Archive for the ‘FMI’ Category

Portugal: Ajuda financeira da UE impõe intervenção do FMI

terça-feira, março 15th, 2011

Portugal não se livra do Fundo Monetário Internacional (FMI) caso opte por activar a nova vertente mais flexível do fundo de resgate, na opinião de Christine Lagarde, a ministra francesa das Finanças.

A chefe do Tesouro francês explicou ontem que aquela opção, que permitirá ao fundo de resgate europeu comprar dívida pública no mercado primário, “é um complemento ao pacote de ajuda” que, “por princípio, será sempre uma operação conjunta do EFSF [o fundo europeu] e do FMI”. Esta opção, adiantou ontem ao fim da noite após a reunião de ministros de Finanças europeus em Bruxelas, estará “em vigor no Verão”. É com isto que Portugal terá de contar caso os mercados voltem a penalizar as suas condições de financiamento e o pedido de ajuda se coloque.

O Governo fazia votos que o FMI ficasse de fora desse esquema para, no caso de pedir ajuda, se diferenciar do que considera ser uma humilhação, ou seja, os pedidos anteriores da Grécia e Irlanda.

MRA Alliance/DE 

FMI está a impor orientações «inaceitáveis» à Irlanda, Grécia e Roménia

quinta-feira, fevereiro 3rd, 2011

Joao Proenca - SG da UGTO líder da UGT, João Proença, repudiou esta quinta-feira a intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Portugal, por considerar que as consequências seriam negativas para os portugueses. «O FMI está a impor orientações salariais inaceitáveis à Irlanda, Grécia e Roménia», referiu, a título de exemplo.

«Não queremos o apoio do FMI porque isso implicaria despedimentos na Administração Pública e poria em causa a coesão social», disse o secretário-geral da central sindical, citado pela Lusa.

No final de um encontro com o primeiro-ministro, José Sócrates, no dia que antecede o Conselho Europeu, em Bruxelas, João Proença reiterou que «a União Europeia não precisa do FMI para condicionar os apoios aos países em dificuldades».

Na véspera do encontro que reúne representantes dos 27 Estados membros, a UGT deu conta ao primeiro-ministro das preocupações que, entende, deveriam fazer parte do debate, nomeadamente, as questões relacionadas com o emprego e os apoios aos países com mais dificuldades. «Não podemos ter uma moeda única e países com diferentes níveis de desenvolvimento», sublinhou.

MRA Alliance/AF

“Portugal não reúne condições para que FMI tenha sucesso”, diz Granadeiro

terça-feira, fevereiro 1st, 2011

Henrique Granadeiro disse hoje que Portugal não reúne actualmente as condições para que uma intervenção do FMI tivesse sucesso. “Não temos nenhuma das condições para que uma intervenção do Fundo [Monetário Internacional] possa vir a ser um sucesso”, afirmou Henrique Granadeiro na conferência ‘Portugal 2011: Vir o Fundo ou ir ao fundo?’, a decorrer na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Recordando as condições verificadas na última intervenção do FMI em Portugal, o presidente do conselho de administração da PT disse que este tipo de ajuda externa só é bem sucedido quando há uma solução política forte. “A nossa última experiência demonstra que só há sucesso desde que haja uma solução política forte, porque não é uma autoridade externa que pode mobilizar a opinião pública.”(…) “À pergunta ‘Vir o Fundo?’ a minha resposta é: “Não, obrigado”, acrescentou Granadeiro.

O presidente do conselho de administração da PT disse que a ajuda externa não teve efeitos no caso da Grécia e da Irlanda. “A Grécia e a Irlanda em nada foram ajudadas com a intervenção do Fundo. Não houve uma melhoria do risco sistémico”, declarou. Granadeiro afirmou também que “o sistema bancário [português] continua a ter capacidade de captação da confiança dos depositários, o que não acontece nem na Grécia, nem na Irlanda” e que “o abandono do euro seria uma tragédia”.

MRA Alliance/DE

FMI: Jovens enfrentarão desemprego toda a vida

terça-feira, fevereiro 1st, 2011

“Há uma geração perdida de jovens destinados a sofrer toda a vida o agravamento do desemprego e das condições sociais”, afirmou o diretor geral do Fundo Monetário Internacional , Dominique Strauss-Kahn, citado pela Reuters.

Segundo o responsável, a economia mundial tem melhorado nos últimos meses, no entanto, problemas como o desemprego e a inflação podem aumentar o protecionismo comercial e a agitação social violenta, sobretudo na Europa e nos EUA.

Dominique Strauss-Kahn sublinhou ainda que o aumento das tensões entre as nações pode conduzir a um maior protecionismo comercial e financeiro e a uma maior instabilidade política e social em cada país.

Há 205 milhões de desempregados em todo o mundo, sendo os jovens dos mais atingidos, revela um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

MRA Alliance/Expresso

FMI: Situação no Egipto e recuperação da economia global são preocupantes

terça-feira, fevereiro 1st, 2011

O Fundo Monetário Internacional vai ajudar o Egito a reconstruir a sua economia. O anúncio foi feito precisamente no dia em que todas as atenções estão viradas para uma manifestação que deverá juntar um milhão de pessoas com o objectivo de forçar a saída do Presidente do país, Hosni Mubarak. O FMI está preocupado com o agravamento dos desequilíbrios globais, que podem fazer descarrilar a já frágil retoma económica.

«O FMI está pronto para ajudar a desenvolver o tipo de política que poderá executada neste país», garantiu esta terça-feira o director-geral daquela instituição, Dominique Strauss-Kahn, citado pela Lusa. Depois da Moody’s, hoje foi a vez da Standard & Poor’s baixar o rating da dívida soberana de longo prazo do Egito para «BB», devido aos violentos protestos no país.

Numa conferência hoje realizada em Singapura, o director geral do FMI mostrou-se preocupado com o agravamento dos desequilíbrios globais, que alimentam as tensões e ameaçam fazer descarrilar a frágil recuperação económica. «Embora a recuperação esteja em curso, não é a recuperação que nós queríamos». O que está a acontecer é «uma capa das tensões e pressões», que pode «até plantar as sementes da próxima crise».

Para Dominique Strauss-Kahn, existem dois desequilíbrios globais particularmente perigosos. «Embora o crescimento permaneça inferior ao seu potencial nos países desenvolvidos, as economias emergentes e os países em desenvolvimento estão a crescer muito mais rapidamente e alguns poderão estar prestes a entrar num estado de ‘sobreaquecimento’».

As economias com um grande excesso nas receitas da balança comercial, como a China e a Alemanha, são impulsionados pelas exportações enquanto «as economias com défice comercial, como os Estados Unidos, continuam a depender da procura interna».

Estes desequilíbrios globais «representam um risco para a sustentabilidade da recuperação». E outro desequilíbrio preocupante é, frisou, o aumento do número de desempregados em alguns países.

MRA Alliance/AF

Portugal não vai poder baixar impostos, diz economista do FMI

segunda-feira, janeiro 31st, 2011

Teresa Ter-MinassianTeresa Ter-Minassian, que negociou o pacote de financiamento do FMI a Portugal em 1983, afirmou hoje que não acredita que haja margem no país para qualquer redução de impostos enquanto não forem atingidos os objectivos orçamentais. As declarações foram feitas na “Conferência Portugal 2011. Vir o Fundo ou ir ao fundo?”

“Não acredito que se possa reduzir a carga tributária em Portugal quando a prioridade é baixar o défice orçamental”, afirmou a economista do FMI, após a intervenção de Carlos Rodrigues, presidente do BIG que defendeu medidas de alívio do peso do Estado na economia.

MRA Alliance/JdN

França deve ser a próxima vítima da crise de dívida, diz presidente da Bolsa de Londres

terça-feira, dezembro 7th, 2010

Xavier Rolet, presidente da Bolsa de Londres, diz que a França deve ser a próxima economia da zona euro a sucumbir à crise de dívida da região. “Não deve demorar muito para que os investidores em dívida pública se voltem para França depois de terem acabado de fazer o mesmo com Portugal e Espanha”, disse Rolet, citado pela CNBC.

“O défice do país é muito, muito maior do que se possa pensar. Ninguém, nem mesmo a França, se pode continuar a esconder por mais tempo”, acrescentou.Já François Mallet, director do Kepler Capital Markets, considera que não há razões para grandes preocupações em relação ao défice francês. “Não acredito que devam existir grandes preocupações em relação à situação francesa, uma vez que o défice do país já é mais baixo do que a maioria dos parceiros europeus”, comentou à CNBC.O défice francês é de 7,5%, muito abaixo do défice de mais de 11% da Grécia, Irlanda e Espanha, e a dívida pública da economia liderada por Sarkozy é de 78% do PIB, o que compara com os 115% da Grécia e os 73% da Alemanha, nota o mesmo especialista.

MRA Alliance/DE

UE: FMI quer mais dinheiro para «engordar» fundo de resgate

domingo, dezembro 5th, 2010

O FMI vai pedir aos governos da Zona Euro, na reunião de amanhã do Eurogrupo, o reforço das verbas do fundo de resgate europeu, actualmente com 750 mil milhões de euros. O FMI aconselha igualmente o BCE a comprar mais dívida para evitar que esta crise faça «descarrilar» ainda mais a recuperação económica.

As recomensações fazem parte do relatório que o secretário-geral do FMI vai apresentar aos ministros das Finanças da Zona Euro. «Há um forte argumento para aumentar os recursos disponíveis para essa rede de segurança e tornar o seu uso mais flexível, inclusive para a finalidade de fornecer um apoio mais eficaz aos sistemas bancários».

A instabilidade que se vive nos países periféricos do euro constitui «um risco negativo grave», diz o relatório, a que a Reuters teve acesso. Mesmo depois do resgate irlandês, a pressão não pára de aumentar em relação ao possível contágio a Portugal, Espanha e a outros países endividados.

O plano de compra de Obrigações do Tesouro posto em prática pelo BCE deverá ser também «expandido» até que as incertezas sistémicas diminuam. As operações de dívida levadas a cabo pelo BCE têm surtido efeito. No que toca a Portugal, os juros da dívida voltaram a baixar da barreira «psicológica» dos 7%.

MRA Alliance/AF

Dívida: FMI e UE têm 45 a 60 mil milhões prontos para Portugal

sábado, dezembro 4th, 2010

As contas de analistas, fundos e responsáveis da zona euro citados ontem pela Reuters indicam que, apesar de ainda não haver negociações em curso, Portugal necessita de 45 a 60 mil milhões de euros em ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF). Um terço será disponibilizado pelo FMI.

Os juros exigidos às obrigações portuguesas a dez anos caíram ontem abaixo dos 6%, graças à garantia deixada esta semana pelo Banco Central Europeu (BCE) de que vai continuar a comprar obrigações enquanto necessário, mas também porque esta sexta-feira foi o terceiro dia consecutivo em que o BCE esteve activo no mercado a comprar títulos portugueses e irlandeses – o efeito destas compras nos juros pode ser observado no gráfico em baixo, com a escalada de Maio a sossegar, mal o BCE iniciou estas operações e a permanecer relativamente calma, dentro do género, desde então.

A semana que acabou, em que os juros caíram a pique, foi descrita ontem por Ewald Nowotny, membro do BCE e governador do banco central austríaco, como dias em que “o programa de compra de obrigações do BCE foi usado energicamente”. Sem isso, estaria tudo bem pior.

Porém, estas medidas são temporárias e artificiais, já que, conforme Jean-Claude Trichet deixou bem claro esta semana, o banco não tem nas suas competências a salvação do euro. Ontem deixou no ar o contrário: “É muito importante que tudo esteja ao nível da dimensão dos desafios”, respondeu, quanto à necessidade de reforçar os 750 mil milhões de euros que o FEEF detém. É que este montante não é suficiente para resgatar Espanha, caso esta venha a cair.

A Reuters ontem já detalhava o plano em cima da mesa para Portugal, citando responsáveis da zona euro não identificados, mas também analistas do Citigroup e da Capital Markets. “É muito provável que Portugal avance com o pedido de ajuda. Talvez mesmo antes do Natal, dependendo de como o mercado evoluir”, apontou Juergen Michels, economista do Citigroup.

“O plano para Portugal será muito similar ao irlandês: a disponibilização de um montante a que o governo ou a banca de Portugal possam recorrer quando acharem necessário. Tentarão abrir esta linha a Portugal, para assim tentarem acalmar os mercados”, especificou Anke Richter, da Capital.

A Reuters, citando as mesmas fontes do euro, aponta que o apoio a Portugal rondará os 60 mil milhões. Os juros deverão situar-se entre 5,7% a 6%.

MRA Alliance/ionline

Portugal vai recorrer ao FMI diz maioria dos economistas sondados pela Reuters

quinta-feira, novembro 25th, 2010

Em meia centena de economistas sondados pela Reuters, 34 dizem que Portugal vai ser forçado a pedir ajuda internacional, depois da Irlanda já o ter feito. Numa ‘poll’ mensal da Reuters sobre taxas de juros, a maioria dos economistas disse esperar que Portugal peça ajuda internacional, mas não avançou prazos. Quatro economistas também disseram esperar que a Espanha siga, eventualmente, o mesmo caminho.Certo é que os mercados já estão a antecipar este pedido de auxílio. Ontem, o juro das obrigações do tesouro portuguesas a 10 anos voltou a superar os 7% e o preço dos CDS (seguros de incumprimento) sobre obrigações a 5 anos atingiu um novo recorde nos 510 mil euros, segundo dados da Markit, citados pela Reuters.

O economista João Duque admitiu na terça-feira que Portugal possa apresentar um pedido de ajuda financeira em Fevereiro ou Março, se a execução orçamental não for cumprida.

Os 74 economistas que participaram na sondagem sobre os juros na região, esperam que o BCE só aumente a taxa, que está em 1% desde Maio de 2009, a partir do último quartal de 2011.

MRA Alliance/DE

Governo português mantém “contactos regulares” com o FMI

terça-feira, novembro 23rd, 2010

Em declarações ao Diário Económico, o ministério das Finanças confirma que mantém contactos “regulares” com o FMI embora Portugal não tenha pedido ajuda. “Os contactos são os regulares e os habituais no quadro das relações [do FMI] com o ministério das Finanças”, avançou fonte oficial do gabinete tutelado por Teixeira dos Santos ao Económico.O esclarecimento das Finanças surge depois de o número dois do FMI ter garantido hoje que Portugal não pediu ajuda, mas assegurou que esta lhe será assegurada se vier a ser necessária.

Lipsky falava em entrevista à Bloomblerg, num dia em que as principais praças da Europa fecharam a perder mais de 2%, penalizadas com os receios em torno da crise de dívida da Irlanda e do perigo de contágio a outros países da zona euro, como Portugal e Espanha.

MRA Alliance/DE

Irlanda receia violência urbana face ao agravamento da crise

domingo, novembro 21st, 2010

Brian Cowen - Primeiro-ministro da IrlandaUm dos maiores sindicatos da Irlanda (Technical Engineering and Electrical Union) alertou hoje para o risco de a nação estar à beira de cair numa grave e provavelmente violenta crise social numa altura em que o Governo de Dublin negoceia com a União Europeia e o FMI um multimilionário pacote de salvação da indústria bancária irlandesa.

O TEEU sugere o lançamento de uma campanha de desobediência civil a menos que o primeiro-ministro, Brian Cowen, convoque de imediato eleições gerais.

O sindicato considera que a violência pode manifestar-se nas ruas caso sejam decididos novos cortes “draconianos” de 15 mil milhões de euros no sector público, nos próximos quatro anos.

O défice público, por seu turno, deverá ser reduzido anualmente em 15 mil milhões de euros até 2014.

Os novos cortes serão decididos hoje durante uma reunião de emergência do Conselho de Ministros irlandês.

MRA Alliance/Guardian

“Se a gente não tem juízo o FMI acaba por vir e isso é mau”, avisa Jacinto Nunes

domingo, novembro 21st, 2010

O “senhor FMI” português, Manuel Jacinto Nunes, o homem que há meio século negociou a adesão portuguesa à instituição, alertou em entrevista à agência Lusa que se Portugal “não tem juízo” o Fundo vai acabar por intervir, e com “mão-de-ferro”.

Foi a Jacinto Nunes, hoje com 84 anos, que Portugal confiou o trabalho de adesão ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que acabou por concretizar-se a 21 de Novembro de 1960. Sempre que a história do Fundo se cruzou com a História de Portugal, foi em Jacinto Nunes que se cruzou. O “senhor FMI” deixa agora um alerta: “Se a gente não tem juízo, o FMI acaba por vir e isso é mau. Eles são, naturalmente, um bocadinho mais rigorosos. Nós temos medo de aleijar”, disse Jacinto Nunes.

O que há para fazer, segundo Jacinto Nunes, é óbvio – controlar a despesa pública de uma vez por todas, para evitar a terceira entrada do FMI em 50 anos, agora que ele já está às portas da Irlanda, depois de ter entrado em casa e nas carteiras dos gregos.

“Há despesas que vão ser cumpridas – o corte nos funcionários, essas coisas. Mas aquele conjunto de despesas que estão um pouco indiscriminadas vai exigir muita coisa já personalizada, e os governos não querem desagradar. É natural. Já sabem que, desagradando, depois pagam”, afirmou.

Jacinto Lopes aponta 2009 como o início das preocupações actuais. Além da diminuição do IVA e do aumento dos funcionários públicos, o grande erro foi alterar as taxas de juro dos certificados de aforro. “Foram centenas de milhões de euros que fugiram. Uma parvoíce, porque substituíram dívida interna, dívida dos portugueses, que não exerce uma pressão tão grande sobre os governos, por dívida externa”, defendeu.

Depois de colocar Portugal na instituição, o economista foi o primeiro governador português no FMI – entre 1960 e 1975 e, depois, entre 1980 e 1985. Na altura, o Banco de Portugal era uma sociedade anónima de responsabilidade limitada, com capital de 100 mil contos. Para entrar no FMI, Portugal teve de pagar uma quota de 60 milhões de dólares, o mesmo que a Jugoslávia tinha pago e mais 20 milhões do que a Grécia.

“O Banco de Portugal entregou 15 milhões de dólares ao Fundo, e o Estado pagava-nos, por essas cedências, um oitavo por cento de juro. Os outros 45 milhões estavam depositados aqui no Banco de Portugal”, disse.

“Depois as quotas foram aumentando de 60 para 75, depois para cento e tal milhões de dólares. Nós fomos ao aumento, claro. Os países não eram obrigados, mas quem não fosse ficava na lista negra”, acrescentou.

Uma das memórias que destacou ainda foi a forma como foi feito o pagamento ao Fundo. “Entregámos o ouro. Tínhamos o ouro em Nova Iorque, depositado na Reserva Federal. Na altura, tínhamos em Nova Iorque, em Londres e na Suíça. Em Nova Iorque, o ouro estava numas paletes nas caves. Uma palete correspondente a 15 toneladas passou para o compartimento do Fundo”, contou.

MRA Alliance/DN

Bancos portugueses são “muito sólidos” diz presidente de mega fundo europeu

sexta-feira, novembro 19th, 2010

Klaus ReglingKlaus Regling, presidente do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, instituição criada para ajudar os países da zona euro em dificuldade, disse em entrevista ao jornal Le Monde, que a situação orçamental da Irlanda está sob controlo, mas não haveria problemas em avançar com fundos caso fosse necessário resgatar um banco do país.Na entrevista, o responsável adianta que a missão conjunta do Comissão Europeia, do BCE e do FMI precisaria de cerca de duas semanas para identificar as necessidades de financiamento do sistema financeiro irlandês e identificar as reformas estruturais necessárias ao Tigre Celta.

Regling frisou ainda que a situação de Portugal é muito diferente da irlandesa e que os bancos portugueses “são muito sólidos”, ao contrário dos irlandeses, que são a raiz de todos os problemas do país.

MRA Alliance/DE

Irlanda aceita plano tripartido para evitar colapso financeiro

sexta-feira, novembro 19th, 2010

A Irlanda vai aceitar um plano de contigência para salvar a banca da falência, anunciou ontem o Governo de Dublin, após a primeira reunião com os especialistas da Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), que ontem aterraram em Dublin para analisar a situação.

Depois das primeiras discussões com os peritos, o ministro das Finanças mostrou-se receptivo a uma ajuda externa, ainda que apenas para sanear a banca. Brian Lenihan, que tem rejeitado veementemente qualquer ajuda da UE e do FMI face à escalada dos juros da dívida – reiterando que o país não vai precisar de recorrer a novos financiamentos externos até Julho do próximo ano -disse agora que seria “muito desejável” a criação de um “fundo de contigência substancial” destinado a ajudar os bancos em dificuldades.

Ainda assim, frisou que a Irlanda não está ainda nessa situação. “Ainda não estamos nesse estágio”, garantiu Lenhihan. O valor do referido fundo não foi quantificado, mas estima-se que pode chegar a cem mil milhões de euros (o empréstimo à Grécia foi de 110 mil milhões).

Orgulhosos da sua independência, a maioria dos irlandeses não vê com bons olhos uma intervenção externa e teme o preço que terá de pagar caso aconteça.

Os protestos contra “a ditadura da UE e do FMI” já se fizeram ontem ouvir em frente ao Ministério das Finanças, enquanto no parlamento o líder da oposição exigia a demissão do Governo, classificando de “humilhante” qualquer ajuda externa.

O governador do banco central irlandês, Patrick Honohan, não esconde a ansiedade. “A minha expectativa é que seja disponibilizado um importante empréstimo de dezenas de milhares de milhões”, disse Honohan, admitindo que poderá nem ser utilizado, mas servirá para mostrar à banca que estão prontos a intervir quando entenderem.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, no entanto, já disse o apoio da instituição aos países mais vulneráveis não é infinito e que “as políticas inicialmente usadas para combater a crise do crédito não podem tornar-se numa dependência [dos Estados] à medida que as condições comecem a normalizar”.

Na opinião do economista-chefe da JP Morgan, citado pela Bloomberg, Trichet “parece muito pouco confortável com o papel que foi forçado a desempenhar neste drama”. E entende que o papel de credor de último recurso “não significa financiar 15% a 20% do balanço do sector financeiro numa perspectiva de longo prazo”.

MRA Alliance/DN

Juros actuais são insustentáveis mas ainda há tempo para evitar FMI

quarta-feira, novembro 10th, 2010

Portugal conquistará alguns meses para respirar caso consiga colocar os montantes previstos na emissão de hoje. Se o país encaixar os montantes pretendidos, que têm um intervalo entre 750 milhões e 1,25 mil milhões de euros, o Estado fica com as necessidades de financiamento para 2010 praticamente satisfeitas. Este factor dá alguns meses ao país para conseguir evitar o recurso ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), que implica que o FMI tenha de desembarcar em Portugal. Na opinião de grande parte dos economistas, taxas próximas de 7% para emitir dívida a dez anos é insustentável. O teste de fogo ocorrerá em 2011.

“A subida do risco da dívida pública deriva de Merkel e Sarkozy, mas também das dúvidas sobre a execução do Orçamento do Estado para 2011. Espero que o Governo encontre soluções para a execução orçamental de 2011 que não encontrou em 2010 e que tenha o apoio dos outros partidos”, explica o presidente do BES Investimento.

José Maria Ricciardi defende que mesmo se o juro da dívida “passar os 7%, Portugal pode continuar sem ir ao FMI. Depende do tempo em que fica acima desse valor”, referiu.

MRA Alliance/DE

“Agências devem subir o rating de Portugal”, diz ex-director geral do FMI

domingo, novembro 7th, 2010

O antigo director geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse hoje que face às medidas adoptadas no Orçamento de Estado para 2011 é a altura de as agências de notação financeira subirem o rating de Portugal.

“Perante as medidas significativas tomadas por Portugal, acho que se justifica que as agências revejam em alta o rating da dívida soberana portuguesa”, afirmou aos jornalistas Jacques de Larosiére, à margem de uma conferência em Lisboa dedicada ao sector financeiro.

Segundo o responsável, que liderava o FMI na intervenção que a entidade teve em Portugal na década de 80, o país “está no bom caminho” para consolidar as contas públicas.

MRA Alliance/Oje

Mercados estão a sobrestimar hipótese de falência de Portugal, diz FMI

sexta-feira, novembro 5th, 2010

Alguns analistas de mercado encaram como “quase certo” que Portugal entre em incumprimento, mas o FMI diz que o risco de o país não pagar a sua dívida está a ser sobrestimado.

No relatório Fiscal Monitor, ontem divulgado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) destaca que, “apesar de as perspectivas orçamentais terem melhorado a um ritmo mais rápido do que o esperado na Grécia e em Portugal, alguns analistas do mercado vêem como quase certo a ocorrência de um evento de crédito”. Por este evento subentende-se o incumprimento, total ou parcial, do pagamento das dívidas do país, tal como aconteceu com a Grécia, que teve de recorrer à ajuda do fundo de estabilização do euro e ao FMI.

Contudo, segundo o FMI, os mercados estão a sobrestimar o risco de default em várias economias avançadas, como é o caso de Portugal. “Apesar de a necessidade de ajustamento orçamental que alguns países avançados enfrentam seja realmente grande, não é algo sem precedentes”, destaca a instituição, salientando que “no passado, vários países enfrentaram tensões sérias nos mercados e a escalada dos juros da dívida mas conseguiram estabilizar a situação”. Por isso, “os actuais sinais dados pelos mercados não devem ser interpretados como conduzindo a um resultado negativo inevitável”, conclui.

MRA Alliance/Público

Juros da dívida pública nacional no limite para intervenção do FMI

sexta-feira, novembro 5th, 2010

Num contexto de subida generalizada dos juros da dívida pública nos países periféricos do euro, Portugal viu ontem os custos a que o Estado se financia nos mercados internacionais baterem um novo recorde desde a criação do euro. Pior ainda: os juros estão demasiado próximos dos sete por cento, o limite acima do qual o ministro das Finanças disse justificar-se uma intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A semana em que foi discutido e aprovado o OE para 2011 terá sido, aliás, aquela em que se registou um maior aumento dos juros nas obrigações a dez anos, que estavam nos seis por cento na sexta-feira passada e atingiram ontem 6,798 por cento. Até agora, o valor mais alto que o Estado português já tinha pago para vender dívida, pelo menos desde a criação do euro, foi de 6,63 por cento no dia 28 de Setembro. Um recorde que forçou o Governo a antecipar logo para o dia seguinte o anúncio de novas medidas de austeridade para 2011, como o corte salarial na função pública ou o aumento do IVA.

Agora, com os juros a baterem novos máximos, os receios estão a trazer de volta o fantasma do FMI.

MRA Alliance/Público

Governo português insiste que FMI não é opção

sexta-feira, novembro 5th, 2010

Silva Pereira descartou um eventual pedido de ajuda ao FMI num dia em que os juros cobrados a Portugal subiram para valores recorde.

“Ainda ontem o primeiro-ministro teve ocasião de se referir a essa matéria, excluindo um cenário a qualquer recurso a instrumentos internacionais de apoio ao financiamento da economia portuguesa, porque a nossa mensagem é a contrária: Portugal está a fazer a sua parte”, afirmou Pedro Silva Pereira no habitual ‘briefing’ após o conselho de ministros, quando questionado sobre a possibilidade de o Governo recorrer a ajuda da União Europeia e do FMI face à subida dos juros da dívida de Portugal.

As ‘yieds’ genéricas das Obrigações do Tesouro a 10 anos não param de subir e atingiram hoje os 6,590%, mais 25 pontos base face ao fecho de ontem e o valor mais elevado desde finais de Setembro. O recorde foi atingido a 28 de Setembro, altura em que os juros superaram os 6,6%.

Na mesma ocasião o ministro da Presidência defendeu que “a pressão dos mercados não é exclusivamente dirigida à situação portuguesa”, sublinhando que “há um movimento que envolve diversos países que ajudam a compreender que a situação que se verifica no mercado de dívida soberana é uma situação que está muito longe de depender exclusivamente da responsabilidade do Governo ou das medidas de consolidação orçamental que possamos adoptar ou não em Portugal”.

MRA Alliance/DE

Portugal: Filme da entrada do FMI em sete episódios

sexta-feira, outubro 29th, 2010

O nervosismo dos mercados em relação a um eventual chumbo do Orçamento do Estado está a multiplicar o número de vozes que admitem a entrada do FMI em Portugal. Caso este cenário se verifique, serão estes os passos que o País terá de atravessar.

 1. Formulação do pedido oficial de ajuda

O Fundo Monetário Internacional (FMI) só actua se houver um pedido expresso de um dos seus membros nesse sentido. E apenas se a situação do país que solicita esta ajuda for realmente complicada no que diz respeito a dificuldades, nomeadamente no campo do financiamento externo. Com a criação do Fundo Europeu para a Estabilidade Financeira, o apoio que o FMI presta aos países da União Europeia passou a ser feito em conjunto pelas duas entidades. Uma situação que se verificou pela primeira vez no apoio que foi concedido à Grécia no Verão.

2. Análise da situação em que está o país

Assim que é apresentado um pedido formal de auxílio, os técnicos do FMI analisam a situação do país. O apoio só é dado se estiverem reunidas uma série de condições, nomeadamente se o país tem problemas graves de financiamento externo, como se poderá vir a verificar em Portugal, caso o Orçamento do Estado seja chumbado e os juros pedidos pelos investidores para comprar a dívida soberana portuguesa dispararem. Só se estes critérios se verificarem é que a entidade liderada por Dominique Strauss-Kahn avança para o resgate.

3. Envio de uma equipa do FMI ao terreno

A partir do momento em que é desencadeado o processo de ajuda, o Fundo envia para o território uma equipa de técnicos e especialistas, que acompanham e avaliam no local a situação financeira de quem pede ajuda. A missão desta equipa é trabalhar em conjunto com o Governo no sentido de identificar os principais problemas do país e as medidas de austeridade que terão de ser aplicadas para que o FMI aceite conceder um empréstimo de resgate. É aqui que se definem as já famosas medidas “draconianas” de consolidação das contas.

4. Assinatura de um contrato de resgate

Depois de definidos os termos e as condições para a ajuda do Fundo, compete ao Governo redigir um memorando de entendimento a ser assinado com o FMI, em que se detalham todos as condições em que será efectuado o empréstimo. É neste documento que têm de constar as medidas “draconianas” – que normalmente passam por corte de salários e de investimento público, ou pelo aumento de impostos ou da idade de reforma – bem como os montantes emprestados, as condições de pagamento e as metas de recuperação financeira.

5. Efectivação da concessão do empréstimo

Só depois de acertado o memorando de entendimento é que o Fundo concede o empréstimo de resgate. Normalmente os contratos firmados com o FMI têm uma duração de três anos, um período que pode ser alargado, tal como já admitiu Strauss-Kahn no que diz respeito à Grécia. A partir do momento em que o empréstimo é concedido, o efeito é quase imediato nos juros da dívida soberana. No entanto, a intervenção do FMI retira grande parte da credibilidade de um país em termos de mercados internacionais nos anos que se seguem.

6. Vigilância da evolução económica

Ao longo de todo o tempo que dura o prazo do contrato de resgate financeiro há um acompanhamento permanente por parte dos responsáveis do Fundo à situação do país. As equipas do FMI têm acesso a todos os dados económicos e financeiros internos, passando o Fundo a controlar toda a evolução económica do país. Caso a recuperação não corra como previsto, o FMI pode mesmo impor mais alterações às condições estipuladas inicialmente, por forma a garantir que a consolidação das contas públicas se verifica.

7. Juros agravam factura da dívida ao Fundo

Uma intervenção do FMI tem, inevitavelmente, uma factura associada. Desde logo o pagamento do montante acordado, com uma taxa de juro estabelecida no momento do empréstimo. O pagamento é feito através de prestações anuais desde o momento da concessão do apoio, o que obriga – de acordo com o que se tem verificado – os governos a arranjar uma receita extraordinária para garantir o pagamento. Além desta factura, há ainda outro custo: o dos efeitos da aplicação das medidas “draconianas” em termos de crescimento e do seu impacto social.

MRA Alliance/DN

António Borges lidera FMI na Europa

quarta-feira, outubro 27th, 2010

António Borges vai chefiar o departamento europeu do Fundo Monetário Internacional (FMI) a partir do final de Novembro.

O anúncio foi feito  em comunicado assinado pelo director-geral do FMI que considera que o  antigo vice-presidente do PSD é a pessoa ideal para assumir o trabalho da organização na Europa.

Segundo Dominique Strauss-Khan, António Borges oferece uma excelente combinação de sector público, sector privado e experiência académica  e já provou que tem capacidade de liderança estratégica e organizacional.

MRA Alliance/RR

G-20 acerta reforma do FMI e rejeita “guerra cambial”

sábado, outubro 23rd, 2010

Os ministros das Finanças das nações do Grupo dos Vinte (G-20), que reúne os países ricos e os principais emergentes, chegaram a um acordo neste sábado, 23, para uma “ambiciosa” reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), que dará maior poder de decisão aos países em desenvolvimento e rejeitaram a “desvalorização competitiva” das divisas.No final do encontro na cidade sul-coreana de Gyeongju, o organismo expressou em comunicado que “a recuperação da economia global continua avançando, embora de maneira frágil e irregular”, e apoiou um “sistema de taxas de câmbio determinado pelo mercado, que reflita os fundamentos econômicos”.

O G-20 chegou a acordo para outorgar um maior peso aos países emergentes e em desenvolvimento no FMI, para torná-lo “mais efetivo, credível e legitimado”. Os países em desenvolvimento, até agora “pouco representados”, terão uma parcela ao redor de 6%, mais do que tinha sido decidido anteriormente pelo G20 (5%).

Os ministros de Finanças do grupo também se mostraram a favor de proteger a “margem de voto dos mais pobres” no Diretório Executivo do Fundo, de 24 membros e onde a Europa cederá dois assentos, segundo decidiu hoje o G-20.

Além disso, o fórum rejeitou “a desvalorização competitiva das divisas”, um dos assuntos que dominaram os debates durante seus dois dias de reuniões. O G-20 expressou seu apoio para “mitigar o risco de excessiva volatilidade nos fluxos de capital rumo aos países emergentes”, o que se intensificou com a crise.

Além disso, as autoridades presentes ao encontro reafirmaram seu compromisso para colaborar para “um crescimento forte, sustentado e equilibrado”, e observaram que o ritmo da atividade econômica continua sendo “modesto” em muitas economias avançadas, embora seja “forte” em vários mercados emergentes.

Em seu comunicado, o G-20 reiterou seu apoio aos planos de consolidação fiscal a médio prazo nas economias avançadas, “segundo as circunstâncias nacionais”, e a uma política monetária “apropriada para conseguir estabilidade de preços que contribua para a recuperação”.

No entanto, países como o Japão, Alemanha e Índia deixaram bem claro que não aceitarão a imposição generalizada de limites aos superávites externos, como forma de obrigar a China e outros países asiáticos a valorizar as suas moedas e travar as exportações.

Numa carta aos outros ministros das Finanças do G20, o secretário norte-americano do Tesouro, Timothy Geithner, propôs um limite de 4% do PIB tanto para superávites como para défices externos, defendendo que as maiores economias do mundo devem “abster-se de usar políticas cambiais elaboradas para conseguir uma vantagem competitiva, seja pelo enfraquecimento das suas moedas ou por impedir a apreciação de moedas subvalorizadas”.

Na carta, Geithner não apontou o dedo a países específicos, mas o recado era obviamente para a China, que os EUA acusam de desvalorizar artificialmente o iuan.

MRA Alliance/Estadão /DE

Austeridade vai empurrar Portugal para a recessão em 2011, diz FMI

quarta-feira, outubro 6th, 2010

As medidas de austeridade anunciadas na semana passada pelo Governo, farão com que a economia portuguesa volte a entrar em recessão no próximo ano, alertou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com as informações que estão a ser veiculadas pelos jornais económicos, Jörg Dressing, director assistente do departamento de pesquisa do FMI, considera que o impacto dessas medidas poderá fazer com que a economia portuguesa volte a mergulhar na recessão em 2011, contraindo 1,4 por cento. 

As novas projecções do FMI para a economia portuguesa ainda não têm em conta o impacto das medidas anunciadas na semana passada pelo Governo, que incluem o corte de cinco por cento na massa salarial da função pública e o aumento do IVA para 23 por cento.

Hoje, em Washington, a organização apresentou o seu último World Economic Outlook, onde estão as suas previsões semestrais para a economia mundial e para Portugal, que deverá estagnar no próximo ano, depois de crescer 1,1 por cento este ano.

MRA Alliance/Público

FMI: Europa arrisca vários anos de crescimento débil, diz Straus-Kahn

sexta-feira, julho 16th, 2010

Dominique Strauss-KahnO director do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, estimou esta sexta-feira que a Europa se arrisca a enfrentar «vários anos de crescimento fraco», originando um aumento do desemprego e um enfraquecimento do poder de compra.

O crescimento está a começar a surgir na Ásia, em África e nos Estados Unidos mas «há um problema europeu», indicou Strauss-Kahn à estação de televisão France 24. «Não é o único lugar do mundo onde há dificuldades, mas há claramente um problema europeu em matéria de crescimento», acrescentou. Para o FMI, no entanto, o «cenário principal não é o de um regresso à recessão».

«O risco para a Europa é o de vários anos de crescimento débil», estimou o director geral do FMI, classificando este risco como «muito sério». «Isto quer dizer pouco poder de compra, problemas nos sistemas sociais de reforma, de saúde, uma subida do desemprego», acrescentou. O FMI actualizou na semana passada a sua previsão de crescimento para 2010 para a maioria das grandes economias mundiais, como os EUA (3,3%), o Japão (0,5%) e a China (10,5%). No entanto, o FMI deixou inalterada a previsão para a Zona Euro (1%).

MRA Alliance/Agências 

FMi desmente qualquer intervenção ou negociação para resgatar finanças espanholas

quinta-feira, junho 17th, 2010

O Fundo Monetário Internacional (FMI) desmentiu a preparação de qualquer intervenção ou negociação de um plano de ajuda a Espanha. A garantia foi dada hoje pelo porta-voz do FMI depois da imprensa diária espanhola ter garantido que estava a ser preparado um plano de liquidez que incluía uma linha de crédito de 250 milhões de euros.

O director do Fundo Monetário Internacional estará hoje em Madrid para uma reunião com o chefe do governo do país vizinho, José Luís Zapatero, mas sem ter na agenda do encontro qualquer negociação para um plano de ajuda a Espanha.

Depois da imprensa do país vizinho ter garantido esta manhã que estava a ser preparado um plano de liquidez que incluía uma linha de crédito de 250 milhões de euros, o porta-voz do FMI viu-se na obrigação de vir a público esclareceu a situação.

MRA Alliance/RTP

FMI propõe novos impostos sobre bancos

sexta-feira, junho 4th, 2010

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou ontem que vai apresentar novas propostas para a taxação do sector financeiro na reunião dos ministros das Finanças do G20, que se realiza na sexta-feira, na Coreia do Sul.

«Vamos apresentar uma versão revista do nosso relatório sobre a taxação do sector financeiro», disse o porta-voz do FMI, David Hawley, citado pela Lusa

A primeira versão do relatório encomendado pelo G20 foi apresentado numa reunião dos ministros das Finanças em Washington, em Abril, mas não reuniu o consenso.

O FMI propõe dois impostos: um «contributo para a estabilidade financeira» sobre as receitas das instituições financeiras e ajustado ao risco que estas assumem; e um «imposto sobre operações financeiras», que «seria uma espécie de imposto sobre o valor acrescentado».

No entanto, segundo os analistas, mais uma vez não deverá haver acordo entre os ministros das Finanças do G20.

MRA Alliance/Agência Financeira

Líder da AEP contra sugestão do FMI de cortar salários

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

José António Barros, presidente da AEPO presidente da Associação Empresarial de Portugal recusou ontem que a redução de salários seja a forma certa para Portugal recuperar competitividade. José António Barros reagia assim à medida defendida pelo economista-chefe do FMI, em declarações ao jornal francês Les Echos, classificando a sugestão como uma “forma simplista de ver as coisas”.

O dirigente sublinhou que “há muitas outras coisas que são necessárias [para aumentar a competitividade]” e deu o exemplo dos feriados e da legislação laboral. José António Barros, que falava à margem da assinatura de um protocolo com os CTT, considerou positivo “o sinal dado de não haver aumentos na função pública”. O líder da AEP considera que, na iniciativa privada, as empresas que tiverem condições para aumentar devem fazê-lo, “se assim o desejarem”.

MRA Alliance/Agências

FMI: Entre o aumento “considerável” dos recursos e as ameaças dos “ricos”

domingo, outubro 4th, 2009

O novo papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) implicará um “aumento considerável” dos seus recursos, declarou hoje em Istambul o director geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, à margem da assembleia dos 186 Estados membros do fundo. Veladamente os países ricos ameaçam com “menos generosidade” se perderem poder de voto. Tudo isto num cenário internacional de crescente vulnerabilidade do dólar como divisa mundial de reserva.

O FMI anunciou em Setembro que já reuniu os 500 mil milhões de dólares (cerca de 343 mil milhões de euros) suplementares prometidos na cimeira do G20 em Londres, em Abril.

Porém, Strauss-Kahn lembrou em Istambul que ainda são precisos mais recursos para incitar os Estados membros a confiar na capacidade de empréstimo do Fundo e para promover a recuperação da economia mundial, evitando futuras crises.

“Os desequilíbrios provêm da edificação de imensas reservas e estas imensas reservas provêm do facto de que (os países) têm medo de estar sozinhos, confrontados com uma especulação sobre (a sua) moeda”, comentou.

“Mas há uma outra solução, menos custosa, mais eficaz, para evitar isso, que são as reservas comuns”, na origem no espírito dos fundadores do FMI, acrescentou.

Este ano, o FMI já emprestou mais de 50 mil milhões de dólares (cerca de 34 mil milhões de euros) a países por todo o mundo.

De momento, o processo de reforço do papel do FMI está a ser marcado pelo debate sobre quanto poder as nações ricas querem ceder aos países em desenvolvimento.

As maiores nações em desenvolvimento estão a pedir um aumento do seu poder de voto no FMI. “Só podemos esperar que os países sobre-representados compreendam que podem prejudicar o Fundo se tentarem bloquear ou adiar a reforma das quotas”, comentou hoje Guido Mantega, ministro brasileiro das Finanças. Mantega considerou que o Fundo precisa mudar a estrutura dos seus quadros para deixar de ser visto como uma instituição americana e europeia e tornar-se uma “instituição verdadeiramente multilateral”.

Contrariamente, o ministro sueco das finanças, Anders Borg, ameaçou que a Europa poderá tornar-se menos generosa no apoio financeiro ao FMI se perder influência.

MRA Alliance/Agências

FMI vai vender mais de 400 toneladas de ouro

sábado, setembro 19th, 2009

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que vai vender 403 toneladas de ouro. A prioridade de aplicação das receitas elegerá a concessão de empréstimos a países pobres.

A venda já fora decidida pelos Estados membros, na Primavera de 2008, para refinanciamento do FMI. 

Os países ricos e emergentes do G-20 decidiram durante a cimeira de Londres, em Abril, afectar as receitas destas vendas de ouro a empréstimos em condições vantajosas para os países mais pobres.

MRA Alliance/Agências