Archive for the ‘Empresas’ Category

Prejuízo das empresas públicas cresceram em 2010 quase 11%

sexta-feira, setembro 16th, 2011

As dívidas do Sector Empresarial do Estado (SEE) chegaram, no final do ano passado, aos 32.388 milhões de euros, com o endividamento a crescer 10,8%. Este é um aumento, em termos absolutos, de 3.149 milhões face a 2009. As empresas públicas ultrapassaram, de acordo com o relatório anual divulgado pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), o limite de 7% endividamento traçado pelo anterior Governo. Já este ano a dívida deverá crescer 8,2%.

A estimativa é da Comissão Europeia, no seu primeiro relatório de avaliação do programa de ajuda financeira a Portugal, e baseia-se nos planos de corte de custos entregues pelas empresas.

No relatório, com a data de Julho mas que só ontem ficou disponível no ‘site’ da DGTF, a Estradas de Portugal surge como a empresa que, sujeita a um limite de endividamento, mais aumentou a sua dívida: 33%, chegando aos 2.005 milhões de euros. Mas há casos mais graves. A dívida da Parque Escolar disparou 379,8% para 665 milhões de euros.

MRA Alliance/DE

Troika obriga a cumprir cortes de 15% este ano

terça-feira, setembro 13th, 2011

A troika vai obrigar as empresas públicas a cortar 15% de custos operacionais até ao final deste ano. Segundo o relatório do Programa de Assistência Económica e Financeira publicado hoje, a troika não vai abrir excepções no cumprimento das metas ainda que algumas empresas, nomeadamente na área dos transportes, tenham estado a negociar cortes mais faseados.

A troika diz que até ao final do ano serão para implementar cortes de “pelo menos 15%” nas sociedades controladas pelo Estado central, sendo que nas locais e regionais deverão estar concluídos planos para proceder a cortes semelhantes até ao final deste mês.

A troika impõe ainda que até ao fim de 2012 a maioria das empresas públicas, com excepção das mais problemáticas, atinjam o equilíbrio operacional.

Para isso, diz o documento, o Governo irá elaborar um documento estratégico a rever a estrutura de tarifas e de serviços a nível local, central e regional com metas numéricas e de redução de custos incluindo “realinhamento de salários, redução de emprego ou mais aumento de tarifas se necessário” até ao fim deste mês.

MRA Alliance/JdN

Parceiros sociais rejeitam proposta de fundo de despedimento

terça-feira, setembro 13th, 2011

A criação de um Fundo de Compensação do Trabalho foi um dos temas em debate na reunião de hoje de Concertação Social, tendo os parceiros sociais já reagido de forma negativa à proposta apresentada pelo Governo.

A proposta do Governo para a criação de um Fundo foi enviada aos parceiros na quarta-feira. Segundo o Ministério da Economia, este foi um dos temas abordados com os parceiros no encontro de hoje.

O Executivo defende a criação de um fundo financiado pelas empresas, que terão de descontar periodicamente até um por cento do valor dos salários e das diuturnidades, num mecanismo só aplicável aos novos contratos.

Da reunião de hoje entre o Executivo e os patrões e os sindicatos saiu a decisão de criar três grupos de trabalho sobre o fundo de despedimento, a competitividade e o crescimento, e a reforma laboral e a criação de emprego.

A TSF, divulgou que ficaram já agendas três reuniões destes grupos de trabalho para 21, 22 e 23 de Setembro.

No final da reunião, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, desvalorizou as críticas que patrões e centrais sindicais repetiram à saída do encontro. «Para nós o mais importante é avançar com uma estratégia que faça com que Portugal volte a crescer», disse.

A proposta para a criação do FCT decorre do acordo tripartido para a competitividade e o emprego assinado em Março, entre o anterior Executivo e os parceiros sociais.

O fundo pagará parte das indemnizações em caso de cessação dos novos contratos laborais e estabelece que as indemnizações correspondem a 20 dias por cada ano de trabalho, em vez de 30.

As confederações patronais mostraram-se desde logo críticos da proposta do Governo, que aponta para que o valor das contribuições feitas mensalmente pelo empregador – num total de 14 meses – corresponda até 1% da retribuição base.

MRA Alliance/Agências

Juros no financiamento às PME acima de 7%

terça-feira, setembro 6th, 2011

Os juros no financiamento às pequenas e médias empresas já ultrapassou o limiar que um dia Teixeira dos Santos disse ser incomportável para o País. As pequenas e médias empresas (PME) financiam-se hoje a uma taxa de juro média de 7,04%. Acima do limiar que ficou célebre nas palavras do então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que o dava como incomportável para o financiamento do Estado, em Outubro de 2010.

Trata-se do valor mais alto desde Janeiro de 2009, num período de máximos históricos das taxas Euribor. Nessa altura o ‘spread’ cobrado às PME rondava os 3,8%, hoje ultrapassa os 5,5%.

“O problema mais importante com o qual as nossas empresas se deparam actualmente é com a falta de financiamento à actividade. E o pouco crédito que os bancos disponibilizam é cada vez mais caro”, refere António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal.

Em termos mensais, o montante de crédito concedido às PME tem-se mantido mais ou menos constante desde Setembro de 2008 – mês da falência do gigante Lehman Brothers – entre os 1,6 e os dois mil milhões de euros. No entanto, comparando com o período pré-crise, os bancos emprestam hoje menos um terço do crédito então concedido.

MRA Alliance/DE

Empresas públicas aumentaram o défice do Estado em 360 milhões

sexta-feira, agosto 19th, 2011

As seis maiores empresas públicas que contam para o défice registaram um saldo negativo de 359,2 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano. Este saldo contribuiu para o défice das administrações públicas que atingiu os 7,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros três meses do ano, segundo as contas nacionais do INE.

Os números dizem respeito às empresas Metro do Porto, Refer, Estradas de Portugal, Metro de Lisboa, RTP e Parque Escolar, e foram revelados pelo governo, na sequência de um requerimento entregue pelo deputado do PSD, Miguel Frasquilho. No entanto, as contas entregues pela Presidência do Conselho de Ministros mostram que nem todas estas empresas tiveram um contributo negativo para o défice público no primeiro trimestre. RTP e Metro do Porto apresentaram mesmo um saldo positivo nos primeiros três meses do ano, com destaque para a televisão pública que teve um balanço positivo de 8,8 milhões de euros

A empresa que apresentou o maior défice entre despesa e receita foi a Estradas de Portugal com uma diferença de 178,5 milhões de euros. Refer e Parque Escolar contribuíram com aproximadamente 75 milhões de euros cada e o Metro de Lisboa pesou 40,7 milhões de euros. Estes valores traduzem as necessidades de financiamento externo destas empresas para cobrir as despesas que não são asseguradas pelas receitas.

Segundo as regras do INE e do Eurostat, uma empresa pública só fica de fora do défice se gerar receitas próprias que permitam cobrir pelo menos 50% dos seus custos. Este critério passou a ser aplicado a mais empresas públicas: Refer e metros de Lisboa e Porto, sendo um dos factores que levou à revisão em alta do défice público no ano passado pelo Eurostat e pelo INE.

MRA Alliance/ionline

Accionistas da PT votam fim da golden share

terça-feira, julho 26th, 2011

Os accionistas da Portugal Telecom votaram hoje em Assembleia Geral, por esmagadora maioria (99%), o fim dos direitos especiais que o Estado mantinha na empresa, conhecidos como golden share, marcando assim o fim da influência do Estado na empresa de telecomunicações.

O Estado deverá manter, no entanto, as quinhentas acções que ainda detém na PT, mas agora sem os direitos especiais que elas garantiam até hoje. Assim, essa posição vale agora pouco mais de 3 mil euros.

O fim das chamadas “golden share” é uma das medidas acertadas com a Troika. Depois da PT, e até final do mês, também a EDP e a GALP devem acabar com os direitos especiais do Estado.

MRA Alliance/Agências

S&P corta rating da Parpública, Refer, CP e Metro para “lixo”

sábado, março 5th, 2011

A agência de notação financeira Sandard & Poor’s (S&P) cortou os ‘ratings’ de longo prazo das quatro empresas públicas para “lixo” por considerar que a capacidade do Estado em prestar apoio eficaz e atempado às quatro entidades diminuiu.

A Parpública levou um corte de ‘BBB’ para ‘BB+’ e as outras três entidades desceram de ‘BBB’ para ‘BB’, nível considerado como “lixo”. A S&P piorou ainda as avaliações individuais destas entidades relacionadas com o governo. O perfil de crédito individual das empresas públicas também foi alvo de uma revisão em baixa: ‘b’ para a Parpública e ‘b-‘ para as outras três entidades.

“Na nossa perspectiva, a elevada dependência destas empresas do apoio do governo português no actual ambiente macroeconómico aumenta o risco de não conseguirem uma solução rápida para os seus fardos de dívida de curto prazo”, refere a S&P em comunicado.

A S&P considerava que a capacidade do governo em apoiar financeiramente estas empresas era “extremamente alta”. Mas, após esta avaliação e dadas as dificuldades de financiamento da República, consideram que essa probabilidade já não é tão forte, passando a “muito alta”.

A agência ressalva que “o apoio governamental será cada vez mais restringido pelas difíceis condições de financiamento de Portugal, como é ilustrado pelo fraco acesso a liquidez externa pelo sistema bancário comercial”.

MRA Alliance/DE

“Estou na Galp para ficar”, diz Amorim

domingo, fevereiro 13th, 2011

Em entrevista ao semanário Expresso, Américo Amorim, accionista da Galp Energia, diz que está na petrolífera para ficar: “O meu compromisso com a Galp é de longo prazo. Estou na Galp para ficar”. Américo Amorim é presidente da Amorim Energia, ‘holding’ detida por si em 55%. Os restantes 45% estão nas mãos da Sonangol e de Isabel dos Santos.

A Eni, que controla cerca de 33% do capital da petrolífera esteve recentemente em negociações com a Petrobras para vender a sua posição, negociações que não chagaram a bom porto. Américo Amorim afirma que uma “solução para a Galp tem de passar por mim”.

Na entrevista, Amorim é claro sobre as suas intenções na Galp: “O facto de ter expirado o período de indisponibilidade de acções não altera o meu rumo. O meu compromisso com a Galp é de longo prazo. Esta empresa desempenha um papel estratégico, de interesse nacional, que continuarei a defender. É fundamental que todos entendam isso”.

MRA Alliance

Faliram 14 empresas portuguesas por dia em 2010

terça-feira, janeiro 11th, 2011

No ano passado, mais de cinco mil empresas não conseguiram resistir à crise. As dificuldades económicas forçaram 14 empresas por dia a fecharem portas, o que ajuda a explicar os valores históricos da taxa de desemprego em Portugal.

Apesar de se ter registado um aumento de 15,6% face a 2009, este valor representa uma desaceleração face ao aumento de 36,2% registado em 2009, ano em que os efeitos da crise financeira se fizeram sentir com mais intensidade no tecido empresarial português.

MRA Alliance/DE

Governo reduz capital social das sociedades por quotas para um euro

quinta-feira, dezembro 30th, 2010

O capital social mínimo para a constituição das sociedades por quotas vai ser reduzido passando dos actuais cinco mil euros para um euro quando as sociedades são unipessoais e para dois euros quando têm, pelo menos, dois sócios.

A decisão será tomada hoje pelo conselho de ministros e deixará de fora as sociedades anónimas que continuam com o capital social mínimo de 50 mil euros.

Na prática o Governo pretende reduzir os custos de contexto para as micro-empresas permitindo ainda que a constituição do capital social seja feita um ano depois da sua criação e não na sua formalização.

MRA Alliance/DE

Empresas cortam mais no endividamento do que o Estado

quinta-feira, dezembro 30th, 2010

Os dados do INE mostram que o esforço das empresas para reduzir dívida foi 10 vezes superior ao do Estado. Em 12 meses, as empresas fizeram um esforço 10 vezes maior do que o Estado para reduzir o seu endividamento.

Os dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística mostram que as necessidades de endividamento das empresas caíram para 5,7% do PIB, enquanto o défice do Estado continua nos 9,4%.

No ano terminado em Setembro – que inclui ainda o último trimestre de 2009 – o défice do total da economia caiu para 8,4% do PIB, mas foram os privados quem deu o maior contributo.

As empresas não financeiras abateram 907,6 milhões de euros às suas necessidades líquidas de financiamento, quando comparadas com o ano terminado em Junho. No mesmo período, as administrações públicas reduziram o défice em 87 milhões de euros.

MRA Alliance/DE

S&P baixa ratings de empresas públicas e põe cinco bancos sob vigilância

sexta-feira, dezembro 3rd, 2010

A agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) cortou hoje os ratings da Parpública, da CP, da Refer e do Metropolitano de Lisboa, colocando ainda sob vigilância cinco bancos portugueses, a EDP e a REN.

A decisão da S&P decorre do facto de a agência ter colocado sob vigilância, na terça-feira, o rating da República portuguesa, dizendo, nomeadamente, que se Portugal recorresse ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, a sua notação financeira teria de descer do actual “A-“.

As empresas atingidas pelo corte são a Parpública, a Comboios de Portugal (CP), a Refer e a Metropolitano de Lisboa, que viram o seu rating baixar de “BBB+” (que é já o grupo de classificação mais baixo) para “BBB”. A Refer fez já uma comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), informando sobre a redução do rating. A S&P mantém um outlook negativo sobre estas quatro empresas, o que significa que pode vir a cortar ainda mais o rating no curto prazo.

Paralelamente, a Standard & Poor’s colocou também sob vigilância os ratings de cinco bancos portugueses – BES, BPI, BCP, Santander Totta e Caixa Geral de Depósitos – e duas empresas ligadas ao Estado – a REN e a EDP – tal como já tinha feito com o rating da República. Em todos estes casos, a S&P diz que deverá tomar uma decisão sobre a descida da notação financeira no prazo de três meses.

Num relatório, a S&P explica a sua decisão de colocar sob vigilância os ratings dos bancos se deve ao facto de a agência “raramente atribuir uma notação financeira da dívida de instituições superior à do país, sobretudo por considerar improvável que estas instituições não sejam afectadas pelos desenvolvimentos da economia”.

MRA Alliance/Público

Portugal é o 4.º país da UE com mais empresas inovadoras

quinta-feira, novembro 11th, 2010

O sexto inquérito da Comunidade à Inovação conduzido entre 2006 e 2008 pelo Eurostat, indica que 51,6 por cento das empresas dos 27 países da União Europeia declararam inovação nas suas práticas de trabalho.

No período de referência, Portugal teve 57,8 por cento de empresas a declararem inovação, valor que fica atrás do da Alemanha (79,9 por cento), Luxemburgo (64,7 por cento) e Bélgica (58,1 por cento).

Do total de 51,6 por cento das empresas que tiveram actividade inovadora entre 2006 e 2008, 34,2 por cento cooperaram com outras empresas, número superior ao verificado em Portugal no mesmo período (28,4 por cento).

MRA Alliance/DN

Dívida das 500 maiores empresas chega aos 70%

terça-feira, novembro 2nd, 2010

As 500 maiores e melhores empresas portuguesas empregam cerca de 8% do total da população activa e as suas vendas representam 65% do PIB nacional embora dêem sinais crescentes de vulnerabilidade, revela a revista Exame.Segundo o ‘ranking’ anual da revista ‘Exame’, o endividamento (rácio entre o passivo e o activo) do grupo atingiu em 2009 os 69,8% e desde 2005 (66,8%) que este valor não pára de aumentar. No mesmo sentido, a solvabilidade destas empresas também voltou a diminuir, para 43,1%, reforçando assim os sinais de que a fragilidade das companhias nacionais tende a agravar-se.

A contribuir para esta ideia estão ainda os números referentes à liquidez geral das empresas, que, segundo a ‘Exame’, desceu de 127,5% para 103,4% no ano passado, a sinalizar que a capacidade das companhias para enfrentar os seus compromissos financeiros no curto prazo também caiu.

Em termos de vendas totais – representativas de 64,8% do PIB – o grupo sofreu uma quebra de 8,1% para 108,8 mil milhões de euros, no ano passado, o que não impediu as companhias nacionais de garantir uma subida de 12% nos seus lucros, em termos homólogos.

Água, gás e electricidade foram os sectores que mais contribuíram (22,7%) para os lucros totais do grupo das 500 maiores e melhores empresas portuguesas, que se fixaram em 5,2 mil milhões de euros, ou 3,2% do PIB.

A EDP Renováveis, a SIVA, a Repsol, a Cimpor ou a Efacec continuam a liderar nos respectivos sectores, em termos de qualidade, sendo que este ano o prémio de ‘Melhor Empresa do Ano’ foi atribuído à Otis Elevadores. Por outro lado, a distinção de ‘Maior Empresa do Ano’ foi entregue  à ‘Volkswagen Autoeuropa’.

MRA Alliance/DE

Papelaria Fernandes ganha tempo na luta pela sobrevivência

sábado, outubro 23rd, 2010

Papelaria FernandesA Papelaria Fernandes evitou ‘in extremis’ a dissolução da empresa e da marca com quase 120 anos de existência. A partir de agora, as duas lojas ainda operacionais da rede centenária de artigos de papelaria e escritório – no Largo do Rato e na Rua do Ouro, em Lisboa – vão ser geridas pela Papetarget, uma empresa controlada por José Morgado Henriques, antigo presidente e um dos maiores accionistas da Papelaria Fernandes.

“Só com persistência e determinação e o acreditarmos sempre, mesmo contra adversidades, que a Papelaria Fernandes era viável, é que permitiu este desfecho”, desabafou Morgado Henriques manifestando optimismo face ao futuro.

A Papetarget, que passa assim a ser a cessionária dos activos pertencentes às empresas insolventes do grupo, ficou com os direitos de exploração da marca Papelaria Fernandes, segundo o contrato de cessão de activos ontem assinado, no âmbito do plano de insolvência da empresa aprovado em assembleia de credores e homologado por sentença de 26 de Fevereiro de 2010.

MRA Alliance/DE 

Angola: Pagamento de obras às construtoras portuguesas retido no país

quarta-feira, outubro 13th, 2010

Cavaco Silva com José Eduardo dos Santos, em LuandaO dinheiro das dívidas já pago às construtoras nacionais continua retido em Angola sem poder ser repatriado com as empresas portuguesas a ser impedidas pelas autoridades angolanas de transferir essas verbas para as suas contas bancárias em Portugal. Desta forma, o acordo estabelecido em Julho, sob a égide dos dois presidentes, Cavaco Silva e José Eduardo dos Santos – quando o presidente português se deslocou oficialmente a Angola – não está a resolver os problemas financeiros e de tesouraria das empresas nacionais do sector, numa altura em que o crédito escasseia, a banca pressiona para cobrar dívida e o mercado interno de obras públicas está totalmente estagnado.”A questão das dívidas de Angola às construtoras portuguesas não está resolvida totalmente. Além de as dívidas não estarem totalmente liquidadas, estão a existir fortes dificuldades de transferência desses fundos para Portugal”, revelou ao Diário Económico, Manuel Agria, vice-presidente da ANEOP – Associação Nacional dos Empreiteiros de Obras Públicas, entidade que defende os interesses das cerca de 40 maiores construtoras portuguesas.

Em Fevereiro, segundo dados divulgados publicamente pela ANEOP, a dívida de Angola às construtoras nacionais já ascendia a 500 milhões de euros. Depois disso, o valor exacto das dívidas angolanas às empresas lusas nunca foi confirmado, mas em Julho, aquando da referida visita oficial de Cavaco Silva àquele país, já se falava de cerca de dois mil milhões de euros, que teriam de ser pagos às construtoras portuguesas.

A Mota-Engil, líder nacional do sector, teria na altura uma dívida a cobrar a Angola de cerca de 250 milhões de euros. Outros grandes grupos construtores nacionais, como a Teixeira Duarte, Soares da Costa, Opway ou Edifer teriam valores em dívida que oscilavam entre os 100 milhões e os 200 milhões de euros, cada um.

MRA Alliance/Diário Económico

Lucros semestrais da Jerónimo Martins explodem e surpreendem analistas

quarta-feira, julho 28th, 2010

A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos aumentou os lucros em 39,4% no semestre, superando as estimativas dos analistas. A Jerónimo Martins obteve lucros de 101,7 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, um crescimento de 39,4% face ao atingido no mesmo período do ano passado. Em Portugal, o Pingo Doce, principal unidade do Grupo, aumentou as receitas em 8,8%.

“Os sinais positivos que recebemos dos resultados do primeiro semestre permitem-nos antecipar a continuação de um desempenho sólido, intensificado pela maior densidade de vendas ao longo do ano e garantindo o cumprimento dos objectivos traçados pelo Grupo”, salienta o CEO da empresa, Pedro Soares dos Santos, em comunicado.A Jerónimo Martins beneficiou com o crescimento comparável das vendas (8,2%), com a abertura de novas unidades e com a valorização da moeda polaca face ao euro (11,8%). O negócio na Polónia voltou a ser o motor de crescimento da Jerónimo Martins, com a Biedronka a aumentar as receitas em 18,1% em moeda local, o que representa um contributo ainda maior quando convertidas para euros.

MRA Alliance/JdN