Archive for the ‘Grécia’ Category

Novo pacote de ajuda a Atenas pode chegar a 80 mil milhões

quarta-feira, junho 15th, 2011

O ministro das Finanças belga, Didier Reynders, disse ontem que o novo programa de ajuda financeira à Grécia por parte da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) poderá ascender a um total de 80 mil milhões de euros. Segundo o ministro, a participação dos investidores privados poderá ser de 25 mil milhões de euros.

Reynders falou aos jornalistas no final da reunião de emergência entre os responsáveis europeus detentores das pastas das Finanças dos países que usam o euro para discutir a situação da crise de dívida na Grécia. O ministro belga adiantou que os investidores privados deverão contribuir para o segundo pacote de ajuda a Atenas em apenas um ano. Reynders defendeu ainda que a participação dos privados deve ser voluntária.

A posição do responsável belga surge depois de vários ministros europeus, como a austríaca Maria Fekter, o holandês Jan Kees de Jager e o alemão Wolfgang Schaueble, defenderem hoje o envolvimento dos investidores privados no resgate adicional a Atenas. “Os lucros não podem ficar para os bancos e serem os contribuintes a suportar as perdas”, disse a ministra das Finanças austríaca Maria Fekter, antes da reunião. “Os ministros têm posições diferentes”, acrescentou, frisando que todas as perspectivas seriam discutidas.

“Claro que a contribuição do sector privado é parte de um futuro programa de ajuda adicional”, considerou por seu turno o alemão Wolfgang Schaeuble. No mesmo sentido, Jan Kees de Jager, ministro das Finanças da Holanda, exigiu uma contribuição dos privados em pelo menos 30% num novo pacote de ajuda a Atenas.

MRA Alliance/DE

Moody’s corta ‘rating’ da Grécia para níveis de incumprimento

quinta-feira, junho 2nd, 2011

A Moody’s baixou de B1 para ‘Caa1’ o ‘rating’ da Grécia. Com esta avaliação, a agência assume que o país vai entrar em incumprimento. A Agência mantém o ‘rating’ sob avaliação negativa.

No início de Maio, a Moody’s manifestou-se preocupada com a possível reestruturação da dívida da Grécia e admitiu fazer cortes em vários níveis ao ‘rating’ do país helénico.

Hoje, a agência de notação concretizou a ameaça. Segundo a Moody’s, Atenas não deverá conseguir superar a crise “sem uma reestruturação da dívida, tendo em conta os desafios cada vez maiores que o governo grego enfrenta, as perspectivas de crescimento altamente incertas e um histórico de maus resultados em relação aos objectivos de consolidação orçamental”.

Por outro lado, a agência sublinha que, no futuro, “o FMI, o BCE e a UE vão exigir a participação dos credores privados numa reestruturação da dívida como condição prévia para prestar apoio financeiro”.

Posto isto, os analistas da Moody’s acreditam que a “Grécia está a ficar sem opções e que os elevados riscos de execução inerentes a qualquer novo programa [de ajuda] aumentam a probabilidade de ‘default'”.

MRA Alliance/DE

Financial Times diz que a Grécia vai entrar em leilão

terça-feira, maio 31st, 2011

A Grécia pode ver-se obrigada a abandonar a zona euro, caso não implemente as medidas de austeridade exigidas pelos credores.  Apesar de não ser responsável pelos assuntos económicos, as palavras de Maria Damanaki, comissária da Grécia junto da União Europeia, não deixam margem para dúvida quanto à ameaça que a crise da dívida grega coloca à união monetária europeia. E funciona como um sério aviso a todas as forças do partido socialista no governo e aos seus aliados dos sindicatos que estão a resistir às reformas.

Um aspecto que está a gerar forte controvérsia é a promessa do governo de arrecadar 50 mil milhões de euros com privatizações até 2015. As participações do governo em empresas de serviços púbicos, bancos, no antigo monopólio de telecomunicações e noutras empresas, como a Opap, a empresa de lotaria e apostas desportivas que é a maior da Europa, deverão ser colocadas à partida para venda.

Os governos da zona euro e o Fundo Monetário Internacional estão determinados a fazer com que a Grécia cumpra a sua palavra. Alguns responsáveis políticos querem que estas vendas decorram sob controlo de uma agência externa, de modo a assegurar a integridade de todo o processo.

A Grécia iria certamente beneficiar com níveis de competitividade e de eficiência mais elevados em virtude de uma redução do peso do Estado na economia. Um esforço de privatização robusto ajudaria também a Grécia a ganhar tempo e conquistar a confiança dos seus credores num altura em que procura apoio financeiro para compensar a sua exclusão dos mercados de capitais.

Mas um programa como este não é panaceia para os males da Grécia. E mesmo que vá em frente, só conseguirá uma redução gradual da dívida pública da Grécia, dívida esta que subiu para uns colossais 150% do Produto Interno Bruto. À luz dos comentários de Damanaki, os investidores vão, obviamente, perguntar se faz algum sentido pagar um preço elevado por participações cujo valor pode cair no meio do caos provocado por uma saída da Grécia da zona euro.

No que toca à ideia de colocar os estrangeiros à frente corre o risco de provocar uma explosão de protestos pela soberania perdida, algo que pode prejudicar todos os esforços de recuperação económica.

O FMI e a zona euro estão certos em pressionarem a Grécia no sentido de uma rápida venda de activos estatais. Mas permanecem as suspeitas de que a ênfase dos credores nas privatizações possa ser um atestado à incapacidade de chegar a uma solução mais ampla para os problemas da Grécia.

A questão principal que se coloca prende-se com a forma de financiar a Grécia nos próximos dois anos e como reestruturar a sua dívida. E as privatizações, por mais que sejam, não vão dissipar estas dúvidas.

MRA Alliance/DE

Risco de falência da Grécia ameaça nova crise do euro

segunda-feira, maio 30th, 2011

Em Bruxelas já estarão a ser estudados quais os impactos na zona euro de uma renegociação parcial da dívida grega. Segundo o Diário Económico, a zona euro arrisca-se a viver esta semana uma nova vaga de contágio do risco de incumprimento dos países ditos periféricos, face aos indícios cada vez mais fortes de que a Grécia não está a cumprir o seu programa do resgate e não será capaz de honrar por completo a sua dívida.

Enquanto em Bruxelas é estudado o impacto na zona euro de uma renegociação parcial da dívida grega, a ‘troika’, que continua em Atenas, vai nos próximos dias dar o seu veredicto sobre os esforços orçamentais dos gregos. Se o parecer for negativo, o relatório vai bloquear a próxima ajuda de 12 mil milhões de euros o que, segundo o governo grego, atirará o país para a falência técnica.

A revista alemã ‘Der Spiegel’ citava no sábado um relatório preliminar da ‘troika’ onde se lê que a Grécia “falhou todas as metas orçamentais [que tinham sido] acordadas”. “O governo gastou mais do que acordado no programa de assistência. E além disso, a receita dos impostos é menor do que tinha sido requerida”, diz a revista. A notícia foi prontamente desmentida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a instituição que juntamente com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) constituem a ‘troika’.

“São falsas as notícias” sobre o relatório da ‘troika’, diz o Fundo, porque, como frisa George Papaconstantinou, ministro de finanças grego, “as negociações vão continuar e serão fechadas nos próximos dias”. Porém, a novela da crise do euro tem sido escrita com encontros secretos e um imenso rol de desmentidos que se acabam por confirmar.

O comissário Olli Rehn avisou na passada semana que a situação na Grécia “está muito complicada e difícil”. É por isso que o Comité Económico e Financeiro, que assessora o Eurogrupo e Ecofin, está a estudar as consequências de uma renegociação ou restruturação da dívida grega e apurar se seria possível fazê-lo sem activar um caso de [incumprimento do] crédito, anunciou o ministro das finanças holandês, Jan Kees De Jager.

MRA Alliance

BCE exagera risco de contágio de uma reestruturação da dívida grega, diz Roubini

domingo, maio 29th, 2011

O Banco Central Europeu (BCE) está a exagerar o risco de contágio de uma reestruturação da dívida grega, disse hoje o economista que previu a financeira crise, Nouriel Roubini, num artigo no jornal espanhol El Economista.

“O BCE não só está errado, como nem sequer fez o trabalho de casa”, escreveu Roubini, considerando que o banco liderado por Jean-Claude Trichet não “apresentou uma exaustiva análise dos possíveis canais de contágio, mostrando exemplos da história, nem sugeriu formas de o prevenir”.

Nouriel Roubini disse ainda que os efeitos de contágio de uma reestruturação podem ser limitados, desde que essa operação seja feita de forma ordenada.

MRA Alliance/Lusa

Grécia pode sair do Euro, diz comissária da UE

sexta-feira, maio 27th, 2011

A comissária europeia das Pescas e dos Assuntos Marítimos, Maria Damanaki, afirmou que a possibilidade da Grécia sair do Euro está sob a mesa.

“Sou obrigada a falar abertamente. Temos uma responsabilidade histórica para perceber o dilema: ou acordamos com os nossos credores em relação a um programa de sacrifícios que consiga resultados ou temos que regressar ao dracma (antiga moeda grega)”, disse a responsável na sua página pessoal.

“O maior feito da Grécia no pós-guerra, o euro e a integração europeia do país, estão em perigo. O cenário da Grécia se distanciar do Euro está em cima da mesa”,  disse ainda a comissária europeia, que representa a Grécia na CE.

As palavras de Maria Damanaki tiveram repercussões imediatas, tendo o  porta-voz do comissário Europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros negado a probabilidade de a Grécia sair do Euro.

Amadeu Altafaj garantiu ontem que “nenhum Estado-membro levantou, até à data, a possibilidade da Grécia, ou de qualquer outro país sair da zona euro”.

A Grécia vai entrar em falência se não receber em junho €12 mil milhões de ajuda externa. O governo grego propôs um novo pacote de austeridade de €6 mil milhões de euros e um programa de privatizações de €50 mil milhões até 2015, que terá que ser aprovado para receber a ajuda da União Europeia (UE( e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

MRA Alliance/Expresso

Grécia arrisca-se a ficar sem verbas do FMI

sexta-feira, maio 27th, 2011

A fuga da Grécia à reestruturação da sua dívida é cada vez mais uma corrida de obstáculos. Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, avisou ontem que as regras internas do Fundo Monetário Internacional (FMI) podem impossibilitar a entrega da quinta tranche do empréstimo a Atenas. Se esses 12 mil milhões de euros não chegarem até final de Junho, o governo helénico admite “fechar a loja”.

“O FMI só pode agir quando existe uma garantia de refinanciamento em 12 meses”, disse Juncker numa conferência no Luxemburgo. “E não acredito que a ‘troika’ vá chegar a essa conclusão”, frisou.

Os técnicos de Bruxelas e FMI estão em Atenas a avaliar os progressos feitos pelo país, antes de libertarem a quinta tranche do empréstimo. Ao todo, são 12 mil milhões de euros que o governo helénico espera receber até final de Junho. Caso as verbas não cheguem a tempo, garante o primeiro-ministro Georges Papandreou, a economia “colapsa” e o governo irá “fechar a loja”.

MRA Alliance/DE

Grécia: Resgate em perigo após chumbo da oposição

terça-feira, maio 24th, 2011

O maior partido grego da oposição Nova Democracia recusou hoje as medidas de austeridade apresentadas ontem pelo executivo de Papandreou. Assim, a Grécia poderá não receber a nova tranche do empréstimo de 12 mil milhões concedido pelo FMI, BCE e UE no âmbito do acordo de resgate financeiro.

O ministro das Finanças, George Papaconstantinou havia alertado para o risco de bancarrota se Atenas não receber a quinta tranche do empréstimo. A UE e o FMI apelaram a um consenso político e exigem que o Governo grego implemente as medidas acordadas para a ajuda prosseguir.

Num comunicado divulgado hoje à tarde, o líder daquele partido conservador, Antonios Samaras, explica que “não irá concordar com a fórmula falsa que foi acordada o Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Alguns pontos são positivos”, diz, fazendo referência ao alargamento das privatizações aos correios e aos portos. No entanto, o responsável máximo do Nova Democracia sublinha que “estão inseridos num grande erro e não são uma solução”.

Samaras, que esteve hoje de manhã reunido com o primeiro-ministro grego, George Papandreou, decidiu, por isso, chumbar as novas medidas de austeridade, concebidas pelo Governo para garantir a entrega da quinta tranche do empréstimo negociado com a União Europeia (UE) e o FMI.

O líder do maior partido da oposição acusa ainda o actual executivo de “não explicar o que falhou” no último ano. A Grécia é acusada de não cumprir as reformas estruturais negociadas nessa altura com as autoridades externas, em troca de um empréstimo global de 110 mil milhões de euros.

Papandreou começou hoje uma ronda negocial com os partidos da oposição, mas o chumbo já era considerado um cenário provável.

MRA Alliance/Público

Reestruturação da dívida grega cada vez mais provável

sexta-feira, abril 22nd, 2011

Jens Bastian, analista da Eliamep, uma fundação independente, em Atenas, acha que o filme desta tragédia grega começa a ser claro: ontem o resgate, hoje a reestruturação da dívida, amanhã o default.

A probabilidade de incumprimento da dívida grega num horizonte de cinco anos subiu de 66,76% ontem para 67,60%, segundo a CMA DataVision. Os juros exigidos pelos tomadores de dívida pública grega no mercado secundário dispararam na maturidade a 2 anos, subindo para os 23%. Também os juros a 3 anos se encontram próximo desse patamar – fecharam em 22,68%. Os juros para as maturidades a 5 anos encontram-se acima de 16% e os juros para o prazo de 10 anos perto de 15%. Uma situação insustentável que separa a Grécia em quase dezassete pontos percentuais da Venezuela, o segundo país com maior risco de bancarrota a nível mundial.

Por que razão esta corrida louca está a acontecer? Um especialista em Atenas aponta uma primeira razão: “As yields – juros implícitos – dos títulos gregos a 2 e 3 anos já estão a apostar em que a opção de re-estruturação da dívida acabará por se concretizar no segundo semestre de 2011, depois de se ter concluído o processo de resgate de Portugal”, diz ao Expresso Jens Bastian, da Fundação Helénica para a Política Europeia e Internacional, um instituto independente de investigação e formação, sediado em Atenas. “Logo que o assunto de Portugal esteja resolvido, é provável que a avaliação pela troika [CE/BCE/FMI] em meados de junho [andamento do programa de intervenção] seja sombria em relação à situação económica e orçamental e sobre a perspetiva para 2012″, acrescenta.

No entanto, Bastian é de opinião que há uma outra linha de pressão: “Os mercados dos títulos estão a desafiar a intenção do governo grego de tentar voltar ao mercado de capitais para se financiar no próximo ano. Para os traders deste mercado, a intenção grega é ou ficção científica ou suicídio fiscal. As yields para os títulos a 10 anos são hoje 600 pontos base mais altas do que quando em maio passado o primeiro-ministro Papandreou na remota ilha de Kastelorizo resolveu pedir o resgate internacional”.

MRA Alliance/Expresso

“Grécia terá de reestruturar a dívida”, dizem economistas europeus

quarta-feira, abril 20th, 2011

A maioria dos economistas sondados pela Reuters antecipa que o país helénico vai ter de reestruturar a dívida nos próximos dois anos, apesar de os governantes gregos garantirem que a Grécia não vai reestruturar a dívida e de vários responsáveis da zona euro terem dito que este não é um cenário a considerar.

A sondagem, realizada esta semana, junto de 55 economistas europeus, revelou que 46 esperam que um processo de reestruturação da dívida se concretize nos próximos dois anos.

Isto quase um ano depois de a Grécia ter pedido ajuda internacional, no valor de 110 mil milhões de euros, à União Europeia (UE) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Cerca de metade dos especialistas sondados (24) espera que a Grécia não avance com o processo de reestruturação antes do próximo ano, enquanto sete esperam uma operação nos próximos seis a 12 meses.

MRA Alliance/DE 

Ministro grego diz que reestruturar dívida é inevitável

segunda-feira, abril 18th, 2011

É apenas uma questão de tempo para a Grécia reestruturar a dívida, revelou um ministro grego ao jornal alemão Die Welt. “A questão agora já não é se vamos reestruturar [a dívida] mas quando”, disse o ministro grego, citado pela Reuters, que falou sob a condição de manter o anonimato.

Na mesma entrevista ao jornal alemão Die Welt, que ainda não foi publicada, o responsável acrescentou que era claro desde o início que a Grécia teria de reestruturar a sua dívida. As declarações deste responsável surgem no mesmo dia em que o primeiro-ministro grego Georges Papandreou voltou a dizer que a Grécia não tenciona reestruturar a sua dívida.

Contudo, fontes do Governo alemão avançaram hoje à Reuters que a Grécia deve reestruturar a sua dívida antes do final do Verão.

Grécia vai privatizar energia, telecomunicações e aeroportos

sábado, abril 16th, 2011

Para evitar a reestruturação da dívida, depois de ter acordado um resgate de 110 mil milhões de euros com as instituições internacionais, a Grécia pôs em marcha um plano orçamental que permitirá o encaixe de 76 mil milhões de euros. Este plano assenta na privatização das grandes empresas gregas e na execução de novas medidas de austeridade.

O Estado vai vender parte das participações na operadora de telecomunicações Hellenic Telecommunications Organization, na companhia eléctrica Public Power Corp e no aeroporto internacional de Atenas. Segundo as estimativas, estas privatizações irão significar um encaixe de 15 mil milhões de euros até 2013 e de 50 mil milhões até 2015.

Entre as medidas de austeridade anunciadas pelo ministro das Finanças, George Papaconstantinou, estão também os cortes no sector da Defesa em 1,2 mil milhões de euros, congelamento de pensões e redução de custos com salários no sector público.

Os responsáveis governamentais vão aplicar medidas duras aos contribuintes e empresas que fugirem ao fisco, o que poderá representar receitas de 3,5 mil milhões de euros. No total, o Estado espera recuperar mais 26 mil milhões de euros.

MRA Alliance/Agências

Grécia sob pressão da UE para reestruturar dívida soberana

sábado, janeiro 22nd, 2011

Um plano para reestruturar a dívida grega foi proposto aos Governos europeus pelo responsável pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira, de acordo com a revista alemã Der Spiegel, que acrescenta que a medida pode vir a ser adotada no Conselho Europeu. Segundo a revista alemã, citada pela agência de informação financeira Bloomberg, a proposta de Klaus Regling defende que a Grécia deve usar os 110 mil milhões de euros concedidos no âmbito do fundo de resgate da zona euro para recomprar parte dos títulos de dívida grega a preços de mercado, o que ajudaria ao saneamento das finanças públicas. As obrigações gregas estão atualmente a cerca de 70 por cento do seu valor nominal

A proposta de reestruturação de dívida grega terá sido bem acolhida esta semana na reunião dos ministros das Finanças da zona euro (ecofin), em Bruxelas. “A medida tem boas hipóteses de ser adotada como parte do pacote de estabilização da zona euro no Conselho Europeu de março”, assegura a publicação, sem citar fontes, no artigo da revista que estará amanhã nas bancas. 

Klaus Regling conduziu um processo similar para reestruturar o défice público das Filipinas quando trabalhava no Fundo Monetário Internacional, em meados dos anos 80.

MRA Alliance/DD

Grécia: Greve geral e violência voltam a paralisar o país

quinta-feira, dezembro 16th, 2010

Grécia - Confrontos entre polícia e manifestantes na greve geral de ontemA Grécia viveu ontem mais um dia de fortes protestos, com uma greve geral que voltou a contar com adesão em massa por parte da população grega, que não aceita as medidas de austeridade impostas pelo governo.

Depois de três dias de paralisações de curta duração nos transportes, ontem Atenas registou aquilo que a AFP classificou de “gigantescos engarrafamentos” devido à greve no metro, autocarros e eléctricos (e a dos controladores aéreos, que forçou o encerramento do espaço aéreo grego, que se mantém desde terça-feira). As paralisações foram sentidas noutros sectores, como na educação, saúde, sistema judicial e banca, mas foi a manifestação de milhares de pessoas na capital que marcou o dia.

Em frente ao Parlamento, onde a maioria dos manifestantes se concentrou ao longo do dia, um grupo de pessoas atacou e feriu um ex-ministro conservador. Depois dos casos de manifestações violentas no Reino Unido e em Itália, ontem foi a vez de Atenas: uma testemunha contou à Reuters que o grupo de cerca de 200 manifestantes de extrema-esquerda e anarquistas perseguiram o antigo ministro dos transportes, Kostis Hatzidakis, enquanto gritavam “Ladrões! Tenham vergonha!” e lhe atiravam pedras e paus. O político conseguiu refugiar-se num prédio próximo do Parlamento, mas ficou ferido nos ataques.

A polícia encheu a praça de gás lacrimogéneo para obrigar os manifestantes a dispersar. Outros grupos espalharam-se pela cidade, atirando cocktails molotov contra hotéis de luxo nas imediações do parlamento e bombas incendiárias contra o Ministério das Finanças.

Os jornalistas gregos também participaram em massa na paralisação geral, mais uma na sucessão de greves que a Grécia tem enfrentado nos últimos meses desde o anúncio do primeiro pacote de medidas de austeridade, para combater a crise do défice. A greve de ontem surgiu como resposta às novas medidas: o projecto-de-lei exigido pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, prevê cortes de 10% a 25% nos salários superiores a 1800 euros nas DEKO (grandes empresas públicas). A medida foi aprovada na noite de terça-feira com 156 votos a favor e 130 contra. Outras medidas incluem o corte dos salários na Função Pública que já entrou em vigor, bem como duas reformas do mercado laboral grego.

MRA Alliance/ionline

Eurostat diz que défice grego ‘real’ é de 15,4%

segunda-feira, novembro 15th, 2010

As contas de Atenas não batem certo com as de Bruxelas, que reviu em alta os défices do país desde 2006. Concretamente o défice de 2009 cifrou-se em 15,4% do PIB e não em 13,6% como tinha sido calculado em Abril, segundo um relatório do Eurostat publicado hoje. O défice grego é o maior em toda a União Europeia no ano passado. Seguem-se Irlanda (-14,4%), Reino Unido, (-11,4), Espanha (-11,1%), Letónia (-10,2%) e Portugal (-9,3%).Segundo o mesmo documento, o saldo negativo das contas públicas da zona euro como um todo mais do que triplicou no ano passado, passando de 2% em 2008 para 6,3% em 2009. O mesmo aconteceu com a UE a 27, com o défice a crescer de 2,3 para 6,8% nesse período.

Também o rácio dívida pública/PIB se agravou nos dois blocos económicos. Na zona euro passou de 69,8 para 79,2%, enquanto na UE subiu de 61,8% em 2008 para 74% no ano passado.

MRA Alliance/DE

Grécia: Primeiro-ministro quer reduzir o défice público do país em 40%

domingo, setembro 12th, 2010

O primeiro ministro da Grécia, Georges Papandreou, comprometeu-se hoje a reduzir em 40 por cento o défice público do seu país relativamente ao ano passado (13,6 por cento do PIB). O Governo grego está a aplicar medidas de austeridade, como cortes nos salários e nas pensões e mudanças estruturais na política social, para poupar custos e equilibrar as contas públicas.

Durante um discurso em Salónica, perante os industriais e os empresários do norte da Grécia, o líder socialista disse que o seu Governo irá reduzir o défice em 12 mil milhões de euros face ao ano anterior.

Em declarações à EFE, a polícia afirmou que se reuniram em Salónica cerca de dez mil manifestantes, para expressar o seu descontentamento face às medidas de contenção do governo. A polícia deteve temporariamente 35 pessoas. Os detidos foram levados para um posto em Salónica, onde foram identificados, após o que foram libertados novamente.

O primeiro-ministro pretende ainda liberalizar algumas profissões bem como sectores económicos que vivem em regime de monopólio, como as transportadoras, e anunciou que avançará com a privatização de empresas públicas que representem um entrave à economia.

Em concreto, Georges Papandreou quer privatizar os caminhos-de-ferro gregos, que acumularam uma dívida superior a 10,7 mil milhões de euros.

O primeiro-ministro reiterou que seu plano não passa pela reestruturação da dívida mas antes por medidas estruturais para combater a evasão fiscal, liberalizar o mercado energético, reorganizar o sistema bancário, tornar a justiça mais eficiente e incentivar o investimento.

MRA Alliance/ionline

FMI: Desbloqueado empréstimo à Grécia de 2,5 mil milhões de euros

sexta-feira, setembro 10th, 2010

Crescimento exponencial da dívida gregaO Fundo Monetário Internacional (FMI) informou hoje que desbloqueou a segunda tranche de financiamento à Grécia no montante de 2,57 mil milhões de euros. A primeira tranche da ajuda do FMI à Grécia chegou em Maio e ascendeu a 5,5 mil milhões de euros. O FMI já emprestou à república helénica oito mil milhões de euros.

Em Fevereiro ficou a saber-se que a Grécia estava à beira da falência com uma dívida pública que se aproximava de 113 por cento do PIB e um défice público de 12,7 por cento em 2010, quatro vezes superior ao estreito limite (três por cento) estipulado pela União Europeia.

Nessa altura as autoridades europeias juntaram-se para delinear um plano de ajuda à Grécia que implicou a criação de um pacote de financiamento de 80 mil milhões de euros. O FMI comprometeu-se a disponibilizar 30 mil milhões de euros nos próximos três anos. O pacote global soma 110 mil milhões de euros.

A decisão de avançar com a segunda tranche de financiamento, aprovada hoje pelo conselho de administração da organização financeira multilateral, onde estão representados 24 países, foi sustentada pelo FMI com base no empenho e na determinação das autoridades helénicas em cumprir o plano de austoridade acordado para evitar a falência do país.

Nos primeiros oito messes do ano o défice grego atingiu os 14,493 mil milhões de euros, menos 32,2 por cento do que no ano anterior.

A Grécia comprometeu-se perante Bruxelas a chegar ao final de 2010 com um défice de 8,1 por cento.

MRA Alliance/Público

Agência Moody’s arrasa ‘rating’ da Grécia e agrava situação na Zona Euro

terça-feira, junho 15th, 2010

O ‘rating’ passou de ‘A3′ para Ba1, categoria que classifica a dívida grega como ‘junk’ (lixo), o que também significa que deixará de servir como colateral junto do BCE, agravando (ainda mais) os problemas de liquidez do país. O ‘outlook’ é estável, pelo que não se antevê novo ‘downgrade’ nos próximos tempos. A justificar o corte está, segundo a Moody’s, os riscos para a dívida helénica associados ao pacote de ajuda do FMI e da Zona Euro.

“O pacote vai ajudar a eliminar a curto prazo qualquer risco de incumprimento provocado por problemas de liquidez, ao mesmo tempo que proporciona a implementação de um conjunto de reformas estruturais credíveis, viáveis e de incentivo ao crescimento económico, que terão uma forte probabilidade de estabilizar os níveis de dívida”, lê-se no relatório da Moody’s. “No entanto, os riscos macroeconómicos e de implementação associados ao pacote de ajuda são mais substanciais e mais consistentes com o ‘rating’ Ba1”, acrescenta a agência.

MRA Alliance/DE

Portugal entra com 409 milhões de euros no primeiro empréstimo à Grécia

terça-feira, maio 18th, 2010

A Grécia recebeu hoje a primeira tranche do empréstimo de emergência concedido pelos seus parceiros europeus, no valor de 14,5 mil milhões de euros. Portugal participou com 409 milhões de euros, a sétima contribuição mais elevada entre os países do euro. O porta-voz da União Europeia anunciou esta manhã que a primeira tranche do empréstimo de emergência, no valor de 14,5 mil milhões de euros, tinha já seguido para Atenas, sendo que o Governo helénico já acusou a recepção.

Foi também já disponibilizada a tabela dos países que mais contribuíram, sendo que Portugal emprestou um total de 409.274.004,99 euros, de acordo com a Bloomberg. Trata-se de 2,8% do total concedido, o sétimo peso mais elevado entre os 10 países da Zona Euro que participaram neste primeiro empréstimo.

No total, Portugal comprometeu-se a emprestar cerca de 2 mil milhões de euros à Grécia nos próximos três anos, no âmbito do pacote de 80 mil milhões de euros que os países do euro aceitaram emprestar à Grécia para evitar a bancarrota do país. O FMI entrará com os restantes 30 mil milhões.

MRA Alliance/Agências

BES detém 400 milhões de euros em dívida grega

segunda-feira, maio 3rd, 2010

Ricardo Salgado - Presidente do BESO presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, disse esta segunda-feira que o banco detém actualmente 400 milhões de euros em dívida soberana grega, 92 por cento dos quais de curto prazo. O presidente do BES revelou que o banco detém 1,4 mil milhões de dívida soberana portuguesa.

O banqueiro admitiu, à margem de apresentação de resultados do banco, que poderá adquirir mais, se tal ficar definido no pacote de ajuda europeia à Grécia. «É natural que os bancos façam parte da solução de apoio à Grécia. Também temos alguma dívida grega, daí não virá mal», salientou.

Ricardo Salgado elogiou o acordo que foi estabelecido para ajudar a Grécia, mas apenas pecou por ter demorado tanto tempo. O responsável diz ainda que «foi uma falha enorme» o atraso da União Europeia em encontrar um acordo para ajudar a Grécia, acrescentando mesmo que, «já tardava».

Os lucros do BES subiram 17% para 119,1 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano. Este número surpreendeu o mercado pela positiva. Ainda assim, as acções do banco fecharam a sessão desta segunda-feira a desvalorizar 2,78% para 3,50 euros.

MRA Alliance/Agência Financeira 

Grécia: Merkel diz que tinha razão em pedir envolvimento do FMI

segunda-feira, maio 3rd, 2010

Angela MerkelA chanceler alemã Angela Merkel diz que teve razão em exigir a colaboração do Fundo Monetário Internacional no resgate da Grécia, apesar da objecção dos seus parceiros europeus, levando a cortes no orçamento grego que anteriormente eram “impensáveis”.

“Este é um plano ambicioso que contém medidas duras de poupança e que por outro lado procura melhorar a eficiência da economia grega”, disse ontem Merkel à imprensa em Bona. “Há três meses teria sido impensável que a Grécia aceitasse medidas tão duras”.

A chanceler alemã, que enfrenta revolta por ter avançado com o resgate à Grécia e enfrenta eleições regionais no Estado mais populoso da Alemanha, foi criticada por ter demorado a conceder as ajudas, ao mesmo tempo que defendia a entrada do FMI no plano.

Os mercados europeus desvalorizaram e o euro fixou um mínimo de um ano face ao dólar a 28 de Abril, com receios de que a chanceler atrasasse a concessão das ajudas, mesmo com a Grécia a debater-se para permanecer solvente.

O esforço diplomático de Merkel “atrasou a solução e aumentou o custo do resgate”, disse o economista-chefe do Unicredit, Marco Annunziata, à Bloomberg no dia 30 de Abril.

O esforço da responsável alemã assegurou que “a liderança ao nível internacional foi sacrificada face a necessidades políticas domésticas”.

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Grécia lança novo “SOS” financeiro à Europa

quinta-feira, março 18th, 2010

George Papandreou - Primeiro-ministro gregoO primeiro-ministro grego lançou esta manhã mais um apelo desesperado à União Europeia. George Papandreou quer que na próxima semana os líderes europeus concretizem o que podem fazer para eventualmente ajudar o país a financiar-se, na expectativa de que essa clarificação possa acalmar os mercados que voltaram hoje a castigar a dívida e a bolsa gregas.

“Não estamos a pedir dinheiro dos contribuintes alemães, italianos ou de outros trabalhadores europeus. O que estamos a dizer é que precisamos de um apoio político forte para fazer as reformas necessárias e para garantir que não vamos pagar mais do que o necessário para o fazer”.

No entender do chefe de Governo grego, uma ajuda preciosa pode vir da cimeira europeia marcada para a próxima quinta-feira, da qual espera possa sair uma clarificação dos mecanismos de auxílio mútuo que a Comissão Europeia disse já ter prontos para poderem ser accionados em caso de necessidade.

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Economias “PIGS” vão enterrar euro e afundar UE

quarta-feira, março 17th, 2010

David Campbell Bannerman - Independence PartyO deputado europeu David Campbell, do partido britânico Independence Party sustentou ontem, em entrevista ao canal “Russia Today”, que a implosão da dívida pública dos chamados PIGS – Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha – vai provocar o colapso do euro e criar uma crise sem precendentes na União Europeia e na Zona Euro.

No mesmo sentido, opinou hoje o lendário investidor norte-americano Jim Rogers, em declarações à CNBC.com. Rogers considera que o euro deverá desaparecer dentro de 15 a 20 anos. Em seu entender, o euro seria reforçado se os países da Zona Euro deixassem a Grécia “ir à falência”, em vez de a tentarem salvar com ajudar multimilionárias.

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Zona Euro prepara ajuda de emergência à Grécia

terça-feira, março 16th, 2010

Os ministros das Finanças da Zona Euro estabeleceram ontem à noite as bases de trabalho para avançar com um resgate financeiro à Grécia, caso o país não consiga angariar nos mercados financeiros os montantes necessários para honrar dívidas passadas e financiar o défice deste ano.

Na calha está a possibilidade de os parceiros do euro avançarem com empréstimos bilaterais de emergência, designadamente para estender a maturidade da dívida vincenda grega.

“Clarificamos os mecanismos técnicos que nos permitirão uma acção coordenada e que possa ser rapidamente posta em prática, no caso de ser necessário”, explicou ontem à noite o primeiro-ministro do Luxemburgo e presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, após ter presidido, em Bruxelas, ao encontro entre os responsáveis das Finanças dos 16 países da Zona Euro.

Com o euro a atravessar um dos períodos mais difíceis da sua recente história, o compromisso tomado pelos Estados-Membros reflecte a preocupação de que os problemas orçamentais da Grécia se contagiem outros países, afectando a confiança dos investidores e agravando a depreciação de 10% da divisa face ao dólar, desde Novembro, refere a Bloomberg.

A ajuda à Grécia poderá ser feita através de empréstimos concedidos directamente por países parceiros, segundo disse à Bloomberg um dos responsáveis europeus presentes na reunião, que pediu o anonimato.

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