/Expresso

Pequim alerta para os perigos de uma segunda recessão a nível mundial

segunda-feira, maio 31st, 2010

Wen Jiabao - Primeiro-ministro da ChinaO primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, avisou hoje que o crescimento económico permanece vulnerável aos riscos de dívida soberana que poderá desencadear uma segunda recessão mundial. “Não é possível dizer com uma certeza absoluta, mas temos que observar a evolução dos mercados de perto e agir para preveni-la, afirmou Wen, citado pela CNBC.O chefe do governo de Pequim, todavia, admitiu ser ainda muito cedo para os países suspenderem as medidas de estímulo às economias. “Todos os países devem actuar juntos e reforçar as medidas de apoio à economia. Não pode haver o mínimo relaxamento”, defendeu. Wen sublinhou que “a economia mundial está estável e começa a recuperar, mas esta recuperação é lenta e ainda existem muitas incertezas e factores destabilizadores”.

Sobre a crise grega, o Presidente chinês tem dúvidas de que o pior já tenha passado e acrescenta que a crise de dívida europeia pode pôr em causa a retoma económica da região.

Apesar do cenário preocupante traçado para a economia mundial, em especial para a europeia, Wen Jiabao mostrou-se confiante quanto ao desempenho da China, mantendo a meta da inflação para este ano em redor dos 3%.

MRA Alliance/CNBC/Agências

Portugal com a 3ª taxa de inflação mais baixa da zona euro

terça-feira, maio 18th, 2010

A inflação anualizada na Zona Euro chegou nos 1,5 por cento no passado mês de Abril, mais uma décima do que em Março. Portugal atingiu a terceira taxa mais baixa, de acordo com dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat. Assim, em Abril de 2009 a inflação anualizada foi de 0,6%, enquanto a inflação mensal se situou nos 0,5% em Abril deste ano.

No conjunto da UE, a taxa de inflação anual foi de 2% em Abril, face aos 1,9% observados em Março (1,3% em Abril de 2009), avança ainda o gabinete de estatística da União Europeia (UE). Em Portugal, a inflação anualizada tocou 0,7% (tal como na Eslováquia) sendo a terceira mais baixa entre os países do euro, depois da Irlanda (-2,5%) e da Holanda (0,6%). As taxas mais elevadas entre os países da zona euro registaram-se na Grécia (4,7%), Luxemburgo (3,1%) e Eslovénia (2,7%).

MRA Alliance/Agências 

Portugal: Tendências inflacionistas agravam perspectivas para 2010

terça-feira, dezembro 15th, 2009

Os preços desceram 0,6% em Novembro face ao mesmo mês do ano passado  mas em Dezembro a variação deverá ser nula pelo que, com a previsível subida dos combustíveis, em 2010, a inflação vai subir afectando negativamente o nível de vida das famílias.

Em Novembro, os bens alimentares estavam 5,1% mais baratos do que no mesmo mês do ano passado. O peixe e a carne custavam menos 9% e quase 2%, respectivamente do que há um ano. Mas o ponto de viragem nos preços pode estar a dar-se neste momento. A alimentação e o vestuário estão a subir de preço e a tabela dos combustíveis, à saída das bombas, já está acima do praticado no ano passado.

“Em Dezembro, provavelmente, teremos uma inflação homóloga próximo de zero”, disse Rui Constantino, economista chefe do Banco Santander de Negócios, citado pelo Diário de Notícias. A inflação média – a relevante para efeitos salariais – foi de -0,8%, de acordo com os dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No final do ano, a queda dos preços médios deverá oscilar entre os 0,9% e 1%, a avaliar pelas previsões do Banco de Portugal e da Comissão Europeia.

MRA Alliance/DN

Inflação sobe na Zona Euro pela primeira vez em sete meses

segunda-feira, novembro 30th, 2009

Os preços médios cobrados aos consumidores na Zona Euro aumentaram em Novembro, a primeira subida registada nos últimos sete meses. O aumento indica que a retoma económica está em curso, segundo a estimativa do Eurostat publicada hoje, em Bruxelas.

Os preços médios nos 16 países da zona euro aumentaram 0,6 por cento em Novembro face a igual mês do ano passado, após um recuo de 0,1 por cento em Outubro, indicou o gabinete de estatística europeu.

A Europa saiu, da recessão no terceiro trimestre, com o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro a registar um crescimento de 0,4 por cento relativamente aos três meses anteriores.

Segundo os especialistas, a evolução da inflação deverá permanecer muito lenta, pelo que não é de esperar alterações, no curto prazo, nas taxas de juro do BCE, que, desde Maio, permanecem no mínimo histórico de 1 por cento.

MRA Alliance/Agências

Preços descem 0,2 por cento na zona euro

segunda-feira, agosto 31st, 2009

Os preços no consumidor nos países da zona euro baixaram nos 12 meses até Agosto, descendo 0,2 por cento face ao mesmo período de 2008, num ritmo menos rápido do que em Julho passado, anunciou hoje o Eurostat, em Bruxelas.

Segundo os dados preliminares do gabinete de estatísticas da União Europeia, os números de Agosto marcam o terceiro mês consecutivo de queda da taxa de inflação. A tendência negativa começou em Junho com uma descida de 0,1 por cento.

No mês de Julho, os preços de consumo registaram uma quebra interanual de 0,7 por cento, um máximo desde a criação das estatísticas para a zona euro, em 1996.

Após o pico histórico de 4 por cento registado em Julho de 2008, a inflação manteve a tendência de queda para a qual contribuíram a baixa dos preços do petróleo e o agudizar da pior recessão económica, desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

MRA Alliance/Agências

Inflação: Média portuguesa anual é a mais baixa da UE

sexta-feira, agosto 14th, 2009

A variação média do índice de preços no consumidor (IPC) em Portugal nos últimos 12 meses foi de 0,5%, o que corresponde à taxa de inflação mais baixa entre os 27 Estados-membros da União Europeia (UE).

O relatório publicado hoje pelo Eurostat refere que apenas a Irlanda apresenta uma variação média do IPC em 12 meses igual à de Portugal. Todos os outros países da UE apresentaram subidas superiores no mês de Julho.

A quebra dos preços desde o início da recessão está a ser mais intensa em Portugal do que no resto da Europa. Na Zona Euro a variação média do IPC em 12 meses foi de 1,4% em Junho e na União Europeia atingiu 2,1%.

Este indicador de inflação compara o preço médio dos bens e serviços nos últimos 12 meses, face aos 12 meses anteriores. È o indicador mais utilizado nas negociações salariais e usado pela Comissão Europeia para avaliar a estabilidade dos preços.

Apesar de neste indicador Portugal apresentar a taxa mais baixa, a inflação homóloga e mensal está a cair de forma mais intensa noutros países.

O IPC em Portugal recuou 1,4%, em Julho, mas a Irlanda (2,6%), a Bélgica e o Luxemburgo apresentaram descidas superiores (a média da Zona Euro foi de -0,7%). Contra Junho os preços recuaram 0,4% em Portugal. Em média, na Zona Euro recuaram 0,7%.

MRA Alliance/Agências

Portugal: Deflação voltou a subir em Junho

sexta-feira, julho 10th, 2009

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) desceu pelo décimo segundo mês consecutivo, atingindo uma variação homóloga negativa de 1,6 por cento, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Os números indicam que a descida generalizada dos preços, iniciada em Março deste ano, com uma diminuição de 0,4 por cento, se intensificou em Junho. Em Maio, o valor foi 1,2 por cento negativo.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), o indicador mais assertivo para efectuar comparações com os diferentes países da União Europeia, também registou uma variação homóloga negativa de 1,6 por cento, sendo a variação mensal de 0,2 por cento.

De acordo com os resultados do instituto de estatística europeu (Eurostat), face a Maio, Portugal foi o país da UE, que no mês anterior registou a segunda variação homóloga mais baixa (-1,2 por cento), a seguir à Irlanda (-1,7 por cento).

O sector dos transportes e os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foram as classes que mais contribuíram para a taxa de inflação negativa enquanto a restauração e as despesas com a habitação atenuaram a tendência deflacionista.

MRA Alliance/Agências 

Zona Euro está em deflação

terça-feira, junho 30th, 2009

A Zona Euro registou um recuo histórico dos preços, em Junho. Pela primeira vez desde que foi criada a moeda única, em 1999, a inflação foi de menos 0,1%, informou hoje o Eurostat, em Bruxelas. O recuo é inferior à média das previsões dos analistas consultados pela agência financeira Bloomberg que apontava para uma quebra de 0,2 por cento.

Os preços caíram sobretudo nos sectores da energia e alimentos. O presente quadro de deflação foi agravado pela dificuldade das empresas em combaterem a crise económica e os efeitos negativos no consumo. 

Os números do Eurostat são preliminares e excluem a variação mensal dos preços.

MRA Alliance/Agências

Portugal: Taxa de inflação foi de menos 1,2% em Maio

sexta-feira, junho 12th, 2009

De acordo com os dados do INE, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) voltou a cair registando uma variação homóloga de -1,2%, em Maio, inferior em 0,7 pontos à registada em Abril.

Excluindo a energia e os bens alimentares não transformados, a taxa de variação foi de 0,5%, inferior à verificada no mês anterior (0,9%). A variação mensal do IPC situou-se em -0,2% (0,2% em Abril de 2009 e 0,4% em Maio de 2008). A variação média dos últimos 12 meses diminuiu 0,3% face a Abril, para 1,3%.

Segundo o INE , a contribuição mais significativa para a variação do IPC regista-se nos transportes, “reflectindo a redução dos preços dos combustíveis”. Os preços dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas registaram também descidas acentuadas. As despesas domésticas e de restauração revelam ligeiras subidas face a Maio de 2008.

Esta semana, a Espanha anunciou uma taxa de inflação de -0,9% enquanto na Alemanha, pela primeira vez em 22 anos, os preços não subiram, registando uma variação nula.

MRA Alliance/Agências

EUA vão ter uma inflação tipo Zimbabué, diz Marc Faber

quinta-feira, maio 28th, 2009

Marc FaberO analista suíço Marc Faber, em entrevista à Bloomberg TV, em Hong Kong, previu que a economia dos Estados Unidos entre futuramente num agudo perído de hiperinflação devido à política de juros baixos da Reserva Federal.

“A economia norte-americana entrará em hiperinflação semelhante à verificada no Zimbabué devido à reluctância do Fed em aumentar as taxas de juro.” Recentemente, a inflação naquele país africano ultrapassou os 231 milhões por cento.

“Estou 100% seguro de que os EUA vão entrar em hiperinflação. O problema com o crescimento excessivo da dívida pública é que, quando chegar à altura em que o Fed deveria aumentar o preço do dinheiro, eles não o vão fazer e, por isso, a inflação vai começar a acelerar”, prognosticou.

MRA Alliance/Bloomberg

Espanha: Taxa de inflação volta a ser negativa

quarta-feira, maio 13th, 2009

O índice de preços no consumidor voltou a descer em Abril e atingiu o valor histórico de 0,2 por cento negativos, informou o Instituto Nacional de Estatística espanhol. Os preços caíram 0,1 por cento entre Abril e Março. A taxa de inflação que exclui os preços da alimentação e os preços dos produtos energéticos manteve-se em 1,3 por cento, igual à do mês de Março.

A descida das despesas com habitação e dos preços de alimentos e bebidas não alcoólicas, em Abril, foi a principal responsável pela pressão deflacionista num ambiente generalizado de crise.

O desemprego atingiu os 17,4 por cento, um dos valores mais altos da União Europeia. As previsões apontam para que a economia espanhola contraia 3,2 por cento este ano.

MRA Alliance/Agências

China: Forte crescimento apesar das pressões inflacionistas

quarta-feira, julho 16th, 2008

A China “não deve ter nenhum problema” em manter um crescimento de dois dígitos neste ano e os executivos políticos não se devem preocupar com uma desaceleração, disse hoje, em Pequim, um economista do governo. Os comentários de Zhang Xiaojing, economista da Academia Chinesa de Ciências Sociais, são um sinal de que o governo chinês continua a preocupar-se mais com o crescimento do que com a inflação. Zhang, numa entrevista ao National Business Daily, revelou que a academia enviou um relatório optimista ao governo sobre as perspectivas económicas para o segundo semestre. “A China não tem que fazer muito para manter um crescimento de 10 por cento”, afirmou, enfatizando que tal se deve ao dinâmico investimento e ao consumo interno. MRA/Agências

Brasil: Inflação ameaça, «cesta básica» sobe 30% no 1.º semestre

terça-feira, julho 1st, 2008

Cesta Básica - Autoria Spon Holz/BRO preço da cesta básica já subiu quase 30% no primeiro semestre de 2008. Um estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que o preço do cabaz alimentar brasileiro aumentou em todas as 16 capitais pesquisadas. O maior aumento foi verificado em Recife (29,24%) e João Pessoa (25,37%). As menores subidas ocorreram nas cidades de Aracaju (12,03%), Goiânia (11,83%) e Belém (10,47%). No mês de Junho, a inflação corrente dos alimentos atingiu o preço da cesta básica em 14 das 16 capitais. Os maiores aumentos no conjunto de produtos verficaram-se em Goiânia (10,64%), Brasília (6,43%), Rio de Janeiro(5,93%) e Salvador (5,38%). As únicas quedas aconteceram em Vitória (1,13%) e em Fortaleza (0,35%). Sinais ameaçadores e economicamente difíceis de entender num país que é independente em termos energéticos e alimentares e possuiu fundamentais macroeconómicos dos mais estáveis e consistentes do continente sul americano. MRA Dep. Data Mining

China: Especialistas confiantes que economia resistirá à crise mundial

sexta-feira, maio 9th, 2008

O arrefecimento global da economia não vai afectar a China, pois o crescimento passará de 10,6% para 10,8%, no segundo trimestre de 2008, apesar da desaceleração e das pressões inflacionistas, informou o Centro de Informação do Estado. O «think tank», especializado na antecipação das tendências que influenciarão o desenvolvimento do país, informou que nos primeiros três meses do ano a inflação baixou de 8% para 7.5%. Porém, o Índice de Preços do Produtor (IPP) manter-se-á elevado (8,1%) no período Abril-Junho.

Num artigo publicado no Jornal de Valores Mobiliários da China (中国 安全 日记) Qing Wang, economista do banco Morgan Stanley, disse que “após o primeiro trimestre, o cenário macroeconómico da China tornou-se mais claro: vamos ter uma aterragem suave.” Neste trimestre, o banco Lehman Brothers concorda que o PIB crescerá 10.8% com uma taxa de inflação média de 7.8%. Os economistas prevêem a adopção de mais medidas restrictivas. O rácio das reservas para os bancos deverá subir para os 17% e o yuan deverá cotar-se a 6.3 face ao dólar americano, segundo Grace Ng do banco JPMorgan China. Em Março, os preços no consumidor subiram 8.3%. O «think tank» da Comissão da Reforma e Desenvolvimento Nacional está optimista quanto ao crescimento do investimento directo fixo recuperará no segundo trimestre após a contracção provocada pelos nevões de Janeiro e Fevereiro, os piores desde há 50 anos. O controlo da inflação será a principal prioridade das políticas públicas. O Centro de Informação do Estado prevê que a procura externa diminua, num clima de apreciação do yuan, com efeitos negativos nas exportações durante este trimestre. O crescimento das vendas para o exterior cairá dos actuais 21.4% para os 20%. MRA Dep. Data Mining

Alemanha: Previsões económicas para 2008 caem para 1,2%

quinta-feira, abril 24th, 2008

O Governo alemão espera um forte abrandamento do ritmo de crescimento da economia do país. O ministro alemão da tutela, Michael Glos, avançou hoje novas previsões – a economia deverá crescer 1,2%, contra os 1,7% calculados para 2008. “É uma ilusão crer que as dificuldades conjunturais nos Estados Unidos (…) vão poupar por tempo indefinido a Alemanha”, disse.
Glos defendeu que o Banco Central Europeu (BCE) não deverá reforçar o euro através do aumento das taxas de juro. No entanto o ministro da Economia considerou que o BCE “até agora, fez um bom trabalho” e frisou que a política seguida teve “efeitos estabilizadores”.

A confiança dos empresários caiu em Abril na Alemanha e na França, que representam cerca da metade da economia da Zona Euro, face à subida dos preços da energia e das matérias-primas, agravada pela valorização do euro. O cepticismo foi igualmente agravado pela redução do poder de compra dos consumidores e pela previsível quebra do crescimento global. A inflação na Zona Euro subiu para os 3,6% em Março, a taxa mais alta desde há 16 anos. O euro valorizou-se 9% face ao dólar desde o início do ano. MRA/Agências

China provoca subida dramática dos preços dos fertilizantes

quinta-feira, abril 17th, 2008

Escassez de alimentosO governo chinês abriu os cordões à bolsa e aceitou pagar o triplo, em 2008, pelo carbonato de potássio que importa do Canadá para melhorar a sua produtividade agrícola, num sinal de que o preço da fileira agro-industrial vai continuar o ciclo de subida. O grande beneficiário foi o fornecedor Potash Corp. do Canadá, o mais produtor de fertilizantes do mundo, cujas acções não têm parado de se valorizar na bolsa de Toronto. A Potash Corp. passou a ser a segunda empresa canadiana com maior capitalização bolsista – atrás da Research In Motion e à frente do Royal Bank of Canada e Manulife Financial. O seu valor de mercado é actualmente de 62 mil milhões de dólares canadianos (CAD). Desde 2003, as acções da empresa tiveram uma valorização de 1 000%.

Contratos idênticos estão a ser assinados entre a China e empresas russas como de outros países à escala global. A procura de fertilizantes à base de potássio deverá crescer 4% ao ano, de acordo com fontes do sector. Os preços das commodities agrícolas – trigo, milho, soja e arroz – não param de subir. Mais caras e escassas estão a provocar tensões sociais em muitos países em desenvolvimento, africanos e asiáticos, em particular no Zimbabué, Uganda, Quénia, Sudão, República do Congo, Burundi e Ruanda, bem como nas Filipinas, Indonésia, Índia e China and India. MRA/Agências

Russia vai usar fundos orçamentais para salvar aperto da banca

quinta-feira, abril 17th, 2008

Banco Central da RússiaO Ministério das Finanças da Rússia estabeleceu um tecto mínimo de taxas de juro anuais nos 7,5% para os primeiros leilões de fundos orçamentais que vão ter lugar para ajudar a banca russa a enfrentar o impacto da escassez global de liquidez do sistema financeiro. O primeiro leilão, marcado para hoje, ascende a 300 mil milhões/bi (mm/bi) de rublos (USD 12.79 mm/bi). Os empréstimos à banca têm um prazo de pagamento até 14 de Maio. A banca russa contraíu avultados empréstimos no estrangeiro mas ainda não deu sinais de ter sido severamente afectada pela crise global de liquidez como a que perturbou vários mercados, entre os quais o vizinho Cazaquistão.

A súbita quebra do crescimento bancário nalguns segmentos levou os bancos russos a pedirem ajuda ao Banco Central e ao governo para disnibilizarem fundos de emergência para aliviar a pressão.

Analistas, entretanto alertaram para os perigos de consequências dramáticas no processo inflacionário doméstico. “O uso deste dinheiro pelos bancos pode afectar a economia. (…) O impacto na taxa de inflação, em lugar dos estimados USD 13 mm/bi, pode ser 20 vezes superior”, disse Maxim Osadchy, analista da Antanta Capital, referindo-se ao montante anunciado para o leilão. “O valor pode galgar facilmente para os USD 260 mm/bi.” disse. Na Rússia, em 2007, a taxa de inflação ultrapassou largamente as previsões oficiais (12%) e, em 2008, a espiral ascendente tem-se agravado, podendo atingir os 15%, de acordo com os analistas. Todavia, o ministro russo das Finanças, Alexei Kudrin, ontem, admitiu “ser possível” uma taxa de 10%, em 2008. O discurso do ministro foi interpretado como o primeiro sinal do governo de que manter a inflação abaixo dos dois dígitos será difícil.

As medidas anunciadas irão ter um impacto temporário positivo na capacidade de financimaneto dos grandes bancos mas excluiu os pequenos do processo fazendo temer pela sua solvabilidade. Os especialistas prognosticam uma fase de concentração com as grandes instituições a assumirem o controlo das pequenas, mais vulneráveis e cujo preço se vai tornar atractivo para serem comprados. MRA/Agências

Crise global afectará mais os países industrializados do que as economias emergentes, diz economista do BM

sexta-feira, janeiro 11th, 2008

World Bank - Sede - Washington, D.C.As economias dos países em desenvolvimento deverão aguentar os impactos directos, nos próximos dois anos, da crise hipotecária ou de uma recessão da economia dos EUA, afirmou um economista sénior do Banco Mundial, citado pelo boletim electrónico EETimes, especializado em Tecnologias de Informação (TI’s). Andrew Burns, economista-chefe e autor do último relatório do Banco Mundial – “Global Economic Prospects 2008: Technology Diffusion in the Developing World” afirmou ontem, durante uma entrevista em Bengaluru (Índia), que “a crise hipotecária estadunidense afectará levemente os países em desenvolvimento devido à sua intrínseca resiliência que está a ajudar a reduzir o impacto do arrefecimento da economia dos EUA.” Burns, considera que apesar de não serem completamente imunes à crise financeira global, o dinamismo daquelas economias, designadamente na região Ásia-Pacífico, parece ser suficiente para não serem gravemente afectados.

As principais vítimas serão as economias dos países industrializados. “Os mercados de capitais sofrerão perdas substanciais e, em 2008, o preço real do dinheiro pode aumentar em cerca de 200 pontos base,” prognosticou Hans Timmer, gestor do World Bank Development Prospects Group. As consequências, em sua opinião, serão um pronunciado aperto do crédito, drástica redução do investimento pelas empresas, aumento do desemprego, retracção do consumo e um período prolongado de queda dos preços. Esta opinião contradiz a de outros analistas que, face à subida dos preços do petróleo e de outras matérias primas minerais e agro-alimentares, prevêem a aceleração da espiral inflacionista. (pvc)

Crescimento – Inflação = a contas de sumir…

quarta-feira, janeiro 9th, 2008

Contas de sumirO Banco de Portugal reviu em baixa (-0,2%) o crescimento da economia portuguesa para este ano fixando-o em 2%, quebrando, alegadamente, seis anos de divergência face à Zona Euro. Em 2009, com um crescimento estimado em 2,2%, poderá superar mesmo o desempenho dos parceiros europeus que usam a mesma moeda. É o retorno à convergência real, escreve hoje o Diário de Notícias num artigo intitulado “Economia cresce abaixo do previsto e está sob forte risco externo.” Porém a inflação prevista para 2008 – entre os 2,4%/IHPC e os 2,1% do governo – na melhor das hipóteses permitirá um irrelevante crescimento real (+ 0,1%) e na pior um desempenho negativo (-0,4%). Perante isto, e com os perigos externos (petróleo acima dos 100 dólares/barril p. ex.), logo mais inflação e recessão/estagflação é difícil entender o optimismo governamental …

(pvc)