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BCP estuda saída da Polónia e da Grécia e entrada no Brasil e China

quinta-feira, julho 28th, 2011

O Banco Comercial Português (BCP) está a ponderar vender as suas unidades na Grécia e na Polónia, onde obteve boa parte dos seus lucros semestrais, passando a focar a sua estratégia internacional na China, no Brasil e em África, anunciou ontem o seu presidente, Carlos Santos Ferreira.

Carlos Santos Ferreira, que falava na apresentação de resultados semestrais do banco, explicou a nova agenda estratégia do BCP, dizendo que “as operações europeias deixam de ser core”, o que abre a porta para a venda das unidades do banco naqueles dois países.

Simultaneamente anunciou ter  em curso uma iniciativa para obter uma licença bancária que lhe permita operar no Brasil e reforçar a presença física na China. Assim, o foco do grupo passa a assentar – para além do mercado nacional – em três eixos: Brasil, Ásia e África. Parte da estratégia agora anunciada passa pela criação de uma holding que irá incorporar o Banco Millennium Angola (BMA).

À decisão de reposicionamento estratégico em mercados emergentes não terão sido estranhos os fracos resultados do banco. O BCP fechou os primeiros seis meses do ano com um lucro de 88,4 milhões de euros, menos 45,8 por cento do que no mesmo período do ano passado.

É na Polónia que o banco tem grande parte do seu valor internacional. Ao contrário dos resultados totais do grupo, os lucros do banco na Polónia (onde o BCP é o maior accionista) dispararam 58,7 por cento no primeiro semestre, para os 54,7 milhões .

No documento, no qual define a nova agenda estratégica para os próximos três anos, o banco explica que está a explorar opções “para reduzir exposição ao mercado da Grécia”, onde o grupo regista uma crescente diluição dos resultados e uma estagnação do crescimento de volumes (o banco detém um por cento da quota de activos).

Em África, os parceiros angolanos no BMA, a Sonangol e o Banco Privado Atlântico, de Carlos da Silva, ficam com 30 e 20 por cento do capital da nova holding, respectivamente, detendo o BCP os restantes 50 por cento. Assin sendo, o Banco Privado Atlântico (BPA) reforça a sua posição accionista, já que, até agora, esta instituição angolana era dona de 15,8 por cento do BMA, enquanto o BCP dominava 52,7 por cento do capital e a Sonangol 31,5 por cento.

A partir daqui, a estratégia passa por entrar em outros mercados, tendo já sido identificados como alvos a Namíbia e São Tomé e Príncipe, e por apostar em “novos negócios”. O grupo liderado por Carlos Santos Ferreira admite que poderá ter parceiros locais nos mercados onde quer entrar, bem como parceiros especializados na nova vertente de negócios.

No caso de Angola, o resultado líquido no primeiro semestre subiu 54,5 por cento para 15,1 milhões de euros. Já em Moçambique, onde o BCP também opera com o Millennium bim (onde tem 66,7 por centro do capital), a subida foi de 40,5 por cento para 41,9 milhões de euros no período em análise.

Ao todo, as operações internacionais do banco cresceram no último semestre 154,1 por cento, representando 64,4 mil milhões de euros nos resultados do banco, descontando já os interesses minoritários (os lucros devidos aos parceiros do BCP).

MRA Alliance/Público

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