Archive for the ‘Golfo Pérsico’ Category

Governo negociou com capitais árabes “investimentos” nas privatizações portuguesas

quinta-feira, janeiro 20th, 2011

Sócrates nos Países do Golfo PérsicoTeixeira dos Santos garantiu que os contactos realizados pelo Governo no Médio Oriente foram essencialmente de “relações comerciais” e que foram discutidas “oportunidades de investimento” no âmbito do programa de privatizações já traçado pelo Executivo.

“No Médio Oriente tratámos essencialmente de relações comerciais”, afirmou o ministro das Finanças durante a conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros. Foram discutidas, e serão analisadas, “oportunidades de investimento, nomeadamente no âmbito do programa de privatizações que o Governo já anunciou”.

Esta semana o Governo esteve reunido com responsáveis de países do Médio Oriente, como Abu Dhabi e Qatar. E foi largamente noticiado que o Executivo estaria nos Emirados Árabes Unidos para tentar vender dívida pública.

Sócrates afirmou que a venda de dívida pública não foi um tema que levou a comitiva aos Emirados. Mas sem confirmar, nem desmentir a tentativa de atrair investidores parta a dívida, Sócrates sublinhou que estas operações não se tratam de ajuda, mas sim “de investimentos”.

MRA Alliance//JdN 

Calote do Dubai abalou mercados mundiais

sexta-feira, novembro 27th, 2009

Tem apenas quatro quilómetros quadrados e pouco mais de dois milhões de habitantes, mas este pequeno território causou hoje um severo abalo nos mercados mundiais. O Dubai, símbolo da riqueza gerada pelo petróleo, foi atingido em cheio pela crise, com o pedido de adiamento do pagamento das dívidas da sua principal empresa pública – Dubai World.

“Neste clima de dificuldades financeiras, o que o Dubai está a fazer já foi feito noutros países em todo o mundo. É um conceito keynesiano, muito antigo, que consiste em manter um défice ao longo de um período difícil. Penso que o Dubai deve financiar este défice através da venda de obrigações”, diz Kamel Wazne, professor da Universidade Americana de Beirute.

Os analistas têm alguns receios, mas não há razão para pânico, segundo Robert Halver, do Baader Bank: “Há um medo que os árabes vendam as participações no sector automóvel, que haja menos encomendas na construção civil, os promotores deixem de pagar ou haja um endividamento excessivo. Mas, uma vez que sobrevivemos à crise financeira, vamos também sobreviver a este problema”.

A maioria das bolsas europeias reagiu bem ao primeiro abalo, com fechos positivos, acima de 1%, nos principais índices. O lisboeta PSI 20 acompanhou a tendência, ao ganhar 1,07%.

No mercado petrolífero, houve também fortes descidas, quando as notícias foram conhecidas, mas esta tarde os mercados estiveram a recuperar.

O barril de Brent do Mar do Norte, cotado em Londres, rondou os 77 dólares, enquanto o WTI norte-americano se movimentou na faica dos 75 dólares.

Quanto ao ouro, as cotações estiveram a baixar, depois de vários dias consecutivos de recordes históricos. A cotação da onça do metal amarelo fixou-se hoje nos1 176 dólares.

MRA Alliance/Agências

Derivativos derrubam presidente do Gulf Bank do Koweit

terça-feira, outubro 28th, 2008

O Gulf Bank, o segundo banco mais importante do Koweit, anunciou hoje a renúncia do seu presidente, Bassam Al-Ghanim, devido aos prejuízos sofridos pelos clientes em operações especulativas com derivados financeiros relacionados com a cotação do euro. Segundo a agência de notícias koweitiana Kuna, a medida foi anunciada pela direcção do banco após uma reunião de emergência, realizada na manhã de hoje e na qual foi igualmente decidida a renúncia do director, Abdulkareem Al-Saeed. O afastamento de ambos foi aprovado após o anúncio pelo banco central do Koweit, no domingo, sobre os prejuízos sofridos por clientes do Gulf Bank com instrumentos financeiros derivados. O banco assumirá os prejuízos, durante os próximos dias, até à regularização das relações com os clientes. Desde então, as acções do Gulf Bank foram suspensas da cotação. O Banco do Kuwait anunciou um programa de apoio financeiro ao Gulf Bank e medidas para a protecção de todos os seus depósitos, refere a Kuna. MRA Dep. Data Mining

Crise sistémica atinge bancos e imobiliárias do Golfo Pérsico

segunda-feira, setembro 22nd, 2008

O banco central dos Emiratos Árabes Unidos (EAU) injectou USD 13,6 mil milhões/bilhões (mm/bi) no sistema financeiro para evitar o colapso do sector imobiliário afectado pela contracção do crédito bancário. A medida, descrita como “sem precedentes” por analistas europeus, está sintonizada com as acções preventivas dos bancos centrais dos EUA, Europa e Japão. Apesar das riquezas petrolíferas, os países do Golfo não estão imunes à crise. Nas últimas semanas, a situação agravou-se com a inversão do rácio empréstimos vs. depósitos. A procura de financiamentos para projectos imobiliários junto de bancos dos Emiratos suplantou o ritmo e os montantes dos depósitos, agravando o aperto do crédito e inflacionado as taxas de juro interbancárias. A acção dos banqueiros centrais foi aclamada pelos agentes económicos. “Esperamos que estes fundos satisfaçam as necessidades dos bancos para continuarem a financiar o crescimento eeconómico”, afirmou o banco numa nota à imprensa. A declaração alimenta expectativas de futuras injecções de capital. MRA Dep. Data Mining

Pentágono vende USD 4.2 mil milhões em armas e combustível a aliados

quarta-feira, julho 16th, 2008

Míssil AMRAAMO Departamento de Defesa dos Estados Unidos revelou ontem que aguarda autorização do Congresso para vender diverso armamento, bombas, mísseis e combustível, no montante de USD 4.2 mil milhões/bilhões para sete países aliados incluindo Israel, Marrocos e Qatar. O Pentágono informou que o estado judaico poderá adquirir diversos tipos de combustível militar no valor de USD 1.3 mil milhões. Marrocos poderá ser comprador de sistemas AMRAAM (míssil avançado ar-ar de médio alcance) e Sidewinder (míssil ar-ar de curto alcance), bem como vários tipos de bombas, num contrato avaliado em USD 155 milhões . Os principais fornecedores são a Lockheed, Raytheon e a Boeing. O Qatar poderá adquirir apoio logístico e treino para dois aviões de transporte C-17, no valor total de USD 400 milhões. A Boeing será o principal fornecedor. MRA/Agências

França defende independência da Palestina e força negócios com Iraque

domingo, junho 1st, 2008

Bernard KourchnerA criação de um Estado palestiniano independente é a única maneira de garantir a segurança de Israel, segundo o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kourchner, em Amã. “Impor a criação de um Estado palestiniano viável, democrático, autónomo e independente. Continuo a acreditar que essa é a única solução”, declarou Kouchner, numa conferência de imprensa após um encontro com o seu homólogo jordano, Salah Bechir. “Embora o diálogo prossiga, na prática, não há muito progresso”, destacou. Kourchner acrescentou que a França continuará a pressionar no sentido de demonstrar que “a criação de um Estado palestiniano que será a única maneira de garantir a segurança de Israel”. Após a visita, durante a qual assinou um acordo de cooperação nuclear, o chefe da diplomacia francesa iniciou uma visita-surpresa ao Iraque, que terminará hoje (domingo). Kouchner, garantiu à agência iraquiana “Aswat al-Iraq” que “o objectivo da viagem é transmitir uma mensagem de amizade e paz ao povo iraquiano”. A visita, ocorre um mês antes do início da presidência francesa da União Europeia (UE). O ministro francês deseja, antecipadamente, expressar aos iraquianos a “disponibilidade da França” em trabalhar, “ao lado de todas as comunidades” do país, para promover a reconciliação nacional, refere uma nota ministerial, distribuida em Paris. Simultaneamente, Kourchner procurará o envolvimento de empresas francesas na reconstrução do Iraque. A esmagadora maioria dos contratos foi adjudicada pelo governo local, apoiado por Washington, a empresas do principal país ocupante – Estados Unidos. As empresas da Grã-Bretanha, país aliado na invasão e ocupação, têm-se queixado de terem sido preteridas a favor dos americanos. MRA/Agências

Líbano: Hezbollah pronto para nova guerra contra Israel

segunda-feira, março 17th, 2008

hezbollah - prontidao-militarUma análise dos serviços secretos israelitas, divulgada pela Ynetnews, revela que as milícias xiítas libanesas do Hezbollah, terminaram a preparação militar e logística para uma nova guerra contra o exército judaico na região norte da Palestina ocupada. O relatório considera que o conflito está “mais próximo do que um confronto em larga escala” na faixa de Gaza.

A notícia especula que “esta pode ser uma das razões pela qual o exército israelita não está a acelerar uma ampla em Gaza.” O relatório 2008 sobre a situação militar na região, apresentado recentemente o governo de Telavive pelos serviços secretos militares internos Shin Bet e pela Mossad (espionagem externa), considera reduzida a possibilidade de um ataque em larga escala, por parte dos extremistas palestinanos do Hamas. Porém, a hipótese de “o Hezbollah atacar Israel” é maior do que conflitos noutras frentes de guerra. Recorde-se que a última guerra israelo-libanesa, de 33 dias, durante o Verão de 2006, foi considerada por círculos políticos e militares israelitas como estratégicamente errada. O seu falhanço, em sua opinião, humilhou o estado judaico. O governo de Ehud Olmert, desde então, tem estado sob pressão para se demitir. Fonte: Press TV

“A Mentira de Ormuz”: Cronologia de uma manobra americana para fomentar mais uma guerra…

sexta-feira, janeiro 18th, 2008
  • Golfo Pérsico/Estreito de Ormuz - Foto SatéliteO sinal de alarme…

“O Pentágono confirmou que cinco barcos iranianos realizaram manobras hostis contra três navios de guerra da Marinha dos Estados Unidos no estreito de Ormuz, rota estratégica do petróleo do Golfo”, noticiou a cadeia norte-americana de televisão CNN, no passado dia 6 de Janeiro.

  • A construção da “ameaça iraniana”…
  1. O incidente teria ocorrido cerca das 05:00 (01:00 em Lisboa) de domingo.
  2. Um cruzador, um contra-torpedeiro e uma fragata da Marinha dos Estados Unidos atravessavam o estreito para entrar no Golfo Pérsico.
  3. Fontes militares americanas citadas pela CNN, informaram que os navios iranianos, dos Guardas da Revolução, ameaçaram as unidades da marinha americana via rádio, com mensagens hostis tais como: «Vamos atacar-vos» e «vamos fazer-vos explodir dentro de alguns minutos».
  4. «Não houve ferimentos, mas podia muito bem ter havido», dramatizou o responsável do Pentágono.
  5. A fonte anónima, citada pela CNN, acrescentou que os barcos iranianos deram meia-volta «no momento em que as forças dos Estados Unidos se preparavam para abrir fogo» alegando auto-defesa.
  6. Estas declarações, foram largamente noticiadas pela generalidade da media estadunidense no dia 7/01/2007 – horas antes do início de uma visita oficial do presidente Bush a vários países aliados do Golfo Pérsico.
  • A descontrução da mentira…

Desde ontem, dia 17, a administração Bush/Cheney está a ser ridicularizada e denunciada por centenas de orgãos de informação, americanos e internacionais, com as seguintes mensagens:

  • Falharam os propagandeados objectivos da visita:
    • Fomentar a paz israelo-árabe;
    • Convencer as monarquias pró-americanas da região a alinharem na campanha internacional contra o Irão;
    • Usar “a provocação iraniana de Ormuz” como argumento para desacreditar Teerão;
    • Catalogar o regime xiíta como uma “ameaça à paz mundial”;
    • Usar o programa nuclear do Irão como o alvo a abater
  • O “incidente de Ormuz” foi uma invenção do Pentágono
  • A visita de Bush é um fracasso diplomático.

Seleccionámios os principais detalhes, a cronologia dos acontecimentos e exemplos sobre os métodos diplomáticos e militares usados pela administração Bush/Cheney para fabricar falsos pretextos susceptíveis de gerar crises internacionais.

De mentira em mentira, através de tácticas maliciosas e desleais, o presente governo americano usa todos os meios para atingir o único fim que persegue desde 2001: criar guerras e tensões político-militares não importa onde, nem contra quem. Continuação…

MRA, Dep. Data Mining

Mercosul assina primeiro acordo internacional com Israel; Seguem-se África, Golfo e Índia

segunda-feira, dezembro 17th, 2007

Actuais países membros do MercosulA Cimeira do Mercosul, realizada na capital uruguaia, será o cenário da assinatura do primeiro Tratado de Livre Comércio (TLC) do bloco fora deste continente no início desta semana. O acordo vai ser assinado com Israel apois dois anos de negociações. O acordo prevê a eliminação faseada, durante a próxima década 90% das barreiras alfandegárias entre o Mercosul e Israel. Em 2007, o Mercosul tem um PIB (paridade do poder de compra/ppp) estimado em USD 2,78 milhões de biliões (trilhões/mb/tri). O estado judaico possui uma economia, com um PIB/ppp da ordem dos USD 232,7 mil milhões/bilhões (mm/bi). Em termos bilaterais, em 2007, o comércio atingiu a fasquia dos USD 11 mm/bi. Com o acordo, produtos industrializados e agrícolas do Mercosul e de Israel cicularão entre si, sem a sobrecarga de tarifas aduaneiras.

Um pacote de idênticos TLC’s será brevemente negociado entre o bloco sul-americano e dois homólogos regionais – SACU (União Aduaneira da África do Sul) e CCG ( Conselho de Cooperação do Golfo). Com a Índia as negociação assumirão a forma de um APF (Acordo de Preferências Fixas).

(pvc/agências)