Archive for the ‘Gurus’ Category

Stiglitz pede ao BCE para baixar taxas de juro

segunda-feira, agosto 29th, 2011

O Nobel da Economia em 2001 apela ao Banco Central Europeu (BCE) para baixar a taxa de juro directora. Em entrevista ao diário alemão Handelsblatt, Joseph Stiglitz defende que “o BCE deve recuar nos aumentos anteriores”.

A 7 de Julho, o BCE subiu a taxa de juro directora em 0,25 pontos para 1,5% depois de também em Abril ter aumentado a taxa de referência da zona euro para 1,25%, ao fim de 23 meses no mínimo histórico de um por cento.

O economista, conhecido pelas duras críticas liberais, considera que a instituição de Frankfurt deverá ter em conta a decisão da instituição homóloga norte-americana, a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que decidiu manter as taxas de juro inalteradas, nos zero por cento, durante dois anos.

“A actual política monetária do BCE impulsiona o euro e prejudica os exportadores alemães”, argumenta o economista, citado pelo jornal.

Os economistas esperam que o banco central não volte a aumentar novamente este ano a taxa de juro na zona euro, devido à nova eclosão da crise da dívida soberana, numa altura em que a instituição parece determinada em tornar a sua política monetária mais rígida já no Outono.

MRA Alliance/DE

Especulador Soros aposta na saída da Grécia e de Portugal da Zona Euro

segunda-feira, agosto 15th, 2011

O multimilionário especulador em divisas e commodities George Soros, numa entrevista à revista alemã Der Spiegel, defende que Portugal e a Grécia devem abandonar a Zona Euro como melhor forma de salvar a moeda única.

“O problema grego foi tão maltratado que, neste momento, o melhor talvez seja mesmo uma saída ordeira. O mesmo se aplica a Portugal. A União Europeia e o euro sobreviveriam”, diz Soros. Nas entrelinhas pode inferir-se que o seu sentimento é favorável a manobras especulativas que forçem a subida dos juros das dívidas soberanas grega e portuguesa.

Soros, que nos anos 90 fez ajoelhar o Banco de Inglaterra com manobras especulativas que culminaram com a forte desvalorização da libra, veste agora a pele do especulador bom ao defender a proibição imediata dos derivativos financeiros CDS (Credit Default Swaps), a versão moderna da apólice de seguros de risco financeiro. O fundador do hedge fund Quantum Fonds classifica os CDS como “produtos financeiros altamente perigosos” porque “fomentam a especulação na queda” das divisas ou dos activos. 

Soros, por outro lado, faz uma crítica demolidora à passividade das decisões dos políticos em geral, que acusa de tomarem decisões “para apenas ganharem tempo”, e da chanceler alemã Angela Merkel em particular a quem atribuiu a responsabilidade pelo início da crise do euro. 

O mega especulador insiste na necessidade de os países da Zona Euro se entenderem sobre a emissão de eurobonds (títulos de dívida europeus). “Quer queiramos, quer  não, o euro existe. Para que funcione bem, os países da zona euro deverão poder refinanciar grande parte das suas dívidas nas mesmas condições. Essa tarefa cabe à Alemanha (…) com regras financeiras claras ditadas pelos alemães “, disse Soros.

“Infelizmente – acrescentou – a Alemanha tem sobre isto ideias esquesitas. Os alemães devem estabelecer regras que os outros possam cumprir. A países como Espanha deverão ser permitidos défices orçamentais cíclicos até que consigam recuperar”. 

O controverso financeiro jurou  ainda ao Der Spiegel que a sua intenção não é a de especular contra o euro. “Seguramente, não estou a apostar contra o euro”, porque “os chineses estão muito interessados numa alternativa ao dólar e farão tudo para ajudar os europeus a salvá-lo [a moeda única]”.

MRA Alliance

Seria vantajoso para Portugal e Grécia abandonarem o euro, diz professor americano

quinta-feira, agosto 11th, 2011
O professor de Economia na Universidade Harvard, Martin Feldstein, defende que Portugal e a Grécia só conseguirão recuperar a competitividade e equilibrar a balança comercial se abandonarem a Zona Euro.Numa entrevista exclusiva concedida ao Jornal de Negócios, Feldstein acredita que seria vantajoso para os dois países abandonarem a moeda europeia.
“O problema não tem tanto a ver com a dívida mas sim com a competitividade”, afirmou o antigo conselheiro económico de Ronald Reagan numa entrevista concedida ao Project Syndicate, no âmbito dos artigos de opinião que o economista escreve regularmente. 
“Como é que estes dois países vão competir? Como é que vão conseguir equilibrar o seu comércio internacional?”, questionou Feldstein, fazendo um paralelo com a situação que alguns países da América Latina viveram nos anos 80.

“Alguns países entraram em incumprimento, as suas economias viveram um período de depressão mas, e este mas é muito importante, puderam desvalorizar a moeda e assim aumentar as exportações e diminuir as importações”, sublinhou o economista, acrescentando que isto não é possível fazendo parte de uma unidade monetária.

Nesta entrevista, exclusiva para Portugal, Feldstein analisou ainda a situação da Grécia, afirmando que o último pacote de ajuda da União Europeu representa um “default” e que este não será o último. A Grécia vai voltar a entrar em incumprimento e de uma forma mais significativa.

MRA Alliance

Rogoff diz que vivemos a “Segunda Grande Contracção”

terça-feira, agosto 9th, 2011

Num artigo de opinião publicado hoje no Financial Times, o professor de Economia da Universidade de Harvard, Kenneth Rogoff, diz que depois de quatro anos em crise financeira, é cada vez mais claro que “o maior défice não é no crédito mas na credibilidade” e avança com o conceito de estarmos a viver a “Segunda Grande Depressão”

Isto porque, argumenta, “os mercados podem ajustar-se a uma quebra no crescimento mundial, mas não podem lidar com uma perda de confiança em espiral na liderança e com um sentimento crescente de que os políticos estão desligados da realidade”. E lança a questão: “O que é preciso fazer para nos afastarmos do precipício?”.

Para o ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) até agora o problema reside numa elevada dívida que tem aumentado a pressão para “acelerar a normalização do crescimento pós-crise”, que é geralmente muito lento. 

ogoff considera mesmo que “é melhor pensarmos que a economia global está a atravessar uma “Segunda Grande Contracção” (sendo a Grande Depressão a iniciada em 1929) envolvendo o mercado de crédito e o mercado imobiliário, e não apenas o crescimento e o desemprego”.

O economista vai mais longe ao considerar que a questão de as maiores economias do mundo enfrentarem um cenário de nova recessão “é quase irrelevante”, uma vez que “para todos os efeitos”, a maioria das economias europeias e a norte-americana nunca chegaram a sair totalmente da recessão.

Na opinião de Rogoff, as soluções financeiras e monetárias têm de ser reforçadas com reformas estruturais, envolvendo os “inustentáveis fundos de pensões e de saúde”. O professor de Harvard adianta que “se os responsáveis conseguissem, pelo menos, fazer o diagnóstico certo, seria um passo importante para a recuperação””, após “uma longa série de meias medidas e tropeções”.

Mas o economista deixa um sinal de esperança  ao considerar que “as opções estão a diminuir mas os líderes ainda não ficaram sem balas”. Em sua opinião esquemas de amortização da dívida, subidas temporárias da inflação e robustas reformas estruturais podem ajudar a resolver a crise.

Contudo, alerta Rodoff, “nesta conjuntura crítica”, os líderes devem dirigir-se aos problemas de uma “Grande Contracção e não apenas a uma grande mas convencional recessão”.

MRA Alliance/DE

Banco Central Europeu criticado por Stiglitz e Krugman

sexta-feira, julho 22nd, 2011

O BCE devia adotar uma «posição mais ativa» face à crise soberana na zona euro, diz hoje o Nobel Joseph Stiglitz, enquanto Paul Krugman acusa a instituição de estar a piorar a situação.

Num artigo de opinião publicado no Financial Times, o Nobel da Economia Joseph Stiglitz escreve que «se o Banco Central Europeu (BCE) está preocupado que um evento de crédito vai levar a agitação nos mercados financeiros, deve tomar uma posição mais ativa para abordar os problemas de base, eliminando a falta de transparência nas trocas de derivados, garantindo que os bancos estão adequadamente capitalizados e prevenindo os bancos de estarem excessivamente interligados».

Por seu lado, o também Nobel da Economia Paul Krugman escrevia no New York Times, num artigo intitulado «A depressão menor» (aquilo que denomina como a «era prolongada de elevado desemprego que começou com a grande recessão de 2007-2009 e continua até hoje»), com sarcasmo: «Terei eu mencionado que o BCE — ainda que, felizmente, não a Reserva Federal — parece determinado em piorar as coisas ao aumentar as taxas de juro?»

MRA Alliance/DD

Agências de rating podem precipitar nova crise”, diz Stiegliz

sábado, julho 16th, 2011
Joseph Stiglitz, Prémio Nobel de Economia em 2001, afirmou que as agências de notação financeira podem estar “a precipitar uma nova crise financeira”, depois de se manifestar cético em relação às suas avaliações, noticia o semanário Expresso.
Stiglitz fez as afirmações ontem, em Luanda, onde foi o orador principal da conferência “A Crise Financeira Internacional: Riscos e Oportunidades para as Economias Emergentes como Angola”, organizada pelo jornal Sol e a revista Foreign Policy Lusófona.

Para o Prémio Nobel, as agências de ‘rating’ têm dois problemas, o do modelo de negócio e o da capacidade técnica dos seus analistas. Sobre o modelo de negócio, considerou-o “ultrapassado”, porque as agências “são pagas pelas pessoas a quem atribuem as classificações no sector privado”.
Desta forma, acrescentou, “sentem-se obrigadas a dar melhores classificações às empresas de produtos bancários, por exemplo”.

O ceticismo do antigo chefe do Conselho dos Consultores Económicos da Casa Branca na administração Clinton e ex-economista-chefe do Banco Mundial, estende-se também à capacidade dos recursos humanos das agências de ‘rating’ de fazer “avaliações credíveis”. Stiglitz afirmou que “normalmente as suas avaliações não têm qualquer fundamento científico”.

Acrescentou ainda que “as agências de ‘rating’ têm um historial muito negativo em termos de notações, que têm sido fonte de instabilidade. Por exemplo, deram boas classificações às empresas de hipotecas [nos Estados Unidos], o que desempenhou um papel preponderante na crise financeira”.

MRA Alliance

“Portugal está quase no limite das taxas financiáveis”, diz assessor de Sarkozy

segunda-feira, fevereiro 14th, 2011

Michel AgliettaTaxas de juro de 5% sobre a dívida pública é o limite do financiável, defende Michel Aglietta, e Portugal está quase nesse ponto, alerta. O País até poderá recorrer à ajuda do Fundo de Estabilização Financeira, admite o antigo conselheiro económico do primeiro-ministro francês, mas será para resolver um problema temporário de liquidez e não por risco de insolvência.

MRA Alliance/DE

Problema do euro está resolvido mas vai repetir-se com o dólar, diz Soros

domingo, fevereiro 6th, 2011

O especulador norte-americano, George Soros, disse ontem que a crise do euro está em vias de resolução, mas que os Estados Unidos terão uma crise similar nos próximos dois anos. «Na minha opinião, em dois anos, esta crise europeia vai repetir-se nos Estados Unidos», em resultado do endividamento de numerosos Estados federais norte-americanos, afirmou, citado pela AFP, durante a 47ª conferência anual sobre segurança, em Munique, na Alemanha.

A crise do euro está em vias de ser resolvida, porque «existe a determinação de fundar uma política orçamental comum ou uma administração das finanças comum», disse, mas avisou: «A estrutura que está em vias de se criar também vai criar problemas nos próximos anos, porque o euro, que supostamente deveria criar convergências entre os países, criou divergências.»

Soros prevê que, se não houver cuidado, vai ser criada «uma Europa a duas velocidades, com, de um lado, os países com excedentes orçamentais, que vão avançar, e, do outro, os países deficitários, que se vão arruinar sob o peso das suas dívidas».

MRA Alliance/AF

Juro do leilão de OT de Portugal é “ruinoso”, diz Krugman

quinta-feira, janeiro 13th, 2011

Paul KrugmanO Nobel da Economia Paul Krugman alertou que, com mais sucessos como o do leilão português de ontem, a periferia europeia será “destruída”. Na apreciação que Paul Krugman faz no seu blogue, o economista considera a taxa de juro do leilão da dívida pública portuguesa “pouco menos que ruinosa”.

Portugal colocou no mercado 1.249 milhões de euros em obrigações do Tesouro com maturidades a 10 e a 4 anos. Nos títulos a 10 anos, a taxa média ponderada baixou para 6,716% face aos 6,806% observados no leilão anterior. Nessa maturidade foram emitidos 599 milhões de euros, tendo a procura superado em mais de três vezes a oferta.

Nos títulos a 4 anos, os juros dispararam para 5,396% face aos 4,041% do leilão anterior comparável. Nesta maturidade foram dadas ordens que superaram em 2,6 vezes o montante da oferta, tendo sido emitidos 650 milhões de euros.

MRA Alliance/DE

Emissão de Eurobonds defendida por nobel da economia

segunda-feira, janeiro 3rd, 2011

Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia (2008)O prémio Nobel da Economia, laureado em 2008, defendeu hoje a emissão conjunta de dívida por parte da União Europeia. “De forma crucial, a falta de integração fiscal faz da moeda única uma proposição dúbia, na melhor das hipóteses. E isso é um problema para o projecto europeu, de forma geral”, diz Paul Krugman no blogue “A Consciência de Um Liberal”, publicado no New York Times, citado pelo Diário Económico

“A solidariedade faz-se com medidas económicas que funcionam, não com medidas que não funcionam”, refere Krugman, que acrescenta que a quebra da zona euro “poria um amortecedor naqueles sentimentos de solidariedade que deveriam levar o continente, passo a passo, a uma verdadeira federação”. O economista diz, por isso, que “se fosse um líder europeu, estaria muito, muito preocupado, e disposto a aceitar grandes riscos, como a criação de eurobonds para virar as coisas ao contrário”.

Krugman admite ainda que a criação do euro tem tanto de económico como tem de político, num movimento de integração económica que visa ser economicamente produtivo e criar uma “solidariedade de facto”, no reforço da união política. “Mas a estratégia depende de que cada movimento em direcção à integração económica seja um símbolo político e uma boa ideia económica (…) não é claro, de forma alguma, que o euro passe o teste”, acrescentou.

A ideia das ‘Eurobonds’ tem vindo a testar a harmonia política entre os líderes da União Europeia, pelo menos desde que o presidente do Eurogrupo e primeiro ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, junto com o ministro italiano das Finanças, defenderam numa carta pública a possibilidade da União Europeia emitir dívida soberana conjunta. A chanceler alemã Angela Merkel rejeitou de imediato a proposta, a que a opinião pública da Alemanha também se opõe, considerando que seria o Estado alemão a pagar a dívida dos países mais fracos da zona euro.

MRA Alliance

Portugal: “Primeiro trimestre vai ser terrível para as famílias”, diz economista

segunda-feira, janeiro 3rd, 2011

Ricardo Reis, Professor de Economia“No curto prazo, o primeiro trimestre vai ser terrível para a maioria das famílias portuguesas”, afirma Ricardo Reis, professor da Universidade de Columbia (EUA), num artigo de opinião publicado na Prospect 2011, integrada na edição de hoje do Diário Económico.

No texto, o economista português nota que “o impacto total do corte de salários na função pública e do aumento generalizado dos impostos vai pesar, e muito, no dia-a-dia das pessoas” e deixa um aviso: “Se o aumento da pobreza já está nas notícias em Portugal, os próximos três meses vão trazer pouco alívio”.

Ainda assim, refere o economista, “quando chegar ao fim do ano, 2011 vai ser recordado com o ano chave das mudanças”. Ricardo Reis traça dois cenários possíveis para Portugal: “Ou irá finalmente começar a crescer puxado pelas exportações, ou vai ter um colapso no seguimento de um acentuar do aumento de impostos, por pressão da Alemanha, ou da intervenção do FMI”.

Sobre o problema do financiamento do Estado Português este ano, o professor de economia considera que “o poderio chinês poderá ser decisivo na colocação da dívida portuguesa de curto prazo”. Portugal vai ao mercado já esta quarta-feira para vender 500 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro. Recorde-se que a China já reiterou a sua disponibilidade para ajudar Portugal a conter a crise de dívida.

Em jeito de conclusão, Ricardo Reis afirma que “os desafios que se aproximam são grandes e mesmo assustadores, mas é nestas alturas que se define uma nação e o seu povo”.

MRA Alliance

“Grandes líderes são sóbrios, discretos e não ganham grandes salários”, diz Belmiro

sexta-feira, outubro 22nd, 2010

Belmiro de AzevedoBelmiro de Azevedo defendeu que um líder deve respeitar “muito mais” os valores do que as contas da empresa ou as cotações. O presidente da Sonae falava no encerramento da Conferência Fulbright Brainstorms 2010, integrada nas comemorações dos 50 anos da administração do Programa Fulbright em Portugal, que começou na quinta-feira em Lisboa.”O principal de um grande líder é formar líderes melhores do que ele próprio. Se não assume isso, está o caldo entornado. Não devemos morrer agarrados ao cadeirão, mas nem sempre é assim, até na política”, afirmou para uma parca plateia que assistia ao encerramento daquele encontro na Gulbenkian.

O empresário defendeu também que os grandes líderes têm uma dupla característica: “são muito sóbrios, muito discretos, e não ganham grandes salários”, disse, explicando basear-se em estudos norte-americanos sobre liderança.

“Para chegar á liderança é preciso poder, ou seja ter formação, e querer”, afirmou Belmiro de Azevedo, defendendo que os grandes líderes “devem saber arriscar numa mudança de paradigma, económico ou de educação” e que “educar para a liderança é também responsabilização pelo desperdício”.

O empresário defendeu mesmo a criação de uma disciplina no ensino secundário e universitário sobre ciências humanas, salientando que um grande líder “tem de respeitar muito mais os valores” do que as contas ou as cotações da empresa.

Temos de formar líderes que não sejam egocêntricos ou escravos das luzes e de si próprios”, acrescentou, salientando que estes líderes são necessários nas empresas e na política.

Eduardo Marçal Grilo, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian e coordenador científico da conferência, defendeu também a importância das ciências humanas na formação por darem capacidade de ver o mundo em todas as suas facetas. “O poder está nas ideias, não está no dinheiro ou no Ministério da Defesa”, concluiu Marçal Grilo no encerramento daquele encontro.

MRA Alliance/DE

A economia mundial já entrou na terceira depressão, diz Krugman

terça-feira, junho 29th, 2010

Paul Krugman“Estamos nos estados iniciais de uma terceira depressão, que deverá ser como a Longa Depressão e o reflexo do fracasso das medidas tomadas. Os custos para a economia mundial serão enormes”, escreve hoje Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia, em 2008, num artigo publicado pelo New York Times e reproduzido na edição de hoje do jornal ionline.

“Esta terceira depressão será fundamentalmente um reflexo do fracasso das medidas tomadas. Em todo o mundo, como foi manifesto na reunião profundamente desencorajadora do G20, os governos estão obcecados com a inflação, num momento em que o verdadeiro perigo está na deflação; advogam a necessidade de apertar o cinto quando o verdadeiro problema está na falta de despesa pública”, acrescenta o economista norte-americano e professor da Universidade de Princeton.

MRA Alliance/ionline 

“Alemanha pode destruir projecto europeu”, avisa Soros

quarta-feira, junho 23rd, 2010

George SorosGeorge Soros considera que as medidas anunciadas por Merkel ameaçam a sustentabilidade da Europa. “A política [de austeridade] alemã é um perigo para Europa e pode destruir o projecto europeu”, disse o bilionário numa entrevista ao semanário alemão “Die Zeit”, onde também argumentou que “não se pode descartar um colapso do euro”.”Actualmente, os alemães estão a arrastar os seus vizinhos para a deflação. E isso poderá conduzir ao nacionalismo e à xenofobia. A democracia pode estar em risco”, defendeu George Soros, que em 1992 ganhou mil milhões de dólares por especular contra a libra esterlina.

“A Alemanha está globalmente isolada. Porque não deixam os salários subir? Isso ajudaria outras economias europeias a recuperar”, acrescentou.

MRA Alliance/DE

Roubini sugere ao BCE que corte taxa de juro para zero

quinta-feira, junho 10th, 2010

Nouriel RoubiniO economista Nouriel Roubini defende que o Banco Central Europeu (BCE) devia voltar a cortar a taxa de juro para 0% e aumentar o programa de compra de obrigações para ofuscar os efeitos que as medidas de austeridade implementadas pelos países da Zona Euro vão ter.

O especialista defende que a política monetária deveria ser assente em dois pilares: “aperto orçamental, mas muito mais dinheiro fácil”.

“Descer apenas para zero não vai adiantar de muito, são apenas 100 pontos base”, sublinhou, acrescentando que é preciso “descer os juros para zero” em conjunto com mais dinheiro no mercado, apoio aos mercados e “precisam de dar um sinal de que não estão confortáveis com um euro fraco”, disse o economista.

MRA Alliance/Agências

“Falam, falam, mas não dizem nada”, diz Belmiro sobre elites portuguesas

sexta-feira, setembro 18th, 2009

Belmiro de Azevedo inaugurou o Parque de Negócios da Sonae na Maia, um investimento de 86 milhões de euros que emprega 1800 pessoas – 326 mil m2 com áreas para serviços empresariais e logística de retalho.

Na cerimónia, o empresário comentou a ausência do Governo. “Nós convidámos (vários membros do Governo, incluindo o primeiro-ministro e o ministro da Economia). Os convites foram assinados pelo Paulo (Azevedo, presidente da Sonae) e só tivemos aqui autoridades locais, não vi nenhum elemento do Governo”, disse Belmiro de Azevedo.

De acordo com o empresário, a Sonae só recebeu “repostas negativas” dos elementos do Governo convidados. “Não deram explicações nem têm que dar”, acrescentou.

“Eu interpreto isso da maneira que entendo e estou muito seguro de que estou a interpretar bem”, afirmou, acrescentado que “não tenho más relações (com o Governo) porque só comunico com autoridades, isto é, o primeiro-ministro”.

Em Portugal “devia haver muito mais empresários e os cidadãos em geral a interessarem-se por criar emprego e riqueza”, disse Belmiro de Azevedo. “É o problema da formiga e da cigarra: há muita gente a falar mas não acrescentam valor nenhum. Falam, falam, falam, mas não dizem nada. Esse é que é o problema”.

MRA Alliance/Agências�

China vai ser o primeiro país a superar a crise, diz Soros

segunda-feira, junho 8th, 2009

O especulador húngaro naturalizado americano George Soros afirmou hoje que a China vai ser o primeiro país a superar a crise financeira global.

“A sua capacidade de recuperação será mais rápida que a do resto do mundo (…) e do que pensa a maioria dos especialistas”, disse Soros, num discurso proferido na Universidade Fudan, em Xangai.

MRA Alliance/Agências

Spreads da banca asfixiam PME portuguesas, diz Prémio Nobel

sexta-feira, maio 8th, 2009

Joseph StieglitzO Prémio Nobel da Economia, Joseph Stiglizt, que participou hoje nas Conferências do Estoril, defendeu que a saída para estimular a economia portuguesa, sem gastar muito dinheiro dos cofres do Estado, passa por «tornar o crédito mais acessível» às pequenas e médias empresas, «com taxas de juro mais baixas».

Esta via «terá um custo orçamental muito mais baixo» mas tem de ser feita «com cuidado» para não emprestar dinheiro a quem não pode pagar, acrescentou.

Na opinião do prémio Nobel da Economia, o Executivo português deve apostar numa forma de controlar os “spreads” que os bancos praticam no mercado, já que perdeu a capacidade de controlar política monetária quando aderiu ao euro.

“O Banco Central Europeu controla a taxa de juro oficial, mas a taxa a que as empresas conseguem pedir emprestado pode ser diferente no mercado. Ora, uma das consequências desta crise é que o “spread” tem aumentado no mercado. As políticas governamentais podem afectar a magnitude desses “spreads”», explicou.

«Penso que países como Portugal devem pensar mais em formas como podem controlar isso [o acesso ao crédito] e, dessa forma, a competitividade», sublinhou. 
Stiglitz sugeriu a criação de «garantias governamentais sobre os empréstimos».
  
Para Stiglitz, a crise mundial «pôs em evidência algumas das dificuldades que alguns dos países da União Europeia enfrentam». «Houve uma troca: vocês abdicaram de um instrumento importante que foi [o controlo sobre] as taxas de juro. A vantagem disso foi terem conseguido alguma estabilidade. Mas os benefícios aconteceram durante o período de crescimento, os custos estão a surgir agora no período de crise», acrescentou.

MRA Alliance/Agências

Gestor financeiro chinês pagou € 1,26 milhões para jantar com Warren Buffet

segunda-feira, junho 30th, 2008

buffet descansa num elevador...Zhao Danyang, gestor do fundo de investimento Pureheart China Growth, de Hong Kong, licitou na bolsa electrónica eBay o direito a almoçar na célebre steakhouse novaiorquina, Smith & Wollensky, com o «Oráculo de Omaha», o bilionário especulador norte-americano Warren Buffet. Actualmente com 77 anos, Buffet começou a leiloar um almoço anual, em 2000, por mera filantropia. O primeiro repasto foi leiloado por USD 25 000. Em 2007, na antecâmara da crise financeira global prognosticada há cinco anos pelo presidente da holding Berkshire Hathaway, o almoço foi arrematado por USD 650 100. A buzzword de Buffet – Armas Financeiras de Destruição Maciça – para classificar os efeitos preversos dos derivativos de crédito nos mercados mundiais, não será estranha à crescente procura pelas suas opiniões, conselhos e previsões. MRA Dep. Data Mining

EUA: Guru Warren Buffett diz que a recessão é mais grave do que se receava

sexta-feira, maio 2nd, 2008

O Oráculo de OmahaO mais admirado e frugal especulador financeiro dos Estados Unidos, Warren Buffett, citado esta semana pela agência Reuters disse que a economia americana entrou num período de recessão mais grave do que a maioria das pessoas previa. Buffett, o homem mais rico do mundo (USD 62 mil milhões/bilhões) afirmou: “Em termos genéricos a minha percepção diz-me que o clima recessivo será mais longo e mais grave do que a maior parte das pessoas esperava. (…) A crise não vai ser curta, nem superficial”, disse. O “Oráculo de Omaha”, como também é conhecido pela precisão das suas previsões de investimento, é presidente do conglomerado industrial e financeiro Berkshire Hathaway (NYSE – BRK.B). A lendária empresa tem uma capitalização bolsista de USD 197 mm/bi e controla mais de 70 companhias, com destaque para o sector financeiro e segurador. A cotação na bolsa de Nova Iorque (NYSE) fechou hoje a USD 4460,00/acção. Com 77 anos, Buffet vive há mais de 50 anos numa moradia com 10 divisões, em Omaha, Nebraska, e tem um salário anual de USD 100 mil. MRA – Dep. Data Mining